Praça
Porque na vida tudo passa, a realidade é amarga feito cachaça, e por mais que você seja boa 'praça' nem sempre o vencedor levanta a taça. Resiliência é uma virtude de quem anda na paz e na graça
Dia dos pais
O dia ficou sem graça
Eu olho ao redor e só vejo folhas secas caindo na praça
Assim são as lembranças
Que minha memória perpassa
Parece que te vejo
Com o velho violão
Ou sanfona desafinada
Tentando fazer uma graça
Mãos calejadas, rosto queimado,
olhos azuis, trabalhador dedicado
Firme encaminhou seus 8 filhos
Com marcas de generosidade,
coragem, sem medo da realidade!
Pai,
rememora que nunca passa,
traço impresso na alma
Lembranças sagradas
Saudade danada
Sentado na praça
Os solitários sentam na praça sozinhos com seus pensamentos a deriva, naufragados no mar de problemas e amargurados pelas feridas do passado. Eu, sentado a praça observo cada um, há vários como eu, náufragos, procurando por salvação, mas sempre que eles escrevem S.O.S, estão sempre a afundar em sua solidão, porque a salvação de um solitário é sua própria reflexão.
VIDRAÇA
Tivemos que ceder
O banco da praça
Para o cortejo dos pombos
Resta-nos agora
Olhar o céu na vidraça.
Enquanto tudo acontece
Lá do outro lado
Daqui de dentro o muro
Não é de tijolo ou cimento
É de arame farpado.
Tivemos a faca e o queijo
O braço e o abraço
Tivemos tudo nas mãos
Mas ainda temos o chão
Para morrer de cansaço.
Mas não podemos nos entregar
Ao sótão dessa casa abandonada
Devemos continuar lutando
Contra a fúria de gafanhotos
Ainda podemos ser tudo
Antes de sermos nada.
Na calçada, na esquina, na ruela, na praça, na viela,
Seus elegantes meneios mais uma vez não me escapam,
Na praça Vinícius de Moraes,
O apostolo Paulo é testemunha escultural,
Na praça Vinícius de Moraes,
A paisagem é como um “Cântico”,
Na praça Vinícius de Moraes,
Tudo é “Cem por cento”
Na praça Vinícius de Moraes,
Não existe “Medo de amar”,
PÁSSAROS
"..os pássaros da praça cantaram
na tarde de sol. Levaram o seu canto
às folhas das árvores. E os galhos
abertos sorriram de amor.."
Uma milha a pé caminhou,
Pelo bosque sacro andou,
Uma árvore de Ipê avistou,
Cruzando a praça e a venda.
VITÓRIA-RÉGIA
As vitórias-régias e a praça arborizada
O cair-da-tarde no bairro de Casa Forte
Os jovens e adultos praticando esporte
São encantos de Recife, cidade amada
O cheiro de seu cigarro nunca foi um incomodo. O local era sempre o mesmo, no final da praça central, com aqueles bancos maltratados, e mesas de xadrez, as cores estavam com pouca opacidade, provavelmente por conta do tempo de existência.
"SOU POETA DA PRAÇA"
Estendo o Varal
E a Poesia vai secando
Feito roupa
E quem passa
pode me ler
E se quiser decifrar
Os mistérios da Poesia.
Enquanto é isso
A Banda passa
E o som invisível
Caramujo-floresce
Anunciando o entardecer!
Certa vez enquanto corria pela praça da cidade, na busca de desviar os pensamentos, acalmar os ânimos, fugir da rotina e cuidar do corpo; observando todas as pessoas pelas quais passei e as pessoas que por mim passaram. Vi casais de namorados, irmãos, grupos de amigos, senhoras conversando na calçada, um pensamento veio à tona: qual significado das pessoas que por nossa vida passam? E quando somos nós? O que de bom deixamos?
As respostas para essas perguntas talvez nunca sejam respondidas, não completamente, pelo menos, mas me faz refletir sobre a conexão de energias; são únicas. As pessoas que encontramos na balada, nas festas e bares, por exemplo, podemos até não lembrar de seus rostos no dia seguinte, podemos esquecer seus nomes depois de uns dias, e a sensação que essas companhias de uma noite deixam em nós é que nada tem a acrescentarem. A procura por alguém que se conecte conosco continua.
Nas noites que saímos em busca de diversão, saímos não só a procura de uma distração para o corpo, mas o coração em seus profundos sentimentos tem esperança de encontrar uma energia parecida com a que o faz pulsar, que estimule todas as suas reações químicas e biológicas e que faça seus impulsos elétricos disparar o nível de nossos batimentos, e os planos parecem falhos quando o que temos é apenas um sexo casual, essas pessoas que passam por nós, deixam o ensinamento de que nunca podemos esperar demais de quem nos enxerga como um produto que pode ser usado. Jamais voltamos a ser o que éramos, e a busca por se conectar com alguém que não use o nosso corpo, mas que desfrute do momento, continua.
Buscamos conexão nos interesses, nas perspectivas, nos pensamentos, quando nos conectamos com alguém, quando conhecemos alguém que se torna especial, que mesmo a distância deixa saudades, quando não dá notícias, sentimos falta daquele bom dia, da conversa até tarde, das músicas apaixonadas compartilhadas, as energias manifestam-se em nosso cérebro produzindo hormônios que caracterizam nossos sentimentos, entre eles o amor que toma conta do nosso corpo através da ocitocina.
