Poeta

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Eu já fui um fantoche, um indigente, um pirata, um poeta, um peão e um rei
Eu já estive por cima, por baixo, por dentro, por fora e de uma coisa eu sei
Toda vez em que me encontro derrotado no chão
Eu sacudo a poeira, me levanto e volto pra corrida
É a vida.

(That's Life)

⁠O que é um poeta? Uma pessoa infeliz que esconde uma angústia profunda em seu coração, mas cujos lábios são formados de tal forma que, à medida que suspiros e lágrimas passam por eles, soam como uma bela música.

Podeira lhe escrever a poesia mais linda que um poeta já escreveu,
Poderia lhe dar a flor mais bonita e a mais perfumada do jardim,
Poderia lhe mostrar o mais belo amanhecer, e ficar ao seu lado pra te mostra o pôr do sol,
Poderiaamos contar juntos as estrelas cadentes,
Desejaria ficar rico pra te dar as mais lindas jóias,
Poderia te ver dormir, e te cantaria um canção de ninar,
Poderia enxugar tuas lágrimas, e faria o possível para que não chorasse mais,
Poderia te ouvir com toda atenção,
Poderia te contar uma piada só pra ver o teu sorriso,
Poderia te ligar de madrugada pra dizer que tenho saudades e dizer o quanto te amo
Mesmo tendo passado o dia inteiro juntos,
Te escreveira uma canção para mostrar minha admiração,
Sonharia com você para dormir bem,
Te daria meu singelo amor para ficar bem....

Quando olho seus olhos, vejo a alma do poeta; poeta que ri, que chora, que encanta, que canta. Que fala de amores, que fala de dores; que busca, que procura. Mas... quando olho demoradamente para seus olhos, lá no fundo eu me vejo.

O poeta dizia que era trezentos, trezentos e não sei quantos. Eu sou apenas duas: a verdadeira e a outra, tão calculista que às vezes me aborreço até a náusea. Me deixa em paz! peço e ela se põe a uma certa distância, me observando e sorrindo. Não nasceu comigo mas vai morrer comigo e nem na hora da morte permitirá que me descabele aos urros, não quero morrer, não quero! Até nessa hora ela vai me olhar de maxilares apertados e olho inimigo no auge da inimizade: “Você vai morrer sim senhora e sem fazer papel miserável, está ouvindo?” Lanço mão do meu último argumento, tenho ainda que escrever um livro tão maravilhoso... E as pessoas que me amam vão sofrer tanto! E ela, implacável: “Ora, querida, as pessoas estão se lixando. E o livro não ia ser tão maravilhoso assim”.
É bem capaz de exigir que eu morra como as santas.

Lygia Fagundes Telles
Um coração ardente. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Nota: Trecho do conto O dedo.

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Deus é o poeta, você é o papel, a tinta é a vida.

Homenagem a Renato Russo

O POETA

O poeta nasceu, cresceu, tornou-se poeta. Começou a escrever e a abalar. Abalar aos que foram criticados, pela audácia e aos que o ouviam pela coragem.
O poeta era irreverente. O poeta era um poeta. Eternamente apaixonado por tudo aquilo que parecia merecer seu amor.
O poeta ria para seus admiradores. Mas seu íntimo chorava. Não era feliz. Então escrevia e esquecia-se de seu eterno vazio.
Certo dia, o poeta se viu numa estrada sem fim. Olhou para os lados, mas nada viu. Não havia ninguém.
E o poeta fechou os olhos e sentiu uma paz incomparável, uma ternura e angústia. Nunca havia se sentido assim. E quando os abriu, estava nun lugar lindo, com flores belíssimas.
De repente olhou para o chão. Viu pessoas. Aquelas que sempre estavam ao seu lado. Ele riu, mas as pessoas choravam.
O poeta havia morrido... Mas para nós que ficamos aqui, não pode haver tristeza. Pois nós temos uma única certeza:
“Poetas não morrem jamais!”

Logo quando comecei a criar textos, a me inspirar em coisas, a querer escrever, um grande poeta ao qual tenho muita admiração e louvor me disse o seguinte.... Quer Crescer? ande do lado dos grandes, daqueles que tem algo a te oferecer. No momento em si eu não entendi, depois de algum tempo lendo muito, observando muito, caminhando muito , que fui entender que os "grandes" ao qual ele se referia, não era aquele bem visto em status, mas aquele bem visto em simplicidade, aquele que era capaz de me passar pérolas apenas nas atitudes que tinha, aquele que era capaz de me elevar sem ser conhecido ou valorizado por ninguém, aquele que era pequeno em statura mas grande em conhecimento. Este poeta ao qual me refiro chama-se Jesus...Há pessoas que as vezes aparentam não ser nada, mas gente, são de uma sabedoria tremenda. Há pessoas que nos fazem bem pela delicadeza que tem, pela humildade, pela simplicidade. Há pessoas que até o silêncio delas nos ensinam.... Há pessoas que nos fazem crescer...... "ande do lado dos grandes viu"

Eu não sou poeta
Sou apenas um apaixonado
Que a vida ensinou a escrever
Para não viver engasgado

Rimando transformo a dor em canção
E da desilusão faço versos bonitos
Mitos de um amante abandonado
Condenado a viver longe de quem ama

Não sou um fingidor
Em versos descrevo o que sinto
E não minto ao falar da dor
Ou do amor ainda vivente

Não tente dar sentido para tudo o que escrevo
Sou contraditório, ambíguo e evasivo
Mas vivo aquilo o que rimo
E rimo sobre aquilo que vivo

Sou estranho para os tolos
Todos tentam entender
Mas não sabem que essa dor no fundo
Esconde uma pontinha de prazer

Dentro de mim vive um poeta, trágico e louco, ele sussurra tragédias, amores não vividos, arrependimentos tardios, chora e ri-se de si mesmo pela tolice, aos gritos, embriagado e com veneno na mão, chora a dor do amor não correspondido

A solidão me fez poeta.
Ou então eu penso ser.
Escrevo coisas bonitas.
Que não consigo dizer.
Coisas belas que na mente.
Ficam guardadas, contidas.
Que só com a mulher que amo.
Elas serão divididas.

