Poesia Calma
Sinto falta do meu antigo eu, o eu que antes deixava cada palavra fluir como a correnteza calma de um rio, o antigo e doce eu que pintava cada linha com imagens e cenários imaginários só porque achava bonito, que mesmo recebendo olhares maldosos e julgadores continuava dançando com a música alta pois era assim que libertava o próprio coração. O antigo eu, escritor, poeta, músico, dançarino, tudo que quisesse ser e não ser.
Mas esse eu morreu. Eu o matei. Ou talvez o mundo todo o matou. O mundo todo que cresceu e moldou neste antigo eu uma torre alta e assustadora, onde lá, ele passaria o resto de sua vida sendo infeliz, sendo sugado por fantasmas cinzentos que roubaram sua cor segundo após segundo, até não sobrar mais nada. E eu o matei deixando isso acontecer. Sem impedir, sem salvá-lo.
Segunda Feira
A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho.
O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.
Eu gosto de viver com calma, gosto de respirar fundo, bem fundo; gosto de caminhar e pensar na vida, pensar em tudo, eu gosto de tocar nas folhas e apreciar os detalhes de cada centímetro que percorro.
Em um ato consciente de encontro com a vida, numa atitude consistente de afeto comigo mesmo, me derramo na intencionalidade, pois ali está o que preciso.
Em um mundo de velocidade, proceder lentamente é quase revolucionário, um novo mundo, uma nova vida, um outro ser e experiência de existência. Isso é, perceber um padrão raso e previsível e escolher ir na contramão; não tenho pressa, sinto os momentos, torno eles matéria minha.
Criar a beleza e permitir que cada um encontre e desfrute em seus próprios tempos da verdade, é o especial da coisa, por isso prossigo sem atropelamentos.
Se a pressa é inimiga da perfeição, a calma seria a amiga da perfeição? Eu diria bem o contrário, a calma é amiga da imperfeição, porque ela conhece e reconhece a trivialidade efêmera e infrutífera do mundo.
Viver devagar é se distanciar dos ruídos, viver devagar é se isentar do ritmo do relógio e dos seus números; assim, com sorte, perceber a estrutura por trás das coisas acontecendo e se perceber no meio disso, checando os reais desejos e potencialidades, validando tudo.
Pacientemente busco não reagir rápido quando pensar em perspectivas é a prioridade absoluta para preservar o melhor que habita em mim.
Nutro a minha alma com amor, paz e felicidade para que as raízes que me sustentam ganhem mais profundidade, gosto de sentir os meus pés no chão.
Não é sobre fazer tudo devagar, mas sobre degustar a vida, sentir seu cheiro, sentir seu sabor e enxergar suas cores.
Sementes de Paz
Anseio a brisa serena da calma,
e o calor manso de um afeto inteiro.
Que um "oi", dito leve,
traga o peso doce do verdadeiro.
Que num gesto, singelo e sem alarde,
se revele um mundo raro, quase segredo —
como quem serve e cuida,
sem precisar dizer o que carrega no peito.
Desejo ser abrigo,
sem ter que gritar para ser teto.
Ser presença querida,
sem disputar espaço ou afeto.
Ser amor em dias de sol,
e ainda mais quando o céu for cinza.
Receber a verdade nua,
sem máscaras, jogos ou ladainhas.
Se for só passatempo,
nem toque meu jardim.
Coração não é brinquedo,
nem se empresta assim.
Só fico onde floresce
o que é leve e inteiro.
Onde a alma descansa —
em Paz, e Amor verdadeiro.
Calma,
Respira e confia,
O Pai já prepara o fim da agonia
O medo não reina,
O tempo não manda
Se Deus tá no barco,
A tempestade desanda
Ele é minha calma,
meu porto seguro
Mesmo quando o mundo me oferece seu lado escuro
Prefiro a luz que vem do Teu olhar
Prefiro a paz que só Tu pode dar
Tenha calma, Deus está vendo e está no controle. Siga a vida. Não se rebele, respire fundo e veja o que há de melhor.
Então, vá...
Exatamente!
Em paz.
Rosinei Nascimento Alves
Ótima semana!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Odeio pessoas que cobram das outras coisas que elas mesmas não conseguem fazer.
Te cobram calma agindo feito loucas
te cobram amor enquanto de tratam como lixo
te cobram atenção quando não te dão a mínima
te cobram esforço quando não fazem nenhum
Te cobram até que demonstre seus sentimentos, quando a única coisa que vc sente no momento é decepção.
Espinhos na carne
Correntes na alma
Qual dói mais?
Qual mais tira sua calma?
Nunca ser tu próprio
Nunca viver
Nunca ter nascido
Mas nunca morrer
Qual o sentido
De respirar num corpo
Que a tu não pertence
É ser um morto
Quem ama prende?
Prender não é amor
Prender é medo
Quem prende não entende
Me manter uma folha em branco
Para ser dobrada e descartada
Atirados os pedaços ao vento
Eu tento
Mas quem devia apoiar destrói
O que devia edificar, corrói
O que devia alegrar, só dói
Não choro, não grito
Não digo, só sinto
Palavras não saem
Não entra-me o fôlego
Luzes caem
Não conto, só minto
Minto a mim mesmo quem sou
Perdoar
É ouvir com calma
A voz que vem do coração
É caminhar livre
No compasso do pensamento
É navegar sereno
Sobre as águas da emoção
quando estiver ao lado dela ou dele,
presta atenção,vai com calma...
continua a preencher aquilo vazio, que você sentia na alma ....
aproveita cada momento, pra não perder cada detalhe ...
aquece seu coração, diante tanta saudade !
