Poemas de Lamento
Carro de boi
Carro de boi
O seu lamento foi
A melhor lembrança minha
Dos meus tempos de criança
Onde tudo é esperança
Quanta saudade a minha
Mim escondia de noite e de dia
Dando trabalho a mainha
Quantas travessuras eu fiz
Sempre com sorriso largo
Tudo sujo do barro
Fui moleque, fui feliz
Enquanto o carreiro soltava o verso
“Vai boi magro, vai puxano esse carro
Finca o pé nesse chão
Rozinha ta esperano
Vamo embora cantano
Vê a flor do sertão”
Eu vivia esse sonho encantado
Sem esse fardo pesado
Que hoje pesa sobre os ombros meus
São marcas corroídas
E de lembranças vívidas
Porém o meu canto hoje, é tão triste quanto o teu.
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira) (03/05/2011)
SAUDADE
E o dia era só lamento
Lacrimejava o telhado com saudades dela
Nos dias de chuva tudo é mais difícil
O café na segunda xícara a esfriar
Ele ainda não se deu conta
De que ela se fora para sempre
Sua companhia agora, só a dor!
Lamento!
O dia nasceu,
O choro secou,
E eu? bem, não deu,
Triste ainda estou,
Me levanto da cama,
Tomo meu café,
Me sentindo um mané,
Errei, gritei, teimei,
Nem sei,
O frio toma conta,
E já perdi as contas,
De todas às vezes que tentei,
Tentei encontrar respostas,
Me queimei,
Mas não com o café quente,
E sim com o seu coração que sente,
Sinto muito, me perdoe,
Me deixe reparar o mal que te fiz,
Fique, acredite,
Você é o amor que eu sempre quis,
Vêm me diz que sim,
E eu te digo feliz,
Te amo minha vida,
E não importa o que seu medo diga,
Siga.
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CUIDADO!
Cuidado com o alimento e com o que alimenta
Cuidado com o lamento e a quem lamenta
Cuidado com o interesse e com a ferramenta
Cuida do endereço e da trilha que há de ser feita
cuida do que te acompanha
cuidado com a campanha
cuida dos familiares
cuidados que dão insônia...
“Disse um adeus calado, respirou fundo - um lamento talvez -, e partiu.
Partiu sem rumo, sem norte algum, para bem longe daquele lugar.
Sequer um lenço levou... e desapareceu;... ninguém jamais voltou a vê lo novamente!
LAMENTO
MÃE.
Por que você se preocupa tanto comigo?
- Filho! Não volte tarde prá casa.
- Gripe! Toma um remédio que sara.
- Saindo assim! Onde já se viu?
Leva a blusa que está fazendo frio.
E você cabisbaixa e ansiosa pensando...
- Por que será que ele está demorando?
E eu olho para a sua pessoa
Cabelos grisalhos, corpo cansado de tanto lutar
E o meu pensamento me soa.
Minha mãe é a própria ignorância?
Ou ela pensa que ainda sou criança?
MÃE.
Agora estou só em pensamento,
E chorando tanto eu lamento
Por que teve que acontecer?
Foi necessário você morrer
Para que eu pudesse sentir.
Que eu tanto ti amava,
Ainda amo, e no entanto...
Eu ti perdi!
PREOCUPAÇÃO
Preocupei
com o vento,
com o sentimento,
ah, quanto lamento...
Que tormento!
Preocupei sem cabimento.
Era só o momento!
Mas, e agora,
Cadê o tempo?
Ocupo com fundamento.
Valei-me Deus, pensamento
De jura e lamento
Razão do tormento,
Da alma e do ser.
És criativo rebento
Nascido do vento,
Véu do esquecimento
Tortuoso querer.
O que trazes à tona
Em mim causa insônia
De dia, de tarde, em noite sem fim.
O toque da amada
A jura levada,
A alma lavada
Que queima em mim.
"Será que pode isso moço? Acho que não pode! Já posso ouvir os gritos de lamento e morte..
A Amazônia tá entregue nas mãos dos bandidos, os índios tão doentes sem ter comprimido..
Tem um radar tirando foto, tudo tão bonito
Pra entregar a mata pros diabos unidos"
O Eterno As Vezes é Questão de Momento..
Dependendo da Dor e Lamento,
Momentos Ruins Parecem Nunca Ter Fim
e Momentaneamente Parecem Eternos.
