Poesias de Estrelas

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AO MENOS UM POEMA
Ao menos um poema todos os dias
A jia e as estrelas, a via e as represas inspirariam
O luxo e a luxuria são mendigos ante nobres sentimentos
Andar de pé no chão, sentir a terra
Sentir o farfalhar da relva...
A selva te engole com seus elevadores.
Vidraças que refletem o firmamento
E o que é firme nesse movimento de viver?
No mínimo um poema todos os dias
E o que me inspiraria se não alvorecer
Se o galo não cantar, se o asno não zurrar
Se a vaca não mugir, se o pássaro não gorjear
Se o rio silenciar a calmaria infinita
Apenas um poema...
E se a neblina não neblinar,
Se a brisa não soprar
Se não acontecer nenhum crime passional
Nenhuma loucura de amor, uma insanidade qualquer...
Apenas transtornos banais do cotidiano
Como mortes no trânsito e engarrafamentos
Filas quilométricas para pagamentos
Pego minha senha,
Minha sina assassina
Te jogo da penha rezando a ladainha
Te jogo da cobertura com a ternura angelical de um querubim
Com a leveza de um mamute
E a suavidade de um crocodilo faminto ,,
Josefa vai valer à pena é um poema...

Inserida por tadeumemoria

ILUSÂO
O que além do azul se perde no verde
Entre o mar e as estrelas,
Entre as vagas e as marolas?
A ilusão é como bolas de sabão
Perdidas na abóboda,
Um arquipélago de ilhas misteriosas
Consome o Japão,
Um Samurai com sua adaga a punir a traição;
Se eu não sonhasse nunca mais ruiria o templo,
O que temos de espírito.
Se eu contemplo esse palácio
A tua vaidade profana os ritos,
O horizonte se abre uma imensidão,
Mas o que é o horizonte
A não ser algo relativo a sua posição
E além do verde e do azul,
Da negritude, do que eu tenho de mestiço;
Caravelas e navio negreiros contribuíram com isso,
Do índio com o negro nasce o mameluco,
O que é mais romântico que nascer em Pernambuco
E pensar que é francês
Ouvir Asa Branca e cantar Ne me quitte pás,
Ilusão me espera com seus arreios
Cravejado de brilhantes e suas ferraduras de ouro
Para um passeio por entre e além do azul e do verde...

Inserida por tadeumemoria

BALDARACCI
Laila,
Lá fora tem um mar,
Tem um mar de estrelas,
Têm estrelas do mar
Têm arraias, pipas, peixes papagaios
Tem um polvo gigante,
Um povo importante,
Tem um povoado onde urubu voa rasante
Farejando o lixo
Mas, o que importa?
Dorme teu sono de felino
Sonhando com os camundongos,
Mas saiba que o deus dos gatos é um rato
O deus dos gatos é um camundongo...
O deus dos tigres é um antílope...
O deus dos leões é um gnu
O Deus dos homens
Não é mulher nem homem...

Inserida por tadeumemoria

A LUA E AS ESTRELAS
E se eu não tivesse um sonho
O que eu componho
Mentiria
Mas a ilusão
Que me ergue como um pêndulo
Acalanta a fantasia
Já sei ser triste
Nesse vai e vem,
Nesse balanço
É triste ser feliz, eu já fui triste um dia...
Amanso o meu espírito com tua presença,
Com a tua voz eu danço...
Tua voz é melodia
Eu sou tão triste...
Noite passada,
Passada a noite,
Passadas e mais passadas
De mim mesmo
Eu te vejo num luau
Sob tudo que tem sobre tua cabeça
A razão que te devora
De fora pra dentro
De dentro pra fora
Você é tão feliz... e isso é triste
você tem tudo
Mas você não sabe o que é ter a lua e as estrelas...

Inserida por tadeumemoria

Eu sou a poesia...
O sol? O que é o sol; o sol está tão distante...
A lua, as estrelas, a chuva, o vento, a tempestade..
Quatro paredes e um teto e você sai incólume
Mas a poesia... quem te protegerá da poesia...
quem te protegerá de ideologias patrióticas e tiranos
A bomba explodiu, uma das torres da mesquita ruiu
Velhos, mulheres e crianças entre as vítimas
Bagdah era um caos, mas ainda havia esperança...
O ar contaminado, o vento empoeirado
o horizonte fumaçado e translúcido...
um soldado metralhando o seu próprio medo
recebe um proj´etil na cabeça
esse é o meu verso, um poema macabro
Eu sou a poesia...
mas bem aventurado os que têm sede de justiça...
bem aventurado os mansos...
eu sou a poesia era um poema da namorada
no bolsinho da algibeira,
uma lembrança cabreira de um recruta tímido
sem a ideologia de morrer pela pátria
eu sou a poesia: um fuzil na destra, uma granada na esquerda,
o inimigo: qualquer movimento suspeito
e o que afrontasse a nossa ideologia
Bagdah era um inferno;
mulheres e velhos prostrados clamando por Allah...
o odor insuportável de cadáveres putrefatos,
gente ferida, gente agonizando...
e até ao final dos meus dezessete anos
caminhando entre as rosas e as samambaias
do jardim da minha casa
eu pensava que era poeta,
mas a namorada já dizia que eu era a poesia...

