Segredo
Quem sabe conseguir
contatos imediatos,
Ver o Sol nascer com você
na Pedra do Segredo,
Sob a proteção do teu
divino amor não tenho medo.
Você é maior do que
qualquer ofensa,
Sê doce como o fruto
do Araçá-Vermelho,
Porque o segredo
desta vida é ser poeta
mesmo que você não escreva:
Permita que só
o melhor para ti permaneça.
Não é segredo para ninguém
que sempre chove muito
na Bela e Santa Catarina,
e nem sempre para nós é poesia.
Direto daqui de Rodeio
o Rio vem se mostrando cheio,
ultrapassando o estradão
e em alguns locais sempre
que chove não há
como escapar dele não.
Muitas cidades do Estado
e do nosso Médio Vale do Itajaí
sempre convivem com esta situação,
e mesmo assim amamos viver aqui.
Os deslizamentos em alguns
lugares e pelo mundão
afora são recorrentes
por causa dos efeitos
do que chamam de civilização:
uma geração inteira que
vem se esquecendo de deixar
quieto na ribanceira o matão
para a segurança de cada Nação.
O Poema Preto
é para celebrar
o nosso segredo,
Com o meu
amor apaixonado,
Tenho neste poema
junto com os outros
poemas das cores
místicas a devoção
sutil e perfeita
para te pertencer;
Serei perplexidade
extática olhando
nos teus olhos
apreciando
cada sinal teu
de muito prazer
ao me render
e te enternecer.
Não é nenhum segredo
que tenho desejo
de te devorar aos beijos,
Você virá para mim
no passo charmoso
da mazurca galopeada,
Eu sei que por ti
também sou desejada,
e a poesia só tem
sido mesmo a entrada
daquilo que não há mais
como não ficar alvoroçada.
Nesta linda Bahia
confesso ao Ipê-preto
um segredo de amor,
Eu sei que ao menos tenho
ele para me escutar
do mesmo que escrevo
os meus sentimentos
em Versos Intimistas
cheios de sonhos e desejos.
Lindo Ipê-roxo nesta São Paulo
cheia de majestade,
Que eu te amo de verdade
não é mais segredo para ninguém,
Os meus Versos Intimistas
falam tudo sobre nós
e que um dia nós estaremos a sós.
Minha Bahia magnífica
que inspira amor e poesia
sob um Ipê-preto
confessor do meu segredo
de amor lindo
que inspira a viver contigo
os meus Versos Intimistas
pelo nosso amoroso caminho.
Meu segredo bonito
Os teus sinais conheço
Rir por qualquer motivo
Agora é o nosso desejo
Nada irá nos parar
Gentilmente o destino
Ordenará as cartas na mesa e o lugar.
Cedro Vermelho
e perfumado
que em segredo
no meu coração
cresce e me dá
alento para seguir
com Versos Intimistas
enquanto não o tenho.
Não é segredo
para ninguém
que dias com flores azuis
do tempo não têm
sido mais os mesmos.
O importante é
que aqui na nossa Rodeio
no Médio Vale do Itajaí
cada qual os colore por dentro.
Dá até para perceber
nos sinais das cores
do Natal que se aproxima
da praça aqui no nosso Centro.
Em mim poesia é pincel
com as cores dos sentimentos
com toda a beleza
de tudo aquilo que nós temos.
Não importa se o ano
não foi fácil,
não importa o quê se passa lá fora,
O importante é que nós nos temos,
e que o Natal está chegando
para a gente reviver: CELEBREMOS.
Se silencia
o peito fica
tipo Adufe
disparado,
Em segredo
sei que me ama,
e está deixando
o meu peito
todo envolvido,
Não sei, não é
de hoje que te sinto.
A Água dos Axés
está pronta para pegar,
Tenho um segredo
para te confessar,
Mas acho que não
é a hora de te contar,
O melhor mesmo é orar.
Não é segredo
para você que
te bredo no silêncio
poético e hipnótico,
Cada poema meu
te namora de um jeito
mais forte do que
qualquer psicotrópico,
Não preciso ler
nenhum Horóscopo.
