Poemas de Lamento
No Lamento Da Sua Partida... Recolho-me Nas Lembranças Que Agasalham A Minha Saudade
Meu amor... Por que você partiu assim tão inesperadamente? A tempo de fazer-se ausente por todo meu presente... Queria tanto te contar alguns segredos de nós dois, segredos de um tempo que ainda tínhamos para viver. Em tudo que eu vivo, ainda sinto teu cheiro a me perfumar, as tuas mãos em sincronia a me contemplar, as tuas formas em movimento com amor a me trajar, sentidos a me envolver em carinhos e afagos que sempre estarão guardados na plenitude da imaginação...
Independente de onde e quando com você eu puder estar, tão longe estarei de esquecer o mais perto o quanto um dia nós dois juntos podemos ficar, sempre juntos vivos em fotos não tiradas de momentos que no futuro emoldurei, em dizeres expressados que nunca um dia te falei, em beijos e abraços imaginados que eu nunca te dei, em lembranças a descolorissem-se no soluço que me traz o vazio no qual por vida mergulhei.
Meu amor, por que você partiu assim tão inesperadamente? Foi tudo assim tão de repente que tudo aconteceu, ficou tudo tão diferente depois que você se foi... Queria mais tempo com você do que foi um dia poder estar... Hoje, o que me resta é a companhia da tua falta por muito no tecer da vida me acompanhar...
Se
Se eu pudesse voltar
Voltaria no tempo
Para aquele lugar
Que não este lamento
Se eu pudesse escolher
Escolheria no tempo
Aquele lugar
Que gozava o momento
Se eu pudesse mudar
Mudaria o sentimento
Para sentir menos
E com ela ficar
Se eu pudesse falar
Não falaria
Para que no silêncio
Eu pudesse te amar
Se eu pudesse lutar
Lutaria
Para qualquer dia
A Vitoria encontrar
A vida precisa ser
Muito mais que um lamento
Ou um sorriso chorado
Não dá pra deixá-la de lado
Nem se pode vivê-la amanhã
A vida é muito mais
Que uma simples coleção de passos
Os espaços deixados vazios
Lágrimas, risadas, soluços e arrepios
Tudo um dia fica no passado
Incluindo nesta lista
As coisas que permaneceram ocultas
E que vamos levar pra gente
Não se vive pro mundo
Tem coisas
Que só os nossos ouvidos escutam
Não sabemos nunca
Se as interpretamos
da maneira mais correta
Pode ser que sim ou não
Os nossos corações
Ora felizes e contentes
Novamente varados por flechas
Coisas que não precisávamos
Não nos deixam viver
Não do jeito que a gente queria
Mas a gente as vive
E vivendo dia a dia
As coisas que ouvia em criança
E depois percebe
Que a dança tem mais que dois passos
Você olha pro espaço e percebe, inclusive
Que existe muita coisa atrás do Sol
Desde que o excesso de Luz
Não lhe prenda eternamente a atenção
No início de tudo
Nossos pés restritos ao chão
E uma fé no que não viu
A imaginação que enxerga
Muito mais que os olhos
Muito além dos olhares
E nada mais que um conjunto de passos
Que juntos e somados
Um dia será resumida
Numa coisa chamada
Sua vida.
Edson Ricardo Paiva
Momentos marcados,
desfrutados outrora,
inesquecíveis lembranças
que causam gratidão e lamento
pelo o tempo que não volta.
Um grande lamento
para quem não nota
que a tua beleza externa
é uma pequena amostra
de como és por dentro.
Mente, Sincera Mente
que não silencia,
que expressa o que sente,
do lamento à alegria,
Ainda que inconveniente,
pior se fosse vazia
e agisse falsamente.🧠
SOFRER COM RAZÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Antes do lamento futuro pelo que esperamos, mas no fim das contas não será, pensemos um pouco e digamos para nós mesmos: será que o que penso que é realmente foi, um dia? Que futuro é esse, do que jamais foi presente?
Quando somos maduros o bastante para nos questionarmos desta forma, sofreremos por todas as outras coisas, mas nunca pelo que não tinha mesmo que ser. E que só por isso não foi. Em outras palavras, podemos sofrer por algo; isso é comum. Por muitas coisas; é compreensível... por tudo, já estamos no campo dos excessos, mas ainda é humano. Já por nada, não... não e nunca, porque por nada, é burrice.
Busquemos dentro de nós aquela sabedoria de visualizar entre o todo, qualquer sintoma do que parece mas não é. Identifiquemos nas sutilezas, aquele nada que sempre acha uma brecha para nos confundir no meio de tudo.
