Poesias de Estrelas

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A LUZ DAS ESTRELAS...

Quando estou na sombra eu peço a Deus como empréstimo a luz das estrelas…

Inserida por Lulena

MAR REVOLTO

Vês estas estrelas? iluminam
todos os planetas, suas luzes
embora mortas ainda brilham
na imensidade do abismo
os mortais as referenciam
sabem que as estrelas são
reflexos da eternidade.
Assim são os amores na terra
parecem eternos,
mas são ilusões humanas
estúpidos e efêmeros,
não duram mais que
uma noite estrelada
vem o dia e a ilusão se vai
com o caos da noite.
Penso nisto cada dia em que me juras
amor eterno, sei que a tua voz
e o teu corpo, meu mar revolto
assim como as estrelas no infinto
no amanhã seguinte pode emudecer
desaparecer diante dos meus olhos
que de tão imperfeito não mais te enxergarão
ainda me iludo, ainda me engano
com a fé cega na eternidade
das estrelas mortas
e no teu amor humano.

Evan do Carmo 26/07/2018

Inserida por EvandoCarmo

⁠NEM NERUDA SABERIA

Teus olhos são estrelas
de uma constelação
joia rara, equidistante
do apelo da razão.

Tão longínqua
quanto penso
sobre a vida
em outro canto,
longe do frescor
e do encanto
da brisa do teu sorriso
sobre a paz entre os humanos
sobre a eternidade tão sonhada,
de Adão no paraíso.

O teu corpo em movimento
impossível é a descrição
pobre Neruda tentou
com sonetos de amor
que dirá de um poeta
tão infértil como eu
que tenta juntar palavras
que nunca se apaixonou?

Mas sobre a cor dos seus olhos
ainda não sei dizer, se são de mel
se são doces e nocivos
se são de mar, azuis reflexivos
se são da terra, se são do céu.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Vértice do Absurdo


A vida é um charco sem fundo,
um reflexo turvo de estrelas mortas.
Gritamos contra o caos, mas o caos não ouve.
Ele ri, como uma fera que mastiga o silêncio.
A revolta é um jogo de crianças cegas,
chutando pedras no vazio infinito.
O universo não tem orelhas,
nem olhos para testemunhar nossos gestos inúteis.
Que é o homem, senão pó fingindo ser luz?
Um grão na tempestade,
uma mentira que respira por hábito.
Resta-nos o quê? A queda? A rendição?
Afundamos em perguntas como num pântano,
nossas respostas são véus rasgados
flutuando na brisa podre do absurdo.
Deus é uma sombra que perdemos ao meio-dia.
E mesmo assim, caminhamos.
Entre ruínas, sob céus que nos odeiam,
rimos de nossa carne apodrecida,
fingindo que ela não carrega o peso da eternidade.
A vitória? Não existe.
O caos vence sempre,
não porque é forte, mas porque é eterno.
E nós? Nós somos apenas ecos,
gritos que se afogam na noite sem fim.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Ser o que sou

Sou o universo em tons diversos, em mil cores,
no balé eterno das estrelas finitas.
Sou o todo de ontem e a soma do agora,
o peso e o voo, o fardo e a febre,
medo e desengano entrelaçados.

Sou luz que arde, sombra que dança,
ferida que abre, navalha que estanca.
Sou você, sou o outro,
estou por dentro, estou por fora.
No espelho me vejo — sou cais e mar,
o que resta e o que há de faltar.

Sou abismo, sou pranto, sou riso de insânia,
sombra que resiste à indomável aurora.

Inserida por EvandoCarmo

⁠As únicas pessoas que não viram Guerra nas Estrelas são
os personagem de Guerra nas Estrelas porque eles viviam lá, Ted. Eles viviam em guerra nas Estrelas.
(Marshall - T4E1)

Inserida por rafsilvahz

⁠É preciso persistir, mesmo que todo mundo esteja de cabeça para baixo, nunca deixe as estrelas de lado.
Nada devemos temer,
A única certeza é a morte.
Estamos vivos!
Curta esse seu breve templo planetário.

Inserida por DianaBalis

⁠Por fazer lisonja às flores...
Invejosas as estrelas para mim não brilham mais...

Um negro azul-cinzento...
De onde o oriente dorme...
Tardo sono...
Frio sem vento...
Silêncio que se ouve...
Coração vazio e mal que se sente...
De quando ama e não tem...

Que hei-de fazer senão sonhar...
Dia após dia...
Sentindo tudo de todas as maneiras...

Mas a noite perdura uma calma de espanto...
Somente a lua na escuridão sussurrando...
-Podia ter sido amor,
e foi apenas traição...

O medo dará seu último vintém...
Nesse desassossego que me fustiga...
Pouco a pouco passando...
Minha incerta vida...

Tão negro o labirinto...
Ai de mim, que nem pressinto...
Em meu rosto pálido nenhum fulgor...

Não foi nada, não foi nada:
poderia ter sido amor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Ó estrelas infelizes...
Que sois belas e brilhais tão distantes...
Os amantes lhe conhecem...
Mas vós não conheceis o amor...
Brilham somente...

Tal sorte às cegas...
Por eternas leis vos regem...
Mas somente o homem escolhe e julga...
Sonhando em ser feliz eternamente...

Sei que nada me é pertencente...
E que tudo nessa vida é fugaz...
A cada um o tempo passa diferente...
Consome a tudo sendo voraz...

Então o homem cria desejos...
E seu coração transpõe todo os desertos...
Em nome daquilo que a si mesmo se criou...
Sentes atraído ao mais alto e ardente vôo... Diante tudo que sonhou...

