Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Eu lavo louça, limpo chão, faxino a casa e amo cozinhar. Mas, se precisar subir uma parede, eu coloco tijolo por tijolo.
minha parte enterrada
no chão da lembrança
enraizada às memórias
buscando a fundo
o que na verdade está
nas folhas da esperança
na purificação do ar
na entrada da luz
no coracao aberto da emoção
buscando no céu
o que os pássaros já encontraram
liberdade e clareza
dos pensamentos à presteza
do crescimento à certeza
do amor à natureza
e entre as folhas e as raízes
se encontram os pilares da sustentação
não fico lá e nem cá
e no meio do caminho está a terra
os momentos de aprendizado
da ignorância à evolução
do ódio ao amor
do nascimento ao falecimento
e assim caminho
ou melhor alço voos
tenho asas
tenho vontade
tenho necessidade
vou de encontro ao Alto
vou encontrar meu anjo!!!
Somos nada nesta vida além de um grão. Grão que brota deste chão, que cresce, floresce e alimenta. Alimenta a alma, nos fortalece e vai embora... E assim um novo grão brota.
A mentira que alimenta o sonho. A verdade que me retira o chão.
A tempestade que produz a vida. A brisa que me fere o coração.Hoje a noite é minha, to saindo pra dominar o mundo. As vezes paro e levo minha mente a onde tudo começou. Na presença da lua penso o que sou de onde vim, mais e na presença do sol que me atino a saber pra onde vou . Essa noite sonhei com você, não porque eu queria sonhar. Mas é que ; Mesmo dormindo,
Minha cabeça e meu coração ainda insistem em lembrar de você. Boa noite.
ultimamente
só observando
as flores caídas no chão
os pássaros cantando
com esmera emoção
os animais que vivem
no meu quintal
que ficam pra lá e pra cá
a sujeira acumulada
livros para serem lidos
bagunças a serem organizadas
a ordem que não foi dada
e se foi, ainda não foi cumprida
a tarefa a ser feita
os propósitos a serem realizados
o sonho tem que ser acordado
entrar em acordo com minha realidade
as visitas que estou por fazer
as contas a serem quitadas
a atenção a ser chamada
a escada a ser subida
para outra vida, menos amarga
a boa intenção a ser buscada
a fé a ser intensificada
entrar em harmonia com o meu ser
a familia a ser amada
as amizades a serem reencontradas
a saudade que no peito ficara
morrerá à míngua se não for matada
no encontro divino comigo mesma!!!
DESSA TERRA SEI!
Falo do nordeste por que conheço
aqui nasci, cresci e fui criado
no chão seco, sofrido e abandonado
sem nunca desistir desse endereço
o amor que eu sinto não tem preço
por essa terra que Deus me fez vivente
no sossego da sombra ou no sol quente
continuo o caminho em meu destino
por aí com meu sotaque nordestino
sentindo orgulho de falar o meu oxente.
Este chão que desliza enquanto ando, o mesmo solo que pareceu-me um dia ter sido tão fértil.
Esta cabeça de humano tão capaz de pensar, repensar, criar, concluir e deletar.
A caneta jogada nas minhas revistas, ama, traça, rabisca, ensina e como inspira.
Esta arte aberta sobre a mesa que preenche-me e finaliza-me todos os dias.
Este cigarro que conheço desde uma pré-adolescência bem vivida, que afaga a alma e invade com teu gosto amargo de prazer.
Sinto pena de ti teclado, ao receber uma surra diária de boas palavras e assuntos tão sérios, não abandonar-me.
Eu proponho então um brinde a esse pequeno universo.
minhas flores
joguei-as no chão
num ímpeto de loucura
amor e paixão
me bateu um arrependimento
de tristeza e dor
fui arrebatada
pela mágoa e pelo rancor
só que minhas rosas
não tem nada a ver com isto
a raiva, a cólera e a ira
são somente minhas
porque fui espetada bem no coracao
e isso me gerou
um intenso nervoso
e uma negativa emoção
como sou uma ferpa
pro seu governo
me encontro em pleno inferno astral
que está intimamente ligado
com tudo de errado
que voce me fez e ainda faz
tome cuidado porque eu ainda não sou capaz
de passar a mão na cabeça
de ninguém que não mereça
o amor que tenho pra oferecer
e por isso me amo cada dia mais!!!
Quando você encontrar o chão
E na sua casa se criar teias,
Eu estarei na mais pura solidão
Pensando nas antigas ceias
E enquanto você estiver na floresta
Eu estarei em uma festa,
Mas não aproveitarei
Porque você não faz ideia do que já cogitei
eu criei a mania de pegar coisas brilhantes do chão, deve ser por isso que me apaixonei por você. xx
Hoje, a gente olha pro céu e clama: “Pra que tanta pressa?”; e reclama, cambaleante, sem o chão de sua voz: Marília, por que tanta pressa? Por que tão rápido?
Você ainda tinha tanta história pra viver e ouvir e depois em versos nos contar, tanto canto a doar. Por que tão rápido, pra que a pressa?
Que versos você escreveria pra explicar isso? Como termina essa canção, interrompida pelo estrondo de silêncio? Que música é essa em descompasso e desafino, onde dó é só padecimento?
Como toda história, uma canção tem começo, meio e fim. E alguém já disse que toda canção começa buscando um meio de chegar ao fim. A canção de sua vida, parece, foi interrompida antes de encontrar o meio. É tão antinatural chegar ao fim sem nem acabar de começar. Arrancaram a flor, ficou seu sonoro perfume a consolar um jardim entristecido.
Pois, agora, você que falava das coisas fugidias da vida, essas coisas de amores e dores, encontros e adeuses, você que libertava as palavras, deixando que voassem passarinhas pra nos consolar e pra que a gente as acolhesse no ninho de nossas solidões; agora, Marília, seus versos se aquietaram, imóveis, como mão de mãe, suave, sobre cabeça de menino, pousados sobre nossa memória.
Hoje a gente lhe pergunta: “Nunca mais, Marília?”
E, com um sorriso mais manso do que triste, você nos responde que não, não é “nunca mais”. Dedilha o violão, compondo uma canção pros anjos, e diz: “É pra sempre.”
Nota: Homenagem de Pedro Bial para a cantora Marília Mendonça, exibida no programa “Fantástico” em 07/11/2021.
...Mais"a chuva cai, cantarosa, abençoada. O chão, esse indigente indígena, vai ganhando variedades de belezas. Estou espreitando a rua como se estivesse à janela do meu inteiro país. Enquanto, lá fora, se repletam os charcos a velha Tristereza vai arrumando o quarto. Para Tia Tristereza a chuva não é assunto de clima mas recado dos espíritos. E a velha se atribui amplos sorrisos: desta vez é que eu envergarei o fato que ela tanto me insiste." -
Devagarinho, vão-se ao chão os finos véus da timidez, revelando toda a sensualidade que tem um corpo de mulher vestido somente de amor.
É sempre naquelas horas de maior desespero, angústia e medo que sentimos nos faltar o chão e parece que perdemos tudo, inclusive a fé, que a esperança surge como uma pequena luz por entre as frestas da impossibilidade e nos restaura a fé, devolve-nos a coragem e multiplica a nossa força.
