Poemas Nostalgia
Saudade nostalgia,
Às vezes de tristeza,
Outras de alegria,
Algumas de amor,
Outras dissabor.
Solidão...
Amor e paixão!
Saudade...
Às vezes verdade,
Outras fantasia...
De toda forma...de qualquer forma..
É a forma que o coração encontrou,
De lembrar,
De sonhar,
De amar,
E demonstrar
Que saudade é o amor que fica...
Do que foi,
Do que quase foi,
Do que sonhamos,
Do que amamos...
Saudade...
Não tem tempo,
Não tem idade,
Vem e vai como vento,
Dura um segundo,
Dura uma eternidade,
E meu mundo...
Aperta,
Desperta,
Alerta...
Que é preciso seguir adiante,
Saudade...
Perto ou distante,
Sentimento perene...
...
Autor: Agnaldo Borges
15/01/2018 -
Será que posso definir nostalgia por incompletude causada pela palavra saudade de épocas, lugares e pessoas afastadas pelo tempo?
Será que são mágoas, intuições, pressentimentos e percepções de conhecimentos de tantas experiência em lutas para conseguir uma vida feliz?
Ou será apenas lembranças inesquecíveis que se vislumbraram meus encantados momentos da Vida. Somente isso!
Do verbo amar
Uma leve nostalgia...
dos dias pretéritos,
dias passados,
dias azuis da cor do mar.
Ilhas – dias isolados,
separados pra olhar o azul da cor do mar... e tudo amar.
Num barquinho a navegar, tudo que se fazia era se deixar levar... leve.
Tudo o que se queria era olhar o azul... o azul da cor do mar... tudo amar.
Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve...
E o desconhecido era tão breve... logo transformado pelo nosso tanto amar... era tão fácil tudo encaixar.
Tudo esbarrava em mim de leve.
Nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças...
... e conjugando todo o tempo o tempo todo... todos os tempos do verbo amar.
O passado às vezes fica gravado em pedras.
E no presente às vezes está presente
uma nostalgia,
uma melancolia dos dias passados em desarmonia,
uma tristeza do não passado,
do evitado, do imaginado,
do sonhado
e jamais realizado...
jamais presente.
O passado às vezes vem como suave lembrança.
E no presente às vezes está presente
a beleza,
a paz da certeza do bem vivido,
do sonhado e realizado,
num passado encantado,
que tem como resultado um eterno presente
sempre muito bem passado...
sempre presente.
Uma leva nostalgia...
dos dias do passado,
dias passados,
dias azuis da cor do mar...
dias isolados - ilhas -,
separados só pra olhar o azul da cor do mar
olhar azul...olhar o azul, azul da cor do mar.
Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve
tudo esbarrava em mim de leve;
nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças.
Minha Nostalgia
Se em minhas velas
Já não sopram os ventos
É sinal que em teu peito
Meu amor já não tem efeito.
Se o gole de run já desce doce
Temo por minha saúde, que é frágil
Pois em um coração que amor não habita
Não há o porquê de ter o dom da vida.
Não há ouro, nem o infinito mar
Não há riquezas muito menos poder
Que compre o verdadeiro sentimento
E a sensação que causa meu sofrimento.
Sofrimento sim, porquê amar por vezes
Nada mais é que um reduto de solidão
E uma longa caminhada que me lança
Determinado à pular no mar de uma prancha.
Nesse mar negro e cheio de lembranças
Que para onde olho, nada vejo
Onde ninguém me vê, mas tudo eu enxergo.
É onde eu conheço quem eu mais detesto
O refém de um revés com seu ouro de tolo.
Um marinheiro sem bússola
Vivendo de maré, um mané
Que já não sabe se é mar ou lágrimas por amar.
Falta algo
As aparências não enganam, os indícios são fortes, a nostalgia bateu na minha porta,
Sempre alucinado pelas iniciativas encaminhadas com vigor, busquei emergir no amor,
Carrego os medos sem destemperos,
Rego os sonhos sem desesperos,
Recordo com carinho do passado, mas vivo o hoje sabendo que existirá o amanhã,
A esperança não morre...
"Outono
na natureza
ventania
espalhando folhas
na vida
nostalgia
escolhas
viver o momento
ou a melancolia."
Gosto dos filmes e fotos em preto e branco.
São atemporais e, ao mesmo tempo, nostalgia de um tempo cheio de cores.
Nas fotos em preto e branco a vida parecia ser bem mais simples.
