Pouco

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Amar é aceitar a simplicidade do seu próximo, se sentirem realizados com pouco e, juntos, fazerem muito.

Inserida por kevin_alexsander


Desacelerar para Avançar

Na pressa dos dias que correm
Perdemos um pouco de nós —
Entre compromissos e telas
Esquecemos do som da voz.

Do riso solto em família,
Do abraço que não tem fim,
Do olhar que entende e acolhe,
Do silêncio que diz: "tô aqui".

A natureza sussurra segredos,
Em folhas, ventos e chão.
Ela fala de Deus em detalhes,
No canto sereno do coração.

É preciso parar, respirar,
Permitir-se sentir, escutar.
Pois só quem se permite a pausa
Descobre novas formas de caminhar.

Inserida por jenefer_ofemester

⁠as vezes acho que te amei demais, mas sou intenso nao consigo amar pouco.

⁠"Quem muito se expõe, pouco se protege".

Inserida por ClaudioRobertodosSan

⁠A pressa faz a gente aceitar pouco… A paciência faz a vida entregar o que a gente merece. Não é sobre esperar qualquer coisa…
É sobre esperar o que vale a pena de verdade. O que chega rápido… nem sempre fica. O que vem no tempo certo… ninguém tira.

Inserida por danrattess

⁠Triste é você dar tudo de melhor a uma pessoa e ela se entregar a outro por tão pouco.

Inserida por Colicigno

⁠Hoje é dia 30. Falta pouco pra virar a página, mas não falta força dentro de ti. Respira fundo, lembra de tudo que já superou e segue firme. Às vezes cansa, mas desistir não combina contigo. Vai, é só mais um passo! 🌱✨
— Escrito por Sara

⁠"Enquanto o tolo corre atrás de amor, o sábio compra por pouco dinheiro."

Inserida por UrbanoCardoso231

Destino

Ei, o que você acha que é Destino?
Pensa um pouco antes de continuar:
O que te vem à mente quando fala em Destino?
...
Destino, pra mim, é simples.
É o objetivo final de uma jornada, de uma viagem.
É pra onde a direção aponta.
...
Hein?
Ah, você não pensou neste tipo de Destino?
Pensou em Destino no sentido de futuro de vida.
Entendi.
Eu também!
...
Destino não tem nada a ver com sorte ou acaso.
Nem com essa ideia de coisa inevitável ou imutável.
Destino é escolha diária do caminho.

Com a palavra,
Alice Coragem.

Inserida por alicecoragem

"Toda vez que deixo de falar o que penso, é só o medo de perder o pouco que ainda tenho."⁠

Inserida por jubiscreudor

⁠Soneto da essência preservada

Nada a mim vieres pouco.
Nada a mim vieres muito.
Mas a mim vieres tudo.
Amo-te, como isso.

Amo-te-a, como girassol em jardim escuro.
Amo-te, como flor despensada, dura.
Fez-me de risos, como nunca.
Resido na casa de quem rico chora.

Sou simples, sou eu, sou o amor, juro.
Sou achado, sou perdido, sou puro.
Sou o coração sofrido, eu ponho.

Sou canções sensíveis, de canto.
Choro, mas quase não encanto.
Sou sensível, porém desencanto — eu sou eu.

Inserida por WalyssonLima

⁠Se cada um fizesse um pouco

O mundo não muda quando cobramos dos outros.
Muda quando fazemos a nossa parte — mesmo que pequena.
Ajudar um animal, alertar um vizinho, separar tampinhas,
ou até divulgar um pedido de adoção…
São gestos simples, mas que salvam vidas.
Se cada um fizer um pouco, o abandono diminui.
E a compaixão cresce.

Inserida por AlexsandraZulpo

⁠PARA QUE SERVE A FILOSOFIA?

Um ancião de barbas e cabelos longos chegou a um vilarejo um pouco distante dos grandes centros urbanos, um lugar desses onde o tempo tem outro tempo, um tempo natural de ser.

Naquele lugar havia poucas pessoas, mas, dentre elas, havia uma miniatura do mundo real: pessoas que tinham mais ou menos habilidades para desenvolver aquela realidade. O fato é que se tratava de um lugar com costumes tradicionais, por assim dizer. Isso não quer dizer que não havia sabedoria no coração daquele espaço e daquelas "gentes".

O velho andarilho tinha uma vivência profunda, por tantas realidades que ele já havia presenciado. Então, como um bom pensador, ele achou por bem conversar com aquelas pessoas. Conversar sobre tudo: sobre o tempo, sobre Deus, sobre conhecimento, progresso, sustentabilidade, etc.

Uma de suas perguntas foi saber o que aquela gente pensava. Então ele perguntou: "Para que serve a Filosofia?"

Começou a andar por diferentes lugares com a mesma pergunta: "Para que serve a Filosofia?"
Primeiramente, ele perguntou a um pastor, que, desconfiado, respondeu: "A filosofia não é de Deus, está na Bíblia".

