Sangue
O que nos falta é sangue nas veias. Aquela coisa, sabe, que faz a gente se sentir vivo e atuante. Estamos cada vez mais apáticos. Cada vez mais mornos. Lembro de como reagia se alguém se metesse com um de meus irmãos. Como ficava se alguém se atrevesse a insultar qualquer um dos meus amigos. Como era atrevida e ousada ao defender um estranho que sofresse uma injustiça.
Hoje tudo pode. As pessoas tornaram-se anestesiadas.
Pois é...Se o desaforo não bater a nossa porta, está tudo bem.
Não temos mais garras e dentes. Nos tornamos moralmente gelatinosos. A nossa honra e integridade são de uma plasticidade assustadora. Fazemos vista grossa com a injustiça sofrida pelos outros. Economizamos nas defesas. Somos seletivos ao tomar partido. A maldade alheia não incomoda. A voz alta. A falta de educação e tato ao lidar com crianças ou animais. A crueldade.
Que espécie de seres nos tornamos, por Deus?
Pergunto mil vezes. Mil vezes sem resposta.
Deus propôs Cristo Jesus para a propriação por meio da fé no Seu sangue. Jesus é a propriação pelos pecados do mundo inteiro. Deus proveu a salvação para todas as pessoas, mas essa salvação aplica-se somente aqueles que creem.
O sangue de Cristo tem valor suficiente para redimir o mundo inteiro, mas seu poder é aplicado apenas aos que creem.
A Bíblia, a Ortodoxia e o Arminianismo ensinam que Jesus morreu por todos, sendo seu sangue suficiente para salvar a todos; mas sendo aplicado apenas nos que creem (eleitos). Assim, Seu sangue foi derramado por todos, sendo suficiente para todos, e trazendo benefícios para todos (2º Co 5.18-19), mas eficaz apenas nos creem (eleitos).
1ª Pedro 1.19-20: Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós. Tudo é pela graça do inicio ao fim. Ef 1.4; Ap 1.8; Ap 13.8.
Alba
Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue
Que tristeza esta vida, minha amiga…
Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros
E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?
Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida
Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado
Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim
E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.
Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via
Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma
Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente
E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.
Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido
E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?
Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue
Que destino nas coisas, minha amiga!
Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?
Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos
Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos
Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança
Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.
Rio de Janeiro, 1935
Teus olhos desnudam e devoram minha alma.
Tão intensamente,quanto o calor que faz o sangue nas minhas veias ferverem..
A um simples toque Teu.
Um toque nas vestes de Jesus pode mudar uma vida. A mulher que sofria
à anos com o fluxo de sangue descontrolado, não mediu esforços para tocar no único que poderia solucionar o seu problema, ela enfrentou os costumes e preconceitos da época, mas sua fé estava em Cristo. Quem deposita a esperança em Cristo jamais perde a batalha.
Nesta vida, existem dois tipos de família: a de sangue e a que escolhemos!! Algumas pessoas, só são o que são hoje, graças a família que eles escolheram e não a de sangue!!
O combate mostra do que um homem é feito. O aço contra o aço. O sangue do oponente nas suas juntas. O coração dele se revela. Bem como a alma.
(Gol D. Roger/Gold Roger)
Mãos de Sangue
Demétrio Sena - Magé
É tristonho saber quanta gente suspira
pelos tempos dos corpos marcados a brasa;
por mulheres levadas às piras e forcas,
porque tinham poder de pensar livremente...
Quanta gente suspira pela repressão;
pela volta das vozes caladas a tiros,
quando as artes mais livres eram condenadas;
vejo tantos suspiros pela ditadura...
Quando a simples poesia, só de ser poesia
era como heresia passível do inferno;
da cadeia e dos ferros e paus da tortura...
O pior é saber que tanta gente assim
canta e ora sem fim lá nos templos cristãos;
ergue mãos fervorosas desejando guerra...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Mergulho no sangue que sai dos meus olhos já mutilados
Uma dor que já não cabe mais na alma e me afoga, me sufoca
Como a mão do próprio diabo espremendo meu pescoço para a sua limonada matinal.
A cura está dentro de mim? Talvez estivesse, antes dessa lâmina me dilacerar por dentro.
Se o inferno existe... é o respirar, é o levantar, é o falar, é o ouvir, é o viver. É acordar e querer dormir de novo. É esse grito enjaulado que NUNCA vai sair. São os pensamentos esmagando o meu cérebro Esse é o inferno
O néscio se entope com comida gordurosa da falta de entendimento,levando toxinas ao seu sangue,tendo com isso enfarto espiritual!
O néscio se entope com comida gordurosa da falta de entendimento,levando toxinas ao seu sangue,sobrecarregando o coração,tendo com isso enfarto espiritual!
O berço da existência
Não é a pedra que se ergue,
nem o sangue que flui no ser.
Há um sopro que emerge,
um antes que nos faz ver.
Se a matéria é um corpo sem alma,
um vaso sem o que há de conter,
quem desenha a linha da palma?
Que inteligência faz o ser?
Não é o acaso, a vã corrente,
nem o pó que se aglomera.
Há um desígnio, uma mente,
que a forma invisível gera.
Como o vento que move o moinho,
sem peso, sem mão, sem cor,
assim essa essência, esse caminho,
é a razão do nosso fulgor.
Ela tece o fio do invisível,
na urdidura que a vida teima.
Do Nada que se faz indizível,
nasce o cosmos, o corpo, o poema.
E em cada pulso, em cada fibra,
no menor inseto, no mais vasto céu,
ecoou a primeira vibra,
da Luz que antecede o véu.
Assim sou eu, reflexo e certeza,
dessa Consciência que me sustém.
Não sou a forma, mas a beleza
do que na essência me contém.
Danyyel Elan
Você é ossos dos meus ossos,
sangue do meu sangue
e carne da minha carne.
Estamos conectados por toda vida.
Uma fusão de duas vidas em uma só.
Meus ossos estão grudados aos seus ossos,
tal como um cordão de três dobras:
Deus, eu e você.
Sinto pulsar em minha corrente sanguinea
o mesmo sangue que corre em suas veias.
Sinto na pele a dor ou o prazer
que você sentir na carne.
Minha mente pertence a você,
porque em você estão os meus pensamentos.
Meu coração pertence a você,
porque em você estão os meus sentimentos.
Não consigo mais viver além de você.
Você é minha, Vida!
Para sempre, sempre minha!
