Poemas sobre a Morte
Sabe por que uso tanto a palavra ilusão?
Porque a ilusão é o que alimenta a vida, sem ela, morreríamos só pra saber o que é a morte, só que a ilusão é tanta, que preferimos aguardar a mesma, morrendo de medo. E os que dizem que não tem medo da morte, porque não experimentaram o suicídio?, enfim, iludidos.
Herança
Deus dirá para mim, quando eu morrer:
Toma, filha, a escritura deste lote de pedras,
a eternidade é tua
pra cheirar capim seco à margem da ferrovia,
ver teu pai dando guerra às saúvas
e escutar tua mãe cantando.
Sete Minutos Eternos
Dizem que o cérebro, ao morrer,
ainda pulsa por sete minutos,
em silêncio, revê o que foi ser,
nos arquivos mais ocultos.
Sete minutos sem respiração,
mas cheios de lembrança e luz,
onde a mente, em contemplação,
segue viva , ou se conduz.
A ciência mede os impulsos,
os elétrons dançando em adeus,
mas não decifra os sussurros
que talvez sejam ecos de Deus.
E se nesses minutos finais,
revivêssemos tudo o que fomos?
Os gestos bons, os dias leais,
os amores, os erros que somos?
Para uns, seria céu dourado,
cheio de risos, encontros, perdão.
Para outros, um fardo apertado,
ecoando culpa, escuridão.
O espiritismo fala em viagem,
em alma que flutua e aprende,
e a ciência, em sua linguagem,
não nega o que não compreende.
E se o céu ou o inferno, então,
não forem além ou abaixo,
mas sim dentro do coração,
nesse último e eterno espaço?
Sete minutos, talvez eternos,
em que tudo se revela e refaz.
Sete minutos, tão breves, tão ternos,
onde enfim, a alma se traz.
Coração perdido
Fez morrer de febre o tenebroso e feliz amor.
Fiz-me dar tudo o que podia, pra tentar salvar...
Mas já era tarde, não havia nada além da dor.
Porém, um suspiro de contato fez-me refutar,
O pensamento — e assim, fez de novo andar.
E quando chegas em casa, se nota cansada,
E vai à cama deitar... vem, abraça-me e volta a me amar.
Percebi que você esqueceu o que aconteceu ao se deitar...
E novamente, o amor esqueceu da dor — e fez-se irradiar.
Quando anoiteceu, lembrou-se, ao meu lado,
Que morreu de dor... e que o tratamento era amor.
Esse indivíduo... chama-se meu coração perdido.
Eu vi o dia nascer
E no mesmo dia eu morrer.
Eu vi a minha mãe chorar.
E no mesmo dia meu pai sorrir.
Eu vi você, e você me viu.
São João é arte, São João faz parte
Cultura que nunca vai morrer
Que nunca vamos esquecer
Forró é bom pra danado
Por isso eu fico lisongeado
De fazer parte do nordeste
Onde só tem caba da peste
Mulher bonita nunca faltará
Nordeste é o melhor lugar
Onde eu nasci, me criei e quero ficar
É uma família irei formar
Época boa para curtir e brincar
São João, São Pedro e muito santo
Nem que eu queira, eu vou lembrar
E o forró não pode parar
Nordeste com muito milho assado
Comidas típicas, não pode faltar
Pé de moleque, cuscuz e mangunza
Cangica, amendoim e broa de fubá
Oh nordeste pra eu gostar
São João melhor época para visitar
Não faltará forró nem quadrilha pra dançar
Oh lugar bom de se morar.
Prefiro morrer errando do que perder algo pelo meu próprio medo de errar.
Se eu tivesse que fazer a escolha entre morrer por dirigir no volante ou perder pontos numa simples prova, eu preferiria morrer sabendo que minha consciência errou em me criar, e não errou numa falsa interpretação por sua própria sabedoria.
A lógica é algo incrível, e perigoso. Ela cega o óbvio em troca de acertar afirmações difíceis. Prefiro errar todo o difícil e acertar todo o fácil, pois é muito mais fácil começar a treinar o difícil do que ter que reaprender todo o fácil. Minha consciência errou comigo em diferentes provas, e me senti pior do que quando errei de verdade.
Há uma coisa na vida que você levará quando morrer, é o próprio conhecimento que a pessoa consegue durante toda sua vida. Só tenho pena dos idiotas que não levarão nada, a não ser, sua própria idiotice.
Fortaleza/Ce., 30 de junho de 2025.
Quantas crianças mais precisarão morrer? Quantos negros, brancos, jovens ou idosos ainda terão suas vidas arrancadas brutalmente?
Nada trará de volta quem foi levado pela violência alimentada pelo desamor, negligência, racismo e ódio.
A desigualdade social, enraizada no racismo estrutural, faz novas vítimas todos os dias. Enquanto isso, culpados pagam fiança, respondem em liberdade e continuam impunes.
Você ainda não vê? O racismo está matando adultos, jovens, crianças. A morte não escolhe cor, profissão ou classe social: ela leva policial, bombeiro, morador de rua, rico ou pobre, a dor é a mesma.
Fechar os olhos para essa realidade é condenar a própria alma. Todos os dias, histórias são interrompidas; vidas são silenciadas.
A vocês, governantes, magistrados, autoridades: vocês têm o poder de mudar esse destino. Façam justiça, façam a lei ser cumprida, façam a Constituição prevalecer.
Não deixem que mais inocentes paguem com a vida pela omissão de quem deveria protegê-los.