Dentro de nós há também um universo...
De tantas outras estrelas que não vemos...
Porém o destino do homem é tal qual o vento...
Do céu vem, ao céu sobe...
Acaba em questão de momentos...

Vezes sem conto eu tenho às estrelas...
Contado meus sonhos, chorando lamentos...
Entretanto ao passar dos tempos...
Hoje compreendo, perdendo-me a pensar...
Feliz só será a alma...
Que aprender a amar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Talvez seja breve...
A recordação de um sonho...
E um desejo pontuado de estrelas...

Talvez seja breve...
O barulho que fazem os sentimentos...
A lógica do presentimento...
A razão perdida...
A dor da ferida...

Talvez seja breve...
O agora donde se murmura a vida...
A chegada...a partida...
A glória e a ruína...

Talvez seja breve...
A memória acalentada...
Ou a memória sendo esquecida...

Talvez seja breve...
A paixão não correspondida...
O amor jurado ser eterno...
A dor do peito...
O flagelo...

Talvez seja breve...
A falsa ou verdadeira promessa...
O brilho de uma jura...
Feito em dias claros...
Ou na noite mais escura...

Talvez seja breve...
A alegria ou a tristeza...
A maldade de uma língua...
O bem e o amparo de mãos sofridas...
O medo e talvez o desejo do desconhecido...
Talvez mais breve seja o espamo de um grito...

Talvez seja breve...
O tempo que escoa...
A doença que se avizinha...
A morte que clama...
O silêncio que murmura...
O convite ou a recusa de deitar-se na cama...
O momento de se achar tudo perdido...

Mas que não seja breve...
O seu olhar sobre mim...
Seguido por um sorriso...
De que estás a pensar...
1001 maneiras de poder me amar...
Que me alegre...
Que não consegues disfarçar...

E se tudo que foi breve...
Que muito tenha valhido a pena...
Pois é vivendo que se aprende...
E aprendendo que se vive...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠A namorar as estrelas...
Traz luto nos seus vestidos...
Anda sempre a imaginar...
O que está sempre a sonhar...

Contente do instante...
Faz dos desejos um mirante...
No peito entrelaça...
A vontade de expandir suas asas...

Enche de força o coração...
Quando não lhe dão outra opção que um não...
Sussurra ao vento...
O que lhe diz o coração...

Sonda, fixo e absorto...
Desprezando o seu tormento...
E interrogando o destino...
Busca seu momento...

Sabe que nada está além das cousas transitorias...
Das paixões e das formas ilusórias...
É a senha da sua vida...
No transcorrer das horas...

Foge e esconde...
E se tarda o encontro e não encontra...
Chora e ri da própria sorte...

Sozinho e acoplado a outros sozinhos...
Anda pelas ruas de espírito despido...
No gesto, no calar, no pensamento...
Finge estar desatento...

Uma presença...
Uma saudade...
Uma vontade...
E assim caminha...
Sonhando tocar as estrelas...
Desejando a eternidade...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠À Sombra das Estrelas, Chorei em Silêncio

Sentei-me à beira do silêncio do mundo, onde as palavras não ousam sussurrar o nome da saudade. O vento passava, cúmplice, levando consigo as lembranças que ardiam no peito — e ainda assim, eu o deixei passar, como quem deixa ir aquilo que mais ama.

Diziam que as lágrimas evaporam, mas as minhas desciam pesadas como promessas quebradas. Cada gota carregava o peso de um olhar que não voltou, de um gesto que não se repetiu. E ali, sob um céu bordado de estrelas ausentes, compreendi: o amor, quando parte, leva pedaços que jamais se regeneram, apenas se transformam.

Ah, se o tempo soubesse consolar como sabe destruir, talvez eu não me sentasse ali. Mas foi naquele instante, entre a brisa e o chão frio, que compreendi o sagrado da dor — pois só quem sente profundamente, é capaz de renascer do que foi desfeito.

E assim, primo, deixei que as lágrimas corressem não para esquecer, mas para me lembrar que viver, às vezes, é apenas isso: sentir tanto, que se torna divino existir.

Inserida por pensadorposmoderno

⁠Rasgaram-se nuvens de um céu estrelado
O véu do orgulho, já fora quebrado
Estrelas que dançam, bem do meu lado
Tu vens como o vento,
Suspiro calado.
— tu vens.

Inserida por eujanesants

⁠Em silêncio ouvia às estrelas.
– Porque pararam de falar do céu?
Ele, que assiste todas as histórias,
sorri, e chora sem ir embora.

Inserida por eujanesants

⁠Dizem que o brilho das estrelas permanecem mesmo depois que elas se vão,
Assim como as memórias e as almas que são infinitas.
–Almas interestelares nunca serão esquecidas.

Inserida por eujanesants

⁠“003
"Que as trevas da noite sejam iluminadas pelas estrelas do teu sorriso.
Te desejo uma noite encantada, com todas as bênçãos de Deus."
Idemi®

Inserida por idemi

" ⁠Apanhamos a noite entre as mãos,

E nela bordamos estrelas.

Num céu tecido,

Por nossos olhos alumbrados".

Inserida por carlosdanieldojja

Olho pra você e consigo enxergar o brilho das estrelas.
O seu sorriso parece que no mundo só tem alegria.
O teu abraço só tem aconchego.
Enfim você é abrigo, é porto seguro.

Inserida por RosaV

⁠A lua é quem abrilhanta a noite
As estrelas e quem realça a noite
O meu coração
E meu amor
É quem aquece o ser que contempla
A lua e as estrelas na imensa noite

Inserida por RosaV

⁠Me pėgo olhando as estrelas
O céu e a lua

E com elas vou dormir
Sentir a paz que o
Universo me trás

Inserida por Aline6564