Poemas Nostalgia
"Todos os dias vou tentando matar as memórias dentro de mim, pois elas tornam meu coração doloroso.
Há tantas lembranças que preciso apagar, tantos pensamentos atormentando minha mente.
Preciso extravasar o acúmulo de emoções que emanam de meu coração, pois só assim conseguirei seguir em frente.
Tem dias que a nostalgia traz uma saudade do passado, me faz lembrar de você.
Sua ausência me traz tanta dor, tantas mágoas guardadas no meu peito.
Sua insensibilidade arrancou um pedaço de mim, e ao mesmo tempo me encheu de solidão.
Eu preciso botar pra fora essas emoções tão fortes, caso contrário corro o risco de explodir meu coração com tantas dores.
Vou me esvaziando de você lentamente na tentativa de matar essa paixão que me corrói a alma, mas parece que meu coração faz você reviver todos os dias.
Às vezes penso que nunca estarei preparada pra deixar que você morra definitivamente, pois algo em mim insiste em te trazer de volta."
(Roseane Rodrigues)
Recordação
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Quando você acorda
E sente aquela perna quente
E olha naqueles olhos brilhantes e profundos
Percebe que o cheiro nostálgico te trás calma
É sua pele suave , aquece a alma
Sente um universo nos seus braços
Você vê que a perfeição existe, mesmo cheia de defeitos
Aí você abre os olhos
Percebendo que isso são apenas lembranças.
Dançando na cozinha,
Cabelos ao ar,
Ele fez passos que eu não pude acompanhar,
Danço sozinha.
Dança frenética
Dança lunática
Dança...
Dança sem estética.
Fantasmas dançam
Na janela da cozinha,
Enquanto lavo o copo
Que tu deixaste na pia.
Vento suave e frio que me embala, relento.
Esse escuro céu do momento, nubla-me,
traz-me ao que recordo seu alento...
Invade em mim uma nostalgia,
arregalo os olhos, olhos sem euforia
Vejo um passado que voou cinzento,
voou nas asas desse tempo.
Pra nunca mais voltar,
o que já foi por vir enganchou-se
lá em meus pensamentos, em papéis.
Pra ficar, alojou-se lá.
Vento que me embala, com suavidade,
faz em meu sangue
Pulsar saudade.
TARDES DE OUTONO
Gosto mesmo é das tardes de outono
Quando as folhas secas caem,
se misturam à terra, banhando a vida
de um mesmo tom...
...As margaridas se fazem lindas nesta estação
Sua alvura contrasta com o barro marrom
que me circunda o corpo, embalando minh'alma.
Sinto-me em paz com Deus.
E enquanto folheio um livro de poesia
Meus pensamentos voam longe
As pequenas flores grudam-se em meus cabelos
Sou tão mulher e tão menina...
Minha existência me fascina!
Por isso que gosto tanto destas tardes de outono.
Sei que sou uma parte do universo em flor
Sei que faço parte de algo grande e divino
...E as margaridas florescem
alheias às folhas que caem.
E eu sou apenas gratidão.
Eles
Cega em meus sentimentos, lamentos e tormentos
Eles estão sempre atentos
Se desapareço
Surge os questionamentos
Mesmo em noites de ventos, ao relento procurando qualquer boteco
Eles não se negam
Me perguntei, por que falar só da nostalgia
Se meus melhores momentos são com eles
Sempre em alegria
Escrevo sobre amor não correspondido
Mas é sem eles que não vivo
Esse verso é para vocês
Que ao meu coração sempre dão abrigo
E hoje lhes responde
Não existo sem vocês
Meus amigos.
Talvez se tivesse me dito o que eu queria escutar,
eu já não esperasse mais por essas palavras.
Talvez se o amor fosse fácil de explicar,
quando as lembranças me procurassem, eu não fugiria.
Algumas músicas seriam apenas músicas,
não convites à nostalgia.
Lembro-me de quando era criança
e não me preocupava com nada
além de jogar bola e ver desenhos na TV
mamãe dizia tem um cara lá em cima
ore uma vez por dia e ele vai te proteger .
Fim
Hoje tudo em mim é saudades.
Ponteiros sem rumo apontam uma vida fora do prumo.
Não há magia nos minutos...
Só há horas partidas em mil pedaços perdidas.
Dia e noite confabulam entre si palavras vazias...
Não há sonhos... não há alegrias..
Na verdade, não há dias...
Só noites seguidas de outras noites sempre mais frias...
A cada segundo tudo se cobre de mais e mais nostalgia...
Não há mais poesia...
Só uma vida estragada... cortada em fatias.
Desist'ância
Por que será?
Já não sinto mais saudades...
Saudades de certos, errados, passados,
que passaram num passo. Num poço. Num passo em falso, de mágica...
Ficaram de lado, em meio a tanta bagunça
Se entulharam, pegaram poeira e mofo
Morfologicamente, ainda são parte de mim,
Mas os desprezo, ou guardei muito bem a ponto de que, nem eu, quero encontrá-los.
Recife mandou lhe chamar...
Vem para o carnaval de rua,
Onde o povo brinca com fervor
E alegria, com ou sem fantasias.
Seguindo os blocos a cantar
Antigas e lindas valsinhas.
Vem ver o Galo da Madrugada,
Onde começa o carnaval do Recife,
O melhor e maior bloco da terra.
Vem brincar em Pernambuco,
Nas ladeiras de Olinda, patrimônio
Mundial, subir e descer com crianças,
Palhaços, pierrôs e colombinas,
Jogando confetes, atirando serpentinas.