O ancião seguiu sua andança e foi até a única praça da cidade, onde ele poderia encontrar mais pessoas. Fez a mesma pergunta a um ateu que estava discutindo sobre a inexistência de Deus com os homens responsáveis pela limpeza da praça. O ateu respondeu da seguinte forma: "A filosofia serve para fazer as pessoas deixarem de ser ignorantes, idiotas, alienadas, gado".

O senhor perguntou também a um daqueles homens responsáveis pela limpeza, e ele respondeu: "Eu não gosto de filosofia, isso é coisa de gente que não tem o que fazer, que só tem minhoca na cabeça".

Da mesma forma, o velho curioso agradeceu pela resposta e saiu daquela roda de conversa.

Então o velho encontrou uma professora, com o jaleco da escola onde trabalhava, e lhe fez a mesma pergunta. A professora respondeu uma enorme lista de utilidades que a filosofia, segundo ela, teria: "A Filosofia serve para fazer as pessoas pensarem a respeito do mundo, da vida, dos mistérios do universo, da origem da humanidade, das linguagens, das demais Ciências. A filosofia é a mãe de todas as ciências. Sem ela não seríamos capazes de saber nem quem somos nós realmente".

O velho agradeceu educadamente e seguiu sua jornada de questionamentos. Abordou um homem que estava sentado em um banco da praça, cabisbaixo.

"Para que serve a Filosofia, meu caro?"
O homem então respondeu-lhe dizendo: "Eu não sei, não sei o que é isso, mas deve ser para enganar as pessoas." Agradecido pela resposta, o velho saiu da praça e desceu em direção a um rio que contornava a parte Sul da cidade.

Ao chegar embaixo da ponte que ligava aquele vilarejo a outras regiões mais ao Sul, o ancião percebeu que havia um senhor, também com aparências semelhantes, com mais idade talvez. Decidiu se aproximar para desenvolver uma conversa. Aquele outro senhor estava ali pescando e fumando um charuto. Isso era interessante para o que se aproximava. Talvez pudessem fumar cachimbos e trocar um "dedo de conversa". Ao cumprimentá-lo de perto, o senhor andante perguntou o seguinte: "O senhor tem fumo?" "É óbvio que tenho", respondeu o velho pescador. "Então empresta-me, eu avio também."

Enquanto isso, ele desenrolava seus panos de bagagem e pegou um velho cachimbo que pertencera ao seu avô, algo feito à mão. O silêncio pairou sobre os dois.

Fumaça vai, fumaça vem, o andarilho perguntou ao pescador: "O senhor pode me responder para que serve a Filosofia?"

O velho pescador virou as costas em silêncio, sem dizer uma palavra. Então o que se ouvia naquele lugar era apenas o murmúrio das águas do rio e algum barulho de pássaros e carros que passavam sobre a ponte de quando em quando.
Depois de um longo período de silêncio, e de muitas "chumbadas", o ancião que chegou agradeceu o fumo, despedindo-se do pescador para seguir sua caminhada.

Então o velho pescador virou-se na direção de seu visitante, respondendo da seguinte forma: "A Filosofia não serve para nada! Ela recusa-se a servir quem quer que seja".

O senhor recém-chegado permaneceu calado, como quem espera mais. O pescador continuou a dizer: "A Filosofia recusa-se a cair nessa vala de servidão que surgiu nos padrões mentais medievais e que tem tragado tantas gerações que acreditam que servir é o mais importante. É por isso que nós, os velhos, não somos vistos como seres úteis. A maioria dos indivíduos das nossas gerações se tornaram inúteis, de tanto ouvirem que estavam velhos, e envelheceram realmente. O brilho vital deles ficou opaco de tantas palavras e olhares que demonstravam tristeza, talvez, pelo peso da idade, que não deveria ser um peso, mas uma bagagem muito importante de experiências deles".

Aquela conversa era profunda demais para não acender mais um cachimbo. Então o visitante fez menção de que iria fumar novamente, e o pescador logo lhe alcançou fumo e avio.

O silêncio se fez por um curto tempo. Não havia interesse em fazer qualquer pergunta por parte do ancião recém-chegado. Era uma questão de tempo para que novas explicações viessem por parte do pescador.

Fumaça vem, fumaça vai, e o velho do rio continuou: "Esse mundo utilitário, onde tudo cai em uso e desuso, inclusive as pessoas, tudo é coisa útil. É um tempo onde as coisas são mais importantes do que os seres. E os seres se transformam em coisas que servem ou não servem. As pessoas se coisificaram tentando se manterem úteis, serviçais, servas. Até mesmo as demais ciências se tornaram úteis, quando deveriam ser apenas caminhos. Os caminhos não são utilitários. As religiões, os Estados, as instituições, os deuses, os sagrados, as escolas, os homens, as mulheres, os jovens e as crianças, tudo isso se tornou números. Os números são utilitários, assim como as letras e os símbolos, mas a matemática, as demais ciências, as linguagens, nada disso deveria ser utilitário. As artes caíram em uma situação de serviço, se tornaram servas.

