Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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⁠Um era a correnteza do outro neste rio profundo onde o pé nunca alcançava o chão.

Inserida por pensador

⁠Lidar com música, com poesia, eleva um pouco. Tira a gente desse chão meio duro de ser vivido.

Maria Bethânia
Vanini, Eduardo. Bethânia relembra fases da carreira e fala sobre amores: 'Se eu me apaixonar, pouco me importa se é homem ou mulher'. O Globo, 1 out. 2023.
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Inserida por pensador

⁠Sonhar com o Mundo Melhor

E se o mundo fosse leve,
sem dor que pesa no chão?
Sem ansiedade nos olhos,
nem tristeza no coração?

E se não houvesse pranto,
nem depressão escondida,
se a alma fosse inteira,
e a esperança, bem vivida?

Se o desmatamento parasse,
e a floresta respirasse em paz,
se os rios cantassem livres
sem terem que correr para trás...

Se a maldade não tivesse voz,
se a injustiça fosse embora,
e o respeito fosse lei
de hoje, de sempre, de agora?

Se ninguém maltratasse os bichos,
e a doença fosse só memória,
o mundo seria outro —
um poema, uma nova história.

Eu sigo sonhando acordada,
com esse mundo de valor...
Porque sonhar já é semente
de um amanhã com mais amor.🌏✨️

Inserida por maria_julia_lima_2

⁠Sabemos do pó, do átomo, do chão;
mas a alma escapa pela contramão.

Inserida por I004145959

⁠Quem diz que acabou tudo, esquece que até o chão é recomeço para quem decide se levantar.

Inserida por kepler78

⁠“Sonhava viver uma aventura que me tirasse
do chão e da minha realidade.
Esperei a vida toda por um amor arrebatador, um príncipe encantado.
No meio da história descobri que estava ao lado de um monstro,
e que meu sonho tinha virado um pesadelo”

Inserida por mariaia

⁠Chove nas folhas que molham. O chão escorre a água E a cidade cala. Somente a chuva fala. Os carros se curvam ao mandado do céu. E somos criaturas de um universo que comanda. Ontem fez sol naquele velho sertão. O mandacaru ardeu no solo árido e as vacas magras pastavam como entidades do século passado. A velha casa de adobe resistia ao tempo e se dizia que ali moravam famílias centenárias. Mas na cidade de hoje chove. Caiu assim bruscamente. Ver a chuva caindo é tão aprazível. É até possível sentir alegria. A chuva é tão antiga. Chove e caminho nessa cidade imponente demais para minha alma tão alheia a concretos. Dou-me mais com as árvores do cerrado. Acostumei-me com seus caules contorcidos, eu que nunca tive a alma em linha reta. Nesse dia de chuva, sinto-me líquida, escorrendo do céu.

Inserida por monalisa_1

Talvez me sente no chão, encoste as costas na parede e revire antigas lembranças, memórias dessas histórias que a gente vive no agora,
onde seu ombro, abraço e abrigo, são fuga de uma realidade onde nem eu nem você queríamos estar,
pois no fundo o que nos une, é o desejo da fuga de nós mesmos, de criarmos um universo paralelo particular.

Inserida por valeria_rabello

⁠ Ofício Solar

A noite é fria, e o frio fustiga o vão
Onde o coração, sem eco, jaz no chão:
Um cálix sem licor, um braseiro apagado,
Um árido silêncio, desolado.

Mas eis que a pálida aurora, em seu labor,
Fende a mortalha do noturno horror.
O Sol — cíclope eterno, forja em chamas —
Tecendo o dia com douradas tramas.

Não mero fulgor que apenas vela a dor,
Mas alquimia sutil, um ato maior:
Transmuta o gelo em seiva, o vazio em vaso,
Onde a esperança, planta de tenro laço,
Desabrocha — não em júbilo feroz,
Mas em quieta alegria, como a voz
Da fonte que retorna ao seu leito antigo,
Da estrela que persiste no perigo.

Nasce o dia. Não como um grito vão,
Mas como o lume que a razão acende
Na escuridão. É o gesto que desfende
A vida do seu próprio abandono:
O sol, Vênus, a alba... É o eterno dom
De um novo tempo, um compassado som
Que diz: Em ti, a luz se refaz agora."
E o coração — vaso, crisol, forja ignora
O frio da memória, e aprende, enfim,
O ofício de ser luz, de ser jardim...

Inserida por OdaraAkessa

⁠Pequena Resistência

Era um grão no chão duro,
Pisada pela pressa do mundo.
Vozes grossas, vento cortante,
Vida apertada, mas não tanto.

Sob o peso do inverno longo,
Guardou calor no punho fechado.
Cada passo era montanha,
Mas seu sonho, semente teimosa.

Um dia a raiz furou o cimento,
Broto verde ergueu o dia.
Na altura do joelho alheio, foi quando eu conheci.
Floresceu sua quieta ousadia.

Hoje carrega o sol na palma,
Pequenina nave mestre
De si mesma —
Flor de asfalto.