Prece em tempos de pandemia
O isolamento social
Produz um lamento
Desalento sem graça
Parece que o colorido da vida
Apagou
Apartou
Arredou
É preciso esse jogo
Virar
Quebrar
E novamente encontrar,
Celebrar com os que amamos
Quando isso vai acabar?
Em que se agarrar?
O retiramento
Por hora é a solução
Resolução que temos em mãos
Vamos acatar
Colaborar
E se Deus quiser
Essa nuvem vai passar
Evaporar
E o milagre da cura
Vai se concretizar
Deus, de nós vai zelar!
A luz que brota da ressurreição
Vai nos iluminar
Amém!
Celina Missura.
DIA DOS PAIS
Lamento tanto ... Pois te vi por tão pouco tempo ....
Que todos os dias quando acordo ...torço para te ver um momento ...
Seria uma delícia ... Um rebento ...o maior acontecimento !!!!
O melhor intento que a vida poderia me dar !!!
Pai , lembro como se fosse hoje ....
Aflorando a vida ,aos nove anos, minha mae perdida.... ajoelhada aos pés de nossa senhora . ... Fazia brotar de seus olhos amendoados .... Água em profusão !!!!
Eram 18 horas ... a hora da ave maria que ......estranho ... Naquela dia .... naquela bendita hora .....ela recebia ,na hora , essa noticia tão fúnebre ....
Pai, eu acreditava ainda na sua volta !!!!
Mas qual foi minha revolta quando te vi partir de vez ... Daquele dia em diante, nunca mais senti tuas mãos pela minha cabeça , me perdoava , as peripecias de menino , com um sorriso largo no rosto !!!!
Será que era ele o São Jose de Aquino
Pai, Ai pai soube o que é cumprir penas banais , em muitos quintais , na solitária da consciência , cumpridas lá nos confins da essência .... do arrependimento
Pai.... Eu sexagenário....... , até hoje pai ..... ainda procuro um atalho ..... ....para sentir tu de novo !!!!!
Por isso amigo te digo .... Beije abrace ... Ame teu pai .. Que nesse dia de pai pode não ..... SE REPETIR DE NOVO
FELIZ DIA DOS PAIS A PARA TODOS NÓS !!!!!
Fresta do Infinito
Sou verso solto na dobra do tempo,
Rasgando o silêncio com doce lamento,
Na dança da brisa que afaga o cimento,
Sonho acordado num breve momento.
Espelho quebrado reflete universo,
Em cada estilhaço um poema disperso,
O caos é harmônico, quase subverso,
No peito, um abismo de canto reverso.
E se eu for só fresta do infinito,
Luz que escapa, mesmo em grito aflito,
Me despeço do que nunca dito
E abraço o mundo no que acredito.
Carrego perguntas no bolso rasgado,
Respostas me fogem num tom disfarçado,
Sou verbo no cio, desejo alado,
Nas entrelinhas do não-declarado.
Faço da dor um bilhete encantado,
Do riso, um abrigo improvisado,
E sigo, ainda que despedaçado,
Com alma em festa e corpo cansado.
E se eu for só fresta do infinito,
Luz que escapa, mesmo em grito aflito,
Me despeço do que nunca dito
E abraço o mundo no que acredito.
Não me contenha em moldura ou muro,
Sou tempestade no traço mais puro,
Entre o delírio e o sonho mais duro,
Habita em mim o futuro inseguro.
No trapézio dos dias, me jogo sem medo,
Não por coragem, mas por segredo,
Porque viver é poema sem enredo
E amar… é se despir sem degredo.
E se eu for só fresta do infinito,
Deixa que a luz me tome por escrito,
Não peço paz, mas sim um conflito
Que me transforme em algo bonito.
Enquanto Ainda Há Tempo
Vou desabrochar. Estamos a cinco passos do fim.
Me lamento pela minha falta de tempo enquanto ele ainda existe.
Me segurei, me reprimi, não vivi, esperando ser diferente para obter sucessos que pessoas comuns não têm.
Eu quero, mais que tudo, conquistar meus desejos da vida, mas meus desejos fúteis pulsam dentro de mim. Então, gritarei dentro do meu mundo:
Em como eu gostaria de dirigir com o som estourando em um carro conversível e os cabelos ao vento.
Como eu gostaria de fazer compras todos os dias.
Como gostaria de viver um romance urbano dark, maravilhosamente memorável.
Como quero experimentar coisas novas, diferentes bocas, corpos e sensações.
Como eu quero, em um dia intensamente frio, usar um casaco de pelo, com uma boina e um scarpin combinando.
Em como eu gostaria de visitar lugares pelo mundo e tirar fotos incríveis.
Em como quero viver uma grande temporada da minha vida em um apê que tenha a minha cara, minha essência, em uma cidade grande, com uma vista esplêndida.
Em como eu gostaria de lançar um livro com meus pensamentos.
