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A Igreja está no mundo não para ser igual ao mundo, mas para transformar o mundo no modelo de Cristo. Ora, a Igreja para atrair fiéis está cedendo aos costumes do povo que ela deveria combater. Todos são bem vindos, mas para viver segundo Cristo. Para viver como no mundo, não a Igreja se torna desnecessária.
De bem com a vida
Acolhido pelo costume, abraçado pelas impressões,
Privilegiado pelo sentir, bem guardado pelo saber,
Feliz com o reconhecer, premiado por viver,
Presenteado pela tua companhia, entrelaçado com o teu amor.
TUDO COMO ANTES
Como sonhar não se paga, então eu sonho. Estava eu, sonhando um sonho muito sonhado, Não sei, não lembro o lugar, mas era presente e passado.
Sonhei que ser gente era coisa trabalhosa, mas para aqueles que conseguia, era ação muito honrosa.
Então eu sonhando, fui também achando que gente ia se criando, sem muita dificuldade, assim como os bichinhos, e nisso não via maldade.
Seu moço, fiquei surpreso nesse meu sonho sonhado, quando um dia vi gente por ali, que nunca havia encontrado. Perguntei logo ao dono do sonho: Pode isso?
O que havia acontecido com o moço, estava todo atado, dos pés ao pescoço. Se dizia vestido…
Seu cabelo estava lambido, os dentes luzidos, o pé atolado num calcante.
Aquilo, enrolado numa coisa, seu cheiro era tão forte, que toda venta ardia,
até os mosquitos por ele não tinha simpatia. Parecia com gente, mas era diferente.
Eu, acostumado com fala de gente, achava que conhecia de tudo, mas era inocente.
Fiquei todo arrepiado, quando aquilo começou a bradar: pega, pega temos que domesticar!!
Era eu, que ele queria pegar, o meu nicho ele queria dominar.
Saí correndo, fui minha família avisar, que aquela coisa estranha, estava vindo pra cá.
Com o passar dos tempos, entre mortes e açoites, invasões e opressões, fomos nos acostumando com os ferrões e porões. Nós cuidando da vida, eles por aí matando.
Veja só que situação, nós cuidamos da vida, mas eles é que são cristãos, eles de pés calçados e nos de pés no chão.
Como não podia ser diferente, minha gente começou a se misturar, com gente que não era como a gente.
Trouxera costumes, e com o olhar fixo em nossa nudez estava. Diziam que por estar nu, eu e meu povo pecava.
Aqui tudo natural, combatia a morte, mas não era imortal. Gente e natureza, união perfeita, eles civilizados, olhando nossos corpos, com seus pensamentos bestas, logo começaram a dizer, que não tínhamos religião, mas uma seita.
Ele e seu povo, que se diziam gente, trouxeram pra essa terra pano colorido, pau- de- fogo e aguardente.
Com isso vestiram minha gente, domesticaram os leões e mataram TUPÃ
Trouxeram outras fés e outros ritos, mataram a tudo com doenças, com fogo, com balas, nos cansaram de tanto correr, correr pela vida, correr para viver.
Então sonhei que era um morto vivo, mataram aquilo pelo qual sobrevivo, minha fé, minha forma de vestir, ou não vestir……. fui ci-vi-li-za-do.
Acordado não consigo me sentir vivo, é sempre um bate e apanha. Alguém enganando alguém pra ver se arrebanha.
Sempre há alguém cultuando a morte pela revolta, não há entendimento, falam em igualdade, mas no fundo o oprimido quer sobrepor-se ao opressor, busca eterna por poder, às vezes por um favor..
Sonhava que era fácil ser gente.
Olha só, disseram que era pecado viver nu, adorar a Deus, com o nome de TUPÃ.
Pensei em meu sonho, ponderando sobre onde estava o erro de viver nu ou vestido, mostrar o …. ou o umbigo. Fato é que ficar vestido em dia de frio é bom, e livre em época de calor é divino, ambas as culturas têm suas vantagens, não sei porque a briga por essa bobagem. Queriam vestir, agora brigam pela nudez, terão que voltar no tempo, quero viver outra vez.