Inserida por OdaraAkessa

Do chão sofrido, a poeira batendo na cara, eu lembro de cada gemido do velho pau de arara.
Era sede e dor, fome e desespero, em meio a tudo um sorriso, que durava quase o dia inteiro.⁠

Andarilho

Ele anda descalço, sem pressa no chão,
faz do passo um poema, do mundo um clarão.
Nos ombros carrega o céu de setembro,
e nos olhos, segredos que o tempo não lembra.

Conversa com sombras, com santos, com luz
diz que a cidade perdeu seu Jesus.
E escolheu, sem juízo, sem rumo e sem lar,
o silêncio das ruas pra se libertar.


Dorme onde o dia resolve apagar,
come o que a rua decide ofertar.
Mas guarda uma paz que ninguém compreende,
e um jeito de ver que a gente não aprende.


Chamam de louco, de alma partida,
mas talvez enxergue o milagre da vida:
numa poça d’água, no fumo que passa,
na prece calada de um banco de praça.


Enquanto a cidade se arrasta, febril,
correndo por metas, fugindo do fio,
ele para o tempo com olhos fechados
e ouve segredos nos cantos calados.


Talvez compreenda o que tanto evitamos:
que é no que não se compra que mais acreditamos.
Que mansão sem alma é prisão de luxo,
mas um banco de praça... é palácio sem muro.


Louco ou livre? Que nome daria
ao homem que vive em plena poesia?
Que se despiu só pra renascer,
e escolheu, sem medo...
simplesmente viver.

Inserida por Zanatinha

A onde nasce o rio Dom Pedro?

De quanto chão me resta para estar perto do futuro.

De quanta bobagem necessita o homem para criar mais desastres.

Faltam-me estrelas em gota para irrigar o seco céu da boca.

Trocou-se a simplicidade do riso por espelhos e gritos das raças.

De quanto rio resta a nadar,se de nada ira de sobrar.

O chão que sofria junto a pele, racha e se parte.

A corrente que fere alma prendendo o passado na gaiola da memória.

Ainda há de criar asas e voar meu passarinho.

Ainda há de cantar a liberdade para dentro de seu ninho.


Mas ainda há uma veia de lembranças do que nasceu esperança e morreu criança.

Vi flechas mirarem futuro e caírem nos pés de um maldito burro, que por sua ganância assassinou o meu novo mundo.
E olhando agora, que mundo o Brasil se tornou?

De quem se tornou parte o Brasil?

De que passado resta a memorar?

Quem permitirá viver o futuro ou presente, se pretendem roubar até o conhecimento de nossas mentes.

Dizem que o conhecimento ninguém o tira.

Dizem que o passado não vive no novo.

De algo posso realmente dizer, ainda tenho esperança que possamos renascer de novo.

Faltará de tudo um pouco; nascimento meio lento do que chamam de consciência, ela que pintada de negra ainda não pode ser incolor. Que pena ser utópico um algo tão simples, ainda assim vi muita gente no berço da dor. No parto da realidade encontro a verdade, ainda não aprendemos que na nossa brasilidade não deve existir distinção de cor a dar oportunidades. O pais é preto no formato de toda cor. No lixo da desigualdade virei poeta e de minha poesia tudo que tem vida vira arte. E tudo que é arte faz parte! E de que parte você faz? Parte de todo um mundo! Onde ainda irei de acreditar que ser brasileiro é ter calor, e ser do mundo é ser universal. E se somos universal somos temperados, e olhe bem! Tudo que tem tempero e sabor, é gostoso, como dizia mainha:- Você não é todo mundo, mas todo mundo faz parte do mundo.

Inserida por WesleyNabuco

No vai e vêm da vida, várias vezes pegamos tombos que nos deixam no chão, mais em meio a tempestade ainda me considero vitoriosa pois me comparo a flor do jambeiro que mesmo caída na terra ainda enfeita o ambiente com seu rosa exuberante.

Inserida por IlzimarDantas

⁠Tirar petróleo do chão é o trabalho mais perigoso do mundo.

Landman (série)
1ª temporada, episódio 3.
Inserida por pensador

Às vezes a vida nos surpreende com acontecimentos que nos tira do chão. É o velho ditado popular, nos pega de calças curtas. Como somos responsáveis por aquilo que cativamos, damos a volta por cima.

Inserida por lourdesduarte

⁠iPhone é, definitivamente, um objeto que AMA se jogar no chão

Inserida por guilherme_yohan

⁠Em um mundo tão cruel e devastador,onde quase tudo e todos,procuram te jogar no chão e tirar suas esperanças.
Seja uma mão estendida,um abraço amigo,um ouvido atendo.
Seja uma palavra de esperança e uma atitude de incentivo !

Inserida por roberto_santanna

⁠multiplicam-se sombras
ténue pestilência
sigilo absoluto
infestam mudas
o chão
a parede
o tecto
e a alma
à luz da noite
brotam
impetuosas
precipitando a diáspora
do corpo humano.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "infestação")

Inserida por PoesiaPRM

⁠Aquilo que te pôs no chão..com certeza te deixou mais forte ... aquilo que cortou teu coração com certeza .. te fez renascer das cinzas... podou podou .. mais não tirou a raiz .. cresceu denovo .. revigorada ....

Inserida por bebelia2000