Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Pranto de Uma Velha Árvore
As raízes que me seguram neste chão são mais fortes que o vento que ousa interferir em meu equilíbrio.
Cada galho quebrado, cada folha perdida são lembranças do que o tempo me roubou.
Eu que venci o fogo e a terra seca morta ao meu redor.
Eu que nasci em meio às cinzas, em meio à dor da perda dos meus semelhantes.
Eu que venci tantas batalhas.
Eu que enfeitei o mundo com minhas flores mesmo sentindo tantas dores.
Eu que ouvi o som da morte silenciar a voz dos meus defensores.
Eu que presenciei tantas partidas sem despedidas.
Eu que sou vida e melhoro o ar que você respira.
Eu que carrego tantas histórias que você nem imagina.
Eu sou uma velha árvore que muito já vi.
Sinto-me cansada.
Cansada de suportar tanta dor e fingir que está tudo bem.
Cansada de ser ameaçada pela ganância.
Cansada de ser torturada pelo barulho da destruição.
Eu sou vida.
Eu tenho vida.
E quero viver.
Me deixem abraçar a terra.
Me deixem florescer.
Me deixem tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
Quando as pessoas conseguirem olhar o mundo com os olhos da alma. Pode ter certeza, o chão da terra será respeitado.
Sabe o que gostaria de estar fazendo agora?
Com você deitada no chão ambos olhando para o céu e uma música a tocar de fundão.
Olhando e admirando o céu e as estrelas a contemplar essa visão.
Algumas nuvens parecendo caminhar enquanto permanecemos parados um próximo do outro a nos tocar com um afago dos dedos a deslizar.
Contemplando aquele belo céu que sempre esteva ai e que poucos estão a aproveitar.
Você olhando para uma nuvem e enxergava algo e eu a discordar
Tamanho olhar diferente temos sobre o mesmo visão
Gargalhadas surgem em meio a visão que cada um enxerga em meio a ilusão.
Buscando a felicidade
Acordei,
Pisei no chão e me levantei,
Abri as portas e janelas,
E rasquei o meu coração,
No céu azul,
Como bruma leve como a neve,
Uma melodia eu compus,
Entre as praias desertas,
Banhei-me nas espumas da imaginação,
Fui deixando rastros,
Com o som de uma canção,
Os pássaros voavam e cantavam,
Migrando em busca de um sertão,
Iam atrás da tal felicidade,
E de muito longe,
Me veio uma inspiração,
Toquei a flauta,
Andei pela contra mão,
Soltei as correntes de aço,
Me libertando da abolição,
Voando alto como um gavião,
Os passarinhos me acompanhavam,
Juntos pela imensidão.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
O Ciclo da vida.
Um pingo,
que encharca no seco chão e faz brotar um ramo,
do ramo um botão de flor, pequeno, amarelo sol.
No ar,
uma borboleta azul, leve e solta pousa, germina e vai...
Quando retorna,
o botão abriu,
o néctar alimenta a borboleta
e a flor se alimenta ao sol.
O ciclo reinicia
com mais um pingo
que cai e encharca o seco solo e a borboleta vai.
Rivaldo Barros.(2/4/21).
É do chão que nasce uma grande árvore é atravéz dela que provem os frutos.
É do chão, é do chão que se começa...
Dança o menino,
Dança com alegria,
Dança como se nem ao menos tocasse o chão
O menino risonho,
Dança com um sorriso que só ele tem.
Dança representando a vida ou até mesmo algo além..!
Bailarina que gira como peão
As vezes está suspensa ou no chão
Tecido acrobático faz a diferença
Maestria da técnica sua crença
Foi até ao oriente pra dominar
Aprender com os hindus a movimentar
Sua vida é seu herdeiro pequeno príncipe
Seu maior companheiro é sua equipe
Bailarina mãe que é dedicada
Inspira aos redores, ela é aplicada
Portadora de um olhar fatal
Olhos de mel esverdeado mortal
Da caixinha de música é a bailarina
Se formou no Bolshoi ela é artista
Currículo impecável é sensacional
Arte da dança é sua arma letal
Hipnotiza qualquer um com seus movimentos
Como cocaína vicia os pensamentos
Bailarina bonita que não sabe que existo
Me trouxe inspiração um sentimento misto
Paixão platônica que sinto por vc
Adeus bailarina que eu queria conhecer.
Este é o tempo dos mitos... Eles são os cabos que correm sob o chão e fornecem energia ao mundo, os condutores de correntes invisíveis, o vapor que move os grandes motores da terra.
A Poesia para mim, é subir aos céus enquanto estou no chão, é cair das nuvens quando preciso estar atenta à realidade. A Poesia é sonho que me faz sentir viva. Não sei definir se tenho paixão ou amor por ela. Mas sei que é por ela que vivo e ressignifico a minha existência.
No balcão,
Ou no chão,
Cheio de erros e razões,
E assim sofro eu,
Querendo escrever,
A próxima inspiração
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Chega um tempo, que vale mais um olhar para o céu com gratidão, do que olhar para o chão e estar com os pés amarrados num mundo de ilusões.