O homem curandeiro se tornou servo, o professor, o orador, os políticos, todos servos. E querem arrastar tudo mais consigo também. Por que diabos a filosofia deveria servir também? Ela não serve, porque ela não cabe nesse mundo de coisificação, de utilitários, de descartes. Veja bem, no que as religiões se transformaram? Não passam de alojamentos de imbecis que não sabem se conduzir e buscam alguém que lhes proíba de caírem em situações difíceis. Mas isso não lhes ensina absolutamente nada. Veja o que ocorreu com Deus, que na mentalidade medieval se tornou um espantalho para assombrar os medrosos através da fé. Até ele se tornou coisa, utilitário, servo.
As pessoas fazem os diabos e depois exigem que ele resolva suas desgraças, ou seja, ele é obrigado a fazer milagres, além de ser a capa de poder dos charlatões da fé."

Nisso, o senhor recém-chegado perguntou ao pescador: "O senhor é ateu?"

Ele então disse muito rapidamente: "Eu não tenho a necessidade de ser ateu, nem de ser religioso, nem de ser um pescador, nem seu amigo, nem de saber absolutamente qualquer coisa. Eu estou tentando aprender alguma coisa, e todos os dias aqui na beira deste rio, eu chego à conclusão de que o que eu sei se derrete diante da imensidão do abismo que eu não vejo, mas que provavelmente me vê. Eu preciso responder mais?"

"Não!", disse o ancião que escutava atentamente.
O pescador continuou: "Por que tornar a filosofia uma serva? Tudo que serve para alguma coisa, tornou-se servo, vassalagem. É impossível torná-la uma serva, defini-la como uma servente seria "apartá-la" da sua originalidade, da sua essência."

O velho pescador pediu licença ao seu companheiro de cachimbo, dizendo que costumava frequentar aquele lugar procurando entender todas essas coisas que ele havia abordado, mas que não havia conseguido entender, e que para isso costumava pescar e fumar seu cachimbo como forma de estar ali, sem ser visto pelas demais pessoas como alguém inútil.

Os dois se despediram e marcaram de talvez estarem ali no dia seguinte. O ancião que partiu não é mais o mesmo ancião que chegou naquele vilarejo.

Pedro Alexandre.

Inserida por pedro_de_alexandre

⁠Muito pouco se fala sobre ele: o PAI que escolheu permanecer, lutar junto com a sua família e dar o seu melhor todos os dias. Esse pai também é bom, também é maravilhoso. Ele também leva o filho à escola, às terapias, também se dedica, também carrega no peito as batalhas invisíveis. Às vezes tímido, mas quando é preciso, solta seu leão interior para proteger e defender seu filho(a) autista.
Esse pai, muitas vezes, chora escondido. É raro ver suas lágrimas, porque ele finge estar bem para não sobrecarregar ainda mais a esposa, que já enfrenta diariamente os desafios da maternidade atípica. Esse pai, mesmo guardando muito para si, continua ali: incentivando, apoiando, amando sua família e seu filho(a).
É verdade que existem pais que abandonam. Mas para aqueles que ficam, que vestem a camisa de parceiros de verdade, é essencial que a sociedade também os enxergue, que também os acolha com amor e reconhecimento. Porque eles não estão “fazendo um favor” estão agindo por amor, por responsabilidade, por um compromisso que nasceu junto com o coração de PAI.
Pai de verdade não mede esforços para garantir que nada falte para sua família, e merece ser lembrado, valorizado e respeitado por isso.
Esse é o pai que eu escolhi para minha FILHA(O) autista: um pai que fica, que luta, que ama e que merece ser visto.

Inserida por sukapriscile2015

⁠Mesmo quem pouco ou nada possui
compartilha e doa com alma e raiz.
Na bondade e na caridade encontra sua luz, tornando o mundo mais belo, em que se conduz.

Livro: O Respiro da Inspiração

Inserida por carlos_aguiar

⁠Ó, poeta

fiz tão pouco
publiquei tão menos
nem sei se posso
proclamar-me poeta
I, too, dislike it
enfim
um escritor
que mal escreve
bom pranto
para as ironias
baratas
e um “poeta”
entregue às traças
chegarei à velhice
sem aprender nada
era virar
um purgante insuportável
minha meta
mas nem isso
terminam chegando perto
de mim
e batendo nas costas
ó, poeta

Régis Bonvicino
Más companhias: poesia, 1983/1986. São Paulo: Olavobrás, 1987.
Inserida por pensador

Não adianta se esconder
ainda há um pouco de ti
para me aquecer em
tardes frias
#bysissym

Inserida por BySissym

⁠Mesmo cansado, continuo sonhando. Porque quem tem fé sabe que o impossível só demora um pouco mais.

Inserida por isaqueramon

⁠Quem exige muito, quase sempre dá pouco. É poço sem fundo, que bebe da água do próximo, para depois entulhar as fontes de quem um dia, matou sua sede

Inserida por sergiolirad12_1106197

⁠Mães e filhos se cansam mutuamente: vigiar e ser vigiado é relação que fatiga um pouco os nervos...

Clarice Lispector
Correio para mulheres. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.

Nota: Trecho da crônica A medida das coisas.

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Inserida por pensador