A calma é, em si mesma, um sentido que nos concede a chance de tomar as mais coerentes decisões. Ela também nos purifica, nos afasta no momento certo, organiza nossos pensanentos e molda nossas escolhas. A candura, com a qual olhamos as diferentes realidades, nos mostra as possibilidades de erros, e impede que os impulsos se apossem das racionalidades, para evitar erros tolos e desnecessários. Vida feliz deve buscar tranquilidade, posto que apenas ambientes livres de desarmonias proporcionam bem estar e felicidades. No interior das adversidades existem calmarias que precisam ser descobertas, refletidas e vividas para que possamos buscar repouso e paz para nossas mentes e espírito. E nesses instantes caridoosos corações se revelam, boas índoles nos amparam, sinceridades nos abraçam e assim os árduos caminhos se abrandam, pois dolorosas necessidades mostram surpreendentes virtudes. Portanto devemos dedicar paciência ao que verdadeiramente importa, o restante não se pode perder tempo. Paciência para ouvir das pessoas suas angústias e aflições, para respirar e ir em frente, para, às vezes, ouvir e silenciar... Paciência para ter tempo e procurar simples e boas razões em busca da felicidade, pois pessoas felizes não têm tempo para perturbar a vida de ninguém.
John Pablo de La Mancha.
Além daqui -
Por vezes oiço ainda ao ouvido,
uma voz, densa, obstinada,
que sussurra, calma, uma toada,
desde quando era nascido …
Agora, longe dessa voz, vinda do além,
sinto calma, sinto Paz, porque é calada,
essa Alma, infeliz, intima, fechada,
que foi outrora, minha amada, também …
Quem era - não sei!!! Dizia coisas derradeiras!
Palavras intuídas que por vezes eram primeiras,
imersas em pouca claridade .
Por vezes, palavras-frias de Sol e harmonia,
outras, pesadelos-de-saudade, da morte qu’inicia
o místico caminho que dá vida à Eternidade.
Não, não e não!...
Calma, calma, calma...
...Gente amiga do meu coração!
Até mesmo porque nem vou falar de eleições
Mas de uma certa tigrezinha irresistível...
Embora talvez bem mais terrível que "esses dois" juntos...
...O que também seria impossível.
Mas vamos ao mote desta minha tristíssima questão,
aqui certamente orquestrada pela avassaladora paixão:
A você, minha gata selvagem
disfarçada de mulher...
...Criatura passionalmente fogosa, enquanto conquistadora e impiedosa!
É isso mesmo que te digo:
Não, não e não!...
...Não senhora! Não, não e não.
Saiba que não vou partir pra violência, isso também não!
Mas também não vou chorar uma lágrima sequer por tua causa...
...Na hipótese de nossa mais que provável separação.
Muito pelo contrário, ao invés de ficar acovardadamente chorando
Pelos cantos da vida...
Cantos esfriadoramente retos,
destinados aos que facilmente desistem de tudo...
Diante do menor obstáculo!
Ou de quase naturais - mesmo que recorrentes - rompimentos passionais...
Vou interiorizar e bem logo executar
Um novo e belíssimo projeto de vida!
No mais caloroso e otimista recôndito
Deste meu umtantoquanto envelhecido...
...Mas jamais endurecido coração.
Você mesma verá meu ressurgimento amoroso e passional
Com esses teus olhos belos, fogosos e assaz penetrantes...
...Mas assustadoramente ressentidos! enquanto rancorosos e quase mortalmente fuzilantes.
Aguarde-me, e verás que exatamente assim será.
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
Pedido -
Não me peças calma nem virtude,
nem pausa, nem silêncio. Que me dói a Alma,
que me dói o coração, profunda inquietude
na distância de quem ama!
Que meu corpo sobre o teu, num enleio,
procura amar o teu amor,
procura um porto no teu seio,
uma chama, um calor ...
Que na doçura dos sentidos
trocamos promessas e ensejos
entre gritos ressentidos ...
Tantos versos escritos e não lidos,
tantas horas tristes de desejo,
tantos homens por amar, perdidos ...
És fomento do meu coração e da minh'alma
Alivias toda minha a dor,
E traz-me a calma,
Tu? És meu amor.
Quem Sou Eu?
Me pergunto numa complexidade imensa, pois eu sou como a água e fogo as vezes calma e as vezes explosiva. Mas de uma coisa tenho a absoluta convicção sou extremamente intensa, desde do Amor a amizade, desde da família ao trabalho. Dou tudo de mim em tudo que faço! Mesmo que isso custe muito; mas não sei ser diferente disso, e se fosse diferente, não seria eu!
A intensidade me faz ser inteira , me faz ser autêntica.
Então essa Sou Eu imensamente intensa!
A dor vai além da alma
Me arrancaram meu sorriso
Tiraram minha calma
Me deixaram em pedaços
Como de fosse cacos de vidro
Literalmente acabaram comigo
Com a dor eu aprendi o que era o amor
Aprendi que a vida bate mas ensina
E que ser feliz nem todos
Os dia se podia
Que as lágrimas derramadas
Nem sempre eram amargas
Aprendi que idade
Não é maturidade
Amadurecer dói
Assim como um sentimento reconstroi
"O tempo ensina através do silêncio que exige sempre calma, muitas vezes a calma precisa do tempo e do silêncio para existir"
Xe Nhe'eng
ÁGUAS
Águas têm aparência calma
Ao mesmo tempo maldosa
Água essencial para a vida
Brutal quando em fúria na Natureza.
Água absorvida mata a sede e hidrata
Ao deparar com obstáculos contorna,
Parece estar pedindo licença
Para continuar a sua trajetória.
Em fúria não perdoa, se torna destruidora
Não existe o momento nem hora certa,
Sai de sua condição de água limpa
Mistura-se com a terra e se torna barrenta.
É fundamental no planeta
Natural é fonte de vida
Utilizada na indústria e agricultura
E muito na geração de energia.