Quando nos conectamos com alguém, aquele sorriso permanece gravado em nossa memória, podemos estar num mal humor danado, o dia pode não ter fluído bem, o momento pode não parecer oportuno e podemos pensar que tudo está contra nós, mas quando vemos aquele alguém, cuja nossa energia se conecta e faz nossa respiração ofegar, logo torna tudo tênue, o dia não parece mais tão terrível, a nossa memória afetiva daquele momento deixa tudo leve, como se todos os fatores que deram errado tivessem conspirado até aquele momento para dar certo, e aquele sorriso, aquele maldito sorriso nos leva a crer que nada foi tão ruim. Aquele abraço nos faz perder as horas e queremos continuar acariciados naqueles braços ouvindo aquelas palavras reconfortantes de como foi bom nos ver.,
A busca pela conexão exerce em nós o papel da auto aceitação, não negligenciarmos a nós mesmos recebendo menos do que merecemos com relações rasas que nos depreciam, não podemos ser a opção de final de festa, ou a segunda opção de alguém que está carente, a busca pela conexão é encontrar uma energia em que o nosso interior se sinta calmo quando abraçado, que nosso corpo entre em êxtase quando tocado e que tão somente os dois distantes, separados por umas centenas de quilômetros tenham respeito um pelo outro, conectados e leiais as suas convicções, ao que sentem um pelo outro, sinceros e puros com os sentimentos alheios, que devemos ter cuidado.
Quando as energias se encontram conectadas, é sinal de que ambos estão dispostos a seguir. Não se preocupar com as incertezas futuras é natural, pois sabe-se que um está em defesa do outro, que passarão pelo que vier juntos, pois as energias são compartilhadas, o que afeta um, acaba afetando a todos, pois no amor, as relações que ocorrem são intensas, emotivas e devem ser levadas em consideração sempre, a conexão é a certeza de que em meio as intempéries que acontecem os dois podem passar juntos por qualquer situação.
Kaspar Hauser
Quem é você e quem somos nós
Entre as dálias e os girassóis
Espera a praça com as nossas dores
Os chafarizes, as luzes e as flores
Um viajante nunca espera a noite chegar
Mas descansa o nobre descanso dos nômades
Ciganos
Vim te buscar, com sede e suor
Não chora Kaspar
Esse brilho frio de guilhotina suspensa em segredo no ar
Qual segredo estaria entre nós, cigano
E o que você esperava encontrar, campos verdes ao sol
Verdes mares ao sul,
Mas a paisagem mudou a paisagem, a paisagem mudou..
a paisagem
Aprendemos tecer nossas teias sem fim,
nossas celas escuras e os olhos assim, tão brilhantes
tão frios, vazios e ausentes
E o que eu vou enxergar e o que você vai ver
O que vou enxergar e o que você vai ver, lá fora
Arco-íris distante na tarde cinzenta e a sombra de um muro
Caindo bem devagar, cigano
Vim te buscar, com sede e suor
Não chora Kaspar
I´m lonesome boy
I´m lonesome boy in your city
Nos tempos dos impérios, pessoas eram mortas em praça pública, o povo presenciava e se divertia com o espetáculo.
Hoje a internet virou a praça pública, aonde quem presencia, se diverte com a morte.
Condenar o nosso semelhante de forma leviana, na "Praça pública", sem dar a devida atenção a qualquer um dos argumentos em sua defesa, é fácil, difícil, é deixar essa incumbência para um "Juiz".
TE DESEJO!
Te desejo VIDA. O SOL na manhã para te guiar.
Um BANCO na praça para dialogar.
Um BARCO de alegria para te levar.
Te Desejo !
Um SONHO de um menino.
O MAR para te espreitar. O VENTOpara te acariciar.
Te DESEJO muito AMOR!
Wilamy Carneiro
Um dia um empresário brasileiro convocou mil desempregados para comparecerem numa praça e disse que havia conseguido uma forma de todos ganhar dinheiro pra fazer o que quisessem.
No dia marcado todos estavam lá curiosos e quando o empresário informou que bastaria trabalharem 5 dias por semana, ele completou: quem quiser o emprego que fique a minha direita e quem não tiver interessado fique à esquerda.
80 pessoas ficaram a direita e o restante à esquerda.
Surgia os partidos políticos no Brasil.
A MENINA E O CACHORRO
Crônica em versos
Uma criança brinca com um cachorro
no meio da praça.
Na praça do Patriarca,
foi lá que eu vi.
Entre cinco e seis anos de idade,
tinha a criança.
Igualmente jovem era o animal.
A garota abraça, beija,
se desmancha em carinhos...
O cachorro retribui lambendo animado
o rosto da menina.
Os dois caem,
rolam no chão.
A menina ora por cima do cão,
ora por baixo.
Alguns pedestres param,
observam, riem, tiram fotos,
maravilhados com a beleza da cena.
Outros, apressados,
submersos em seus problemas,
incapazes de enxergar o mundo a sua volta,
passam sem nada perceber.
Uma mulher se aproxima,
Afaga a cabeça do cachorro.
A menina se levanta,
fica de pé, imóvel, séria.
Em sua seriedade,
o esboço de um sorriso enigmático,
quase imperceptível,
me fez lembrar Mona Lisa.
Com o olhar fixo na mulher
acariciando o pequeno animal,
a menina parecia esperar sua vez
de também receber carinho.
A mulher, no entanto, se levanta,
faz um último carinho no cão, arruma a blusa,
ignora a criança e vai embora,
diluindo o sorriso de Mona Lisa da menina,
que a acompanha com o olhar desapontado.
Eu, que a tudo assistia, pensei:
"Eh! Infelizmente é assim que nós estamos agora!
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