Poesias sobre Pássaros
Não sou passarinho mas adoro
Ver meu canto ecoando pelos cantos
A canção supera, encobre os prantos
Me escondo nos cantos quando choro
Mas chorando eu nunca me demoro
E cantando escondo os meus ais
Por cantar meus dias são legais
O meu canto sufoca, afoga o pranto
É por isso que quanto mais eu canto
Vou em frente e quero cantar mais.
Poeta Nildo Cordel
Os pássaros de Brasília
Certo dia, eu caminhava pela mata virgem que existe cerca da minha casa. Pássaros tamborilavam em ritmo de uma canção desconhecida de roça. Um deles, aparentemente o líder, separou-se do grupo e voou até uma árvore distante, pousando no mais baixo dos galhos. Ele parecia não gostar da canção que seu bando entoava; talvez ela fosse simples demais para seus ouvidos modernistas, ou exacerbadamente complexa a seus olhos de Brasil contemporâneo. Sentada em um banco florido de madeira desgastada pelo tempo, eu não conseguia retirar do meu campo de visão aquele interessante ser, que devagar começava a assobiar uma nova canção. Foi então que enxerguei nele um espírito renatista, russo-brasileiro, transbordando os enlouquecidos pensamentos sobre uma certa geração coca-cola. O trovador solitário se juntou a outros pássaros loucos como ele, formando uma Legião que pairava em cada alma revolucionária deste país da Brasília que não muda.
Pássaros
Pássaros morrem todo dia.
Não importa se ele cantou,
alto,
se foi feliz,
se voou,
voou,
voou sem destino.
Pássaros morrem todo dia.
Todo dia morre um pássaro.
Todo dia.
Todo dia.
"ECO'
Um solitário pássaro
De sua gaiola fugiu
seu canto como eco
Pelo espasso explodiu !
O eco da vida, da liberdade,
Fugindo da solidão
Feliz canta a majestade
Voando na imensidão .
Cantando alegremente
Voa, voa, passarinho
Encontrou um coração
Fazendo dele seu ninho!
Esse pássaro tem garras,
Quando ama é pra valer,
Feliz o coração que fez
dele seu bem-querer !
Maria Francisca Leite
PÁSSARO SELVAGEM
Por P. H. Amancio.
A quem eu pertenço? Para onde vou eu,
se quem eu escolhi jamais me escolheu?
Por onde caminho, o que me faz ser eu,
se tudo o que desejo só encontro nos braços de Morfeu?
Tira-me das amarras, deixa-me voar,
pássaro selvagem, só o vento sabe onde está.
Veja-me sem medo, com vontade de errar;
se um dia me quiser, precisará me alcançar.
Numa queda livre, encontro-me perdido,
as asas que eu tenho já nem fazem sentido.
Salto pelos muros, digo ao mundo: “Aí vou eu!”,
correndo atrás daquilo que um dia deveria ser meu.
Engano-me sempre naquele canto ao deitar,
inventando histórias de amor que minha história não terá.
Vento, ventania, na janela vem lembrar:
quem é natural não precisa se encontrar.
Talvez eu não pertença a lugar algum,
talvez meu destino seja não pertencer.
Talvez amar seja correr sem saber de onde,
e ser livre seja nunca precisar se prender.
E se um dia alguém me encontrar pelo caminho,
que não tente me mudar, nem me ensine a ficar.
Que apenas caminhe comigo por algum tempo,
porque pássaro selvagem não nasceu para pousar.
Vejo você admirando o céu! Tento imaginar o que você está à pensar...
Sera que é um passaro que não pode voar?
Se for assim, o que sera que te prende à terra?
o que apaga esse sorriso que ilumina toda uma hera?
sera um amor gasto? caro? fraco? sujo?
Quer subir ao céu? eu te ajudo.
Um passaropreso em uma gaiola de vidro, preso por um amor de vidro, à uma vida de vidro.
Gasto! Caro! Fraco! Sujo!
Há um mundo lá fora cheio de luz,
onde o seu sorriso seduz,
onde à um amor um anjo lhe conduzirá.
onde não a tempo,onde nada se compra;
Quer subir ao céu? eu te ajudo!
Vamos... quebre essa vidraça a apaga a luz do sol,
tira essa mascara que apaga a tua luz!
Quando o “você” morreu em mim…
Foi em uma tarde azul de nuvens-pássaro
Constantei, de repente,
Que morreu em mim aquela distância,
Aquela ânsia
E aquela saudade,
E o você que me torturava…
E eu sorri menino,
De um riso que se desprende em meio ao medo.
Escapa o sorriso, e o coração se vê livre
De qualquer algema que tenha um nome.
E a cabeça pergunta como, onde, quando e por quê,
E o corpo só quer dançar e voar nesses momentos,
Com aquelas nuvens-pássaro
A bailarem com o vento…
Sorte minha ser poeta,
porque, se eu fosse pintor,
passaria a vida diante de uma tela em branco,
misturando tintas e procurando uma cor
capaz de reproduzir a beleza
que os meus olhos encontraram em você.
