Poesias sobre o Corpo
Existem espíritos, que deixam o corpo, "morrem" num certo dia, e voltam a renascer exatos doze meses depois, no mesmo dia de seu desencarne! Esse fato ocorreu comigo quando veio á luz uma criança, que "morreu alguns segundos depois e exatamente um ano depois nascia uma linda menina, hoje uma belíssima mulher a que dei o nome de Renata, Re Flores, sem saber que seu próprio nome contava sua história: Renata, "a que nasceu de novo"! Fato também curioso: nasceu no mesmo hospital, e pelas mãos do mesmo médico!
odair flores
Corpo indolente, quem bate esquece, mas quem apanha sente.
Futuro presente de um pretérito doente. Cansei de olhar pra trás, decidi andar pra frente.
A voz cala,
Quando a Alma cansa
A mente descansa
Quando o corpo desaba
Todo recomeço
Começa com um Medo
Enfrentar é preciso
Quando se é submisso
Ao mundo
Ao medo
Ao desejo
Ao anseio
Que a bondade
Carregue a vida
Que a vida
Tenha mais caridade
Que a alma
Cansada da trajetória
Percorrida por milênios
Possa achar
Seu conforto
No pouco
No feliz
Autor: Douglas Almeida Vergilio
Meu corpo cansado
Minha mente não
Consegue mais lidar
Com nada
Minha alma desamparada
Meu coração quebrado
No que buscar ajuda?.
Posso até voar
Mas prefiro os seus braços
O seu corpo tremulo
As suas mãos suadas
E o seu beijo molhado
Em uma cama de loucuras
Dançar...
(Nilo Ribeiro)
Dançar,
é estar em poesia,
é poder se entregar
de corpo à sintonia
é o elevo da alma,
é a paz do espírito,
é se cobrir de calma,
em detrimento ao conflito
é entrega sonora,
sem tempo, sem hora
é o equilíbrio do ser,
unindo mente e corpo,
é um doce prazer,
um sereno conforto
é a grande união,
do profano e o sagrado,
é a prova da paixão,
da amante e o amado
dançar,
é troca de intimidade,
momento de confidenciar,
é se dar com verdade
a dança contém magia,
é a arte com amor,
são versos na poesia,
expressando seu esplendor
a dança reverbera a vida,
ela cura toda ferida,
não há quem a resista,
é a delicadeza que conquista
venha, vamos dançar...!!!
não decline ao meu convite,
venha me acompanhar
nesta arte de requinte
danço porque preciso
e dançando me sinto vivo...
Senhor de Minha Paz...
Tua presença, invade, sem cerimônias
Minhas ideias, pele, olhos... corpo inteiro
És meu claro, moreno, negro, são, completo
Rasga-me o céu de minha fé, arrebatando meu eu
Não resisto, pois sou barco em mar seguro
Sou fruto da árvore de copa cuja sombra convida
Ao descanso, aquele que passa e se aquieta
Sedento, cansado, febril, só, em rumo incerto
Sou aprendiz de vosso saber amar o outro
Nada me resta além dos horizontes a alcançar
Nada relego e nem nego, sequer divergências
Mal compreensões, que o tempo há de desanuviar
Basta olhar-te menino e saber que és meu mestre
Meu Senhor, que festeja alegrias, tristezas, até decepções
Me pego tomado de admiração e amor em Tua presença
Pois forjaste-me, cunhando-me em razão e esperança
Seja relevante Silencie sua alma, acalme teu corpo, eu estou aqui!
Sinta o perfume das rosas, aprecie, vive, para um pouco e observa que sua vida e um roteiro programado tudo no automático, me diz que deseja silenciar por um tempo longe de tudo e perto de tudo, tudo o que você precisa de terra nos pés, barulho das águas, canto das aves um pouco de vida, sem por um minuto olhar no relógio, e se preocupar com o tempo, com os problemas, isso se torna demais pra um ser humano.
Olhe pro céu
Liberte sua mão
O fardo acompanha
Não tenha salvação
As corrente presa no corpo e na mente
Dizem que somos apenas doente
É só uma destruição
Ninguém faz anda, mas quer evolução
Mal sabe que já está por vim
E se saber ainda vai dizer que não tá afim.
Ei Menina
Ei menina de corpo moreno
Menina de cabelo castanho
Menina que faz você se apaixonar
Ei menina sei que a vida não é fácil
Sei que as vezes queremos desistir
Mas também sei de seu coração
Que todos os problemas pode resolver
"Inútil dizer que o corpo é o responsável pelas imperfeições morais, ele é só instrumento dos anseios do Espírito.
Orienta, pois, teus passos no caminho do bem e, inspirado pelas lições de Jesus, busca a renovação interior, recordando que o corpo atende aos reclamos da alma, da mesma forma que o machado é obedientes aos movimentos do lenhador. "
Quem eu era ?
Não!