Em como eu gostaria de adotar dois cachorros e um cabrito.
Em como eu gostaria de ter uma amiga tão parceira como a Kamily foi para mim, em um tempo.
Em como quero viver minha vibe à flor da pele, me levando a outro universo, que, em meus sonhos, torno realidade.
O grito que dou hoje é como o alívio que encontro em viver meus desejos silenciosos e me sentir menos sufocada por abrir mão deles.
Sinto algo como uma sombra apagando todo o meu assistir, sem o tempo adequado de esperar sem lamentos;
Assim que se perdendo nas horas que descubro suas vertigens para saber que nosso dia chegará;
Sentir o carinho tão esperado, dosado e balanceado para que não transpassemos o limite do nosso querer;
Minha estranha verdade, tão sincera, tão errada se situa de forma correta de amar;
A vida é muito bela para se viver o lamento de achar que é perda quando na verdade é vitória;
Colha o seu melhor e propague o que realmente importa para que os pensamentos adéqüem as mensagens do coração;
Não se deixe cair pelo que julgue ou digam e sim pelo que você próprio é capaz de fazer;
Não me veja como um displicente para com o amor, pois não lamento o menor dos erros que se mostre com a dor;
Sinta um jeito menos doloroso para a conclusão de suas escolhas e não caia em desuso para que seu coração não dê tantas voltas;
Suas escolhas estão decadentes para a confusão do seu próprio coração e para deixar que os meus sentimentos invadam seu ser enfeitando teu chão;
Lamento por não ser o tapete que você pisa em 24 horas ao dia
Ou não ser o troféu que você gosta de demonstrar à 37 pessoas por onde passa por 365 dias no ano
Pois tenho 1 único princípio e ainda tenho muito amor próprio!
A crise do lamento
Apoio os dedos finos
Das mãos enrugadas no teclado
Nenhum, encanto vejo acontecer
Nada surge em palavras
Lá vão dias e noites, adentro
Pescoço cansado
Ombros caídos
E dedilhando com os dedos finos no teclado
Não inspira, nenhum lamento
Será que também há crise
No sentimento?
Que lamento!
Barriga da Terra
A semente morreu no escuro
sem dor, sem missa, sem lamento.
Cresceu na barriga da terra,
mãe de todas as coisas.
Já foi galho, flor, fruto maduro,
mas o vento a desfez em promessas.
Caiu no chão com saudade de raiz
e reencarnou em semente.
Veio à tona vestida de caule,
com folhas como dedos verdes.
Tinha um verbo brotando nos olhos
e pássaros que riam no peito.
Nunca mais teve pressa.
Era árvore e sabia
que quem cresce no ventre do chão
leva eternidade nos galhos.
perda
Tons de preto misturados ao branco pensamento de um interminável lamento, como quem esconde, como quem mascara.
A luta diária com o luto, a dor da perda só aumenta com o tempo. A vivência com o que sinto me deixa cada vez mais vulnerável, aquilo já julgado inevitável.....
By - Márcio Brandão
Oh, doce rosa em desalento,
Que murcha lentamente, num lamento,
Tu, que outrora brilhavas com esplendor,
Agora, aos poucos, perdes a cor.
Teu perfume, antes tão envolvente,
Agora se desvanece, tristemente,
Tuas pétalas, antes vivas e viçosas,
Agora estão murchas, frágeis, dolorosas.
Teu caule, que sustentava a esperança,
Agora se curva em triste dança,
Tuas folhas, antes tão cheias de vida,
Agora se enrugam, perdendo a guarida.
Mas mesmo assim, tua beleza persiste,
Mesmo em tua fraqueza, és triste,
Pois em teu último suspiro, oh, rosa,
Ainda irradias uma beleza grandiosa.
Como um lembrete da efemeridade da vida,
Tuas pétalas caídas, uma despedida,
Mas tua essência perdurará eternamente,
Mesmo quando fores apenas uma lembrança na mente.
Tu, rosa moribunda, és um símbolo de fragilidade,
De que mesmo na morte, há uma sutileza,
E em teu fim, encontra-se a beleza,
Pois até no ocaso, há uma singularidade.
Então, rosa em sua jornada final,
Teu destino, mesmo melancólico, é especial,
Pois lembrar-te-emos com ternura,
Como uma flor que mesmo murcha, ainda tem doçura.
É o lamento não equivocado
em um momento, a revelação
a fé, a ordem, a custa,
todo ser, merece atenção
entretanto, a tábua da vida é gelada
e procria, sem dimensão
resta-nos as lembranças dos momentos vividos
e a esperança, de que um dia
nos veremos outra vez
as pétalas no chão, choram nossa saudade
e o venta uiva a última canção...
