Poesia sobre a Seca

Cerca de 1041 poesia sobre a Seca

O cerrado, geralmente desabrocha e aformoseia na estação mais dura e seca, assim, quão bom seria, encontrar amor em meio a tantas coisas ruins que nos fazem tão mal.
- LEEX

Inserida por Leex

Existe terra seca, sem vida.
Tudo foi devastado, não restou nada.
Não há nada, tudo foi acabado.
Quem ver de longe e até de perto, pensa está tudo normal.
Porém, ali não há vida.
Só quem sabe que ali nada existe, é quem ver por dentro.
Quem vê de fora, achar que ali algo existe;
Quando na verdade, o que restou foi a casca externa.
Pois lá dentro, nada mais existe e nunca mais será.

Inserida por Jerclay

Chuva sertaneja...


Vieram silenciosas, adentrando a madrugada
Leves em chão estradeiro, que passa gente e gado
Tamborilando gotas por sobre palhoças e carroças


Ouvia silente, da janela, o canto da chuva
Saudava em sorriso a água bem vinda que convidava
Lentamente, o dia amanhecia nos passos de sertanejos

Águas caindo, mergulhando o solo rachado, sem vida
Era a garantia de colheitas... canas, sabores
Eram chuvas de março, breves, leves, ávidas


Crianças em colos, beatas em procissões de fé
Passos sobre aquele mundão um dia rachado
Sem flores, cumpriam promessas de esperança


Era já passado a poeira, as lágrimas, a dor e sede
Nasciam nascentes, sonhos de colheitas
Findava, em presente do céu, a eterna espera


Descri do que via, fiando, quiçá, ser sonho
O tempo das águas, das correntezas era chegado
De cumprir o destino: dar vida às sementes


As águas eram bem chegadas, findando tardanças
Alegrando o seco abandono, encerrando aguardos
O rio virou mar, mar de passar peixes e barcaças

Inserida por mucio_bruck

Os tempos de seca preenchem todas as horas.
O gado segue, a vida segue.
É assim.
E num dia desses
tudo vira lembrança!

Inserida por ranish

SAGA DE LUZIA-HOMEM

A seca castigava o Ceará
Luzia era a retirante,
Cabocla formosa do sertão.
Numa região quente elegante
Emprega-se numa obra
P'ra contrução d'um presídio
fino e elegante.

Inserida por WILAMYCARNEIRO

ESTIAGEM NUM SONETO

Eu grito por chuva, intensa e forte
pra encharcar o cerrado ressequido
tão sofrido, que clama num alarido
por gota d'Água, num altivo porte

Eu vozeio pelo vento desmedido
soprando humidade num suporte
pra este chão carente e sem sorte
chovendo vida, e o vivo permitido

Também a natureza uiva de morte
aos céus, que acabe o sofrer infindo
tombando a chuva sem ter recorte

O sol regente do sertão, intervindo
se faz ufano, intenso, num aporte...
E a chuva, ah! Essa, não vai caindo!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O gelo vai derreter;
Muitos ursos vão morrer...
Agora, o nível das águas
Vai subir e deixar mágoas.

In VERSOS - Trovas e Sonetos

Inserida por antoniovilelagomes

O sertão nordestino

Povo trabalhador e guerreiro
Homens e mulheres de fibra e hospitaleiros
Lutam contra a seca e seguem seu destino
Assim, é o sertão do povo nordestino

O sol castiga essa terra seca desprovida
O agricultor espera a chuva prometida
O gado, quase sem forças, se mantém inteiro
Água por aqui vale mais que dinheiro

Quando chove no sertão é uma festa
Hora de pegar a enxada e suar a testa
Os olhos voltam a brilhar de emoção
É hora de arar o roçado com todo o coração

O gado volta a ter água para sobreviver
O roçado todo verdinho da gosto de se ver
Agradecem a Deus pela chuva aparecer
Trazendo alento a um povo cansado de sofrer

Inserida por ivanildo_sales

⁠“A terra está seca... Vejo a jurubeba, a catingueira e o gado na sombra do juazeiro... É tempo de seca. Mas olhando para o céu, vejo também esperança”.


