Poesia Nascimento
Começamos a morrer tão logo nascemos. A vida é uma academia onde nos exercitamos para morrer. Alguns exercícios, como deixar de aprender, nos fazem atingir mais rapidamente a meta.
O amor faz germinar e faz crescer, e este mesmo amor, faz com que o mundo sobreviva às intempéries do existir. É ele, a energia que guia cada individuo e os faz evoluir.
Vivo aquela fase da minha vida onde percebo o quanto me roubam conforme o número de pacotes de fralda me impedem de comprar!
A poesia para nascer, tem que ser como um parto natural, com contrações e dores parecendo mortais, mas que no final o choro seja trocado por risos e o lamento por louvores, por ter nascido uma filha linda, que recebe o nome de poesia.
Cada dia que passa mais sinto o pouco que tenho pela frente. As semanas correm, correm, correm me aproximando do fim. É estranho pensar que tenho de morrer um dia. Por quê? Qual a razão de tamanha injustiça? Por que nascer para morrer? Se desde o entendimento nos preparassem para a Morte como para uma grande festa, em lugar de transformá-la no castigo, no medo ao desconhecido, talvez não a temêssemos. Quisera poder enfrentá-la com dignidade, como uma rainha numa festa de coroação. Mas não estou certa das minhas forças. Nasci mais para viver do que para morrer. Quem sabe, uns nascem mais para a vida e outros mais para a morte?
Desejo que você seja feliz desse Natal até o próximo Natal. E que em cada Natal que você tenha, seja uma renovação, nascimento em Cristo, durante todo o ano.
As crianças trazem tanta coisa do outro mundo pelo fato de terem acabado de chegar. Elas ainda carregam o silêncio do útero, o silêncio da própria existência.
Toda religião, seita e doutrina tem sua origem na necessidade do homem de controlar (no sentido de aprisionar) o Fogo Sagrado para exercer domínio sobre os que sentem, no âmago porém atônitos, a necessidade do mesmo para a liberação do sofrimento do nascimento e da morte em contagem sem fim.
Deveríamos ficar felizes com a morte, por representar o encerramento da missão aqui na Terra, e preocupados com o nascimento, por trazer consigo uma gama de provações durante uma vida inteira. No entanto, a gente acaba deixando nosso egoísmo humano predominar nessas horas: choramos quando deveríamos rir, e rimos quando deveríamos estar com o coração angustiado. Para quem nasce e quem morre, imagino que as sensações sejam exatamente opostas às que sentimos.
Há determinadas situações pelas quais a vida nos permite passar, que, ainda que quiséssemos, não conseguiríamos descrever. Ser pai é uma delas. É como se “ninguém pudesse dormir nossos sonhos”.
A Insatisfação é a raiz de um sonho Prestes a Nascer, Então olhe no seu interior e descubra qual é o seu sonho.
Ser avô é o caminho natural pra quem teve filhos, é a lei da natureza (multiplicar), mas não quer dizer que estou velho.
O mito de que possuímos liberdade plena foi superado desde quando nascemos e ninguém nos pediu antes opinião a respeito disso
As crianças não precisam atingir uma certa idade e nem precisam de professores para começar a aprender. A partir do nascimento, já são construtoras de conhecimento. Levantam problemas difíceis e abstratos e tratam por si próprias de descobrir respostas para eles.
Se não for para fazer uma boa consulta esotérica, um bom tratamento holístico, uma intervenção espiritual ou apometrica, jamais informe seu nome completo, data de nascimento, e menos ainda cidade e hora exata de nascimento. Se a todas essas informações a pessoa ainda tiver uma foto nítida sua, em fundo branco ou claro, pior ainda. Nas mãos erradas, essas informações podem desencadear acontecimentos devastadores em sua vida, principalmente se você pensar que não tem nada a ver fornecer essas informações.
Sabe? Acho que vou usar o número 15 como o meu número da sorte. Pois além de ser o número da data do meu aniversário, 15 de março, é também a data de nascimento do meu escritor favorito, Ganymédes José, 15 de maio.
A vida: de tão intensa que é vivida chega a perder o sentido. A morte: de tão amena que é, chega a ser uma saída breve para os amantes da vida. Conheço bem os dois, mas não conheço o amor que me aparece todas as noites em forma de sonhos inauditos por uma parte inconsciente de mim. Eu sou uma parte perdida de algo que eu já fui, mas também sou uma construção de algo que eu posso ser. Sinto que busco algo, alguém, mas nunca mim mesmo. Tenho dificuldades em aceitar meu destino. Percebo e sinto no fundo nascer uma vontade preternatural de amar e mudar as coisas, mas sinto essa vontade se ir ao decorrer de minha morte diária. Me sinto perdido, me sinto inaudível. Tenho preguiça de lutar contra a maré que me leva ao fim, mas sinto esperança em voltar a enxergar a luz fora da minha escura e solitária vida. Eu queria sentir o amor como o fruto do nascimento de uma alma.
Quando me perguntam por que que eu não gosto do Natal, eu tenho uma razão bem simples: eu nasci no Natal.
Engana-se quem pensa que nascemos uma única vez. Todos os dias temos a difícil tarefa de dar vida a uma parte nossa que o tempo matou.
Uma das maiores dores que existe e a nossa entrada na existência deste mundo pela nossa genitora para enfrentar as duras realides desta vida.