Eu nunca sonhei em impor o meu querer, ou ceder a outra vontade.
Não sonho mais, pois vejo um mundo liberal, hipócrita. Prega direitos e não prega dever, fala de igualdades, mas quer ensinar religião, isso faz mal ao meu coração. PARA O BARCO QUE EU QUERO DESCER!
Jailton Silva
Vai lá, entregador de flor
Dá assistência pra isso
Que eu e ela tá chamando de amor
Meu coração acostumou
E de sete em sete dias eu mando um novo
Porque o outro murchou
Pra não dar tempo de ela me esquecer
Toda semana eu mando um buquê
Não vai ser tão fácil assim
Você me ter nas mãos
Logo você que era acostumada
A brincar com outro coração
Um homem da Idade Média condenaria totalmente o nosso estilo de vida atual como algo muito mais cruel, terrível e bárbaro. Cada época, cada cultura, cada costume e tradição têm o seu próprio estilo, tem sua delicadeza e sua severidade, suas belezas e crueldades, aceitam certos sofrimentos como naturais, sofrem pacientemente certas desgraças. O verdadeiro sofrimento, o verdadeiro inferno da vida humana reside ali onde se chocam duas culturas ou duas religiões... Há momentos em que toda uma geração cai entre dois estilos de vida, e toda a evidência, toda a moral, toda a salvação e inocência ficam perdidos para ela.
(O Lobo da Estepe)
Alguém duvida que essa "Decadência" que hoje vivenciamos tem muito haver com o empobrecimento e menosprezo em relação à moral e os bons costumes?
Podemos afirmar, sem receio de ferir a verdade, que a força do casamento existe unicamente no apoio dos costumes.
Costume.
É estranho como só consigo escrever de você e desse sentimento, é engraçado como todas as outras bocas perderam a graça depois da sua, não consigo parar de pensar em você, te amo tanto, que não consigo descrever.
Tenho o costume de achar que a vida vale a pena. Que o mundo, apesar das feiuras que tentam escurecer as paisagens, o sol sempre faz tudo em minha volta brilhar. Porque eu tenho o abençoado costume de acreditar que os minutos seguintes superarão as minhas expectativas em ter um mundo mais belo. Embora os fatos mostrem o negativo, prefiro confiar sempre no otimismo. A vida é brava para quem usa melhor a força do encantamento por viver.
O costume é o que mata.
Já diziam nossas mães/avós e todos aqueles de cabelos brancos cuja sabedoria é notória.
O costume nos leva a confiança que não deveríamos ter. Quando eramos crianças, tudo era novo, tudo precisava de cuidado, zelo e atenção. Lembra-se da primeira vez que colocou uma tomada no interruptor, ou que atravessou uma pista sozinho? Todo cuidado era pouco, mas hoje talvez nem olhe para os lados ao cruzar uma avenida.
O costume destrói a beleza da simplicidade. Lembra-se das pequenas conquistas? Da primeira carta que escreveu, do primeiro "eu te amo" que ouviu do amor da sua vida? E hoje, talvez apenas critique seus próprios erros gramaticais, ou retribua uma declaração de amor com um vazio "eu também".
Não é a rotina que é ruim, a rotina é a repetição de tudo que amávamos, e ainda amamos, mas normalmente só nos damos conta do valor daquilo que temos, quando deixamos de ter.
E esse, desde Adão e Eva, tem sido o pior erro do ser humano: não se dar conta da felicidade, e deixá-la escapar das suas mãos.
Alguns costumes aprisionam e outros libertam, o relevante dessa conclusão é saber que entre eles existem os que permitem prever suas consequências, porém, há também aqueles que são completamente imprevisíveis e talvez irreversíveis.
As pessoas têm costume de dizer: Ah! fulano, você sumiu. Mas na verdade é uma desculpa esfarrapada pra dizer que você não andou procurando eles.
Será que a gente sofre mesmo tanto assim? Ou a gente se acostuma com a dor, fazendo com que ela pareça maior do que realmente é?
