Poemas sobre Cidadania
A CIDADANIA NO BRASIL
No Brasil, estamos gestando a nossa cidadania. Damos passos importantes com o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temos que andar. Ainda predomina uma visão reducionista da cidadania (votar, e de forma obrigatória, pagar os impostos... ou seja, fazer coisas que nos são impostas) e encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?, a «engolir sapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levar a sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele.
Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética.
Quando a cor de esmalte de alguém ganha mais 2 mil curtidas e qualquer ação de cidadania ou ajuda às crianças vítimas de abusos diversos é minimamente visualizada, eu chego a pensar com certeza... que mundo é esse?
Cabe aos Conselhos Municipais de Cultura e Cidadania funcionarem como meio de registro, estudo, resgate e documentação de toda cultura artística e artesanal regional. A cultura nada mais é que o registro do modo de fazer que gera a oportunidade de repetir o feito para frente indeterminadamente. O conselho deve promover a criação de uma biblioteca cultural e que nela tenha os registros de tudo que caracteriza a cultura popular da especifica tradição regional. Assim como a cultura da gastronomia dos pratos típicos locais, doces, bolos, biscoitos e tudo que comemos e apreciamos por serem deliciosos, a cultura das bebidas artesanais, das aguardentes, cachaças e licores. A cultura vestuário das roupas celebrativas das festas populares, dos mantos, das toalhas e dos enfeites e adornos das linhas, das fibras e dos tecidos. A cultura da marcenaria que artisticamente gera objetos utilitários, imagens e pequenos moveis em arte primaria no uso das madeiras. A cultura da musica, cantigas dos folguedos e os cantos das romarias. Sendo assim todos os conselhos municipais de cultura e cidadania devem ser por excelência o grande biblioteca cultural local, o local cidadão de guarda e registro de cada identidade regional e ter a difícil tarefa de promoção e apoio incondicional da cultura local e da permanência futura dos modos de fazer. Acredito no convite dos mestres das culturas populares locais como participantes entre os membros acadêmicos e sociais comunitários eleitos para cada gestão. Mas todos sempre em uma unica direção e sentido de ser o repositório de toda cultura local, municipal e regional que tanto fortalece nossa soberana e impar identidade na diversidade cultural brasileira.
O grande desafio social na contemporânea democracia é fomentar o civismo, a cidadania, o patriotismo cultural e a identidade incomum dos diferentes em pleno gozo legal e constitucional da liberdade.
A Cidadania Solidaria é a sociedade civil deixando de ser vitima e participando de novas soluções de novos e antigos problemas. Juntos podemos acreditarmos e sonharmos em um mundo melhor que retorna mais humano e consciente pelo esforço, pela ação amorosa, pessoal e profissional de cada um.
A inclusão social e a expressão comunitária de cidadania pela arte e pela cultura hoje não é mais uma meta e sim uma realidade naturalmente alcançada, vive de forma independente diante da não participação omissa do estado politico-educacional e cultural brasileiro.
Cuidar de um pai ou de uma mãe na velhice (na VelhIcE) é uma questão de cidadania, é obrigação, não uma opção.
“eu ouço falar muito de educar para a cidadania. Não é. É educar no exercício desse princípio de que individualmente sou responsável pelo meu coletivo. Minha liberdade começa onde começa a liberdade do outro. Questão de solidariedade, empatia. Competências do século 21, pelo menos na teoria”.
O Brasil precisa de uma revolução de cidadania, à maneira da revolução francesa, uma revolução das mulheres, já que não existem homens nos três poderes nem nas forças armadas, uma revolução do povo sem lei, uma revolução da moral republicana contra a anarquia institucional!
Nietzsche.
Patriotismo sem Cidadania e Humanidade, é o primeiro passo para o holocausto e o genocídio. Boa sorte com suas convicções.
A cidadania não consiste no ganho e vantagens próprias, isso é egoísmo; se trata de diferenciar o neoliberalismo da social-democracia que nada mais é que o sacrifício por um bem comum. Digo isso a todos; independentemente da sua classe social.
“Se há um termomêtro para medir o grau de cidadania de um povo, o trânsito certamente encabeça a lista de itens culturais que fazem isso com precisão: constitui-se dentro do espaço público, lugar de encontro entre classes sociais distintas, e requer um convívio igualitário, com Leis que valham para todos e que sejam respeitadas”.
Cidadania se faz com educação. Precisa ser justa, igualitária e acessível a todos os cidadãos em todos níveis.
Consiga hoje a sua cidadania celestial, fazendo o seu passaporte espiritual com os recursos gratuitos por meio da sua fé, seguindo e obedecendo as leis de nosso Senhor Jesus Cristo, narradas com amor e sangue nas Escrituras, com o único propósito de você morar eternamente na Cidade da Nova Jerusalém, os Céus.
