Som Alto
Lembro!
Quando acordávamos às cinco da manhã, ao som das panelas.
Era ela a fazer o nosso café, um som baixo no rádio, pra não nos incomodar.
Como foi bom aquele tempo, era lindo aquele lar.
Ela foi nosso céu, nosso rio, nosso mar.
Saudades dela, verdadeira sincera.
Sempre vou amar.
Depois do seu almoço o seu descanso, até às três.
Fazia seu crochê como um encanto, até às seis.
A arte dela, pura singela.
Sempre vou guardar.
À noite na calçada a esperar, pelos seus amigos.
Pra conversas e cartas jogar, ouvia risos.
Saudades dela, verdadeira sincera.
Sempre vou amar.
O seu verdadeiro amor materno, o senti.
Se "qua triplicou" em seu netos, isso eu vi.
Saudades dela, verdadeira sincera, sempre vou Amar.
Mãe, minha flor maior🌺❤️
O som das ondas do mar quebrando, clamando por algum nome. O vento corre a superfície da terra, levando e trazendo nossos amores, nossas certezas e nossas perguntas. Ecoando todas as palavras sem sons, todas as pressas oradas ao ar livre. Afine seus ouvidos, escute o som que as folhas fazem nas copas das arvores, ou o som do vento levando as folhas secas que tiveram o chão como seu leito. Deite no chão gramado, olhe profundo o infinito estrelado, pense em todas coisas boas que fez, sentiu e ouviu, talvez assim verás o prestígio e a pequenez de fazer parte desse indistinto universo.
Vamos sair
Depois da meia noite
Pra ver como é la fora.
Sentir a brisa da madrugada.
O som assombroso noturno
Que tal bebermos?
Que tal dirigimos pra lugar nenhum?
Sem celulares
Sem hora
Sem rumo
Sem tristeza
Só nós, o mundo.
E a noite.
Pode ser feio, bonito
Sem cor, preto e branco.
Sem som, barulhento.
Cansativo, frenético.
Pode ser maldoso, inocente.
Poético, ordinário
Marcante, passageiro […]
O mundo pode ser todas as coisas.
Só basta mesmo, pra qual delas
Você se inclinará mais a viver.
Tinido dos talheres nos pratos
É o som do trânsito na avenida de baixo, com o som de algum carro bipando após ter suas portas travadas no condomínio ao lado, um murmúrio distante que sai das janelas dos vizinhos do andar de cima, misturado com alguns picos de gargalhadas e o tinido dos talheres nos pratos. É o som exasperante de alguma makita ao fundo neste mundo.
É o som da vida acontecendo de todos os seus cantos, eventualmente tornando abafado, quase que inaudível, pela memória do som da sua tão afável voz no último áudio que escutei.
Saudade do nosso silêncio
enquanto existe o som
do nosso corpo,
somando um ao outro,
criando caminhos
para se explorarem.
SOM DE CHUVA.
Você vai para a cama e ouve o som da chuva no telhado, conhece aquele som que acalma o coração acelerado, que faz as batidas ficarem no ritmo perfeito. Somando-se ao som das folhas balançando ao vento, você adormecerá lentamente enquanto ouve uma verdadeira sinfonia da natureza onde até os pássaros sabem as notas de cor.
Faz-nos sonhar acordados, faz-nos ter quem quisermos ao nosso lado, porque a imaginação não tem limites.
Eu amo meus pensamentos, mesmo não sabendo expressar meus sentimentos, eles são incríveis, me fazem pensar no amor, seja amor materno, ágape ou amor fraterno. Constantemente releio palavras filosóficas em minha memória... " O amor é um sentimento de seres imperfeitos, pois a função do amor é levar os seres humanos à perfeição. Porque o amor demonstra sua grande força em tornar um tolo seguro e um homem seguro em um tolo."
Palavras Verdadeiras, já vi uma pessoa cega por natureza ver o amor perfeitamente, e já vi pessoas que vêem, mas são cegas por dentro, e o que me impressionou, o que mais me fascina, é que tudo acontece em segundos.
Sócrates está certo quando falou sobre o amor, e também quando diz, que o tempo é relativo.
