Poesia Identidade
Beduíno
Quantas vezes eu me pego
a olhar os meus desertos
e parece que estou cego
Tantos vultos, tão incertos...
Não confirmo e não nego
Nas areias do meu ego
quantos eus estão cobertos?
Amizade não deve estar
fundamentada no convívio,
nem nas afinidades secundárias,
muito menos no que um faz
ou deixa de fazer pro outro,
mas, essencialmente, na
identidade de caráter.
Imagine o mundo sem a sua existência, como as coisas e pessoas que hoje te circundam seriam sem as intervenções feitas por sua essência?
Sua participação pode ter trago algumas injúrias mas, tais intempéries não anulam suas boas ações.
Imagine a sua inexistência e perceba que você é essencial para a composição da realidade tal como é.
Rosas e Cravos
Vivem no mesmo jardim e se nutrem do mesmo adubo. Quando a chuva cai, as gotas molham os cravos e as rosas, assim como o orvalho surge pela manhã em ambas as flores.
No entanto, por natureza, a rosa é diferente do cravo, seja por seu perfume, seu toque aveludado e por seus espinhos.
De tudo isso, vale pensar que, sejam rosas vermelhas, brancas ou amarelas, ou ainda, cravos rosas, amarelos ou brancos, cada flor escolhe quando irá desabrochar.
São os traços do meu poema
Que hão de me revelar mas, sei só são fragmentos
da vida e do tempo que estou a guardar.
Se ame!
Não estou falando de autoestima, nem de se achar melhor que os outros.
Estou falando sobre se conhecer, entender seus limites, sim, você tem limites, você sabe que tem e não os ignore, reconhecer suas falhas e tentar melhorar, reconhecer também suas qualidades e no que você é bom, saber quem você é, ser um ser completo.
Quando digo "se ame" também estou dizendo se cuide, cuide da sua saúde, da sua estética e da sua psique e então quem sabe depois dessa jornada você entenda que se amando estará pronto para amar, cuidar, entender e reconhecer alguém.
Como queres ser amado sem nem ao menos se amar!
Por dentro da pele
Na pele em que habito
Eu entendo que existo
E sou todos e todas antes de mim
Na mata, na terra, na água salgada
No canto, no banzo e na pele marcada
Eu sou
A história de quem defende um império
De quem constrói um país
Eu sou as mães que embalam a criança
Sou a mão que cultiva a raiz
Eu sou peito que alimenta e peita
Eu sou corpo que dança e que brilha
Eu sou mais do que você vê
Eu sou minha mãe, minha irmã e minha filha
O barulho dos carros na rodovia
De madrugada o silêncio à nostalgia
Os tempos hoje são tenebrosos de verdade
Não me causam alívio nem saudade
As luzes distantes, um brilho de agonia
Rostos desconhecidos na noite fria
Caminham sem rumo, na mesma cidade
Onde se perde a essência, a identidade
Mas em meio ao caos, surge a esperança
No coração de quem ainda tem confiança
Que o amanhã trará paz e claridade
Renovando a alma com nova realidade
Pra você que gosta de pagar pra ver. Eu digo :
-Pare de ser tolo!
Deixe a criança suas tolices, e
Você firme-se em alicerce seguro. O nome daquele te formou e te fez um
ser único na terra.
O mundo moderno da arte nos apresenta nada menos do que a própria realidade, tanto física cotidiana quanto psicológica do individuo, procurando mostrar, traduzir e expressar essa nova realidade na quebra de paradigmas artísticos, busca uma reflexão acerca da sociedade, do que aflige o individuo e a máxima expressão dos sentimentos e identidade nacional (esta última, no caso do Brasil).
A arquitetura moderna, por exemplo, busca um design futurístico, aliando comodidade e aproveitamento do espaço, devido as novas tecnologias na construção civil, esta é uma forma de aproveitar estes artifícios e demonstrar a época tecnológica de nosso tempo.
A arte moderna, afinal, é moderna, por apresentar uma nova forma quase que totalmente desconexa com a arte convencional e realista, de certa forma, com um liberalismo artístico, valorizando somente a expressividade e significado que a obra vem a despertar ao apreciador.
Há um certo bem estar, um preenchimento, quando podemos saber e sentir que somos exatamente quem deveríamos ser, quem fomos criados para ser. Não importa quais as fraquezas, mas a força e a perseverança estão presentes pois são impulsionadas pelo Criador e somos moldados pelo tempo.
Basta acreditarmos!
A cultura de dress code leva a exclusão e discriminação de pessoas que não se enquadram nos padrões. Se cria uma associação entre sucesso e vestimenta?
Esse padrão neurotipico serve para uma sociedade neurodiversa?
Uma cultura de dress coding não se preocupa com a diversidade, ela vai dissuadir pessoas de diferentes origens ou culturas de se juntarem à empresa, resultando em uma perda de diversidade de pensamento e perspectivas... No lugar da diversidade se vê apenas homens brancos ocupando cargos de "liderança"... Normalmente batem fotos de braço cruzado do alto se suas grifes para colocar na foto de perfil do Linkedin.
A cultura de dress code pode desviar o foco, levando a preocupação excessiva com a aparência e deixando de lado questões mais importantes, como desempenho no trabalho e colaboração eficaz.
Pessoas precisam ser reconhecidas pela sua beleza ou elegância no trabalho?
Para os funcionários, seguir códigos de vestimenta específicos pode exigir gastos adicionais com roupas e acessórios, o que pode ser uma carga financeira para algumas pessoas e a irresponsabilidade da empresa na construção de uma sociedade mentalmente distorcida, que prefere ostentar status do que realmente construir sua realidade.
