Douglas Figueiredo

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O sol
é sempre sol
no inverno
ou no circo polar.

Meu quarto
tá que anda
numa bagunça só.

Passo
por estas linhas
a missão
de deixar estar.

Faça do corpo aquecido
um milagre
pra poder recomeçar.

Ser bobalhão
ofende
esse par
de olhos nus.

Desmerecer
é desdizer
o já dito.

Não há
onda indomável.

O tempo
como sempre:
É senhor de si
dita regras
e tem
toda razão. ⁠

Besteirice
não tentar,
imaturidade
forçar a barra.⁠

Ó perpetuante sede
ó intrigante palidez...⁠

Tal modo
é fato,
tal fato
é modo
pelo artefato modístico
de se viver. ⁠

Facultativa mental
tu tiveste
vida breve,
tão leve
mas bonita,
digna, olha,
pare e pense:
Tudo que morre
é entregue
ao tempo
e suas memórias. ⁠

Figura-te juventude
e tome acento...

Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!

Amar?
Amaria-se!
Depois de tanto esforço
ao final
de cada dia.

Meu poema,
minha cara!

Teu sorriso
é feito
o amanhecer
do dia.

Liberte-se
ou enlouqueça
de vez.⁠

O silêncio
é o convívio
de corpos inertes.

Cultivo o hábito diário
de tentar
ser feliz.⁠

Pássaros a cantar,
variações
de uma vida bela,
veloz,
certeira,
formada
ou não intencional;
Flor!
É com lágrimas
nos olhos
e aperto no coração
que me despeço
de ti,
tô tão disperso
sem esforço
por as vezes
me lembrar
que de você
esqueci.

Gosto tanto
de mim
a ponto de me autoamar.⁠

Minha filosofia
é falha,
meu sistema
é débil;
A volúpia
escorre-me
pelas mãos,
junta-me os destroços
como se eu fosse avião
punido por ir
longe demais,
ferido por não saber
se defender.⁠

Antônia,
por que fostes
se perder?
Eu que não dependo
de ti
mas infeliz
á bons
e indiferentes olhos;
Me chama,
me ama,
me perturba,
com ou sem torpor
da ganância típica
de um jovem sonhador.

Á contragosto⁠
da oposição,
um opositor
louco,
dispara,
mata,
envenena;
Enterra,
tua tese de segurança
já não pode
mais nada,
não anda,
não manda,
não sente,
pra tocar o terror
sempre aparece alguém
mas quem te estende
a mão,
fala sério!
Francamente!