T.Lauren
Hoje a chuva veio me visitar e lembrar. Eu ouço seu som agradável, é uma linda canção. Mas, é uma chuva de outono, que é um pranto transitório, mas que me emociona intensamente. Esta chuva me trás a lembrança de um triste abril.
Que o som da minha voz ecoe o mais distante possível,
e chegue até você numa mensagem de Amor e Paz.
No ventre do Nada, um eco sussurra,
um som sem origem, que o vácuo murmura.
É cifra que dança na sombra da luz,
onde o Verbo não fala, apenas seduz.
Quem forja os limites do que não tem fim?
Quem planta a centelha no pó do jardim?
Ali onde a forma se curva e se esconde,
jaz o Mistério que tudo responde.
Se a chama é oculta no seio do gelo,
qual é o segredo que anima o anelo?
E se o espelho do céu é o chão que se quebra,
quem lê as palavras que o tempo celebra?
A teia do real, tecido sem cor,
é feita de névoa, silêncio e ardor.
Nela os números cantam, os ângulos oram,
as letras se curvam, as formas devoram.
No olho do ciclo que nunca termina,
há um ponto imóvel que tudo domina.
Mas quem o percebe? Quem nele repousa?
O sábio sem rosto ou a estrela que pousa?
Sete são os portais e doze os sopros,
mas qual é o nome que habita os próprios?
Se a rosa gira e jamais se fecha,
qual mão invisível a forma e a deixa?
Há ouro no vento e sal nas estrelas,
há mapas gravados na pele das velas.
E quem decifrá-los, será como um rio:
fluido, sem margem, sem tempo, sem fio.
O que tudo contém
mas nada é, quando o tudo convém?
Sussurre o enigma ao silêncio que paira,
e a Chave surgirá onde o eco não falha.
No princípio, o som não era som.
Era uma intenção tímida,
um arrepio do nada
suspeitando que poderia ser algo.
Então veio o ritmo —
não por desejo de música,
mas por saudade de ordem.
O caos teve inveja da simetria.
E dançou.
Deus ainda não era Deus.
Era apenas um ponto de interrogação
com vertigem de consciência.
Questionou-se. E isso foi luz.
Foi quando o tempo,
esse estagiário do eterno,
decidiu andar.
Um passo por dúvida,
dois por desejo,
e tropeçou — na matéria.
A primeira pedra?
Era um pensamento que esqueceu de ser leve.
A primeira árvore?
Uma ideia enraizada por engano.
O primeiro corpo?
Um gesto que ficou preso num espelho.
A carne não veio com manual,
mas veio com sono.
E o sono inventou o sonho,
só pra que o impossível tivesse um lugar onde ensaiar.
A mente surgiu tarde,
mas fez questão de parecer a autora.
Ela colecionou razões,
explicou a morte antes de entender a manhã,
escreveu manuais para sentimentos
que só se abriam com lágrimas.
Enquanto isso, o coração,
esse motor sem engrenagens,
continuava batendo como se soubesse de algo
que ninguém mais lembrava.
Veio o amor —
não por nobreza,
mas por falha no código da solidão.
Uma rachadura bem-vinda.
A gente se olhou,
e isso nos doeu.
Por isso continuamos.
Vieram as cidades.
Empilhamos medos e chamamos de prédios.
Cercamos a dúvida com concreto
e demos ao absurdo o nome de “rotina”.
Mas dentro, bem dentro,
sempre havia um pássaro —
não uma alma,
mas um instinto de verticalidade.
Você já sentiu isso?
A sensação de que esqueceram de te explicar o essencial,
mas mesmo assim você continua,
como quem sabe de um segredo
sem saber qual é?
Então, veio a poesia.
Não a que rima.
Mas a que lembra.
Veio para dizer que o invisível é real,
mas tímido.
Que o silêncio é uma linguagem antiga,
e que toda saudade é, na verdade, memória de algo
que ainda não aconteceu.
E é por isso que escrevo:
porque talvez alguém — você —
esteja à beira de se lembrar.
…o que chamamos de “eu”
é só uma assinatura mal lida,
rabiscada por um autor que escreve com luz
mas esqueceu as vogais.
Toda identidade, no fundo, é empréstimo.
