Poemas sobre Livros
De que adianta meu nome numa placa ...,sendo nome de rua ?
De que adianta ter fotos e livros num museu ?
Porque esperar eu morrer, para me homenagear, se não estarei por aqui para agradecer e sequer por essa rua, nunca irei passar ?
Triste constatação e ironia, quando eu morrer,até os inimigos virão me abraçar e chorar...ou será que não ?
De que adianta ?
De Celebrante De Casamentos Ecumênicos Gilberto Braga
O único vício
É ler os livros
Para se manter informada
Não curte balada
Prefere ir ao cinema
Não é mina de esquema
É mina de responsa
Que passa confiança
Para um futuro relacionamento
Para todos é um exemplo.
Seja revolucionário
Em cima do armário
Existe livros e dicionário
Para evitar outro Ustra ou Bolsonaro.
Permito-me no divã
devo falar do que atormenta
livros que não li
fotos que não fiz
vezes que sorri
do ressentimento
da decepção
das palavras ditas
benditas as que não falei
a gota que faltava eu expulsei
Poesia oculta feita de vários
livros nas estantes das bibliotecas,
Assim sou eu a abrir caminhos
para todas as descobertas.
Por mais que fechem ou queimem
sempre serei aquele livro
que ao reaparecer iluminará alguém
quando menos esperarem.
Porque silenciosa de vários livros jamais serei rebelião controlada,
Podem me fechar ou queimar,
que sempre haverá alguma escapada.
Fragmentos de Mim
Sou feito de começos não terminados,
de livros que não escrevi,
de cartas que queimei antes de enviar.
Carrego todos os nomes que não usei
e todas as vidas que não vivi.
E ainda assim, me dizem:
"Seja você mesmo!"
Mas qual dos eus?
As editoras não deveriam permitir que autores que têm livros publicados usarem textos de outras pessoas para fazer propaganda do livro que desejam vender.
Eu ainda não tive condições de fazer o meu livro e tem gente espertamente usando poema meu para fazer propaganda.
Livros podem ser escritos depois…
Até filhos podem ser feitos depois…
Mas se não plantarmos árvores Agora, não haverá mais Depois.
Existem sentimentos que palavras não explicam. Que frases não justificam. Que livros não argumentam... Existem coisas que só o coração sabe como lidar.
(...) tinham-me feito descobrir uma riqueza inédita: a solidão rodeada de livros.
Nada alterava o fato de ela ser uma menina magrela e perdida em mais um lugar estranho, com mais gente estranha. Sozinha.
Eu queria ser capaz de explicar como a interrupção de uma vida plena era melhor que o prologamento de uma vida vazia.
Se não há lágrimas no escritor, não há lágrimas no leitor. Nenhuma surpresa no escritor, nenhuma surpresa no leitor.
O que realmente me impressiona é um livro que, quando você acaba de lê-lo, você deseja que o autor que o escreveu fosse um amigo incrível seu e que você pudesse ligar pra ele quando sentisse vontade.
Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção.
As palavras do ano passado pertencem à linguagem do ano passado
E as palavras do próximo ano aguardam outra voz.