Toinha Vicentina

Inserida por antoniavicentina

⁠"Está amanhecendo para mais um dia de trabalho e luta. Quando tirar o leite e botar a palha seca de milho para o gado, vou nos cajueiros colher cajus para fazer um doce".


Toinha Vicentina

Inserida por antoniavicentina

Minha Vida

Eu amo a vida
Porque dela faço parte
Não sou terço nem metade
Sou apenas a arte.

Eu amo a vida
Porque imagino ilusões
Faço trovões
E canto com a minha voz seca.

Eu amo a vida
Porque nela não vir por acaso
Eu sou um fato
E dela hei de fazer tantos atos.

Eu sou a vida
Porque ela está em mim
E eu nela estou.

Inserida por GilBuena

MAR!

Trecho da Peça: O Sertão Vai Vira Mar

Com o tempo, a quentura e a seca começaram a fazer parte do dia a dia de todos.
De tão quente e tão sem chuva, pouco a pouco as pessoas daquela cidade foram indo embora, deixando suas casas, suas histórias e seus animais!
Os animais!
Esses sentiram os efeitos da seca.
Poucos restaram naquele sertão.
Sofreram muito com a saída dos homens, mas tiveram que lidar com o que tinham.
Cada um, do seu jeito foi se preparando para o dia que o Sertão virasse Mar.
Isso mesmo, de acordo com as teorias da Senhora Asa Branca, um dia o Sertão viraria Mar e quem não preparasse o seu barquinho, não teria chance de sobreviver.
Ninguém nunca imaginaria que o grande problema de todos, a falta de agua, seria agora, justamente um novo problema, só que ao contrário, a pá virada virou de vez, e ia ser agua demais, agua pra encher as bacias, lagoas e até uma cidade!
Um mar!

Inserida por ronaldomendesjr

Lágrimas da seca!

Quando a chuva não vem
a terra seca só piora
sem ajuda de ninguém
a despedida não demora
e a única água que tem
são as lágrimas de alguém
no momento de ir embora.

Inserida por GVM

Mudança.

Se o tempo não for arisco
e o bom vento soprar
o sertanejo vira o disco
pra ver a chuva chegar
abastece o São Francisco
e o sertão não corre o risco
da seca lhe devorar.

Inserida por GVM

Hoje meu Rio Grande do Sul chora sem lágrimas a escorrer sobre si. De tal virtude que irrigava os campos, agora seca ao desgosto e os maus cuidados. Mas se fortalece com o povo herói e forte que por si sustenta essa terra maravilhosa.
Povo que não se entrega mesmo que a luta pareça ser injusta.
De uma história heroica e de muitas batalhas não serás agora que irá se entregar, vamos juntos vencer mais essa luta...

Inserida por GregoriSchweig

A mesma seca.

Já chegaram aqui com pressa
não acharam um pé de flor
fizeram tanta promessa
em nome do Nosso Senhor
mas de lá ninguém regressa
e eu vendo uma seca dessa
vou seguindo a minha dor.

Inserida por GVM

Minha seca, minha dor.

A seca vem atrevida
não respeita a nossa dor
que machuca a ferida
deste povo sofredor
quanto mais falta comida
mais aumenta o seu valor.

Inserida por GVM

Terra seca.

Eu mesmo não me iludo
isso é terra renegada
a água vem de canudo
duvido ela ser filtrada
por aqui prometem tudo
mas não vejo chegar nada.

Inserida por GVM

Foi a seca.

O sol faz a terra arder
nenhuma planta vigora
que pena o gado morrer
muito antes de sua hora
se a chuva não aparecer
o resto a seca devora..

Inserida por GVM

Será seca.

Terra seca corre o vento
não se ouve um trovão
tem azul no firmamento
mas falta verde no chão
dizem que é sofrimento
eu acho que é aprovação.

Inserida por GVM