Segredo
Perna de pau
Sou filho da terra
pera de pau
A noite vem tempestade
Perna de pau
Me escondo na toca
Do vendaval
E guardo a pipa
Do vendaval
Corro no terreno
Perna de pau
Conto meu segredo
Perna de pau
Cavalo de troia
Perna de pau
Azul é o veneno
Perna de pau
Saio correndo
Do vendaval
Poeira no terreiro
Do vendaval
SONETO DE ARVERS
Tradução de Guilherme de Almeida
Autor: Felix Arvers (1806/1850)
Tenho na alma um segredo e um mistério na vida:
um amor que nasceu, eterno, num momento.
É sem remédio a dor; trago-a, pois, escondida,
e aquela que a causou nem sabe o meu tormento.
Por ela hei de passar, sombra inapercebida,
sempre a seu lado, mas num triste isolamento.
E chegarei ao fim da existência esquecida,
sem nada ousar pedir e sem um só lamento.
E ela, que entanto Deus fez terna e complacente,
há de, por seu caminho, ir surda e indiferente
ao murmúrio de amor que sempre a seguirá.
A um austero dever piedosamente presa,
ela dirá, lendo estes versos, com certeza:
— "Que mulher será esta?" — E não compreenderá.
SAUDADE EM RIMAS...
O fato é que tem gente que vai palpitar, mas não vai em nada acertar, pois ao que a saudade resolveu se refutar por temor... A tempos que em segredo seu furor, tenta impor um dessabor que sempre me leva a pensar, que em nada vai adiantar, pois as lembranças jamais vão se apagar!
E se porventura alguém se questionar, tenho certeza que a resposta certa não vai achar, pois ao que a minha saudade se expressa, somente ao meu eu ela confessa, por quem tanto minhas memórias realmente se interessa!
(Mettran Senna)
Ser perfeccionista não é ruim. Quando um piloto pousa um avião ele buscar o perfeccionismo, o que não pode acontecer é confundir o perfeccionismo com exibicionismo.
"O sucesso é o resultado de muitos fracassos tentados, melhorados e corrigidos. Já o fracasso advém sempre da falta de esperança, no comodismo de acreditar que não consegue lutar para vencer os desafios da vida."
(julho, 2018)
Às vezes escolher o caminho que parece ser mais "fácil" nem sempre trará o que todos nós procuramos, felicidade, paz, amor UMA VIDA, como aprendi no livro the secret, as vezes na vida precisamos ARRISCAR para que possamos ser felizes.
Meninas usam preto..
Me disseram que usam preto pra esconder suas dúvidas, medos e imperfeições. Escondem seu eu e se mostra como nós, mal sabem elas que o preto nos atraem, destaca suas curvas e o mistério de seu olhar que bilha em nossos corações, mal sabe elas que seus defeitos muitas vezes são perfeitos, que seus medos não passam de histórias pra dormir e para deixar-los de lado precisa apenas de alguém para acorda-la, e que por mais estranhas possível, suas dúvidas só podem ser esclarecidas quando usarem mais branco.
AQUELE SENTIMENTO
Cada pergunta que é feita,
Cada áudio que não foi aberto...
Cada momento que a vida nos sujeita,
Só mostra que queria mesmo estar perto!
Difícil explicar o que se sente,
A demora, indiferença, com certeza intriga.
O desejo do coração não nunca mente,
Como ter certeza? Aquele frio na barriga!
Sensação essa que pode ser ansiedade,
Por algo que muito se deseja...
Ficar longe, com certeza é maldade...
Pois sua presença, o coração almeja.
A proibição imposta, claro que entristece,
Com os dois a vida não foi justa.
Dos momentos com ela, não mais esquece,
E ficar com ela, não mais o assusta.
Até hoje, não sabe bem dizer,
O que nela tanto o prendeu...
Só sabe que com ela queria viver,
E esquecer o mundo que no passado viveu!
Com certeza ele ama seu sorriso, seu olhar.
Cada uma de suas particularidades.
Ama o sexo, a companhia, o carinho...
Fato que o conjunto o fez se apaixonar,
Quer entender essa paridade,
Que fez com que juntos quisessem trilhar um caminho!
Em cada detalhe que ninguém liga,
Dela ele só quer um favor...
Que a verdade sempre ela diga...
Mesmo que seja o fim de um louco amor!!!
Abrem mãos brancas janelas secretas
E há ramos de violetas caindo
De haver uma noite de Primavera lá fora
Sobre o eu estar de olhos fechados...
..."A foto mais bonita sua fazendo uma caridade é justamente aquela em que você não aparece." ... Ricardo Fischer
Parece ridículo supor que os mortos sintam falta de algo. Se você for adulto quando ler isso – é o que pretendo com esta carta: que você só a leia quando já for adulto –, já terei partido há muito tempo. E terei aprendido quase tudo o que há para se aprender sobre o que é estar morto. Mas, provavelmente, guardarei para mim essas descobertas. Ao que parece, é assim que as coisas são.
SEGREDOS
Todas as noites ela visita seu sonho,
Durante o dia, não sai de seus pensamentos.
Já a imaginou em todos os momentos,
E tento mostrar em cada texto que componho.
Todas as vontades ela nem imagina,
Por mais que se diga, não da pra mensurar.
A todo momento, com ela, queria estar,
E poder, a ela chamar, de sua menina.
A verdade é que, por mais difícil que pareça isso,
Ele sabe que juntos tem tão pouco tempo.
Mas sua companhia deseja sempre, e a todo momento,
Nem que só por um instante, só pra ver seu sorriso.
O grande problema é que desde o primeiro olhar,
Ele já sentia que com ela nada era igual.
Diferente das outras, com ela era especial,
E lá no fundo, sabia e queria por ela se apaixonar.
A convivência só aumentava seu anseio,
Os dias com ela nele só deixavam mais perguntas.
Com vontade e paixão, cada vez mais profundas,
Queria viver com ela, e só não conseguia achar um meio.
Desde que a conheceu, só pensava ou queria seu abraço,
Por mais insano que isso possa ser.
Mas nisso tudo, juízo não parecia ou queria ter,
Pois em seu coração ela já ocupava todo espaço.
Fato que ele o tempo todo sentia medo,
De perder aquilo que nunca um dia foi seu.
De abrir mão de um amor que ainda não aconteceu,
Dela ir embora tão logo, e tão cedo...
Seu coração por ela fora atingido como um torpedo,
E no papel ele revela aquilo que nunca é dito.
O que sente por ela, aqui fica escrito,
Mas lá dentro grita, por que aqui, não passa de segredo.
Se tem duvida de como deve chamar,
Chame do que quiser, afinal é por você Eliza.
Esse sentimento que hoje é furacão, mas chegou como brisa,
Afinal nome não importa, desde que você eu possa amar...
Evas e trevas és primeira e última
Sempre fostes a bela e a fera, reclusa e confusa, presente, indiferente e persistente. Quando a ajuda é o problema a solução pende ao dilema do livro sem final, injusto aos olhos do que ama e mesmo que reclama a esmo toma susto por falta do sistema, da rotina corriqueira, fez-te estrangeira na terra da emoção a final, sempre tendes razão...
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
