Tag poesia
Deixe-me ir, deixe-me sorrir, não sou fábrica de sonhos, mas desejo alçar muitos voos, sempre lembro delas, das flores mais belas, assim as desejos, desejos não são fábricas de sonhos, mas sonhos podem serem exibidos em forma de rabiscos, enfim, exige habilidade de corrigir erros do amor vividos, pois podem ocasionar o desespero de amores contínuos, pois não importa o que vais escrever ou descrever, importa sim o compreendimento do ato gerado sobre o amor doado, e a parte mais importante estará sempre dentro de você.
Conheci Mona Lisa...
Sim, andei pelo Louvre
totalmente lisa;
sem dinheiro no bolso.
Passeando com Van Gogh
divaguei pela a noite estrelada,
andando sobre um caminho
estreito de fibra ótica.
Mergulhei numa pequena tela
e, viajei o mundo...
Aprendi outro idioma,
conversei com Coralina.
Bastava-me uma pequena janela,
um ponto de acesso
e viajei por toda a Terra,
conheci todos os tipos de arte.
...Porque a arte estava
em todos os cantos,
em todos os sites e
em todos os links.
E assim a arte chegou
até nos barracos,
alimentando sonhos
e servindo de barco
para todos navegar.
Juliana Rossi Cordeiro
Pois sei como és unica
Esse coração teimoso
Sempre te cuida
E é assim que vai ser
Tudo que sinto por ti,
é sinônimo de viver.
O seu amor é uma dádiva.
Amo quando você diz que me ama,
amo quando sorrir feliz
quando seu olhar me renova
sei que na vida sou só um aprendiz
e que o amor que me doma
é também a minha matriz.
A asa que me faz livre para voar
é a mesma que se abre para cuidar
de você e ser sua cura,
após as noites de trevas quero ser sua aurora.
DE:Resan'per Sorriso.
Poesia que encanta
Muitos podem ignorar
Poucos podem comentar
Vou seguindo a escrever
Uma poesia para você ver
Não escrevo por escrever
Não público para aparecer
Apenas gosto de me expressar
Sentimentos verdadeiros a exaltar
Amor, alegria, afeto e compaixão
Ganham rimas e versos nessa oração
Sorrisos, beijos e abraços apertados
Aproximam aqueles que estão separados
A felicidade de receber um elogio
Aquece meu coração nesse frio
Que bom que você ainda aprecia
Esta bela arte chamada poesia
Quero falar nestes versos
Do meu grande amor
Bela por natureza
Singela como uma flor.
Cantar em poesia você
É o meu maior prazer
Nosso amor eternizado
Fazendo sempre feliz nosso ser.
Cantarei com o coração os meus versos
Que um dia trouxe o mar de minha Isa
Aqui no meu mundo lembra-me os astros.
Meu anjo chama, POESIA
Lindas curvas, são os VERSOS
Cheirosa feito uma flor
Deusa que enfeita meus estros
Anjinho que me tonteia
No amor, palavras e gestos...
Frida
Guia-me por tuas veredas,
Oh teimosa Dama da lua
Distante dos alicerces morais
Fizeste das tuas verdades
O sangue derramado ,
Pela tua pele nua.
Despida de pudores,
Dona do seu ser,
Pintantes em telas as dores
Suas dores, tão intensas no viver.
Verde, branco e vermelho
De todas as cores pintastes teus gritos
Gritos de uma sociedade enclausurada
Emancipada pelo teu olhar sentido.
Oh teimosa Dama da lua.
Tua arte vibrante permanece
Distante da beleza raza
Profunda em alma e Poesia.
arranjo de flores
[...] um arranjo de flores
de muitas cores,
assim terei motivo
e o mais viver, cativo,
para a inspiração florecer...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Sertão da Farinha Podre, Triângulo Mineiro
maio de 2020
Coisa Nenhuma
Quem roubou
Tua risada
Meu bem
Diga
Que vou buscá-la
Para cobrir
Sua boca
Quem tirou
Tua espontaneidade
E hoje fica nu, encolhido
Diga
Que vou buscar
Outra roupa
Quem tirou sua dança
Ficas parado
Feito estátua de sal
Diga
Qual é a música
Vou tocá-la
Para ti.
Diga
Por favor
Quem colocou
O mar dentro
De teus olhos
Mas sou eu
A praia
Venha para mim
Não se afogues
No pranto
Diga
Diga
Porque eu
Te amo
Quero levá-lo
Ao meio da pista
Nu como estás
Para dançarmos
E recomeçarmos
Com ritmo
Sem lhe roubar
Nada
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Peço encarecidamente que me violentem
Sem culpa ou remorso
Com ódio
Repulsa
E o senso inquestionável de poder
Quebrem meus dentes
Queimem minha pele e meus cabelos
Impeçam meus acessos
Sem drama
Com fazem com as mulheres e os cães
Ascendo por sobre a pele grossa
Tenho a dor arraigada ao sangue
Então atirem
E tirem o pouco que sobra
E não deixem de fazê-lo
Não permitam que não doa
Para que eu não ouse esquecer
Nem por um segundo miserável
Que não sou igual a vocês.