E, ainda assim, fracassaria.
Restou-me a poesia,
esse lugar onde as palavras
tentam alcançar
o que os pincéis não conseguem explicar.
Porque algumas obras de arte
não nasceram para ser pintadas.
Nasceram para inspirar poemas.
" O pássaro suspende o voo diante de tua presença,
como se encontrasse em teus olhos
a seiva que as pétalas não possuem.
O jardim floresce em redor, indiferente. "
"O pensamento
é uma uma obra do acaso
Diferente dos pássaros
Que foram feitos pra voar
E voam
Gente feita pra pensar
Destoa da multidão, quando pensa
E quando pensa
Pensa que voa"
Edson Ricardo Paiva.
Pássaros a cantar,
variações
de uma vida bela,
veloz,
certeira,
formada
ou não intencional;
Flor!
É com lágrimas
nos olhos
e aperto no coração
que me despeço
de ti,
tô tão disperso
sem esforço
por as vezes
me lembrar
que de você
esqueci.
Uma amostra da natureza
na beleza de um pássaro,
da liberdade de sua essência,
um simples momento agradável.
Apaixonante calmaria numa voz acolhedora, que ecoa pelo quarto, livre igual um belo pássaro que voa pelo céu, um cochicho carinhoso, um canto baixo, cantado com amor em harmonia profunda com a paixão, recebendo também a razão o seu valor
Como se fossem o esplendor da noite e do dia, do sol para o luar, um relacionamento afinado, num ciclo bastante inspirador, a emoção e a música conjugando o verbo cantar, juntas num mesmo tom, mas cada uma de um jeito particular
Cena simples e despretensiosa que consegue inspirar através de uma linda canção cantada de uma maneira branda, sincera com a doçura e a intensidade do coração, que atrai a atenção sem agressividade, provando a junção da sua alma com a musicalidade.
O PÁSSARO DE ASA QUEBRADA
Era noite de 29 de janeiro. Ele saiu do trabalho e resolveu ir até a cidade vizinha. Numa curva, a moto derrapou em algo espalhado no asfalto. Seu corpo foi arremessado contra o guarda-corpo. Ali ficou, desorientado, aguardando socorro.
O SAMU apareceu, estabilizou e o levou ao hospital da cidade vizinha. Dali, encaminharam-no para o hospital regional, mas no caminho foi preciso parar em outra unidade de saúde. Os sinais vitais diminuíam, a morte era iminente. Moveram céu, mar e terra para ele não partir. Ele parecia ter sede de viver.
Reanimado, seguiu para o HRSAJ. Os dias foram difíceis: intubação, dezenas de dias em coma. A morte insistia em ser sua maior companheira, tentando levá-lo a qualquer custo.
A comunidade, comovida, se uniu numa corrente de fé em oração, reza e preces pela sua recuperação.
A medicina, por várias vezes, já não era suficiente. Era necessário um milagre. Os dias longos e as noites intermináveis pareciam não passar.
De forma milagrosa, ele retornou do coma. As sequelas eram visíveis: fala limitada, sons inaudíveis, limitação motora e uma grave fratura num dos braços ainda o atormentava. Submeteu-se à cirurgia, colocando uma estrutura que em muito se assemelhava a uma antena externa de TV de antigamente.
Recebeu alta, adaptou-se em casa uma espécie de quarto-enfermaria e a luta continuou.
Sua reabilitação necessitou de fonoaudiologia e ainda continua com sessões de fisioterapia para restabelecer o movimento do braço.
Ele, que esteve muito perto de fazer a viagem rumo ao desconhecido, hoje está praticamente curado.
É um pássaro com uma asa em recuperação, pronto para, a qualquer momento, voar livre por aí.
No canto dos pássaros a magia que não lembramos mais pois estão extintos.
Eram tantos numa epoca de sonhos repleto de desejos imagináveis.
O canto dos pardais agora são espinhos dos velhos pertences tempos esquecidos.
As metáforas são lágrimas que são restos mortais.
E os pardais que dancavam nos ceus lágrimas secaram ou nem conhecem as andorinhas pois poluição cronica toma conta do ar.
Toda solitude de grãos no sangue carregamos e as lembranças se foram banidas pelo tempo.
"A morte para o espírito é aquele pássaro livre a voar fora das grades da vida!"
Haredita Angel
22.08.24
"Amor passarinho, morreu no ninho...
Não foi capaz de quebrar a casca do preconceito.
Nunca saberá o que é voar na
imensidão azul dos sentimentos ..."
Haredita Angel
11.07.20
"Coração passarinho, misterioso, inusitado, imprevisível...
Que nasceu para voar e amar quem bem entender.
Tem quem não entenda e prenda o passarinho, esquecendo seu coração livre!"
Haredita Angel
01.03.26
