Tag poesia

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⁠Aspiração
Já não quero
O cheiro do betume,
O cinza do concreto,
A estupidez cotidiana
Selada no desespero.
Quero a fuga prá Pasárgada
Ambição dos poetas
Esquizofrênicos da dor.
Já não quero angústias,
Espaços limitados,
Ruídos encalhados,
Mulheres ritmadas.
Quero abismos iluminados,
Aromas selvagens,
Melodias,
Procissões,
Liberdade e campo.
Já não quero
Vozes tépidas
Melodramáticas,
Seios camuflados,
Pânicos programados,
Anti-mundo.
No teatro mundano,
Sonhos aéreos
Quisera querer,
Utopias valiosas vadias.
Livro: Travessia de Gente Grande
Autor: Ademir Hamú 

Inserida por AdemirHamu

⁠O Corredor
As tardes caíam cada vez mais longas, sem expectativa e numa falta de prosa desconcertante.
Já ia longe a guerra do silêncio entre o casal em sua primeira disputa. Era difícil aplacar a angústia do que ia acontecer, disfarçar a ansiedade da volta e representar que tudo vai bem ou ia bem.
A janela foi objeto do desejo de disputa.
Abre a janela, Ana, está um calor danado desse jeito não consigo dormir, o quarto está abafado isto só dá pesadelo. Ela retrucou:
Pesadelo são os morcegos que entram no quarto e ficam assombrando o meu sono. Passo a noite vigiando a janela, de sentinela, enquanto você se refresca e dorme. No outro dia fico exausta.
— Assim não dá, Ana você acende velas no oratório, fecha a janela e o quarto fica mais abafado do que igreja em dia de Semana Santa. Isto já virou tormenta na hora de dormir, perde até o gosto de se deitar. Suar na escuridão é triste.
— Gosto da janela cerrada, dá mais segurança...
Vou abrir, Ana. amanhã é dia de serviço, a esta hora ainda não peguei no sono... deixe a luz da lua molhar o seu corpo, soprar o cheiro da flor do pequizeiro a perfumar o quarto.
Empertigada, Ana levantou-se:
— Então fique aí com a lua, os morcegos e as formigas dos pequizeiros. Vou para o outro quarto.
— Você é quem decide, Ana.
No corredor, quando as tábuas estrilaram, já bateu arrependimento.
Ana mastigou o conselho da avó: “Nunca saia de sua cama a volta é mais difícil''.
E foi assim. Tião ficou no quarto do oratório, de cortinado, as melhores cobertas, com a luz da lua, de janela aberta. Ana penava no final do corredor em colchão de capim, suando de calor e medo, disputando espaço com as muriçocas. Toda noite planejava e ameaçava: vou lá no outro quarto; “Amanhã tiro o cortinado...” Mas clareava o dia e pensava: “Quem vai subir e pregar este peso nas alturas?"!
Não se conversou mais sobre o assunto. Os pequizeiros floresceram, cheiraram, derramaram seus frutos, caíram suas folhas e não conversou mais.
O inverno chegou, a janela cerrou e Ana emperrou no quarto do corredor. Tião apostava até quando?! Aqui neste sertão sozinhos era só esperar...
Agora quem deixava Ana de sentinela eram seus pensamentos, haja tijolo quente debaixo da cama para aquecer a solidão, além da trabalheira, dos dedos queimados, dos pés gelados a indecisão deixava o corredor da volta mais comprido.
Tião matutava: tinha que tomar atitude, Ana ia botar fogo na casa. Coitada! Moça da cidade não tinha costume da roça. Levantou-se, encheu-se de coragem, pegou a vela para atravessar o corredor. A cálida luz iluminou todo esplendor de Ana que de vela na mão também voltava ardendo de saudade.
Entreolharam-se e gungunaram:
— Oiiiii.
Cruzaram o corredor cada um em sentido contrário. Ana adentrou no quarto do oratório com cortinado e Tião no quarto do corredor com o colchão de capim. Sentou-se na cama desolado, contrariado, acanhado e deitou-se.
Palpitando de ansiedade Ana mal conseguiu sentar-se na cama: no instante sentiu o cheiro das roupas de Tião que exalavam da cama ainda quente o que disparou suas lembranças e encurtou o caminho da volta. Com as mãos e os pés frios da noite, com o coração ardendo de coragem, a chama da paixão iluminou o corredor e caminhou para junto de Tião.
No espaço exíguo da cama deitou-se com o coração apertado acomodando seu corpo ao de Tião. Ele entrelaçou sua cintura em sinal de reconhecimento. Ana com os pés gelados encostou seus pés ao dele para roubar seu calor. Ele a aqueceu e perguntou:
— Não estamos brigados, Ana?
Rindo afirmou:
— “Pés não brigam”.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠E ainda consigo vê-la
Mesmo sem ela saber
Continua sendo inspiração
Para tudo que eu escrever.