Cai a tarde
Cai a tarde azul calma e fria
trazendo um quê de tristeza
e também de nostalgia
no roçar da brisa suave
que também tem sua beleza
Nos traz reminiscências
do cantar da Ave Maria
Que nada atrapalhe a sua noite e a Virgem Maria para sempre te guarde.
edite/29 de abril/2016
Cai a tarde azul calma e fria
trazendo um quê de tristeza
e também de nostalgia
no toque da brisa suave
que também tem sua beleza
Nos traz reminiscências
do cantar da Ave Maria
by edite/2016
Nostalgia
Dizem ser uma sensação obsoleta.
Desperta um sorriso largo,
gargalhadas indiscretas.
Uma lágrima tímida, ou um pranto.
As vezes a aprecio outras nem tanto.
Enfim novembro chegou
uma certa nostalgia solta no ar
tudo me leva até você
a quem meu coração só faz amar
Mas te peço,seja leve e traga paz
pois meu coração,grita teu nome com clamor
com todo o sentimento que é capaz
declara seu doce amor.
E então diga -me que se perde em minhas doces palavras...
E se encontra através da nostalgia das musicas...
E assim me sentes perto de ti💕💋
Nostalgia de amantes
Seus olhos negros e pequenos invadem os meus de tal forma que parecem querer ler os mistérios de uma lacuna de desencontros. Suas mãos firmes suavemente deslizam pelo meu corpo no vai e vem das ondas de um mar de desejos. Seus beijos sedentos por relembrar os tempos de outrora me arrebata, e entrego ao seu bel-prazer a menina mulher que sou. Fecho os olhos... me transporto a uma dimensão das sensações onde tudo é florido e belo. Estremeço na iminência do clímax. Ao som da nossa respiração ofegante e dos corações acelerados, o seu corpo repousa à minha direita com um sorriso brando e na mesma sintonia.
Só a simples ideia de que fosse possível voltarmos à infância, sentimos regozijo, alegria e nostalgia.
Voltar a ser criança é o sonho que a vida nos priva em absoluto.
A inocência e a paz interior das crianças não tem preço.
NOSTALGIA
(Branquinho Lourenço)
Os meus olhos...
Tochas de fogo ardendo de tristezas...
E a nostalgia veste-me trapos de solidão! E eu caminho na procura louca das alegrias que perdi na imensa noite das desilusões.
Lembrando delas,
das borboletas grávidas
e todas chilenas,...
nostalgia dolorosa
e sul-americana;
entrego a minha vida
nas tuas sedosas mãos
para acalmar a minha
mente e não deixar
que furtem a lucidez,
pois vocês bem sabem
de quais pessoas que
me refiro e que têm
por hábito fazer pouco
do sofrimento passado.
Que me custe a vida
e cada sílaba aqui dita
nesta Pátria distraída
em zelar por si mesma,
Desta vergonha eu
jamais irei morrer:
o quê pude rogar
para saber a verdade
sobre a Amazônia
incendiada,
falei o quanto pude.
Desta vergonha eu
jamais irei morrer:
o quê pude
lutar por cada
irmão indígena
que esteve ao
meu alcance
nunca me neguei,
a minha vida arrisquei
e jamais desistirei.
Desta vergonha eu
jamais irei morrer:
o quê eu pude fazer
para manter
a consciência pátria,
sempre farei
até o meu
último dia de vida.
Desta vergonha eu
jamais irei morrer
de ter sido omissa
pelos filhos de Bolívar:
pela tropa e o General
que foi preso inocente
jamais deixarei
de pedir a libertação,
e até pelos
Comissários transferidos
para Ramo Verde
também peço
do inferno a salvação.
Não há noite escura
a vida inteira que dure
muito tempo nem
dentro de um poema.
Ao recordar
bem estes
seis muito
tristes anos
da partida
do Comandante,
porto a nostalgia
do princípio da
minha mocidade,
que não permite
jamais deixar
de sentir muito.
Carrego memória
e não admito
a indiferença
de sentir o fardo
da falsa acusação
contra o leal
e bom General.
Carrego o quê
dói nele em mim,
e sigo com
o sentimento
latinoamericanista
que arrebata de
forma continental.
Unidade poética,
luta entre idéias,
batalha por ideais
para irem muito
além de mil vitórias:
cada uma delas
deve vir de mãos
dadas com
a lealdade,
virtude essa
que só o amor
de verdade
ao povo pode
nos ofertar,
que bom seria
se a liberdade
voltasse ao seu lugar.