De psicose e neurose, todo poeta tem uma dose.

Para o poeta, sinônimos não existem. Cada palavra soa, cheira, degusta e diz diferente.

O poeta escreve,
Mas por vezes mente,
Encena, ilude.
Na real, um ser mutavel,
mais triste que alegre,
De onde tira profundidade.

Oceano ao invés de rio,
Toca o céu enquanto pisa o inferno,
Cidadão de lugar nenhum.

A constante dúvida
Do real e da sanidade,
Especialmente da própria.
Virose das palavras,
O veneno que esvazia,
Injetado nas veias
Na perdição.

Adorador das decepções,
Histórias com finais duvidosos,
Das ambiguidades,
Das calúnias costuradas no tempo
E rasgadas com tesouras da justiça.

Duvida de tudo que existe,
Inclusive do que disse a segundos atrás,
a ideia jamais permaneça intacta.

Duvida inclusive,
De sua capacidade de escrita,
São tão somente,
delírios constantes.

Ninguém sabe,
Mas sorriso anda com choros
Amarrados nas costas,
Disfarçando as evidências
Do coração contrito.

Dias de sol
Com tempestades
Engarrafadas em seus olhos.

Se cura ao fio da navalha,
Na contramão do sinal.
O alien mas não alienado.

Sua estranheza,
É seu encanto
Que não sabe como obtêm,
Só sabe que escreve

Ser poeta é chorar é sorrir,
Ser poeta é viver é sonhar,
Ser poeta é ler e escrever,
Ser poeta é ver e crer,
Ser poeta é surfar pelas docês góticas de um livro,
Ser poeta é eskiar no branco macio de um papél,
Ser poeta é navegar pelas sombras da inspiraçao,
Ser poeta é rimar amor com o coraçao,
Ser poeta é esquecer a solidão e viver com emoção.
Como eu gostaria de ser poeta!
Um poeta pra escrever pra você
Palavras belas de dizer,
Um poeta, pra sonhar ao te ver,
Um poeta, pra te amar com prazer,
Um poeta, que chora ao te perder,
Um poeta, que vive sem sofrer,
Um poeta, pra alegrar o seu viver,
Um poeta, nos teus momentos dificeis de vencer,
Um poeta, que te encanta sem perceber,
Um poeta, que chora e sorri com você.
Como queria ser poeta!
Um poeta, que te desenha no papel,
Um poeta, que te procura pelo céu,
Um poeta das noites de babel,
Um poeta, mesmo sem anél
Que escreve poesias doce como o mel;

Como eu gostria:
Ser um poeta inteligente
Pra encantar os descontente
Com palavras diferentes
Neste mundo incandescente;
Um poeta,
Pra escrever para o mundo,
O sonho de um vagabundo,
Que fraco e moribundo
Vai deitar em boraco fundo;

Poeta é um passarinho trovador
que ama cantar livremente,
porém se estiver em reclusão
canta o que a alma sente.

Eu sou o cavaleiro da árvore
Eu sou o poeta da campina árida
Eu sou o suspiro em um lugar vazio
Eu sou a fome: quem mais eu sacrificarei em si mesmo?

Eu sou o convidado que você não espera
Eu sou a canção para acordar os mortos
Eu sou a maré que afoga sua mente
Eu sou o trapaceiro: quem mais te traz aflição e riqueza ao mesmo tempo?

Eu sou a lança que ruge para o sangue
Eu sou o lobo vermelho e implacável
Eu sou a tempestade que agita distante
Eu sou o adivinho: quem mais ajusta a cabeça fresca sem vida com fumaça?

Eu sou o conselho que traz a fama
Eu sou a espada que bebe sua vida
Eu sou o corvo em um cadáver
Eu sou a forca: quem mas te traz à morte enquanto te seguro?

Eu sou a chama em cada coração
Eu sou o grito em cada garganta
Eu sou o protetor para cada cabeça
Eu sou o túmulo de cada esperança

Faça o que eu digo, não o que eu faço. Na lábia eu sou poeta, mas na vida real eu faço tudo errado.

um poeta torna tudo mais dramático
só para que sua poesia
seja sentida.

O PINTOR E O POETA

O poeta tece em palavras
Como o pintor retrata em cores
Uma bela aquarela...paisagem da janela!
Um doce poema. vislumbres da alma...

E assim, sorrateiramente
O poeta vai buscando os versos e as rimas
lembranças de um passado presente
Como tinta fresca, misturada no quadro.

E a arte vai imitando a vida
e a vida inspirando a arte...maravilha!
O poeta escreve nas linhas
...E nas entrelinhas!
O que o pintor pinta na tela.