Uma roupa vestida pela consciência
só pra ela poder brincar de “gente”.
Mas e se o nome que repetes todos os dias
não for teu verdadeiro nome,
mas o eco do chamado que ainda não respondeste?
E se teu rosto for apenas uma metáfora
que teus ancestrais esculpiram com medo de se perder?
E se você for mais próximo da dúvida do que da certeza?
Os deuses…
ah, esses velhos astros aposentados
que agora moram em memes e marketing —
eles não morreram.
Eles viraram neurotransmissores.
Marte é um pico de cortisol.
Afrodite, uma oxitocina bem colocada.
Hermes, um pensamento acelerado demais para dormir.
E você os invoca sem altar, sem saber.
Cada impulso teu
é um mito em versão beta.
Já percebeu?
O inconsciente é só o backstage onde o Real tira os sapatos.
Ali, o medo faz cafuné na tua coragem
e o amor veste a roupa da raiva só pra testar tua escuta.
E o tempo?
Ah, o tempo nunca andou pra frente.
Ele é circular,
como uma desculpa elegante que o universo encontrou
pra você rever suas lições com disfarces novos.
Por isso os encontros se repetem.
Por isso você sonha com coisas que não viveu.
Por isso certos olhares te dizem “voltei”
quando tudo ao redor insiste em “prazer, quem é você?”
Há uma memória antes da memória.
E é ela que este poeta tenta tocar.
O som das árvores na floresta ecoa,
A paisagem dos luares cobrindo a lagoa,
Cena sem magia para olhos distraídos,
Pela tecnologia, contaminados e feridos,
Marte.
trouxe consigo uma arte
de marte para a vida, uma
imagem sem contraste e
som, mimetismo noturno
com algumas luzes em
seu coturno, uma bagagem
cheia de espinhos azuis
e um coração partido em
pedaços.
Em um canto da prateleira
estava aquela foto cinza
com uma dedicatória sem
letras e datas, sua memoria
fez a dedicatória a aquele
momento que se foi, nome
e trajetória unidos em uma
unica estrofe, historia para
toda uma vida, descrita e
reescrita dia apos dia na
confusão do meu coração.
Rascunho de um dia ensolarado
a felicidade
está na simplicidade
e bem representada
pela sombra
de uma arvore.
"Voar com leveza ao som dos bandolins"
Voar… não com asas, mas com a alma acesa,
no instante suspenso em que tudo silencia,
e só resta o som — sutil — da natureza
tocando os bandolins da melancolia.
É nesse fio invisível entre o tempo e o vento
que o espírito se desfaz de seus espinhos
e se veste de luz, de música e sentimento,
como se a vida coubesse em poucos dedinhos.
Oh, bandolim que chora, tão pequeno e tão imenso!
Em ti há mares, luas, lembranças e alvoradas.
Cada nota tua é um verso que eu lanço, intenso,
ao céu que me abriga em suas madrugadas.
Voar com leveza... é despir-se do mundo,
desatar os nós das dores que se calam,
é entregar-se ao som, profundo e fecundo,
que os bandolins, com ternura, embalam.
E, nesse voo que não conhece altura,
onde o corpo não pesa e a alma é verbo,
descubro que a música é forma de ternura
e que amar... é tocar o invisível, sem reserva.
Ah, se todos soubessem do milagre escondido
no instante em que a nota vibra no vazio,
veriam que o som é um gesto adormecido,
e o voo… é um poema escrito no brilho.
Brilho do céu, brilho da terra, brilho da eternidade,
um chamado mudo que só o sensível entende.
Voar com leveza é tocar a imensidade
sem jamais perder a alma que se estende.
E quando finda o som, quando se cala o mundo,
ainda ecoa, dentro, o que jamais se explica:
a certeza de que o voo mais profundo
é aquele que nasce da nota mais lírica.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.
Soava suave o som que me salva,
Soou e salvou e que soe e me salve.
Soava Suave o Prazer Implacável !
A vida é cheia de opostos, e são nesses opostos que tudo se encaixa. O silêncio dá valor ao som, a pausa valoriza o movimento, a luz se destaca na sombra. Nada existe sozinho, e é nesse equilíbrio que encontramos sentido.