Inserida por Solrac28

Ela era daqueles lindos encontros 
Encontros durante o dia
Encontros em noites perdidas
Encontrávamos até em sonhos ...
Como era lindo quando eu à encontrava...

Inserida por Solrac28

⁠Fico sem rima
Me abstraio um momento
Dou espaço a perfeição
Sorria, sorria
Linda menina.

Inserida por Solrac28

⁠Disse-lhe, quando sinto,
sou profundo quão o mar,
se ama-la, amarei com maestria,
demonstro com a mesma força,
não sinto mais culpas,
se tu não sabes se banhar,
ou acostumou-se com águas rasas de bacia.

Inserida por Solrac28


Minha Sapateira conta 

Minha sapateira fala
Por onde andei
Dos caminhos que percorri
Das estradas que caminhei

Minha sapateira lembra
Dos apertos que eu passei
Das bolhas que me machuquei
Dos momentos inesquecíveis que vivenciei 

Minha sapateira guarda
Sapatos velhos e novos
Momentos e recordações 
Passado e presente 
E talvez possibilidade de futuro.

Minha sapateira fala, lembra, guarda e conta 
Da vida que os pés transportaram
Dos pés que transportaram a vida, até aqui.

Inserida por julia_dutra

⁠Deixe-me ir, deixe-me sorrir, não sou fábrica de sonhos, mas desejo alçar muitos voos, sempre lembro delas, das flores mais belas, assim as desejos, desejos não são fábricas de sonhos, mas sonhos podem serem exibidos em forma de rabiscos, enfim, exige habilidade de corrigir erros do amor vividos, pois podem ocasionar o desespero de amores contínuos, pois não importa o que vais escrever ou descrever, importa sim o compreendimento do ato gerado sobre o amor doado, e a parte mais importante estará sempre dentro de você.

Inserida por LeonardoPacheco

⁠Conheci Mona Lisa...
Sim, andei pelo Louvre
totalmente lisa;
sem dinheiro no bolso.
Passeando com Van Gogh
divaguei pela a noite estrelada,
andando sobre um caminho
estreito de fibra ótica.
Mergulhei numa pequena tela
e, viajei o mundo...
Aprendi outro idioma,
conversei com Coralina.
Bastava-me uma pequena janela,
um ponto de acesso
e viajei por toda a Terra,
conheci todos os tipos de arte.
...Porque a arte estava
em todos os cantos,
em todos os sites e
em todos os links.
E assim a arte chegou
até nos barracos,
alimentando sonhos
e servindo de barco
para todos navegar.
Juliana  Rossi Cordeiro

Inserida por juliana_rossi

⁠Pois sei como és unica
Esse coração teimoso
Sempre te cuida
E é assim que vai ser
Tudo que sinto por ti,
é sinônimo de viver.

Inserida por Solrac28

⁠Um minuto de olhar fixo
Garantiu-me uma viagem
Por momentos perfeitos
Que ainda não esqueço...

Inserida por Solrac28

⁠O seu amor é uma dádiva.
Amo quando você diz que me ama,
amo quando sorrir feliz
quando seu olhar me renova
sei que na vida sou só um aprendiz
e que o amor que me doma
é também a minha matriz.
A asa que me faz livre para voar
é a mesma que se abre para cuidar
de você e ser sua cura,
após as noites de trevas quero ser sua aurora.
  DE:Resan'per Sorriso.

