Poesia sobre o Inverno
Lindas Rosas
No fim do inverno, as sombras se desfazem,
Frio que se retira, deixando o solo fértil.
Lindas rosas brotam, suas cores nos atraem,
Anunciando a primavera com um gesto sutil.
Pétalas que se abrem ao toque do sol,
Renascendo em beleza, em perfume e cor.
A promessa de novos dias se desenrola,
Na dança suave do vento, no esplendor do amor.
Cada rosa, uma história, um recomeço,
Florescendo após o rigor do frio.
No jardim da vida, um novo endereço,
Onde sonhos antigos se renovam, de forma gentil.
O fim do inverno, uma saudação ao renascer,
Primavera que chega, com esperança no olhar.
Lindas rosas são o sinal de que vamos crescer,
Em cada estação, sempre prontos para amar.
Conto: Noite de Inverno
Era uma noite de inverno, o vento gelado soprava lá fora, fazendo com que as chamas da lareira dançassem alegremente. Dentro daquela casa antiga e acolhedora, as almas iluminadas se reuniam em torno do fogo, compartilhando histórias e boas energias.
A anciã da casa, com seus cabelos prateados e olhos sábios, olhou para seus convidados e sorriu. "Boa Noite almas iluminadas", ela começou, sua voz suave enviando ondas de serenidade pelo salão. "Venho aqui lhes desejar uma doce, encantada, tranquila e aprazível noite."
Os presentes sorriam, sentindo o calor do amor e da amizade que os envolvia naquela noite especial. As velas espalhadas pela sala lançavam uma luz suave e mágica, iluminando os rostos sorridentes e os corações cheios de gratidão.
Enquanto o tempo passava, as histórias se desenrolavam, algumas reais e outras imaginárias, todas tocando os corações de quem as ouvia. As emoções fluíam livremente, trazendo risos, lágrimas e suspiros de admiração.
E então, como se por encanto, a velha anciã começou a cantar uma antiga canção de ninar, cuja melodia envolvente acalmou as mentes agitadas e trouxe paz aos corações cansados. Os presentes fecharam os olhos e se deixaram levar pela magia do momento, sentindo-se transportados para um mundo de sonhos e fantasia.
E assim, naquela noite de inverno, as almas iluminadas foram abraçadas pela magia do amor e da amizade, encontrando conforto e alegria na companhia uns dos outros. Que neste inverno eles estivessem docemente aquecidos, não apenas pelo fogo da lareira, mas também pela chama da amizade que ardia em seus corações para sempre.
Os Encantos do Inverno
O inverno trouxe serenidade e encanto à cidade coberta de geada , transformando os dias e noites em momentos de aconchego e intimidade. Em meio ao frio, o amor florescia com abraços calorosos à beira da lareira e passeios tranquilos pelo parque. A estação fria realçava a beleza das pequenas coisas e fortalecia os laços amorosos, tornando cada momento compartilhado um presente precioso. Assim, enquanto o inverno passava, o amor permanecia forte e eterno, aquecendo os corações e preparando-os para qualquer estação futura.
relógio que conta
as manhãs de outono
ou as tardes de inverno
as cores quentes e vivas do dia
ou as cores frias das belas tardes
as memórias doces da infância
ou as lembranças amargas de agora
as dores sofridas na existência
ou as lutas vencidas da alma
as lições não aprendidas e por vezes repetidas
ou as tarefas bem executadas com amor
os segredos escritos no diário da vida
ou as confissões ditas no alvorecer da aurora!!!
Nas madrugadas frias, nos dias de inverno , como um morto vivo, vaguei. Vaguei por caminhos solitários, ladeado de vozes, de sorrisos , de sons, de sussurros vazios, buscando em meio ao alarido, um único som. O som que meus ouvidos é ardentemente a minha alma almejava ouvir. A sua voz.
Vaguei, e em todos os lados, procurei. Cansado de vagar, procurei descanso em meio às rochas, num vale de terra seca e sem cor. Abatido, ferido, com a alma dilacerada, ali descansei .
Um breve sono se apoderou, e me entreguei ao cansaço.
Cansaço, dor, frio! Acordei e em meio ao esgotamento, ouço o som, que me vez vagar pela vida.
Sua voz.