Se fez
Faz segredo
Se fizer errado
Sinta medo
Saiba
Que no fundo
Tudo é raso
Não há malfeito que se oculte
O que a gente chama acaso
É somente o Universo corrigindo
os incidentes de percurso
Pra que tudo corra entre dois trilhos
O rio da vida segue um curso
e cumpre um prazo
Todo desconhecido
Tem nome e endereço
e é pesado e medido
e tem preço definido
O deus do justo é um andarilho
Um pedinte, um giramundo
Pra que assim
Possa chegar perto da gente
Invisivelmente , sem que se atente
Que pra tudo existe
um custo a pagar
Triste ou contente
Pois, por mais que se fuja ou se faça
O tempo enferruja
E não permite nada
Sem limite
Cada minuto é contado
E nada na vida é de graça.
Edson Ricardo Paiva.
Há coisas que eu quero
Existe em mim esse segredo
de querer algumas coisas
Que eu sei que jamais terei
Não tento tê-las
Por medo de finalmente não saber
O que vou fazer com elas
Isso pode parecer inexplicável
Mas isso não quer dizer
Que esse querer
Não seja um querer infindável
Ou que esses objetos de desejo
Sejam para mim inatingíveis
Porquanto são coisas pequenas
Não me esforço em conseguí-las
Apenas porque minha vida
Segue bastante tranqüila sem elas
Questão de aparência.
A maior dificuldade
É o segredo que costura
Pedaço de linho branco
Um falso nó
Que nenhum de nós desata
A palavra esperança escrita
A medida do punho
Um traço que mal se apagou
A maldade que cresce oculta
Um rascunho de abraço
Questão de aparência
A lição de vida
Que o tempo arrastou
A indevida atenção dispensada
Como se fosse
O caso de nunca mais
pensar em nada
Importância
O espinho edifica
A leveza da flor machuca
Pois fere a alma
Qual fera louca
A palavra dita
Se multiplica
Uma a uma
Desencaminha
Um laço de fita
Mera ilusão
Era venda aos olhos
Uma ida ao portão
Mais espera
Outra carta, o correio
A alma que lhe era cara
Um dia foi posta à venda
Assim se deu
A cabeça a quebrar mil vezes
Resposta escondida
O Universo se expande
Um dia uma solução
Que finalmente te procura
O lugar onde eu tentei chegar
Era vazio
Imensamente despovoado
Denso e muito frio.
É questão de aparência
Uma venda aos olhos
Se chove, melhor me molhar
Me molho
O resto de vida
Pra ser vivido amanhã
Pra sempre será perdido.
Edson Ricardo Paiva
Creio eu
Que talvez, o segredo
A bem viver a vida
É guardar sempre pra si
Um pouco de coragem
Misturada ao medo
Saber viver as alegrias
Mas só um pouco dela a cada dia
Penso
Num momento de silêncio
Em meio ao caos
Nem todo mal
Nem todo bem com muito afã
Pra que a vida seja bela
Deixe um pouco da tristeza
Para vivê-la também amanhã
Feche a janela para o Sol
Deixe entrar a escuridão do dia
E você sorrirá
Pra luz do Sol de amanhã
Não se come todo o almoço
Numa única garfada
É preciso tempo pra esfriar
Consolidar, brotar, crescer
Secar e até morrer
Não sinta pressa em livrar-se de nada
Cedo ou tarde as coisas se vão
O tempo é que rege essa vida
E é sempre bom ter lágrimas nos olhos
Pra que se contenha as risadas
Mesmo que elas venham
Vão passar
Pois tudo passa
Tudo e nada
Solidão também faz companhia
Penso eu, que a graça da vida
É saber dividi-la
Não se vive tudo de uma vez
De um fôlego só
Uma só voz
É preciso guardar sempre um pouco
de lágrimas e de sorrisos
E, quem sabe, a presença
de alguém que seja louco o suficiente
Para estar
Sempre presente em nossas vidas
E queira estar com nós.
Edson Ricardo Paiva
