AS CORES VIVAS DOS IPÊS Poeta... Poeta Brithowisckys
AS CORES VIVAS DOS IPÊS
Poeta Brithowisckys
Na secura do causticante de cerrado tom,
o chão ressequido se veste de marrom,
gramas secas clamam por uma gota,
imploram ao céu a dádiva da chuva.
das chuvas esparsas de Inverno
Eis que surgem onde as vistas alcança
os Ipês, milagres em pétalas coloridas,
roxos, rosas, amarelos e brancos,
pincelando de cores as avenidas,
W3, L2, e o Eixão interno, de lazer em festa.
Brasília se transforma em tela viva,
pintadas pelas mãos invisível do Criador
mesmo na estação mais triste e cruel,
os pássaros choram em cantos fervorosos,
um hino de esperança contra a aridez.
e os Ipês respondem com aromas e flores.
Meu Deus, que espetáculo é este!
A beleza exuberante e efêmera resiste,
floresce no deserto de arranha-céus urbanos,
entre vias e eixos vastos da capital.
E nos lembra até na seca sazonal
há poesia na brisa, há vida, há cores,
há esperança que pulsa e floresce…