Na Felicidade Ninguém Conta o Tempo,
Pois Para Isso Ninguém Perde Tempo,
Se Deseja Apenas Aproveitar,
Sem Contar As Horas Passar,
e esses Momentos Também Acabam Sendo Eternos,
Pois Jamais Perecem Em Nossa Memória.
Digo que lamento
Lamento ficar longe
Lamento não ter-lhe-ei
Complicado ir além
Nesta meta factual
Não tenho distância
Não tenho silêncio
Tenho o não ter
Contudo
A distância é um fato
Que em silêncio lamento
Um quase lamento de domingo
Naquela madrugada, juntei todos os meus cacos
com os restos da imensa tristeza que me consumia
e tranquei tudo junto com os meus sonhos
em um envelope branco sem selo.
Junto com as cinzas do meu corpo cansado
e com o pranto que inundava meus olhos de lágrimas na ocasião.
Por todos os lados que eu olhasse
só via os insetos (todos) caminhando sem rumo,
perdidos pelo chão da cozinha.
Na pia, os pratos sujos, com os restos da janta de ontem.
Despedaçado por dentro,
vesti a dor que o caminho pintava d’ouro.
Caminho amargo e duro que se precipitava.
E bem em meio a este meu lamento,
vi refletido no espelho do móvel de subir ratos lá de casa,
dois ou três segundos do mais puro desespero
e da mais singular desilusão.
COMO EXPLICAR O AMOR
Marcial Salaverry
Como explicar um sentimento, que é quase um lamento... Por vezes causa uma grande alegria,
por vezes uma profunda tristeza...
Um sentimento que apenas é tangível por um coração sensível...Existem aqueles que amam, mas
não sabem entender aquela confusão que o amor provoca nos sentimentos.
Como explicar sua existência, se não tem aparência, pois o amor com nada se parece, apenas aparece.
Nasce no mais fundo interior, e mexe com nosso exterior.
Esse é o amor... Explicar, para que? Vamos apenas vive-lo...
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COMO EXPLICAR EL AMOR
Marcial Salaverry
Como explicar un sentimiento que es casi un lamento... A veces causa una gran alegría,
a veces una profunda tristeza...
Un sentimiento que apenas es tangible por un corazón sensible... Hay aquellos que amam pero
no saben entender aquel lío que el amor provoca en los sentimientos.
Como explicar su existencia, si no tiene apariencia, pues el amor no se parece con nada, apenas surge.
Nace en nuestro más hondo interior y toca a nuestro exterior.
Esto es amor... Explicar ¿para que? Vamos a vivirlo apenas...
Aos passo do adeus
E quando chegar o momento ,
teremos o lamento
Cansado?
Sentir teu corpo lento,
desatinado
sem estima , e ter só a fina
consciência de que nem a cafeína
Trará a emoção de estarmos vivos?
Imaginemos nós no salão,
prende-nos as vontades,
compassos binários das mocidades
olhos nossos atônitos aos vultos deslizantes no chão.
prende-nos as vontades,
compasso ternários das verdades
olhos nossos brandos, cada passo consequência, decisão.
até que se lastime a fadiga...
e a vontade , que nos instiga,
não der mais explosão,
E cair-se o corpo no cansaço da observação
Imaginemos nós no salão...
à reminiscente lembrança
dos suores , espasmos , da dança
de crianças convulsas
Juvenis que pulsas
Imaginemos nós, com as mãos
darmos trêmulos , um ao outro
vendo tudo jazir
e triste um ao outro sorrir ,
languido e languido
quando dermos o despedir
Uma mão nos oferecer a ultima dança.
Eu só lamento
Os amores que não vivi
A vida que deixei de viver
As viagens que não fiz
O filho que não tive
O tempo que perdi
O abraço que não dei em quem se foi
Eu só lamento as dores que não senti, quando me doeu
Lamento o cruel informativo
Mas amar é para bundões sim
Felizes esses bundões que amam com reciprocidade
Felizes esses bundões que foram correspondidos
Felizes esses bundões por serem bundões
Bundões esses que só existem nos meus devaneios
E assim mais um coração se fecha
Um bundão a menos
Mais um dia normal por aqui!
VENTO
eu vi um violento vento
que no último lamento
mostrou o seu tormento
destruiu neste momento
madeira, ferro e cimento
antes forte, agora lento
já não é mais turbulento
dissipou-se o forte vento
foi, e passou a ser alento
