Pensamentos Mais Recentes
Um sinal para sacudir para longe
a brutal colonização,
um único búzio preso no pulso,
na roupa ou no cordão,
Era a mística da fraternidade
pulsando no coração.
O sonho era de liberdade
compartilhado entre alfaiates,
soldados e intelectuais,
Em nome da igualdade
que ainda tanta falta faz.
O caminho foi aberto e sagrado
com o sangue dos seus mártires,
Que entregaram suas vidas
para a Nação se livrar dos algozes.
Mártires que se deram para que
pudéssemos sonhar e poder,
e a autodeterminação a Nação deter.
Se tivesse que eleger, sem dúvida,
elegeria por parentesco e mística:
a Conjuração Baiana como luzeiro
da Independência na constelação,
Porque nele mora o espírito inquebrável
que orienta do Chuí ao Caburaí à União.
O nascimento incontrolável do sentimento e a luta interna de quem tenta escondê-lo.
Não me assusta o que as pessoas
Convenientemente podem fazer.
Acreditar que não se ama sem querer
É subestimar a capacidade do amor,
É querer ditar como se amar.
Para o amor não existem regras.
Não importa quão boas
Sejam as intenções:
Mentiras, suspiros, omissões...
Quando penso que ninguém vê,
Vem o acaso e me expõe!
Atravessam minha porta como visões.
Sinto-me preso numa cadeia,
Morrendo com minhas paixões.
Pensando em alguém em segredo,
Eu tento esconder emoções.
O olhar e o corpo traem a mente.
É saudade atropelando a razão...
A arte é fazer uma simulação. É fingir que se sabe o que não podemos saber. Assim, se cria. Compartilhar é o segredo, é dar muito mais do que recebemos, é se doar por sermos senhores de si.
O Labirinto escuro de um amor descuidade
O amor morre uma vez,
Às vezes é assassinado,
Por vezes é sem aviso,
Por um alguém descuidado,
Que vai matando aos poucos,
Não mandando nem recado.
Com requintes de crueldade,
Sem dar chance de defesa.
Vai matando o afeto,
Destruindo a fortaleza,
Quem crê num final feliz,
No fim só colhe tristeza.
A gente perde o encanto,
Entende que o mundo não quer graça.
O amor que achei que salva,
É o mesmo que despedaça.
E a impotência domina,
Quando a rejeição nos abraça.
Não importa o quanto se ame,
Se o sentir é tão distinto.
Amar é penoso, é andar
Nesse escuro labirinto,
Como esperar que ela sinta,
Da mesma forma que sinto?
Sem abrigo que aqueça,
Diante da recusa crua,
A solidão toma conta,
A alma sangra e recua...
E vai mais um amor sincero,
Jogado no meio da rua.
Não importa qual a idade,
Tudo se torna em vileza,
O rosto que muito amava,
Agora traz estranheza...
Pra quem já sofreu em outrora,
Não foi nenhuma surpresa.
Talvez os mais infelizes não sejam os que se acham Cheios de Verdade, mas os que acreditam nelas.
Porque há algo de perigosamente sedutor em sentir-se dono de uma certeza — ainda que fabricada.
Deve ser muito confortável…
Organiza o mundo, simplifica os conflitos, elimina dúvidas incômodas.
A verdade, quando vendida como produto acabado, quase sempre vem embalada com promessas de liberdade, paz e segurança — e muitos compram sem perceber o preço oculto: a renúncia ao questionamento.
Os que se acham Cheios de Verdade, ao menos, ainda revelam um excesso visível — quase um transbordamento que denuncia suas fragilidades.
Mas os que acreditam cegamente nelas… esses se tornam território ocupado.
Já não pensam a verdade; são pensados por ela.
Já não dialogam; defendem.
Nem escutam; reagem.
E é aí que mora o risco mais silencioso: quando a verdade deixa de ser caminho e passa a ser trincheira.
Os donos da verdade sempre existiram — e infelizmente sempre existirão.
Mas os vendedores são ainda mais sutis.
