Poeta
Se alguém perguntar quem sou,
diga que eu sou o poeta, que fala de amor
que fala do vento e se esquece do tempo
Se alguém perguntar onde vivo
diga que vivo no coração daqueles que conhecem o amor
Se alguém perguntar por onde eu ando,
diga que ando pela noite e que nela me aqueço
Se alguém perguntar onde estou
diga que estou na poesia,em cada palavra
na lágrima e também no sorriso
Se alguém perguntar no que eu acredito,
diga que acredito em Deus, e que Ele tudo pode
Se alguém perguntar se eu sonho diga que eu sonho
e que sonhos se tornam reais, basta acreditar!
Se alguém perguntar se eu amo,
diga que sou O HOMEM mais apaixonado do mundo
Se alguém perguntar onde está a minha voz
diga que minha voz grita, em nome daqueles que não são ouvidos
Se alguém perguntar meu nome,
diga para me chamar apenas de "Anjo"
E se alguém perguntar quem eu sou
diga que sou apenas alguém que Ti ama demais. . .
Nada mais diga ,além disso.,
O Poeta Come Amendoim
Mastigado na gostosura quente de amendoim...
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo melado melancólico...
Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes bons...
Molham meus beiços que dão beijos alastrados
E depois remurmuram sem malícia as rezas bem nascidas...
Brasil amado não porque seja minha pátria,
Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...
Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.
O que o poeta quer dizer
no discurso não cabe
e se o diz é pra saber
o que ainda não sabe.
O Poeta
O Pessoa disse que o poeta
é um fingidor, e sim, eu sou!
Eu finjo meu amor, finjo histórias
e escondo a minha dor.
O poeta reclama, grita, briga
nunca chora!
O poeta mente, é irônico
e sempre se isola.
Dizem que o poeta é
desumano.
Outra característica que
que apenas lhe torna
mais humano.
Poeta
Há que se ter cuidado com o poeta
Dizem ser um "fingidor" de excelência
"fingem" paixão, amor
Saudade que não sente
Sabe lá o que se passa na cabeça dessa gente?
Mas de uma coisa estou certa
São pessoas diferentes
E quando amam, amam intensamente!
O poeta do hediondo
Sofro aceleradíssimas pancadas
No coração. Ataca-me a existência
A mortificadora coalescência
Das desgraças humanas congregadas!
Em alucinatórias cavalgadas,
Eu sinto, então, sondando-me a consciência
A ultra-inquisitorial clarividência
De todas as neuronas acordadas!
Quanto me dói no cérebro esta sonda!
Ah! Certamente eu sou a mais hedionda
Generalização do Desconforto…
Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!
Não é o poeta que cria a poesia. E sim, a poesia que condiciona o poeta.
Nota: Trecho do poema O poeta e a poesia.
...MaisMal sabe você que paixão de poeta não dorme cedo. Paixão de poeta vira livro. E um livro, minha dama, dura bem mais que um homem. Bem mais que canetas. Bem mais que travesseiros.
Amor é verão no inverno madrugado do poeta.
*hehehe
*Que faço?
*Serei poeta eu?
*Que nada bufão eu sou!
*Chamam-me de bobo, idiota, imbecil...
*Concordo sem rancor!
*Mas, se me chamam de mongo...
*Ah....
*Choro!
*Com louvor!
*Fui coroado, rei dos bufões, dos bobos e dos Arlequinos.
*Sim sou palhaço
*amo o que faço
*vivo rindo, e fazendo os outros sorrir!
*E tu, o que fizeste pela vida!
Hoje aprendi a ver você com olhos de poeta onde cada letra vem escrita com lembranças da sua face , sua beleza e pureza onde inspira o amor e ternura em um simples papel que se amassa ou apaga mas nunca se esquece no coração.
A noite existe
A noite existe, para que o poeta sonhe
Para que o poeta cante ou até encante
Com o seu sorrir ou o seu chorar.
A noite existe, para que a Lua chegue,
Para que ilumine a noite e a madrugada
E faça sonhar…
A noite existe para que meu canto triste
Torne-se poesia; torne-se verdade.
Existe, para que eu não sofra,
Para que eu não durma,
Para que eu te espere,
Para que nasçam versos…
Que nos dê alento,
Dê contentamento,
Para que tudo possa,
Onde a dor se apossa…
No silêncio vago dos corações tristes,
Onde tudo existe:
A saudade, o canto,
A dor, o espanto
Para tudo isso,
É que a noite existe…
Quem dera eu fosse poeta, capaz de cantar amores, encantar os passarinhos e fazer sonhar as flores...