Obrigado Mãe
Obrigado Mãe por tudo
por sempre cuidar de mim
Obrigado Mãe por tudo
você sempre estará guardada em mim.
Obrigado mãe por tudo
eu te amo muito
Obrigado mãe por tudo
você é o meu mundo.
Obrigado Mãe por tudo
pelas brigas, e reclamações
Obrigado Mãe por tudo
sempre será a minha expiração.
Obrigado Mães por tudo
que vocês fazem pelos filhos
O amor de vocês é muito grande
que sempre sobra um espacinho.
Poesia
Aaah poesia
ela é minha fuga
é eu grito
é minha amiga
meu riso
Me anestesia
nela devaneio sem medo
de heresia
de que me apontem o dedo
Aaah poesia
abro a gaiola e solto
esparramo sobre a mesa vazia
e me preencho de poesia
Poesia tem me dado vida
em tempos de pandemia
tem sido minha aliada
diante de tanta hipocrisia
Que nunca me falte a poesia...
Lança do destino "Perfure o escudo do meu peito com o frio e áspero aço de seu ódio. Enterre-o em minha carne, até que todas as boas lembranças escorram pelo meu ventre, na forma fluída e carmesim de um adeus, do qual, por anos, desejou-lhe sujar as mãos. Abdique-se de toda a sua empatia e contemple, finalmente, o enorme e perturbador vazio que me deixará, pois, quando uma última lágrima escorrer por entre meio meus lábios pálidos de amargura, querida... Saberás que é tarde demais para nós dois."
Não Cortem os Meus Cabelos
Thersila era linda, o conjunto fazia a graça da sua beleza e o que mais impressionava eram os seus cabelos, tão longos como as horas de nossas vidas.
Sua mãe dizia: “corte os cabelos, estão muito compridos! Fez promessa?" Mas, ela se calava e seus cabelos cresciam feito horas de espera: intermináveis. Cresceram... Cresceram... que para lavá-los ia até ao rio Corumbá, desatava as tranças o que levava horas, e deitava sua longa cabeleira no cascalho das águas do rio.
Neste instante, os cabelos encharcavam e tomavam o movimento das águas e mais pareciam galhos e gravetos esparramados pela chuva. Lavava, secava e perfumava seus fios e retornava à casa.
Sua mãe bradava: "Que é isso? Promessa?” E os seus cabelos ainda mais cresciam... cresciam tanto, que seu marido fez deles seu colchão e suas cobertas, apaixonado pelos longos fios sedosos e cheirosos.
Amanhecia emaranhado, que o prendia feito teias, para que não abandonasse o leito.
Conselhos não adiantavam: corte as pontas, da força!
E não entendiam. Thersila fez promessa? Todos ficavam impressionados com ela sentada na poltrona trançando os fios esparramados pelo chão.
Ela passava horas a fio a desembaraçar e ajeitar os fios na cama e cobrir seu amado, confiando no enlace da paixão.
Num dia de irritação, ele entrelaçado e embaraçado em seus fios, bradou e cortou os seus cabelos.
Thersila, nesse instante entristeceu, empalideceu e emudeceu.
Sentou-se num canto da sala, começou a tecer os fios cortados, como teias, num crochê complicado e os dependurava nas janelas, como cortinas.
Ele desesperado com a sua mudez, pediu:
— Fale Thersila, são seus cabelos que lhe fazem falta?
Ela então falou:
— Você cortou meus cabelos, junto deles a minha história. Agora teço com o que restou, teias, para que os fios não voem pela janela afora, como palavras perdidas de uma história de amor que levei anos e anos para contar e lhe ACONCHEGAR!
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Os aliados mercenários não respeitam sua história, apenas se disfarçam de amigos porque querem o seu legado.
Jardim de aparências
Seremos apenas rosas destroçadas
no meio a um jardim florido e feliz
Seremos rosas espinhosas e venenosas
em meio a pétalas tão cheias de elegância
Mesmo a minha mais singela doçura
Aparenta ser tão amarga diante a beleza do outro
E meus traiçoeiros espinhos se aparentam tão maiores
São tratados como um câncer das flores
Eu sei que neste jardim não há rosas perfeitas
E sei que não existem espinhos fatais
Mas a minha autodestruição sabota minha imagem
A alegria das outras ainda me condena no olhar.
Talvez seja eu o condenado e o condenador
@paulorecita
