Mensagens sobre solidão e silêncio que tocam a alma
Solidão
A solidão não me entristece
Muito pelo contrário, eu bem que gosto.
Gosto do silêncio de meus pensamentos, do cheiro do meu humor e de assistir a briga que trava minha mente quando ninguém além de mim existe comigo.
Eu me suporto muito bem, obrigada.
Ao não escutar meus conselhos e contrariar minha intuição sangro a alma, porém quando abraço meus instintos mesmo sangrando tenho forças para recomeçar.
Quando a dor é lancinante sou eu quem me consola, me sustenta e me apóia. Mas o inverso é real, se decidir sofrer a valer, será minha mente quem me levara ao caos.
Sou o melhor e o pior que tenho comigo.
Nunca me senti completa com a presença do outro.
Muito pelo contrário, o outro sempre me limita.
Não porque eu me baste, ou quem sabe me baste sim, mas pelo fato do outro ser outro e não ser eu, ele sempre será diferente.
Difere de gostos, de modos, de atos. E isso tudo me entristece.
Não que eu não aceite as diferenças, são elas que não me aceitam como eu sou.
Não vou mudar e nem pretendo mudar ninguém.
Por estas e outras pra ser feliz continuo comigo.
Mesmo cercada por multidão não deixo de me notar, de me sentir e de me amar.
Admiro-me como ninguém.
Sou o que sou, e não preciso que o que sou seja aceito pra continuar sendo eu mesma.
Entre as luzes
Eu fui aquela lágrima caindo,
Silêncio esvaindo
Cálida solidão...
Eu fui o grito forte, que ninguém ouviu
Eu não tive sorte, nem anjo da guarda
Pra cuidar de mim...
Cultivei o medo de voltar pra casa,
Pelo meu receio de não ter abrigo...
Sempre fui do mundo, eu corri de tudo
Pra sobreviver...
Me virei de lado, do outro, e do lado errado
Sou gato escaldado,
Sou esperta assim...
No balancear dessa malandragem
Vou um pé cá, e o outro segue
Eu não sei pra onde...
Cheguei a um ponto onde encontrei felicidade na tristeza, presença na solidão, e musica no silêncio.
O que tem faltado na sociedade é a solidão e o silêncio saudáveis que levam o ser ao encontro consigo mesmo.
escuto seus passos na solidão
ninguém compreende...
perfeito... silencio
tantas vozes te dizem o que fazer,
tudo que quero esta no vento,
quando paira sobre alma...
mais nada parece importar.
DÚBIO (soneto)
Falei tanto de tristura!... de solidão
Silêncio, tortura, nas rimas negaça
Ou ninharia fugaz, que vem e passa
Na brisa breve que veio, duma ilusão
O verdadeiro valor, é cheio de graça
Simplicidade, afago, farto de emoção
Todos lavrados e vindos do coração:
O abraço certeiro, passeio na praça
Falei tanto de melancolia! baixinho
Ou até mesmo em um alto vozeirão
Se bom era poetar somente carinho
E nas tais rimas de delírio e barulho
Só sofreguidão, me fiz pequenininho
Na poesia infeliz, sem amor e orgulho...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
OUSADIA (soneto)
Longe do poetar o amor, a alma nua
A solidão escreve! Um silêncio cego
Do claustro, em um vazio e no ofego
Insiste e teima, sofre e tudo continua
Mas o velho coração na dor entrego
Na esperança que o pesar construa
Prática. E não a uma desilusão crua
Largue o querer, em um aconchego
De tal modo, que o viver no suplico
Então chore, grite, e assim agrade
A ilusão. E então valha o sacrifício
Porque a pureza, barda da liberdade
Da arte casta, nunca usa de artifício
Pra amar com leveza e simplicidade
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
No silêncio da noite, e impossível controlar. A solidão invade minha alma.Pensar e imaginar está sendo a única coisa que faço! Os momento se perde no tempo, o desejo trama o ultimo suspiro. Deixei você entrar nos meus pensamentos, e me invadir á alma.O rangir dos vento rasgam o silêncio lá fora. Em noites assim viajamos até aquele canto secreto escondido dentro de nós, bem lá no fundo do coração onde só nós sabemos como entrar.
Um lugar onde a chave são nossas memórias, momentos inesquecíveis que ficaram ali adormecidos, às vezes o desejo de ir até lá nos chama. Boa noite
Sinto sua presença na minha solidão, diante dessa árvore, faz silêncio meu coração; observando as lembranças de um tempo que não voltará mas não.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
vai
tal qual a companhia
busca por um olhar
lá vai o silêncio
solidão e apesar
tal qual a poesia
no uso da inspiração
lá vai o poeta
ilusão e emoção
tal qual o amor
quer um doce amar
lá vai a paixão
fugaz e salutar
Tal qual o poeta
finge sinceramente
lá vai a caneta
trova e a rima inocente
tal qual o fado
é traçado no florecer
o amanhã é desafio
novo sol, outro amanhecer
lavai... vai
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro
paráfrase prima Líria Porto
Silêncio Espiritual
A solidão não existia
A fome o acompanhava
A única solidão que residia:
A do céu, quando
A Deus clamava.
A agonia do presente, vem deteriorar,
O agudo do silêncio, preenche a solidão,
O cheiro do vazio exala no ar,
O sentir do nada, corre o coração,
Um orvalho de esperança faz acreditar,
Numa vida passageira, pra jogar ao chão,
O calor do momento, que outrora irá passar,
Demasia incompreensível; coisas em vão,
Anomalias sintéticas, virão a meu lar,
Conteúdos vazios, em exposição,
A pele crua, começa a sangrar,
Significância em decomposição.
Noites em claro,
Dias em vão.
Solidão
Por vezes odiada e temida
Se faz presente e companheira com seu silêncio assustador.
Por poucos desejada e procurada
Se faz ausente e foge indolente deixando pra trás sofrimento e dor.
Decifra-me ou te devoro...
Decifra-me e te devoro mesmo assim!
SOLIDÃO DE AMOR
No meio da solidão,
Sob o alto som do silêncio,
Meu coração está agitado
Por te ver, assim, tão calado.
Não posso me conformar
Com esse silêncio bobo
Que, deixando-me como um tolo,
Me põe sempre a chorar.
Tu és cruel
E andas na contramão:
Não sabes que o meu coração,
Que bate rápido, inquieto,
Sofre por ti, meu tesão,
Alguém a quem quero por perto.
Não faça isso comigo?
Não faça isso com a gente?
Troque tuas palavras mudas,
Que são mais graves que agudas,
Por meu beijo dado e bem quente?!
Nara Minervino.
GRILHÃO
Por que hei, desta solidão, o memorial
Por que hei, do silêncio, o chamamento
Se o caminho tem o seu início e o final
E o fado nunca é só descontentamento
Fosse possível ser apenas um ato fatal
Depois de tanto e tanto aborrecimento
A vida seria apenas passagem acidental
E no acaso não teríamos o sentimento...
Vária lembrança no tempo, nunca lento
De vias que nos parecia uma eternidade
E que nos foi reservado no esquecimento
Por que? Me encadeias sem piedade
No grilhão do vil ignoto e do tormento
No cárcere dum martírio da saudade?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O silêncio é aliado da solidão.
Ambos traçam caminhos de mãos dadas.
A solidão nos trás calma,
O silêncio nos trás os pensamentos,
Pensamentos de solidão.
Muitas vezes no vazio da escuridão.
Estranho, mas a solidão não é vazia...é repleta, transbordante...de falta...de silêncio...de ausência...de querer...
