Sangue
Muitos em todo o mundo, corria o sangue em suas veias, gente como a gente, assim como todos, a morte sempre foi uma grande perda, à todos nós que somos fisicamente iguais, não existe hierarquia depois daqui.
Viver discretamente, preso a costumes e timidez, não levaria a mulher do fluxo de sangue à cura. Com a coragem de uma leoa, ela rompeu protocolos, furou a fila e desafiou os discípulos, lançando-se aos pés de Jesus com audácia. “Se eu apenas tocar no talit dEle, ficarei curada” (Marcos 5:28). Para acessar o sobrenatural, é preciso agir sem medo da exposição; a fé ousada erupciona, busca a luz e não hesita em clamar por transformação, mesmo diante do olhares condenatórios.
Certamente, José, Davi e a mulher do fluxo de sangue tiveram dias em que o peso da cama parecia maior que a própria vida. Mas e se fossem os dias; do sonho do copeiro, da ameaça de Golias, ou a caminho da casa de Jairo?
Lembre-se: “O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9). LEVANTE-SE.
PERDIÇÃO
Meu pai de sangue:
Como se chapa a massa na parede
A de cimento, barro e areias
Como tu fazes com tanta arte?
E meu pai de sangue, respondia sempre:
Oh, tira isso das tuas ideias...
Já me está na massa do sangue e do ser
À parte,
À custa de tantas tareias para aprender.
E eu insistia com meu pai de sangue:
Qual o teu segredo
Daqueles tetos de gesso
Tão belos e singelos
Feitos por tuas mãos ressequidas?
E meu pai de sangue, já irado, respondia sempre:
Oh, isso foi sinal de aprender noutras vidas,
Umas a medo e outras por ser travesso
Revesso
Como tu, retrato do meu segredo...
Nunca mais entrei em bravatas
Chatas
De perguntar a meu pai
Que já lá vai
O porquê de ser artista daquele dom então,
Porque sei que me diria:
Nasceste para ser trolha, um dia
Como eu, sem mais tretas.
Porém, escolheste as letras
Malditas dos poetas
Que te levam à perdição!
(Carlos De Castro, in Minas da Minhoteira, 01-07-2022)
DIZ-ME NUM VÓMITO
Diz-me, porque estás triste ?
Amor rebelde, sem meu coração
Do sangue que pedias
Com a tua espada em riste,
Nessa mão,
Tremulando
Velhinha de emoção
Como a minha ficando
Apalpando o que não existe.
Diz-me, porque estás triste ?
Assombramento meu,
Sempre ao cimo da minha cama
De penas,
Tão apenas
Nas noites claras de breu,
Quando eu tinha medo de mim
Ao subir as escadas da cama musical
De bacanais infernal,
Que dizem ser ruim,
Até a do Orfeu.
Maldito seja eu
E quem me desafia
Em euforia,
Nesta noite tão só, tão fria,
Em que vou, sem vir
Mais que tempo de ir
Sem pena
Nem pensar
De voltar.
Diz-me, porque estás triste?...
(Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, No Brasil, Sim", Em 06-09-2022)
CHORAR PELOS PECADOS DO MUNDO
Tantas lágrimas escorriam,
Como sangue fluindo, se esvaíam
Dos olhos dum puto sentado à beira de uma estrada
Na minha aldeia nordestina industrial safada.
Não, não era África, nem outro continente, nada...
Era no Portugal presente, pretérito e escuro.
Havia ali uma fronteira, sem muro.
Ah, nessa minha triste caminhada,
Vi também um velho a acariciar a estrada
Há tanto tempo por ele estudada
Para fugir a um presente sem futuro.
Cansado, sentei-me numa pedra da berma
Dessa estrada também minha de estaferma,
Para sentir as lágrimas do puto a chorar.
Quando meti o choro dele dentro de mim,
Inferi e senti com total e mística emoção,
Que quanto mais aquele puto chorava,
Mais eu, em dobro sentia enfim
Que o meu pobre e louco coração,
De ardor, de compaixão, rebentava.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 21-08-2023)
IRMÃO
Será que sê-lo já basta
Sem sermos de sangue igual,
Meter na mesma canastra
A força que nos anima a tal?
Irmão, é sempre aquele jeito
Entre o belo e o imperfeito,
Que nos foge nos entretantos
Das vidas às cambalhotas
Entre demónios e santos
Em sociedades de apostas...
E quando a força desanima
Vem a angústia e a revolta,
A gente quer passar por cima,
Mas a irmandade não volta.
Surge então que a própria vida,
Aos que fez de sangue irmãos,
Arranja em contrapartida
Outros de sentir, mais sãos.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-10-2023)
SANGUES
Sangue, o puro, nem sempre é verdade
E até pode ser nada no conceito da idade.
Por vezes, pancadas tantas,
Nas espancas,
Que a gente leva,
No rosto,
De um mosto
Que quer renascer no vinho
Aguado,
Porque não foi pisado.
O sangue falso,
É como uma bola
Que não rola,
Uma gaveta fechada,
Ou um rico a pedir esmola
Às putas tristes da estrada .
Ou uma prisão sem grade,
Um amigo, só de metade,
Um rei, a limpar retretes
E ovos sem omeletes.
