Poeta

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POR QUE ESCREVO!
BY: Harley Kernner

Escrevo porque trago em mim o DNA do maior e eterno poeta, dono da minha alma.
Escrevo porque nasci para divulgar o amor e para amar, ainda que não seja correspondido.
A razão de tantas orações poéticas existirem é que, por muitas noites, o amor dormiu ao meu lado.
Escrevo porque um dia o ladrão de sonhos roubou o meu amor.
Escrevo também por gratidão: pois Deus é especialista em ressuscitar sonhos.

Disseram que a alma de um poeta é um universo sensível:
que sente o que os olhos não veem, que escuta o silêncio,
que transforma dor, amor e sonho em versos que tocam o coração.

É verdade. Mas não é uma escolha é um resultado.
É o fruto da dor que também gera amor.
Aprendi com Jesus: quando esteve na cruz, ferido pela raiva e pelo rancor da multidão,
nos entregou uma das poesias mais lindas da humanidade:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
Mesmo desprezado, escreveu com sangue o maior verso de compaixão e misericórdia que o mundo já conheceu.

Eu aprendi com Ele.
Minhas lágrimas não caem à toa; minhas dores não são desperdício.
Elas se transformam em poesias e crônicas:
são sementes que choram na terra, são noites de sonhos que pareciam perdidos.
E toda semente que chora, um dia floresce em felicidade.

Por isso escrevo:
para eternizar o que seria passageiro,
para mostrar beleza no que é simples,
para lembrar que da cruz também brota vida.

Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas

Seu avô é poeta
Que canta com amor
As melodias da alma
De um velho compositor

Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.

Um coração partido vive intensamente apenas no peito de um poeta.

"Yeeeê viva. Meu Deus. O meu
Nome. É. Mizunga poeta. Rimador do. Rap tem. Músicas que. É. Bom .para. todos os. Capoeirista ela. Chama. Se
TEM GENTE NEGANDO. Á. NATUREZA.."a.arvoré. tem..Vida. por. Que. O. Machado é. De. Madeira. Não. Pode. Cortar..observa. com.tristeza"

Seja poeta de si mesmo, admire a si⁠ mesmo, vibre com suas próprias conquistas, batalhe até orgulhar-se de si mesmo.

Ser poeta é contemplar as estrelas, e com a sensibilidade do seu amor, admira-las, encantar-se com sua luminosidade em uma noite de insônia.

⁠Um doente me dizia: “Para que sofro minhas dores se não sou poeta para vangloriar-me ou servir-me delas?”

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Parafraseando o poeta Cesar Vallejo, um dos que mais admiro, há pessoas tão boas na vida, eu não sei!? São pessoas que colocam afetos acima de ideologias, confiança além de resultados, admiração em lugar de colunas Excel, a poesia acima da prosa cinza das segundas-feiras, a alegria dos encontros casuais muito acima dos compromissos agendados no celular.

Eu prefiro certamente falar com um gari, um encanador ou um chapeiro a falar com um poeta. Eles sabem mais dos problemas comuns e das alegrias comuns de se estar vivo.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

[Habitantes do Ventrículo Esquerdo e o Manjar Diminuto em Banquete Gelado]


Como poeta era um ótimo filósofo
E como filósofo um ótimo poeta.
Isso significa dizer que nunca foi bom
Em nenhuma das duas coisas.


Mas a questão nunca foi ser bom
Em alguma coisa, a única questão
Que realmente importava, era ser.


Somente um rimante inescrupuloso
Pode especular estrofes
Sem receio de cair em prosa;


Um artífice premeditado da palavra,
Ou pós-ditado, aquele que diz,
Eis o ditador, um versenário,
Vil a cada oração;


Um expoeta que despétala, em camuflagem
Sorrateira, até ser lido e desferir o bote, certeiro,
Inflamado, fatal, injetando antídoto;


Um mero ente, alterado,
Que em algum súbito relance, havia tido o todo.


Então ele constata:
Um milhão e meio de razões para ir
Talvez uma ou meia motivações pra ficar.


Só tenho uma coisa a perder, a inspiração.
E se eu permanecer, ela se vai. Portanto,
Me vou, para que ela fique.


Espero um dia conseguir suportar a mim
E quem sabe muito esperançoso,
Conviver comigo mesmo.


Não precisa ser Esplêndido, mas às vezes é.
Não precisa ser Formidável e Magnífico, às vezes é.


Nossa ecolocalização capta
Os cardumes fartos em espiral
E o esquadrãovagalume
Inda pulsa estridente.