Inserida por tadeumemoria

Todas as feridas precisam de tempo,
A solidão precisa apenas de uma lua
Algumas estrelas e uma varanda
Os poetas precisam de ilusões,
Algumas mentiras, promessas e solidão;
Acho que perdi tudo isso
Eu só preciso de tempo, de algum tempo ainda,
Uma longa caminhada no campo
Onde qualquer sorriso se perca
Nos sons de curiós e pintassilgos
Preciso do encanto de novos ocasos
E auroras promissoras
Ter a tristeza como medida de sensibilidade
Para ter a noção exata do que é,
E o que define um olhar...

Inserida por tadeumemoria

SOBRE PAIXÕES LACÔNICAS
logo mais, vagalumes, lumes vagos
as estrelas caem sobre as amendoeiras
e as ilusões derramam seus êxtases
sobre paixões lacônicas
a vida torna-se cônica,
a dor torna-se crônica;
ninguém acredita em crepúsculos...
vou beijar minhas ilusões com a mesma ternura
vou contar minha história
de amor com a voz da loucura;
o amor é eterno, o amor é infinito;
vai prosseguir nessa estrada que sou eu mesmo
com o mesmo romantismo nos beijos
e abraços de outros amantes,
mais, ou menos românticos;
mais, ou menos loucos,
para perceberem ou não as estrelas
caírem sobre as amendoeiras...

Inserida por tadeumemoria

PULAR ESTRELAS
Dá cá um pouco desse hálito,
Dessa beleza cálida,
Orvalha o beijar,
Me acena a esperança
De ter algum dia a esperança,
A alegria de orvalhar ...
Ah, o mundo é belo nesse olhar;
Eu sei de tudo do sobretudo
Feliz que envolve essa pele de seda,
Do absurdo de crocodilos, de abacaxis,
Tatus e mandacarus; paradoxo
Ao cetim das maçãs do teu rosto,
Eu gosto das peras dos teus seios,
Amamentam a minha libido
Eu sou atrevido no sonhar
Dá cá um pouco do teu olhar
E olha a lua comigo
Que eu te ensino a pular estrelas ,
Ser leve como colibris e libélulas,
Para provar que a vida pode ser bela...

Inserida por tadeumemoria

Ante a solidão dos deuses

E o cintilar das estrelas,

Ante o fascínio das donzelas

E a brisa vespertina,

Ante o jogo de rima dos sonetos

E a droga que marca profundo os guetos

Ante as dores dos mártires

E o prazer dos ímpios,

Ante a leveza insana do absurdo

E a agrura inquietante da lógica

Surge um ponto em comum

Onde se sustenta a filosofia

Inserida por tadeumemoria

LEÕES E TIGRES

Tem alguém do outro lado da lua
Que arremessa as estrelas...
Depois do horizonte tem os pilares
Que sustentam o mundo...
E o que sustenta o teu orgulho
Se o tempo curva as nossas espinhas...
Lá na África tem gente tão bonita,
Diamantes negros, puros sangues,
Perdemos nossa melanina
Com o passar dos séculos,
Mas eles têm a pele retinta,
Os espíritos que habitam a savana
Com o rugir dos leões e o bramir dos tigres,
Isso corre em nosso sangue
E nos fez resistir a rebenques e troncos
E nos induz a procurar planetas;
Éramos deuses astronautas
E resistimos aos meteoros,
Resistimos à tirania de senhores feudais,
Resistimos à burguesia...
Nos fortalecemos nos canaviais,
Nos quilombos já planejávamos viagens espaciais;
Ganhamos com a miscigenação,
Agora somos quilombos e colonos,
Colecionamos estrelas na via láctea,
Mas leões e tigres ainda correm nas savanas,
Impune ninguém derramará o nosso sangue...

Inserida por tadeumemoria

Sabe, o pessoal da praça que contava estrelas sob marquises...
aquelas esquisitices de pular, cantar e plantar bananeiras
como se tudo fosse muito engraçado,
como se tudo fosse brincadeira
como se fossemos muito felizes
como se os restos do restaurantes
e alguns pedaços de sanduíches
tornassem nos fortes para olhares de desprezo,
para o frio de maio e junho
ou uma, ou outra bala perdida...
morremos um pouco, ou morremos muito
mas a desigualdade se multiplica
e faltam calçadas, faltam marquises,
faltam olhares para seres tão ínfimos
e o que nos protege da dor,
o que nos protege da dor de existir, é a dor dessa dúvida,
é exatamente esse gume, caminhar sobre essa navalha
são as estrofes, cada dia sem nenhuma morte,
e que poema é esse?
esse é o poema da dor,
o poema que nunca termina, que a gente rima
e a gente declama
o poema da dor da exclusão...