Vem ver a miscigenação mais linda de todo o
Planeta, onde todos de abraçam no calor
Do frevo, dos blocos, da cultura milenar
Do meu PERNAMBUCO.
Luly Diniz.
09/02/18.
Morro de saudades de te ter;
E, ao te ver,
Aumenta o meu prazer;
Alimenta o meu ser;
Quando estou contigo;
Só você basta;
Vilã, que minha saudade mata.
Se não for correspondido;
Seria uma saudade nostálgica;
E ao relembrar, invés de matar a saudade, ela me mata;
E eu morro nostalgicamente;
Pensando nos dias felizes;
Alegres;
Sorridentes;
Lembrando dos beijos;
Abraços;
Feitos;
Amassos;
Da incumbência de um não compromisso;
Não omisso;
Não negligente;
De... um não-romance vivido pela gente;
"Sacode a poeira e dar a volta por cima"
Como dito por Noite Lustrada
Nessa noite a Lua ilustra
De forma ilustre
Uma lua extasiada;
Exitada;
Excitada;
Outrora
Demasiada;
Frustrada;
Dissimulada;
É...
Uma Lua Desgraçada!
Armada por poesia;
Amada por mim.
Quando a Lua me olha
Me faz refletir
Quanto?
Quanto tempo falta para declararmos assim:
Eu de ocê, e ocê de mim.
(Trecho de uma canção)
Sobre o tempo
Sobre essa confusão que se confundi e se esconde em mim...
Sobre uma vida feita em cima de historias sobre reticencias...
Sobre entender que em cada caso, o tempo em um lado é aliado...
No outro um inimigo que se fortalece com a distancia e que transforma segundos em quilômetros...Historias reais em restos de lembranças, que somem como um sonho do qual não se lembra...
Em outro um misto de cansaço, desgaste e fé...
Fé que tudo melhore...
Fé que tudo passe...
Ou que talvez tudo volte...
O tempo, joga de uma forma que não se entende...
Não se espera...
Não se apaga...
E muitas vezes não se aceita...
Denner Costa
Viver é dar espaço às mudanças.
Aceitar os novos sorrisos,
As novas histórias,
As novas pessoas,
As novas memórias,
As novas oportunidades,
As novas chances,
Os novos amores,
Os novos romances...
Mas viver também é lembrar.
Lembrar dos velhos sorrisos,
Das velhas histórias,
Das velhas pessoas,
E velhas memórias,
Não se arrependendo das velhas oportunidades,
E nem das velhas chances,
Mas lembrar dos velhos amores,
E viver um eterno romance.
Viajamos na arte psicodélica
atrás da razão para entender,
o silêncio diz palavras tão bela
quanto as cores do arco-iris
"O exercício de relembrar, é interessante, entretanto temos que praticá-lo através de uma maneira sadia. Devemos aprender com os erros do passado, não os repetindo. A nostalgia providencia gostosas lembranças, mas nunca devemos evocá-las em função de uma postura neurótica.
Psicólogo e Escritor- Alexandre Bez, Livro:O Que Era Doce, Virou Amargo!!!
“ As vezes a vida nos prega algumas peças amorosas. E aquela pessoa que você tanto queria está ali, sem rodeios ou empecilhos . O que vocês está esperando?”
Psicólogo e Escritor Alexandre Bez, Livro: O Que Era Doce Virou Amargo
Sinceramente, tenho uma certa inveja daquelas pessoas que viveram e passaram a juventude na década de 80 e 90.
Vejo alguns vídeos dessa época, e percebo as pessoas mais simples, mais sociáveis, mais felizes. Numa época que a tecnologia ainda estava nascendo, e a verdadeira rede social era uma roda de amigos, desde uma simples festinha de aniversário até uma discoteca agitada.
Por falar em musica, nesta época, tinham e surgiam as melhores bandas e os melhores cantores. Era a época de revelar fotos em laboratórios, colocar o vinil na vitrola, colocar a fita VHS no vídeo cassete. Videogame era luxo, mas não era problema nisso, pois era bem melhor jogar uma bola, correr, soltar pipa e rodar um peão. Onde um rádio era mais popular que uma TV, que por sinal a maioria preto e branco, sem controle remoto, onde quando apertava o "power" demorava alguns minutos para ligar.
Para fazer uma pesquisa, tinham que devorar livros e mais livros, era tudo na mão, no máximo uma "luxuosa" máquina de escrever.
Preferia sim, viver naquela época, acho que a simplicidade te faz aproveitar mais. Hoje em dia a correria é grande, o ano passa voando, e essa correria faz muita gente ficar fria, te faz ficar cego pras coisas simples.
Pouca gente sabe hoje em dia, o que muita gente na década de 80 e 90 já sabia: A beleza da vida está nos pequenos gestos, nas pequenas ações e nas pequenas coisas. Se você hoje em dia é parecido com o pessoal de 20, 30, 40 anos atrás, você não é um careta, nem pensa como uma pessoa velha, você só curte a vida de uma maneira mais saudável.
Existem dias que para existir não é preciso de mais nada, se não caneta, papel e neurônios que funcionem e consigam articular tudo o que se pensa.
Dias assim, não são os melhores, mas, existem e como não conseguimos viver como nos outros dias, nos resta pensar, entender, ou, tentar compreender um sentimento crônico e indecifrável.
Hoje é dia 2 de junho (2014), ate agora o dia mais nostálgico, até agora o dia que menos existi, meus neurônios estão em pane tentado ressuscitar a existência.