Triste mundo de falsidade,
Onde só impera a vaidade
Nos ditos tão instruídos,
Que esquecem os amigos
De verdade,
Por troca de outros fluídos.
Estão na moda os deletes
Que trincam erva e chicletes
E já não há mãos de fada,
Só línguas de alfinetada,
Enfim: Não há amizade,
De verdade,
Nem nada!...
(Carlos De Castro, in Há Um Triste Livro Por Escrever, em 25-03-2024)
Quando escrevo, me descrevo
Derramo meu sangue tinto
Nas letras rabiscadas
No texto e no contexto
Está ali meu DNA.
Na administração da fortuna conquistada,que o sangue seja lembrado, a jornada celebrada. Que cada gota, cada lágrima, cada esforço feito, Seja o alicerce sólido do sucesso, conquistado.
Cléber Novais
Amigo pode ser de sangue, mas não depende disso. A cor da pele não importa, nem o tipo físico. Basta ter confiança.É um tiro por você, lutar suas batalhas ao seu lado, seja qual for o inimigo. Numa amizade a cumplicidade está acima da lei.
"De todos os fluidos do mundo, o mais potente é o sangue do homen determinado a excelência e a vitoria"
Eu já morri uma vez. Não teve grito, não teve sangue e quase ninguém percebeu, o que escorria não era sangue, eram lágrimas.
Era uma manhã de sexta e tudo ficou escuro pro alguns instantes.
O silêncio cheio de barulho, foi a causa da minha morte.
E de repente no dia seguinte, eu estava ali, mas ninguém notou minha morte.
Há 4 anos e alguns meses fui embora de mim enquanto sepultava aquela que me deu corpo, alma e ar.
Por pura teimosia voltei a viver.
Por amor voltei a respirar.
E é sobre isso, a mãe da gente não deveria morrer nunca!
Anseio por um espaço intuitivo para cravar a lança no sangue do espírito bom. A cruz que carrego em meus ombros poderia estar pendurada numa corrente, amarrada ao meu pescoço enquanto pulo no mar. Caminhei sobre a prancha do navio selado, e ganhei uma casa no lote abissal.
O sangue é mais denso que a água. Isso mostra o porque dói quando nosso coração chora. Quem nunca se decepcionou com alguém? Bem, existem razões para que a vida seja tão absurda as vezes. O fato é tornar cada um de nós pessoas melhores. Que você leve seus erros para servirem de aprendizado e com isso consiga ir adiante de uma forma mais segura e capaz de administrar melhor suas decisões. Agora, se você ignorar tudo isso, estará sempre parada em um ciclo entediante e destrutivo que te fará perder o controle de seus sentimentos. Tente esquecer o que aconteceu e preste atenção no que você pode proporcionar a você mesma. Pense em você daqui a cinco anos e no que você faz hoje para você mesma de cinco anos depois. Meio complicado isso né? Então vamos tentar uma forma melhor de entender. O que você de 5 anos atrás fez que hoje você gostaria de agradecer? Um trabalho, faculdade, curso, relacionamento, férias, etc? Percebe? Sempre fazemos algo para nosso "eu" no futuro. Pra ser mais claro o "hoje" são nossas lembranças do "amanhã". Então viver olhando pra trás, para o que aconteceu, é uma forma de eliminar a oportunidade de criar lembranças para frente. Então pare por um instante e chore todas as suas lágrimas, derrame até a última gota, mas amanhã não perca um minuto do seu tempo de conquistar momentos que te farão sorrir por toda a sua vida. A vida segue, então vai correndo atrás dela. Seja feliz de uma forma honesta com você mesma. Nunca é tarde para um recomeço, nunca é tarde para ser feliz. Se alguém não é capaz de preencher em você o que você mais deseja, então está atrapalhando você mesma de buscar a condição verdadeira de sentir-se preenchida por alguém que faça valer mesmo a pena cada minuto de silêncio em que você fica deitada no seu travesseiro pensando em como é gostoso sentir-se desejada.
“O respirar nos enche os pulmões de ar e oxigena o sangue para que possamos persistir. Às vezes, é lento e cadenciado, em tom de meditação. Em outras, é eufórico e acelerado, no ritmo angustiante da ansiedade. Mas o último suspiro, esse sim, é o mais sôfrego e significativo de todos, pois denuncia o entregar da nossa morada física.”
Sangue da veia
Corre no corpo
A mácula de ser esculpido.
Guiado pelos ventos
Sentimentos a flor de passarinhos.
A seiva da vida
Água viva
Que revela o passo
Recalcado o juízo
Saiu sem despedida
Na viagem veio o tempo.
A céu aberto
Que bom ver a plateia
Levanto a bandeira
Digo sou da pátria
Clamo o êxtase da pureza.
Do início até ao fim
Digo a vida é sempre assim.
Por: Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade
“Há mais de mil casos no mundo de cadáveres há séculos incorruptos, que conservam sangue líquido, transpiram, apresentam crescimento de unhas e cabelo. Há também estátuas de madeira em que as unhas crescem. Não há explicação pra isso. Um louco cortou com faca um quadro com a imagem da padroeira de Bolonha. A pintura da tela cicatrizou com cicatriz humana! Deus ri das nossas leis! Há casos em que o crucifixo de madeira abraçou o Santo e não se quebrou a madeira!”