Ela era do tipo persistente insistente,
Não deixaria que nada a deixasse esfriar,
Ela era tipo encrenqueira valente,
Ficaria com tudo ou nada iria bastar.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

Talvez em tais palavras Não seja possível saber,mas a ordem gramatical impede o poeta de escrever como se sente,mesmo que tente jamais será como em seu cérebro adolescente,que na juventude conheceu o amor e em seus versos busca saborear a memória que um dia o completou,sim todo poeta já se apaixonou,mas nem todos redijiram o seu amor,o mundo está cheio desses poetas,que sem palavras expressam o seu amor,me pergunte a utilidade do amor que eu lhe respondo que nunca amou.

Não tente impedir um romancista e poeta
de acreditar no amor. Será frustrante.


Pois ele acredita que o verdadeiro sentido da vida
é o amor.


Tentar destruir o que nele foi construído
e edificado como uma fortaleza
é uma luta perdida.


Um poeta romântico vê beleza em tudo,
até nas mínimas coisas
que para muitos nem existem.
Mas para ele, na sua profunda sensibilidade,
cada detalhe abre um universo de possibilidades.


É um olhar que nasce com o sol da manhã,
como um renovo cheio de esperança.


Ele sente a vida nos sons da natureza
e se enxerga nas outras espécies
como parte do todo,
onde nada está separado.


Assim é o olhar do romancista e do poeta:
ver além dos objetos
e encontrar o sentido do existir
em sua plena totalidade.


Um só
Marcio Melo

"Quando eu partir"


Um poeta me ensinou
que nada vai parar quando eu partir desta jornada.
Que a vida continuará como se nunca me tivesse conhecido.
A primavera virá,
e trará suas flores sem pedir licença.
O sol nascerá,
e pintará o mundo com cores que não me pertencem.
As pessoas rirão, trabalharão, chorarão,
e seguirão vivendo
como se a ausência fosse apenas vento.
Minha ausência não mudará a rotina,
não quebrará o relógio,
não alterará o fluxo da vida.
As ruas continuarão cheias,
as mesas postas,
os dias contados sem o meu nome.
Ao deixar esta vida,
o único que deixará de existir aqui serei eu.
O mundo segue.
A terra gira.
O amor e a dor trocam de lugar em outros peitos.


Nada muda.
A vida continua.


Marcio Melo
Inspiração: “Quando vier a primavera”
de Fernando Pessoa

AS CORES VIVAS DOS IPÊS

Poeta Brithowisckys

Na secura do causticante de cerrado tom,
o chão ressequido se veste de marrom,
gramas secas clamam por uma gota,
imploram ao céu a dádiva da chuva.
das chuvas esparsas de Inverno

Eis que surgem onde as vistas alcança
os Ipês, milagres em pétalas coloridas,
roxos, rosas, amarelos e brancos,
pincelando de cores as avenidas,
W3, L2, e o Eixão interno, de lazer em festa.

Brasília se transforma em tela viva,
pintadas pelas mãos invisível do Criador
mesmo na estação mais triste e cruel,
os pássaros choram em cantos fervorosos,
um hino de esperança contra a aridez.
e os Ipês respondem com aromas e flores.

Meu Deus, que espetáculo é este!
A beleza exuberante e efêmera resiste,
floresce no deserto de arranha-céus urbanos,
entre vias e eixos vastos da capital.
E nos lembra até na seca sazonal
há poesia na brisa, há vida, há cores,
há esperança que pulsa e floresce…

⁠O poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é, contraditória, isto é, verdadeira.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.

-Que diabos de poeta é você que não fala da beleza da rosa?
-Prefiro falar sobre como ela permanece de pé!

Se a poesia é a expressão do sentimento, já nasceste poeta?
_Estas a levitar na microgravidade. Não escrevo poema.
_Sinto muito!
_ Se sentes tanto assim, és poeta.
_ Poesia só poema tem, ou todo poema é puro poesia? Perscrute


230626⁠

Um Poeta solitário


Um aventureiro
Busca maresias e sua amplitude
Palavras são como a vastidão dos ventos
Esse pulsar voraz por um norte
Singularidade de um sentir desolado.

A Caligrafia do Abismo
Nesse mundo de incerteza, sou um poeta.
Meu caderno é a vida escrevendo o tempo,
onde o meu próprio abismo se deita
e se confessa ao papel.
Em linhas tortas escrevo,
procurando a mais perfeita caligrafia.
Mas a perfeição é um espelho quebrado
que nenhum poeta consegue juntar.
Basta-me o verso que foi rascunhado
na urgência febril de não sufocar.
Amanhã o calvário retoma o seu curso,
e a vida me pede outra vez sacrifício.
Não busco o aplauso de nenhum discurso,
só a paz de quem vence o próprio hospício.
—Rodrigues BFK