Sobre a fantasia e a afantasia:
Pessoas com forte capacidade de visualizar imagens mentais tendem a ter os episódios passados mais claros em sua construção subjetiva, isso influencia a construção da personalidade delas, logo os eventos passados que não existem mais formam uma percepção fantasiosa delas próprias.
Eventos passados podem ter uma forte influência na construção de uma percepção mais fantasiosa de si mesmo, especialmente se esses eventos forem lembrados de maneira distorcida ou idealizada. Por exemplo, se alguém relembra repetidamente um evento passado de uma maneira que exagere suas próprias realizações ou virtudes, isso pode contribuir para uma percepção fantasiosa de si mesmo. Da mesma forma, eventos passados traumáticos podem levar a distorções na percepção de si mesmo se forem lembrados de maneira que minimize ou ignore o impacto do trauma.
Pessoas com afantasia, que têm incapacidade de visualizar imagens mentais, tem uma percepção diferente de si mesmas em relação às suas memórias passadas. Como não conseguem criar imagens mentais dos eventos passados, sua percepção da realidade
são distorcida em relação aos demais.
Isso influencia a construção da personalidade deles de uma maneira diferente daquelas que têm uma capacidade mais vívida de visualizar imagens mentais, e como tudo é sobre reconhecimento e identificação, pessoas com afantasia se adaptam a uma sociedade que não as compreende, sendo extremamente doloroso a convivência com a sociedade neurotipica e neurodiversa e a saga pela busca da própria identidade.
Enquanto alguém com afantasia pode se basear mais em fatos objetivos e do momento presente para construir sua percepção de si mesmo, aqueles com uma capacidade mais forte de visualização mental podem ter uma percepção mais influenciada por interpretações subjetivas dos eventos passados, o que pode incluir elementos fantasiosos.
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É preciso um intercambio interior para ampliar as linguagens e sentidos.
Sair das ondas das aparências e velejar nos mares profundos da identidade.
O que realmente conta é o que fica quando tudo o mais se desfaz. As palavras dos outros, os títulos que nos dão, são sombras de um jogo que o tempo apaga sem esforço. No fim, o que sobra é o que sempre foi, aquela parte de nós que não se altera com as mudanças do mundo. E eu permaneço. Não sou moldado pelos nomes que me impõem, nem pelos olhares que me pesam. Sou aquilo que sou, e isso basta.
Não é teimosia manter-me assim. É antes uma certeza, uma verdade silenciosa que dispensa aplausos. Não preciso de aprovação, de ser mais ou parecer outro. Ser é o suficiente. Ser, sem procurar adornos, sem correr atrás de uma imagem que não me pertence, é a única coisa que faz sentido. O resto são máscaras que o vento leva, sem deixar rastro.
A constância em mim não é imobilidade. É uma firmeza tranquila, a tranquilidade de quem não se aflige com o que é transitório. O que sou já me basta, porque conheço a minha essência, e nada fora de mim a pode mudar. Nessa simplicidade, encontro liberdade. Não há pressa, não há necessidade de ser mais. Ser, só ser, já é uma plenitude. O que sou é completo por si só, sem precisar de artifícios, porque a maior liberdade é não precisar de nada para ser quem sou.
REFLEXÕES & PENSAMENTOS
Por DRA. ROBERTA LÍDICE.
"As leis fortalecem as diretrizes para o comportamento adequado dos cidadãos com identidade de pertencimento social, que buscam por uma sociedade justa, livre e democrática.
Portanto, devemos ser intolerantes frente ao desrespeito, as calúnias e difamações propagados por indivíduos que apresentam comportamentos inadequados e antiéticos, cujo intuito é ofender a nossa reputação, honra e dignidade.
E como assevera o Prof. Mario Sergio Cortella "pessoas negativas e com baixa autoestima, se sentem fortes ao difamar o outro. Geralmente, são frustradas e só assim, elas se sentem numa posição elevada (...)".
Sendo assim, lutemos pela mudança de mentalidade social, onde cidadãos discutam sobre ideias e não sobre pessoas, as quais, muitas vezes, sequer conhecem."
O mundo já tem muitas cópias.
O que falta é a sua versão original.
Seja você.
Inteiro.
Sem máscaras.
Entre a Grécia e Tróia
Sou quem sou,
mas o mundo exige máscaras,
um rosto moldado ao gosto dos outros,
um reflexo que não se quebra.
Se cedo, perco-me.
Se resisto, sou pedra que incomoda.
Agradar é um jogo sem vencedor,
onde quem pede mudança
nunca se sacia.
Que mal tem não ser lutador?
Nem todo combate vale a espada,
nem toda guerra precisa de sangue.
Há força em quem não levanta a voz,
em quem escolhe o chão firme do silêncio.
Estou entre a Grécia e Tróia,
terra de ninguém,
onde cada passo desagrada a um lado,
e o silêncio é visto como afronta ao outro.
Mas que me importa?
O vento sopra onde quer,
e eu sigo, inteiro,
sem me dobrar ao peso de aplausos fáceis
ou censuras vãs.
Este é o meu mundo
Este é o meu pouco
O que tenho, sou
O que sou, não temo dar
Mesmo que pouco
Mesmo que inteiro
Este é o meu eu
Este é quem sou
O que deveria ser, é
O que é, muito
Mesmo que tudo
Totalmente… eu
Este meu tudo é teu
Este que tão pouco é
O que é meu eu te dou
O meu tudo, o meu mundo
Mesmo que leve a nada
Mesmo que seja a muito custo
Que meu tudo não seja, pra ti, nada
Se lembrequecustoutudo
Quem sou eu? E surge o medo de que você não seja nada! Talvez
você não seja senão uma associação de todas as opiniões da multidão.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