O inverno aquece o humanismo
Frialdade do inverno aquece o sentimento
Do humanismo, acolhedor e assaz terno
Assim, o inverno chegou
Traz consigo a baixa temperatura
Pela manhã, o orvalho cobre a vegetação
A cerração inunda os campos
Nevoeiro espesso, denso
A dor invade as marquises e viadutos
Faz repensar o real valor do humanismo
Cidades famosas se destacam
Pela cobertura de gelo
Maria da Fé, Monte Verde
Presenças nos noticiários
Roupas raras saem do armário
Toucas e blusões se destacam
A fauna sofre as agruras temporais
A neblina fria e densa
Invade as estradas e rodovias
Patologias respiratórias se avolumam
No visual o tempo encoberto se destaca
O cobertor se torna obrigatório
Nas madrugadas frias
O amor se revela num coração
Aquecido pelo calor humano
O frio congela a sensibilidade
O coração explode com chamas
Quentes e efervescentes
Então viva o amor enternecido
É tempo de amor e reflexão
Viva a solidariedade entre os homens
É tempo de suportar as dores
Do inverno para florescer
A beleza exuberante da Primavera
Renasci Naquele Inverno
Uma noite, um inverno, dois corpos
A lareira crepitava em alto fogo
Uma espera, uma decisão, duas vidas
A união que nossas peles tanto almejavam
Por nossas almas tão aguardadas
Um vinho, um queijo, dois cálices
Embriagados pela paixão que alucinava
Olhos, bocas, mãos, carícias
Tudo tão perfeito, possuídos pelo desejo enlouquecido
A respiração, o arfar, a emoção, sussurros
A certeza da escolha que trouxe a felicidade às nossas vidas
Escrito por Leovany Octaviano
Em 23/06/2022
@direitos reservados
Inverno eterno
Se me falta seu suave carinho,
terno como a rosa sem espinho,
me torno decerto incompleto,
e de angústia e solidão repleto.
Nestes tristes momentos etéreos
de solitários sentimentos férreos,
a mim infrinjo estranhos sofrimentos,
quais indiferentes rigorosos invernos.
Como se as estações de todos os anos,
em uma única estação de tristes enganos,
repetisse indefinidamente a solidão.
Não há céu, não há chão, tua mão...
teus carinhos que se vão, ficam somente,
saudades perdidas nesta emoção.
Olhos para dentro
Rio que corre em silêncio
Flor que "desdesabrocha"
Inverno intenso
Nesse calor
Chamado inverno
Auto inverno
Em que nada começa a fazer todo sentido
Perder, pra se achar
Covid-19 ou mais um inverno nesta nossa humana VIDA!
Neste inverno da vida em que vivemos;
Por termos no vacinar a esperança;
Que a em nós, vem reduzir tanta matança;
Então UNIDOS o tal, pois, respeitemos!
Porque a nós tal chegou, para o vivermos;
Jamais de tais pode ser retirado;
Enquanto houver em nós, sem ser coitado;
Um único em tais a quem não valermos!
Não valermos por falta de irmandade;
Neste tão curto viver pra morrer;
Quando evitarmos a alguém socorrer;
Sempre que a tal tenha necessidade.
Não valermos por sermos egoístas;
Num tão olharmos, cá só por nós abaixo;
Num tão pensarmos, em tais não me encaixo;
Num tão, pra os tais; fazermos grossas vistas.
Não valermos se o deixarmos morrer;
Enquanto e a por ser pobre, abandonado;
Em seu triste viver por triste fado;
Logo e a em algum de nós, ver socorrer!
Não valemos se só por nós olharmos;
Como o estamos a ver em pobres ricos;
Que se comportam que nem mafarricos;
A roubarem vez de nos vacinarmos.
Coitado de quem corra a vacinar-se;
Sabendo que a vez de outrem vai roubar;
E quem sabe o seu viver, vai matar;
Pois tal mal, jamais vai remediar-se!!!
Porque a quem o viver de outrem tornar;
Em morte aquando devia estar vivo;
Sequer com pena de seu ser convivo;
Por matar jamais dar pra contornar.
Vamos por isso enquanto ela não chegue;
Pra todos, respeitar tão grande feito;
Que a todos chegará, se houver respeito;
Pra quem por tais tão luta as tais entregue!
Pois elas pra todos nós vão chegar;
Importa é respeitarmos, sabermos
Que a um delas precisarmos pra vivermos;
Não implica a alguém, pois, termos que ir matar.
