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Quando aceitamos que temos sentimentos egoicos negativos, mas que somos mais que esses sentimentos, ou seja, que somos, em essência, pessoas boas, amorosas, que ainda têm sentimentos negativos e que estamos sendo convidados a transmutá-los desenvolvendo virtudes, praticamos a lei de amor por meio do exercício efetivo da virtude do amor por nós mesmos e pelos outros, porque não estaremos mascarando os nossos sentimentos para fingir que não temos nenhuma limitação.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
Deixar de ser autêntico para vestir a máscara aparências sociais
Sufocar a espontaneidade e a criatividade da criança em nome de padrões adultos, é preciso exercitar na prática e de forma não amigável porque ser ativo, desinibido, criador, bem sucedido, independente, amigável ofende, principalmente quando vindo de uma família humilde.
É preciso ter mínima submissão, é preciso parar com a auto-agressão não condescendente, intransigente. Cada um estabelece os próprios padrões de conduta, escolhe um lugar destituído de amor ou não.
O que é ensinado de forma inconsciente permanece por mais tempo, a vida dá lições muito mais valiosas que qualquer livro, vivi a experiência de estar completamente só e gostei disso.
Senti-me isolada dentro do grupo, sou muito mais tímida do que a maioria e mesmo assim não ficava nem um pouco envergonhada em ser eu mesma, criei uma sensação de vazio, incapacidade e insignificância.
Estava sentindo-me incompleta, como se faltasse algo para ser eu mesma, estava num autoconceito equilibrado entre o que os outros pensam e o que nós pensamos, o que os outros acham e o que eu acho.
São necessários muitos outros fatos, mesmo levando em consideração a opinião dos outros, devemos tomar nossas próprias decisões, decidir pro si, fazer nossas próprias escolhas, ter espírito crítico a respeito de tudo.
O dia que eu for embora desse mundo que tipo de legado vou deixar? Tentei manter um controle mais rígido de como me comportar, adquiri a necessidade de participação e de realização de boas obras.
Compreendi a importância dos outros, eles são importantes por razões práticas e psicológicas, semeei o carinho e o agradecimento. O papel do amigo é de encher nossa necessidade, não nosso vazio.
Tive uma infância com condições materiais precárias, não havia condições de viver razoavelmente, comecei a valorizar os livros mais que a tv e o celular, fui parte da enorme desigualdade social.
A pobreza tem um esteriótipo, a gente fica com acesso cuidadosamente controlado, um remédio amargo que precisa ser tomado, diz alguns no viés da discriminação numa comunicação artificial, devendo ser o que a sociedade nos impõe.
Cuidado cidadão, pois a sua máscara logo pode cair, a verdade pode revelar a plenitude de sua identidade e todos saberão da verdade do seu narcisismo exuberante.
"Esforça-se tanto para cultivar a máscara da bondade, onde, na verdade, oculta-se um narcisista manipulador."
Hahh! A autenticidade...
Essa, passou longe. Muito longe!
No palco da vida, a cortina pesada
Esconde do mundo a face velada.
As máscaras riem, num gesto polido,
Ocultando o abismo de um ser corrompido.
Fantasmas vagueiam, sem corpo ou morada,
São ecos da injúria, da voz sufocada.
Memórias que a fraude tentou sepultar,
Mas voltam na sombra, pra sempre a lembrar.
A mentira se veste de seda e de glória,
Mas sua verdade é sempre provisória.
Em cada fiapo de luz que transpassa,
A máscara treme, a farsa se desfaça.
Pois chega o momento, o ato final,
Em que o véu se rasga, num golpe mortal.
A luz da justiça, farol soberano,
Dissolve a mentira e o poder tirano.
"Se for para temer alguém, temar o demônio que finge ser bonzinho, e não aquele que apenas segue os seus próprios instintos... pois um é racional, já o outro não."
— M.D.V: Máscara da Verdade
Num buraco infindo,
Despenco-me,
Por detrás da máscara,
Encontro-me,
No silêncio de um mosteiro,
Ouço-me,
Trajando uma nova vestimenta,
Desnudo-me,
Tempo para tudo,
Refaço-me,
Passei tanto tempo construindo uma imagem de mim mesma na escola – uma máscara bidimensional indestrutível – que às vezes esqueço que só eu consigo ver por trás dela, ver quem realmente sou.