O poeta é um ser sensível e intelectual que luta para romper a prisão mental que endurece o coração.
Eu posso ser um poeta
Manoel de Barros me apresentou a poesia. Não essa letrada, rimada, floreada, poética.
Manoel de Barros me apresentou a poesia da alma, da inteligência incomum - para aqueles que querem aprender administrando o desconforto do sentir e que estão ávidos para saborear as entrelinhas do senso comum.
A poesia de Manoel de Barros bate ou não bate. E quando bate, não requer legendas ou explicações. Se pedir explicações é porque não bateu, e neste caso, Manoel de Barros não te ensinou nada.
Manoel de Barros me ensinou a enxergar além dos objetos, transcender, desconstruir. Ele ensina que só quem sente os objetos, transcende, desconstrói, e assim transforma o estático em puro movimento tocável com enorme sentido.
Manoel de Barros me apresentou o comum mais incomum já sentido. Desenha em palavras sensações padrão e sentimentos humanamente primários, capazes de causar um espetáculo emocional.
Manoel de Barros aprendeu a transformar a arte de não fazer nada em obra de arte.
Se tudo que ele não inventa é falso e se o tempo só anda de ida. Corro atrás para voltar a ser criança para quem sabe conseguir deixar minha alma evoluir através de sua poesia.
Para quem conhece Manoel de Barros sabe do que estou falando. Para quem não conhece, vale a pena conhecer.
Só 10% é mentira e 90% é invenção – é disso que estamos falando. O cotidiano nos afoga em um senso estático, nos deixando viciados a enxergar apenas os objetos e os fatos comuns.
Que pobreza de alma, não acham?
O que é isso? Café da manhã... e isso? Trabalho... aquilo? Filhos... e isso? Dinheiro. Estático, plano, pobre, pueril. Somos capazes de sentir e enxergar muito mais que isso, muito além disso, ou do comum.
Meu consultor literário, é agora tenho um personal consultor literário... enquanto uns contratam um personal para desenvolver o corpo, contratei um para desenvolver a alma, e quem sabe um dia deixarei de ser apenas humana e me transformarei em borboleta.
Ele, meu consultor literário, me lançou o desafio do “Olho Oculto”. O olho oculto nada mais é, ou melhor tem a grandeza de ser: olhar além dos objetos, dos fatos. Como você enxergaria a ida ao trabalho, de um dia comum, de forma sentida, de forma poética? Hoje, por exemplo: acordei tropeçando na falta de vontade de sair do mundo dos sonhos.
O olho oculto é tudo aquilo que a gente não vê, ou não quer enxergar, ou que já entrou no automático, que esquecemos de lembrar, ou evitamos sentir... falar então, esquece... afinal, imagens são palavras que nos faltaram.
Por isso, lanço aqui também este desafio. Quem sabe exercitando um pouco mais a alma, conseguimos nos transformar em poetas ou passamos a fazer coisas muito mais úteis, marcantes a partir da inutilidade comum.
A solidão me fez poeta.
Ou então eu penso ser.
Escrevo coisas bonitas.
Que não consigo dizer.
Coisas belas que na mente.
Ficam guardadas, contidas.
Que só com a mulher que amo.
Elas serão divididas.
A única diferença de um poeta e um fotógrafo é a maneira
como eles escrevem, um com caneta e papel e o outro
com câmera e a luz.
"Dentro de mim mora um palhaço e um poeta: riso e beleza... Se eu não fosse escritor acho que seria um jardineiro. No paraíso Deus não construiu altares e catedrais. Plantou um jardim. Deus é um jardineiro. Por isso plantar jardins é a mais alta forma de espiritualidade."
A ponto de me tornar poeta!
Às vezes imagino que a única coisa inatingível em mim é a poesia,
Não queria ser frágil por isso luto pela força.
Sinto-me honrado em ser poeta, mas até mesmo esse dom,
Ou melhor, as características que temos por ter esse dom,
Trazem-nos um pouco de fraqueza, docilidade que é inútil no mundo em que vivemos.
É como se eu tivesse nascido tão fraco a ponto de me tornar poeta.