Inserida por tadeumemoria

⁠De alguma coisa eu sei...
num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas,
mas o que caminha assim, por caminhar somente...
se este mundo é tão grande e este monstro é demente
mas afaga o meu olhar nesta escuridão;
sei que poderemos um dia...
se a luz desse universo encaminhar teus passos
e essa sobrevida se sobrepor a este afago...
o que eu não sei... se algum dia eu souber de algo
quero saber da dor de não saber da dor, da dor de não saber...
se eu sei que num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas...
num horizonte aberto o que saberei se não puder vê-la?

Inserida por tadeumemoria

⁠LIBÉLULA
Nenhum verso faz tempo,
faz tempo a solidão não incomoda,
às vezes procuro estrelas,
às vezes o firmamento com seus enigmas,
às vezes vou ver se estou na esquina, e estou...
olhar perdido na vidraça,
a libélula esvoaça sobre os lagos da minha infância,
é a parte mais bela de qualquer existência,
quando ainda não somos deuses
e não temos uma sentença pra cada rosto
as libélulas adornavam a minha ingenuidade,
agora pousam na minha ansiedade...
uma tatuagem na alma!

Inserida por tadeumemoria

⁠SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR

Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.

Inserida por tadeumemoria

⁠⁠Dádiva de um sonho
Flor Azul

Era meia noite...
E o céu brilhava entre as estrelas...
E no meu quarto...
Despi me e deitei me...
Confusa em meio a tantos devaneios...

De repente sinto um perfume no ar...
E como sempre...
Ele está lá...
Com uma Flor Azul em suas mãos...
A flor dos meus sonhos...

Olho assustada para a porta e ela continua trancada...
...Se aproxima de mansinho e já não sinto medo...
Me beija suavemente, enquanto coloca a flor em meus cabelos...

Acordo na manhã seguinte...
Nua, sozinha, com os lençóis em desalinho...
Meio atordoada...
Começo a acreditar...
Que tudo não passou de um lindo sonho...

Mas o cheiro da Flor Azul ainda está no ar...
Me cubro com um lençol...
Vou até a janela...
Olho para fora e nada vejo...
E nesse exato momento...
A Flor Azul cai do meu cabelo...

O tempo passa com rapidez...
Daquela noite não me esqueço...
Os sonhos são engraçados...
Pois, estão sempre a um passo da realidade...

Um dia abri a porta procurando uma saída...
E o encontro com a Flor Azul em mãos...
Novamente...
Invadindo a minha vida...

Inserida por EdineuraiSaMarSi

ESTRELAS MORREM

Pela lei divina
Não somos eternos
Somos seres mortais
Morremos
Iguais às estrelas
Todos saem de cena
Por explosões internas
A máquina humana para
Iguais às estrelas
Do nascer da vida
Aos mistérios da morte
Fenômeno
Entre a criação e a destruição
Super novas, já era.
Iguais às estrelas
Seres solitários
Em um mundo carente
Povos agonizantes
Iguais às estrelas
Somos iguais
Partículas
Forças titânicas
Que nos tornam
Isso que somos!

Inserida por yonnemoreno

Imenso lençol negro
Estrelas cravadas
Como pedras brilhantes fossem
Perfeita entidade
É à noite
Chegou.
Veio tímida e mansa
Exalando seu perfume
E eu embriagada e sorridente
Exaltada e inconsequente
Impetuosa eu abracei-a
Boa noite
Noite linda!

Inserida por yonnemoreno

Se eu fosse um anjo
Como você dizia
Poderia conhecer o infinito
Viajar pelas estrelas
Navegar pela nebulosa
Você lembra?... A nebulosa!
Frase inesquecível!
...Meu lindo!
Poderia eu conhecer as respostas
Talvez entender os mistérios
Ou quem sabe, meu flor.
Pegar o amor.
Beijar os sentimentos
Tocar nos abstratos
E jogá-los nos concretos
Deslizar nas cores do boreal
Quem sabe até atingir o arco íris
Oh! Deus
Loucuras inatingíveis
Mas ter a certeza de que
Nesse mundo jamais voltar
Como você
Meu doce amor
Tuca forever!

Inserida por yonnemoreno

...Zé e Áquila Quilombo, Maisha Luzolo cruzaram olhares sob o brilho das estrelas...

Sonhei com um mundo onde corpos negros sejam complexos, contraditórios, mágicos, e além dos sonhos: humanos;

onde a ciência aprenda a respeitar o silêncio, a fé, a experiência e a esperança;
onde a gente possa ser não só resistência, a luta contra a carência e os triunfos da potência, mas também o des-can.so e a celebração.

Inserida por omagodaspalavras

Dilacera-me...

A lua e as estrelas desprenderam-se do céu e caíram no mar...
Dilacera-me...
Alma feiticeira... Trás deste teu mundo mágico
O perfume de incenso e das sedas...
E enche de saudades este tonto coração
Por que me abandonas a minha sorte
Misterioso amor de olhos que
Cintilam constelações... Alma gêmea
Morada da minha paixão louca...
Porque vieste tanto tempo depois de mim?
Tantas perguntas... Nenhuma resposta...
...e a brisa entra pelas janelas... Tristes janelas
Depois deste meu sonho fragmentado
Donde vejo o mar... Que me separa de ti!

Inserida por celinavasques