Deve haver uma Grande Razão para que um Grande Sábio, como Sócrates e Jesus Cristo, prefira morrer em defesa da Sabedoria e Virtude!
Quiçá, a Grande Razão seja a certeza absoluta da existência de Sociedades Humanas Sábias e Virtuosas em outros Planetas habitáveis das várias Galáxias existentes!
Morrer é Injusto
Morrer é injusto tão cedo, tão frio,
Quando ainda há sonhos no peito vazio.
Não pede licença, nem diz o porquê,
Só leva embora quem a vida quer ver.
É roubo sem rosto, é sombra sem cor,
Um fim que não cabe num mundo de amor.
Deixa perguntas no ar, sorrisos partidos,
E passos perdidos em caminhos vencidos.
Por que se desfaz o que mal começou?
Por que o adeus vem sem quem suplicou?
A vida se esvai, e ninguém pode deter,
Esse silêncio cruel que é o morrer.
É injusto, é demais, é duro demais,
Ver olhos fecharem sem olhar para trás.
Mãos que abraçavam, já não vão tocar,
Lábios que riam, não vão mais cantar.
Mas mesmo na dor, que o tempo não cura,
Há algo que fica, uma luz que perdura.
Pois quem partiu cedo, por mais que doa tanto,
Ficou nos abraços, ficou no encanto.
Ainda assim, é injusto, cruel, imoral,
Levar quem amamos sem gesto final.
Morrer é um erro que a vida comete
Um fim sem justiça, que a alma repete.
Indecisão
Viver,
Morrer,
Ressuscitar
Extremos da vida
Tudo vai do que
Fica, tudo
Foge...
Em tormentos
Mas, no fundo,
Tudo é vício,
Tudo é droga
Coca-cola
Deita e rola
Num papel de cetim
E eu vou
E nunca fico...
Exortação
Quando eu morrer voltarei para contemplar os momentos que não pude abraçar nos meus viveres
para provar que a matéria acaba e para que não abandonem os deveres
para acariciar os passarinhos que cantavam à minha janela
para revelar que oração não é terço na mão, mas aos seus a total entrega.
Quando eu morrer voltarei para cantar a canção que minha voz em vão a repetiu sem que me ouvissem
para dar de beber às plantas que cultivei com carinho sem que sentissem
para dar as mãos às crianças que docemente me amaram sem desdém
para ensinar que gratidão ao Universo vem da alma para usufruir do bem.
Quando eu morrer voltarei para perdoar a quem não entendeu o quanto amei no meu viver
para mostrar que vale a pena aceitar quem deseja o acolher
para olhar com olhos do bem o mundo que não me tolerou
para perdoar a quem tanto atormentou minha alma e a violentou.
Quando eu morrer voltarei para caminhar em paz sobre as pedras que me foram atiradas.
(Bia Pardini)
Humanidade vs Espiritualidade vs possível após morrer continuação de Um viVer…
Por havido em tantos PROFETAS dito;
em tantos escritos a nós deixados;
e em tantas provas vistas e encontrados;
vejamos o seu conter tão bonito!
Bonito, por tal ver a nós mostrado;
de que este pra morrer, nosso nascer;
pode ser transformado em mais Viver;
bastando o acreditar, em Seu legado!
Vamos, pois, demonstrar esse em nós ver;
em todas as atitudes deixadas;
por tanto em tais ficar; tal reflectido…
Nesse deixar por todos escolhido;
tão gravado em provas, para encontradas;
após partirmos deste em nós viver.
Evitemos por tal, o a ALGUÉM, ferir;
cuidemos bem, todo o de nós sair;
aguardemos Chegado, em reflectir;
por seu chegar da Vida que Há-de vir.
Aprisionar dentro de si
Ser refém do seu próprio eu
Se afogar com suas próprias mágoas
Morrer pouco ao pouco com seu próprio ar
Procurar refúgio onde não há
Cegar se enxergando tudo
Ensurdecer com o silêncio
Se calar com o grito
Correr parada
Sentir sua energia desviando por entre os dedos
Sentir se morto estando vivo
Ver escuridão diante a luz
Quem nunca se sentiu assim, que não teve o devaneio de por um fim em todo esse tormento este aprisionamento, vazio que não se acha como preencher. Só existe um motivo para ainda estarmos lutando sem entregar os pontos, o motivo é Deus que está me carregando neste momento de turbulência provações e sei que no tempo certo tudo mudará. No tempo do meu pai pois ele está preparando a minha a sua e a nossa vitoria.
Se por acaso eu tiver uma overdose
me deixe morrer com várias doses de tudo aquilo que me fez mal.
Se um dia eu tiver que morrer de amor
pra que somente assim eu o sinta, me deixe padecer.
Me deixe sentir o prazer da infelicidade
o prazer da maldade me corroendo por dentro.
Me deixe ao vento sentindo calafrios
sentindo o frio levar embora cada má memória que me causa caos.
Me deixem esquecer de tudo
até do meu próprio nome
do meu semblante que já foi um pouco feliz.
Me coloquem em um bonito, preto, com verniz.
Se por acaso eu tiver que juntar todos os cacos
em mãos e mesmo que as veja sangrar
me deixem partir, me deixem andar.
Eu morreria
Morreria eu...
Antes de morrer o meu amor por ti.
Queria eu que a eternidade deste amor
Não fosse um pouco, e mais um pouco desta dor.
Onde vai o brilho das estrelas
Quando chega a luz do dia sem você aqui?
Não me leva aos teus sonhos
E te afasta dos sonhos meus...
Edney Valentim Araújo
1994...
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