É quem eu sempre fui
Eu não mudei eu cresci
Meu corpo ?
Só está readequado
Aos meus gosto.
Minha fé ?
Se eu não há
Tivesse eu não
Estaria aqui
Agora.
Eu corpo, eu terra.
A cada dia desprendo-me de mim
E sinto que não me quero de volta.
Encontrei uma janela distante da porta,
Parece sem volta.
O mesmo lugar por outra entrada.
Não quero voltar ao que era antes.
Me encontro em estado de enfermidade.
Estado esse diferente do de outrora,
Outrora enfermo.
Procuro um novo estado,
Ou... um não estado.
Uma nova mente.
Um espírito que vibra com algo terreno
E que me faz entrar em contato com um eu antes de qualquer estado.
Nada se diz de quando nada se era necessário transcrever.
O entardecer é lindo.
Amanhã irei vê-lo junto ao mar.
Me arriscarei a flutuar sobre as águas,
As águas se arriscam a se aprofundar em mim.
É onde se encontra o belo,
Foi o que disseram certa vez do coração,
Parte ignota do (eu) corpo.
O que há de profundo no solo?
Tudo o que se naturaliza com a alma
Se adapta no (eu) corpo.
Nada se difere.
(Eu) terra.
A cada dia prendo-me a mim mesmo.
Na verdade,
A cada dia deslizo ao meu encontro.
Ou ao encontro de um eu
Em outro estado,
Ou em estado algum.
Apenas tento saber mais sobre quem sou.
Não somos um corpo. Temos um corpo. E neste corpo habita uma Alma. Somos a Alma.
A Alma é a nossa Pura Essência. E dela chega até nós os mistérios das vivências. presente, passado e futuro se misturam e nos trazem a dádiva da criatividade. Onde podemos buscar o nosso verdadeiro EU. A minha Alma reconhece a tua Alma. E eu quero te lembrar de quando andávamos nas Estrelas.
“Não há poesia mais bela
Que um corpo nu em carne viva
Sangrando lágrima de desejo
Ante o reflexo do próprio espelho.”
O desenho do teu corpo
Me desperta a luxuria
Quero apenas ficar louco
E te envolver nessa loucura
Num paraíso proibido
Um amor não prometido
Só vale enquanto dura.
Eu guardei por tanto tempo um amor tão grande
que não encontrei um corpo que o coubesse,
e se guardá-lo eu quisesse,
em você, que me pareceu grande o bastante?
Dependência
Por anos e anos você injetou
no meu corpo e na minha alma o seu doce veneno.
Você é a droga boa, a droga necessária
sem a qual não sei viver.
Por isso esta dependência que me mata,
esta abstnência de você que não posso suportar.
Você me estimulava, me alucinava e de repente...
não te tenho.
Eu te consumia, te cheirava, te comia, te bebia, te sorvia com voracidade,
você me consumia com ardor e agora... me vejo só.
O teu sorriso não existe em outra pessoa,
o teu corpo é singular, a tua voz, o teu olhar,
tuas mãos, tudo em você é único.
Esta voraz necessidade do teu corpo, da tua voz,
da tua presença nos meus dias...
Impossível me abster de você,
sem quem o meu corpo não funciona.
O meu pensamento não tolera a tua ausência
desde que você me aplicou a overdose letal de amor,
me aprisionando os instintos
e agora partiu, deixando-me aqui,
me privando da tua doce presença,
com todos estes sintomas que levam até você.
Sem você o meu organismo não funciona,
eu não sou eu, nunca serei eu.
Poderão encontrar, no chão frio, a prova
do quanto eu te necessito.
RESSUSCITO
Alua, caiu n'água...
Caiu n'água, abraçou seu corpo
e refletiu a silueta da sua aventura,
para minha trepida vontade...
E eu... Eu fiquei tenso, ao ver, a lua e a água
envolvendo os tic's tac's da minha felicidade.
Diante do fulgor da sua chama
fiquei sem fala, pasmei...
Rodopiei sob a minha centelha,
e nos relâmpagos do meu tremor...
O meu corpo em tempestade, trovejou,
e o meu sangue ferveu,
enquanto meu eco de voz gogo...
Gaguejou sob os timbres da volúpia
envolvendo ali, você e eu.
Encantado me queimei,
emaranhado nos laços dos meus sonhos...
Vaguei pelos trancos do seu labirinto
foi quando, acordei sob o escuro da minha noite...
Ressuscitando as palavras, do meu pensamento
e a, desenvoltura d'aquele sentimento escrito.
Antonio Montes
Uma amplidão de anil
Contemplo seu corpo celestial
Contorno com meus dedos cada risca
Cada linha e traço de sua colossal formosura
Como há de a ver algo tão belo?
Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua beleza
Resplandece sua imponência
Recebo no meu olhar seu infinito anil
Reconheço ao te contemplar minha insignificância
Rogo-lhe
Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua grandeza
