Som Alto
"Liberta-te de tuas próprias grades, para que o mundo ouça o som de tuas asas a explorar o horizonte."
Vácuo
No vácuo, na falta de som
De luz, de poesia,
No caos da antimatéria
No infinito querer, jaz a ilusão:
Um pensamento morto
Uma discussão, a retórica
A dialética socrático-aristotélica
A coisa em si Kantesca (Kant)
Metafísica antipoética de Pessoa
A natureza viva de Cabral de Melo
O discurso sistemático cartesiano
O enfado amoroso kierkegaardiano
A impossibilidade da “república”
A ineficácia da “política”
O fracasso didático de Foucault
O erro freudiano, o sonho de Jung
O desejo superado de Lacan.
No vácuo, onde outrora estava o saber
Nada habita, sumiu a consciência
Só a falta de ar como indulgência
O temor de perceber que tudo,
Tudo é vácuo, percepção niilista
Representação, angústia Sartreana
Depressão, abismo, Schopenhauer.
O anarquismo, desgoverno, Proudhon
Sem coerção mental, pensamento avulso.
Foge-me a organização de Marx
“As massas” não se unem
Não há revolução… Nem salvação.
Morte à metafísica, lógica sem ação.
Queria ouvir mais da sua boca
o som inconfundível
da palavra gratidão.
Melodia divina
que Deus ensinou
aos seres vivos
com a ciência suprema
da natureza.
Oração do Silêncio
Ouvi o som do vazio, meu amor,
o eco de mundos suspensos no espaço,
como se o universo guardasse um segredo
no instante em que tua prece tomou forma.
Era um murmúrio antigo,
feito da respiração das estrelas,
um canto sem voz
celebrando a existência
num espelho onde o infinito se reflete.
Nos teus lábios, senti o renascer da matéria,
não como milagre, mas como fluxo,
como se o beijo fosse a maré se entregando ao vento.
Era a força que tudo move,
o gesto eterno que o cosmo repete
quando o dia se dissolve em sombras
e a noite se abre em promessas veladas.
Na reverência do teu gesto,
teu amor, meu amor,
era mais que oferenda:
era força que unia nossos mundos,
era órbita e atração em harmonia,
era o corpo compreendendo os ciclos do tempo
no instante em que se curvava.
Tu me tocaste com a alma entregue,
não em servidão,
mas na dança de corpos celestes
que encontram equilíbrio na troca.
Fomos constelações em convergência,
não por acaso,
mas porque o universo escolheu
aquele momento para ser eterno.
E ali, onde o vazio tornou-se canção,
onde a matéria renasceu em ternura,
aprendi que amar é dançar com o cosmo,
sem nunca precisar de respostas.
Canto e Abismo
Me sinto perdido,
arrebatado,
quando escuto tua voz.
O som que de tua boca sai
me guia—
e sempre me lança ao abismo.
Espanto e desespero me perseguem.
O violino,
o mais metafísico dos instrumentos,
ressoa sobre uma base de piano.
Teu canto lírico, suspenso no ar,
é fôlego e esperança.
Caminho sob a sombra
de um passado que não esqueço.
Morro, adormeço,
mas não sonho.
Vivo a realidade cruel do abandono.
Ah, que cão sou eu,
esquecido na noite chuvosa!
Meu destino é árido,
minha cova, rasa.
Não há salvação para quem ama,
nem para quem perdeu
a hora da partida
e o encanto da chegada.
Ah,
minha triste figura,
minha desventura,
minha sorte desalmada.
Ouvi o som do silêncio, mas percebi que cada momento era vazio, cada segundo era solitário, mas sua própria palavra se tornou vazia.
A insensibilidade de um músico para com a música, é inserir o som de um instrumento, seja ele qual for, tocando a esmo ou para si mesmo. É preciso senti-lo penetrar nas entranhas da melodia, e sentir também, que o mesmo corra suavemente pelas veias de cada acorde, transformando assim cada canção executada, em uma obra belíssima à ser ouvida...!