Inserida por resanper_sorriso

Poesia que encanta
Muitos podem ignorar
Poucos podem comentar
Vou seguindo a escrever
Uma poesia para você ver
Não escrevo por escrever
Não público para aparecer
Apenas gosto de me expressar
Sentimentos verdadeiros a exaltar
Amor, alegria, afeto e compaixão
Ganham rimas e versos nessa oração  
Sorrisos, beijos e abraços apertados
Aproximam aqueles que estão separados
A felicidade de receber um elogio
Aquece meu coração nesse frio
Que bom que você ainda aprecia
Esta bela arte chamada poesia

Inserida por ivanildo_sales

Quero falar nestes versos
Do meu grande amor
Bela por natureza
Singela como uma flor.
Cantar em poesia você
É o meu maior prazer
Nosso amor eternizado
Fazendo sempre feliz nosso ser.
Cantarei com o coração os meus versos
Que um dia trouxe o mar de minha Isa
Aqui no meu mundo lembra-me os astros.

Inserida por FrancisPerot

⁠Meu anjo chama, POESIA
Lindas curvas, são os VERSOS
Cheirosa feito uma flor
Deusa que enfeita meus estros
Anjinho que me tonteia
No amor, palavras e gestos...

Inserida por FrancisPerot

⁠A febre do meu corpo
não se resolve com palavras;
Preciso do teu corpo
no meu...

Inserida por FrancisPerot

Frida 

⁠Guia-me por tuas veredas, 
Oh teimosa Dama da lua
Distante dos alicerces morais
Fizeste das tuas verdades
O sangue derramado , 
Pela tua pele nua.

Despida de pudores, 
Dona do seu ser,
Pintantes em telas as dores
Suas dores, tão intensas no viver.

Verde, branco e vermelho
De todas as cores pintastes teus gritos
Gritos de uma sociedade enclausurada
Emancipada pelo teu olhar sentido.

Oh teimosa Dama da lua.
Tua arte vibrante permanece
Distante da beleza raza
Profunda em alma e Poesia.

Inserida por DaniRaphael

E tudo ficou em trevas e a luz não retornou até que a mácula sobre a honra fosse reparada.

Inserida por jozedegoes

⁠arranjo de flores

[...] um arranjo de flores
de muitas cores,
assim terei motivo
e o mais viver, cativo,
para a inspiração florecer...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Sertão da Farinha Podre, Triângulo Mineiro
maio de 2020

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Coisa Nenhuma

Quem roubou
Tua risada
Meu bem
Diga
Que vou buscá-la
Para cobrir
Sua boca
Quem tirou
Tua espontaneidade
E hoje fica nu, encolhido
Diga
Que vou buscar
Outra roupa
Quem tirou sua dança
Ficas parado
Feito estátua de sal
Diga
Qual é a música
Vou tocá-la
Para ti.
Diga
Por favor
Quem colocou
O mar dentro
De teus olhos
Mas sou eu
A praia
Venha para mim
Não se afogues
No pranto
Diga
Diga
Porque eu
Te amo
Quero levá-lo
Ao meio da pista
Nu como estás
Para dançarmos
E recomeçarmos
Com ritmo
Sem lhe roubar
Nada

Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠Peço encarecidamente que me violentem
Sem culpa ou remorso
Com ódio
Repulsa
E o senso inquestionável de poder
Quebrem meus dentes
Queimem minha pele e meus cabelos
Impeçam meus acessos
Sem drama
Com fazem com as mulheres e os cães
Ascendo por sobre a pele grossa
Tenho a dor arraigada ao sangue 
Então atirem
E tirem o pouco que sobra
E não deixem de fazê-lo
Não permitam que não doa
Para que eu não ouse esquecer
Nem por um segundo miserável
Que não sou igual a vocês. 

Inserida por CAOS

  
      Obrigado Mãe

  
Obrigado Mãe por tudo 
por sempre cuidar de mim
Obrigado Mãe por tudo
você sempre estará guardada em mim.
                                                                    
Obrigado mãe por tudo
eu te amo muito
Obrigado mãe por tudo
você é o meu mundo. 
                                                                  
Obrigado Mãe por tudo
pelas brigas, e reclamações 
Obrigado Mãe por tudo
sempre será a minha expiração.
    
Obrigado Mães por tudo 
que vocês fazem pelos filhos
O amor de vocês é muito grande
que sempre sobra um espacinho.⁠

Inserida por Jorlany_2323

Quando a poesia toma forma,
Uma nova forma toma a vida.

Inserida por paulosantosit

⁠Em quase toda gente
há gente.
Quando não há,
é um outro agente.

Inserida por albertopereira

⁠Há gente
que tatua gente .
Há gente tatuagem.
Todos são agentes,
mas só alguns
a gente marca.

Inserida por albertopereira