Por décadas foram estabelecidos deveres à população para serem cumpridos, como: não ultrapasse o sinal vermelho, use cinto de segurança, na pise na grama , até costumes tão simples que aprendemos desde criança, que lugar de lixo é no lixo, o famoso “Se beber, não dirija.”, “Proibido fumar neste local", “Proibido som alto”, e vou além com o que está descrito nas Escrituras Sagradas há séculos como não matar, não furtar, não cobiçar a mulher do próximo e não adorar outros deuses.
Agora se pergunte quantas vezes você violou muitas dessas regras, ensinamentos e princípios que aprendeu de berço?
Aonde quero chegar com isso?!
Estamos em pleno século XXI em que muitos valores foram invertidos, muitas questões insignificantes tomaram o lugar dos princípios.
Tudo bem se eu dirigir falando ao celular, desde que eu esteja usando máscara contra o Covid.
Tudo perfeitamente normal se eu descartar o meu papel na rua, mas estou totalmente protegida cumprindo com meu dever junto ao decreto de circular nas ruas usando máscara.
Tudo bem se um político desviar verbas públicas para seu próprio bolso, desde que apareça mas mídias sociais usando máscara de proteção como um exemplo a ser seguido.
Não existe problema algum em maltratar um atendente de balcão desde que ao adentrar ao estabelecimento você esteja bem protegido com sua máscara.
Se um assaltante entra em uma loja e ao mesmo tempo um cliente sem máscara entrar, todo olhar será voltado para o cliente sem máscara, pois é inaceitável tal comportamento e descumprimento da lei em plena pandemia.
Por tempos não se viu tantas pessoas preocupadas em obedecer a uma regra.
Não estou aqui dizendo para não se proteger, mas quem dera tivéssemos a mesma intensidade e determinação para emagrecer, parar de fumar, não estourar o limite do cartão, respeitar o próximo, ter uma auto estima de vida, ir à academia, cuidar mais da saúde e até mesmo pagar a quem você deve.
A máscara pode até impedir que você contraia ou transmita um vírus, mas jamais vai impedir que transmita sua arrogância e seu descaso com o que realmente deve haver de valor em sua vida.
Por @ariana.bernardes
Pandemias revelam o caráter e a inteligência dos indivíduos. Aproxime-se de um sujeito sem máscara e permita cair um pacote de dinheiro; ele certamente não lhe devolverá. Encontre outro sem máscara e convide-o para realizar um teste de QI; ele seguramente ficará abaixo da média. Embora haja exceções, são raríssimas.
Máscaras 🎭
Considero a sinceridade uma das mais belas virtudes, mesmo tendo dois lados da moeda, um lado bom e um aparentemente ruim. O 'sincericídio' é quando levamos essa sinceridade as últimas consequências, sendo inconveniente e desnecessária e sempre causando danos para ambos os lados, tanto para o emissor quanto para o receptáculo; nada mais que pura maldade.
A sinceridade, porém é muito positiva, mesmo quando muitos se afastam; esses que se afastam são as mesmas pessoas que adoram e até chegam a idolatram viver no teatro de máscaras e no palco da mentira. A mitomania ou transtorno de personalidade limítrofe faz com que a humanidade viva uma farsa, uma farsa muito bem elaborada e ensaiada onde já não percebemos o que é de verdade, o que é apenas necessidade premente de auto-afirmações ou status social.
Parece que muitos perderam o contato com o mundo real e ser de verdade tem um custo considerável e um bom preço a pagar, porém sempre com efeitos extremamente benéficos a longo prazo, as pessoas que também buscam essa virtude conseguem se espelhar, elas vêem elas mesmo dentro de você.
O lado positivo da sua essência deve sempre ser a nota maior na sinfonia da vida.
O desapego esconde muito mais sorrisos do que as máscaras que há tanto tempo nos vestem. Sim!!! Minhas máscaras circulam todos os dias enquanto eu ignoro o passar do tempo com minha senciência desorientada. Já não encontro definições para o que vivo e, por hora, nem mesmo sei se há algo que eu realmente sinto.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras e eu até concordo, mas quantas dessas palavras realmente são verdades?