Eu amo os pássaros
me encanta acordar
ao som de seus cantos,
Estes são muitos,
e são livres,
por isso cantam
a plenos pulmões,
até em dias chuvosos
eles cantam
As 5 da manhã
como loucos livres
já estão cantando
Os engaiolados
também cantam
mas não com essa força
é um canto sufocado
Embora seus amos
se encantam
vê-los cantando
de dentro da gaiola
Esses, perderam
a sensação de liberdade
Que louca
e extraordinária
é essa tal liberdade
Mantenha a Fé e a Tempestade Não te Vencerá
Não permita que o som e o caos da tempestade faça que você perca a Presença de Deus. Não permita que a tempestade te faça duvidar.
Existem diversos tipos de tempestades que podem nos alcançar na vida: Tempestades na saúde; Tempestades financeiras; Tempestades emocionais; Tempestades ministeriais; Tempestades existenciais; etc...
Algumas vezes entramos numa tempestade e ninguém percebe. Estamos no olho do furacão, mas eles não sabem, pois está invisível para eles. Eles não sabem que você levanta pela manhã, escova os dentes, arruma o cabelo, passa maquiagem, coloca um sorriso no rosto, mas você está dentro de uma tempestade.
Quando se está passando por uma tempestade invisível para o resto do mundo, você está sozinho, e sobre muita pressão. É nessa tempestade invisível para todos que perguntamos: “onde está Deus”? “Porque estou sozinho”? “Porque não Te encontro”? “Porque não escuto mais a sua voz”? Temos a sensação de que Deus não está conosco.
Nas tempestades devemos caminhar pela fé e não pela vista. Ninguém consegue ver Deus na tempestade pela vista, mas pela fé. Ninguém sente a presença de Deus numa tempestade pela vista, mas pela fé. A tempestade vem para nos tirar da zona de conforto, pois o melhor trabalho de Deus em nossas vidas não vem nos momentos de alegria, de festas, de conquistas, mas nas tempestades. Se quisermos o melhor de Deus em nós, ele virá nas tempestades. Se você procura intimidade com Deus, ela vem com as tempestades.
Toda vez que Deus te prometer algo, se prepare para as tempestades, se prepare para o processo. Mas se lembre: Ele atravessa as tempestades junto com você (Isaías 43.1-2)! Ele sempre vai estar junto com você na tempestade. A Sua promessa é: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28.20).
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Ondas de calor percorrem meu corpo ao som da sua voz.
Fecho os olhos e posso sentir o calor..o toque.
Então abro os olhos...olho ao redor e acordo pra realidade que é não ter você aqui.
O pior choro e aquele que não produz som, nem lágrimas, choro da alma que invade o coração, choro sem fim, choro sem perdão.
O silêncio que sempre me alenta, hoje quis desnortear.
A TV ligada com o som no mudo, a luz desligada.
Só o ouvindo barulho do vento balançando os galhos da árvore que fica ao lado da minha janela. Olhando para o teto, curtindo o frio, deitado em minha cama debaixo do meu cobertor. Tudo perfeito, se não fosse a minha mente falando tão alto que não me deixa dormir. O corpo querendo resfolgar e a mente querendo me perturbar.
Quando o sentimento é verdadeiro, o coração pulsa mais forte, a boca fica ressecada, as palavras somem de nossa mente, o olhar fica mais vidrado, e o sorriso vai de canto a canto de boca.
Tenho vícios de linguagem...
As trago na escrita talvez pela falta do som, da aspereza na voz, de severidades no olhar.
Na falta de aspectos sisudos, prudentes, dou gritos entre reticências.
E nas minhas figuras de linguagens, metáforas, paralelismos, anáforas, enfim, encontro nomes sem pronomes, sujeitos sem predicados, damas sem honras, homens de papel....
Melhor risada é aquela que você está rindo tanto que não sai nenhum som e o único jeito é se debater em tudo que tem em volta, tipo uma convulsão!
O Silêncio Música
Uma dor muda,
Num som sem volume,
O vazio estilhaçado no voo
À janela fechada.
Às vezes no silêncio da vida
Mora a nostalgia da alma.
Ficamos sem voz
Com o nó das palavras
Amarradas na garganta,
Numa estreita passagem de indignação.
E noutro dia,
O sol dá passagem
E, de tanta luz,
O Silêcio torna-se música.
(Suzete Brainer)