Fui na chuva e não me molhei
andei no calor e não me queimei
fiquei no inverno e não me congelei
Porém quando vi você eu me apaixonei
Ocaso
Vem chegando a fria brisa.
Do inverno, árvores desnudas
Paisagens grisalhas
Da caminhada da vida
No recolher, missão cumprida!
Desfrutei cada segundo
Das maravilhas do mundo
Na essência do meu ser
Vivi intensamente cada primavera
Adornada de flores e amores!
Celebração da vida em flor
Deliciei- me nas coisas mundanas
Porque metade de mim é pagã
Na retina fica gravada a imagem
Do meu último sorriso...
Não levo nada na bagagem!
Apenas o amor que dei e recebi.
Os momentos de carinho
Que partilhei com a família e amigos
Esses, levo no coração.
O meu legado são meus escritos.
Páginas amareladas da minha história!
E, num último ocaso da vida
Assistirei à beleza do por do sol!
Que descansa nos braços do mar.
Também eu repousarei…num último olhar.
Abro as minhas asas no silêncio da partida.
Chega a dama da noite com o seu
longo manto escuro, corpo esquálido
Senta-se ao piano, com as suas longas mãos.
Toca brilhantemente a última sinfonia.
Mergulho no silêncio da noite escura.
No vazio do nada, a derradeira cerimónia
Na primavera te reguei com o meu querer
No outono descobri que ainda há flores em você
No inverno é quente faz calor no coração
A nossa história vai durar mais que um verão
AQUI E AGORA
Eras em pleno inverno, que então
Da minha poesia, um dia, partiste
E ela, coitada! vazia, fria e triste
Vagueia pela poética com ilusão
Assim nos seus versos a emoção
Suspira, nubla e não mais existe
Quando resiste, como nunca viste
Chora, lamenta, cheia de paixão
Tão louca está, que não conheces
Mais, o rumo do tempo de outrora
Aqueles versos tais doces preces
E, tão ainda viva, a prosa implora
A saudade geme, e não esqueces
Como se fosse hoje, aqui e agora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/08/2023, 19’43” – Araguari, MG
Coração de gelo, emoções congeladas,
Um inverno eterno, em minhas jornadas.
Sentimentos perdidos, frieza a me envolver,
No silêncio gélido, deixo a alma sofrer.
O café esfriou
Eu estava em um dia de inverno
Tomando café e comendo pipoca
Enquanto via Netflix e acabei lembrando de nós dois
Deixei o café de lado e comecei a pensar
Comecei a lembrar de todos os momentos que passamos
Lembrei que no início era fácil ouvir eu te amo saindo do coração
E com o tempo não consegui mais ouvir
Essa frase vindo de você
Pensei tanto que ficou feliz por que aconteceu uma chama de amor se apagou e meu café esfriou
De Súbito outro Diálogo -
Em certa tarde de Inverno, fria e cinzenta,
sentado na Praça dos Poetas, em Évora,
na esplanada de Santo Humberto, de súbito,
alguém:
- Ricardo não tem frio?!
Não! O frio que está cá fora
não é maior do que o frio
que está dentro de mim ...
- E porque não se aquece?!
Porque nada nesta vida é quente!
Tudo é cansaço e solidão ...
- Falava do frio da rua!
Áh bom! Mas esse não me preocupa!
Na realidade nem o sinto!
Mais frio é o frio que trago no coração ...
Encolheu os braços e partiu ...
Se o inverno é a estação mais fria do ano,
e está começando agora, vamos entender sem demora
que poderemos viver nosso inverno sem perder o calor da alma...
INVERNO OU INVERNO?
Marcial Salaverry
Não tenha medo do inverno,
de sua frialdade,
pois com a idade,
quando ao inverno chegamos,
mais sábios nos tornamos...
Se com a neve do tempo,
os cabelos branqueamos,
isso não é contratempo,
pois mais sábios nos tornamos...
Não tema esse inverno,
aguarde-o... desfrute-o...
aproveite a experiência,
aprenda a ter paciência...
encare a passagem da idade,
não como velhice,
mas como idosidade...
Se o verão foi bem curtido,
a primavera lindamente florida,
e o tombar outonal da folhagem,
não atrapalhou a sua viagem,
encare o inverno com coragem...
Ele passará, como tudo passou...
E nós passaremos também...
E esperando ele passar,
jamais podemos deixar de amar...