Sorriso não é felicidade!
Atenção não é amor!
Paz não é entendimento!
Silêncio não é falta de opinião ou descontentamento!
Nem tudo que é visto pode ser entendido de forma homogênea.
Muito do que vemos são máscaras e outra parte é ponto de vista.
Focar só no que podemos ver, às vezes, é o que nos deixa cegos!
Francamente, acho que todos vivemos de máscara. Quando colocamos outra máscara em cima dessa, achamos que escondemos tudo sobre nós mesmos, e aí revelamos quem realmente somos. Então, ao colocar uma máscara, você está tirando a máscara.
Cheguei a entender como os animais agem, andei com eles e aprendi pouco a pouco como deveria me comportar.
Tirei a máscara e voltei para o Laboratório do Inferno.
Na verdade, estou com medo
Não reconheço meu reflexo no espelho
A pobre verdade por trás dessa máscara
Mas eu nunca escapo
PANDEMIA MOZA
Paciência, foi o modo activado no período atípico, registado nos últimos 36 meses
Agraciados por muros de Berlim, erguidos por uma rede internacionalmente viral
Não foi de todo possível beneficiar-se de abraços fraternos, nem pelas biogéneses
Doravante, passamos a viver uma nova realidade, instaurada de modo transversal
Envergando a máscara reiteradamente e adicionando-a ao código deontológico
Manteve-se como uma norma de conduta linear, sem se deixar que fosse infectado
Incansáveis, desinfectámo-nos garantindo em alta o nosso sistema imunológico
Assegurando portentosamente o negócio, ao ritmo do movimento implementado
Mozabancarizando em distanciamento social, foi possível recatar serviços mínimos
Ombreando com a concorrência, com distinção, arrecadamos prémios continentais
Zelando sobretudo, sobre todas adversidades à volta, hoje vemo-nos fortíssimos
Ainda que se manifestem contínuas, com rigor e excelência seremos sempre os tais
Não sei com que rosto ou com que máscara hei de sorrir se precisasse de o fazer. Não me lembro quando foi a última vez. Nunca precisei de sorrir fosse a quem fosse. Tenho o rosto que sempre quis. Não foram as circunstâncias que o moldaram. Moldei-o com as minhas próprias mãos.
A pessoa falsa tem que fazer um esforço tremendo para manter as duas caras sem deixar cair a máscara.
A MÁSCARA (ou: Pequeno Enigma para ser lido de mil maneiras)
.
.
O Homem Velho sentou-se ao bar
onde costumava tomar um gole
Pediu daquela vez um suco
antinatural
ao invés da cerveja
quase habitual
.
Despiu o par de luvas brancas
revelando a mão inédita
Olhou, em torno, as caras sempre as mesmas
todas desfiguradas por uma triste alegria
Eternamente tão banal
.
E num gesto novo, já premeditado,
ele arrancou do rosto o que era máscara
desfazendo a falsa face do Homem Velho
na nova imagem, ainda nunca desvendada
.
E aquela gente, entre-surpresa e fascinada,
fitou o Homem Novo que então se revelava
mas logo dissolveu-se tudo em riso escárnio
e a multidão zombou do que se lhe mostrara
.
Não que a face nova fosse em si ridícula
ou contivesse traços engraçados
Simplesmente era destoante
ao olhar convencional e redundante
.
Ou nem isso, apenas dissonante
em seqüência imediata à velha face
à cuja imagem bem comportada
todos os olhos se acomodaram
.
Diante do riso o Homem Novo
Por um momento de fraqueza envergonhou-se
Mas logo percebeu que não eram faces que riam
mas outras máscaras ainda não tiradas
.
E removendo do seu ser os últimos resíduos
do Homem Velho que antes fora
abandonou na mesa a vergonha
que a sua face nua já não irradiava
..
Nunca mais retornou àquele bar
e os homens de máscara que ficaram
jamais souberam que algo mudara
senão por um Homem Velho que faltava
[publicado em Falas Breves, nº9, 2021]