Eles moldam narrativas, oferecem respostas rápidas para perguntas complexas, e distribuem certezas prontas para mentes cansadas de duvidar.
Não impõem: convencem.
Não obrigam: confortam.
E, assim, vão povoando as cabeças abandonadas à própria sorte e o mundo com convicções que não nasceram da reflexão, mas da conveniência.
Talvez a verdadeira lucidez esteja menos em possuir verdades e mais em saber conviver com as perguntas.
Em entender que a dúvida não é fraqueza, mas movimento.
Que mudar de ideia não é incoerência, mas maturidade.
E que toda verdade que não suporta ser questionada carrega, em si, o germe da manipulação.
No fim, não são as certezas que libertam, pacificam e protegem — são os olhares inquietos.
Porque quem acredita demais em uma única verdade corre o risco medonho de nunca mais se permitir enxergar qualquer outra.
Tão fascinados por ver a Lua de tão perto e a Terra de tão longe, e diante da imensidão da galáxia, descobriram que eram muito pequenos — ou quase nada.
Artemis II
"Mão 🫱 Santa!?
"Mão treinada,
trabalhada "...
Como um dia, disse ele.
Tem como não dizer tanta coisa sobre o Oscar?
Homem tranquilo, sorriso de garoto,
mas de suar a camisa a cada soco no ar,
para fazer bola voar
Resultado de fruto da aliança
da paciência e do treinar.
Assim ele deixa uma saudosa lembrança!
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
Depois que a Lei Maria da Penha entrou em vigor no Brasil, os crimes de feminicidios aumentaram. Pergunto: isso é culpa da lei? Respondo: lógico que não. Vamos colocar a culpa nos verdadeiros culpados. Quem são esses culpados? Os verdadeiros culpados são os vagabundos, os sem futuro dos machistas, que eu me recuso de chamá-los de homens. É inadmissível um vagabundo matar uma mulher e, às vezes, sair pela porta da frente de uma delegacia. Teremos que endurecer as lei deste país, gente!
Mas, os culpados das leis do nosso país serem brandas é nossa, nós que elegemos os nossos legisladores.
MENSAGEM PARA TODOS OS PAIS, SEM EXCEÇÃO!
País que têm seus filhos homens, eduque-os, e uma dessas educação é ensiná-los a respeitarem as mulheres. Acabem com a "célebre" frase machista e imbecil que diz assim: "se ela não é minha não será de ninguém."
LEMBRANDO! Que essa mensagem serve para todos os tipos de casais e não só para os casais heterossexuais.
Fortaleza/Ce., 21/04/2026
Há momentos em que alianças se rompem, pessoas mudam e decepções chegam.
Mas quem anda com Deus não para no meio da dor.
A Água Morta
O barco rompe a corda desgastada,
Deixando o cais de espelho raso e frio,
Onde a maré mascara o seu vazio,
E a superfície brilha, imaculada.
Que importa a onda plácida e dourada,
Se não há poço, abismo ou desafio?
O mastro forte exige o mar bravio,
E foge à poça rasa e disfarçada.
É triste, sim, romper a corda gasta,
E ver o cais sumir no nevoeiro,
Sentindo o golpe seco que recorta;
Mas muito mais cruel, e que devasta,
É definhar no fútil estaleiro,
Ancoradouro raso de água morta.
Se você não consegue dominar seu olhar, não dominará seus desejos, se não dominar seus desejos, não dominará seu corpo, se não dominar seu corpo, não terá domínio sobre nada.
Nem sempre o que penso, falo ou escrevo quer dizer, realmente, que estou correto, porém, é o que acho que é certo, aceito quem descordar de mim, pois sou democrático, mas, vale ressaltar, eu também não sou obrigado a concordar com ninguém, mas tenho obrigação de respeitar as opiniões contrárias.
Fortaleza/Ce., 21/04/2026.
"No século XVIII, o Brasil foi apelidado de 'quinto dos infernos' devido à alta cobrança de impostos. Qual apelido daríamos hoje?"
O Peso do Silêncio
Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.
E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.
Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.
Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.
