Poemas Nordestinos
Se a pergunta vem no ar,
a gente para pra escutar.
Do cordel, vamos falar,
e a curiosidade saciar!
Do livro: "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Cordel da segurança
“Se liga aqui nessa idéia que vai te arrepiar
Clica aqui é rapidinho e o prêmio você já vai ganhar.
Deposita duzentinhos pro seu dinheiro nós multiplicar,
Dinheiro facinho que você ganha do sofá sem sair do lugar.”
Mas se cair nessa conversa sem dinheiro vai ficar
É um papo espertinho que o criminoso usa pra te roubar.
Nesse mundo digital cibercriminoso está pra tudo que é local.
Rede pública é cheia de marginal, é um clique e pode dar adeus
Pra sua vida pessoal, financeira e até espiritual.
Vão ser tantos problemas que você pode parar até no hospital.
Vamos ser mais espertinho e olhar todos os sinais,
Se tem erro na escrita já não é bom sinal.
Se a página não tem o cadeado de segurança
Corre de lá pra não se dar mal,
É bom olhar com cuidado pra não ser prejudicado
Se tem dúvidas sobre o site vamos procurar que sabe,
Corre lá no amigo ou conhecido pra saber se o site é inimigo.
Pesquisa direitinho para sua compra chegar certinho.
Não divulgue senhas de cartões para não sofrer decepções.
Se tiver tudo certinho pode sentar e respirar tranquilo.
O poeta do autêntico cordel
com a água da cultura mata a sede.
Ao chegar no barraco do saber,
põe no chão o bisaco e arma a rede.
Conhecimento com ele sempre vem,
mesmo assim, se esforça,mas não tem
uma placa do YouTube na parede.
*Enigmas de Lucius:*
Ela, cordel amarelo na capoeira. Usava óculos de grau e parecia estar numa capa de revista, um pouco imponente, esbelta e cheia de pose.
Suas sombrancelhas *aparadas* por um ou uma profissional , adornavam ainda mais, seu rostinho, belo, carinhoso e estudantil.
Esse é o *ENIGMA*
👸
Me chamaram pra eu ir declamar
Fui ao palco sem demora declamei
Fui falar do Cordel que é cultura
E no mundo da Poesia viajei
Alguém disse que eu sabia de tudo
Eu confesso num momento eu fiquei mudo
Mas eu disse que de tudo eu não sei.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
11 Janeiro 2025
Nossa Casa do Cordel
Da Cultura ela faz parte
E em todo o Brasil
Ela é um Baluarte
Uma Casa que tem planos
Com os seus dezoito anos
De muita Poesia & Arte.
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
19 Janeiro 2025
Cordel das Bibliotecas
Vou contar nessa toada
Com rima e inspiração,
De leitura bem falada,
Que nos traz formação.
Ler um livro é ter viagem
Sem precisar de avião.
Quem comanda essa missão
Com saber e com valor
É a Pedro Calmon,
Que trabalha com amor.
Dá suporte e fortalece
Cada espaço acolhedor.
A de Anísio Teixeira
É morada do saber,
Onde a luz da educação
Sempre brilha a florescer.
Seu legado é tão forte
Que jamais vai se perder.
Lá na Thales de Azevedo,
Com estudo e devoção,
Cada página é um segredo,
É porta para evolução.
Pra quem busca conhecimento,
Não existe limitação.
Na Monteiro Lobato
O encanto vem primeiro,
Pois criança bem-letrada
Tem futuro verdadeiro.
Entre muitas fantasias,,
O saber vira roteiro.
A Juracy Magalhães
Faz bonito seu papel,
Com histórias tão diversas
E um acervo sem tropel.
Cada estante é um tesouro,
Cada livro é um troféu.
E a Biblioteca Central
No seu posto de farol,
Tem riqueza sem igual,
Como estrela lá no sol.
Conhecimento brilhando
Num eterno arrebol.
Seja estudo ou poesia,
Cada qual tem seu valor.
Livro é chama acesa
Que ilumina o leitor.
Salve as bibliotecas,
Nosso espaço inspirador!
Cordel da Mulher Preta Quilombola
A mulher preta quilombola
Tem identidade e tem chão,
Carrega gênero na luta
E memória no coração.
É guardiã da palavra antiga,
É raiz da tradição.
Traz na voz a oralidade,
No gesto, o velho costume,
Na lida, a sustentabilidade
Que mantém aceso o lume.
Resistência é sua veste,
É herança que a resume.
Especificidade é força
Que carrega na essência,
Nossa própria constituição
Nasce dessa resistência.
Somos corpo-território,
Somos tempo em permanência.
Somos a continuidade
Da história que não se encerra,
Por isso todos caminham
Porque somos base da terra.
Sustentabilidade que pesa,
Mas é herança que não erra.
É da nossa ancestralidade
Esse fardo que também é luz,
É passado que nos guia,
É futuro que nos conduz.
Mulher preta quilombola
É raiz que o mundo traduz.
Cordel
Com a xilogravura
das experiências
fiz do meu coração
o livreto de Cordel,
preso e pendurado
no varal do Universo
só para mostrar
que amar é o único
destino inequívoco.
A minha inspiração feita
de apego a terra,
com as cores dos ipês
pendurou no Cordel
do Universo os meus
Versos Intimistas
para que derretam
de amor o seu coração
mais de uma vez,
porque meus olham
percebem toda
a provocação que você fez
e não canso de desejar a tua tez.
Caatinga espinhenta
Que arrebata o obstinado espírito
Do vaqueiro empinado de olhar empírito
Aboiando triste o magrelo barbatão
Caatinga malvada
Que açoita o espinhaço calejado
Do caboclo obstinado
Em morrer pelo seu mórbido sertão
Caatinga bravia
Que o tempo e a vida desafia
Impávida de decadente e ousada teimosia
Que não morre pela falta d'água fria
E nem se entrega ao sol ardente do meio dia
Caatinga sem noção
Que fura o olho do desavisado
E enlaça o valente de coração apaixonado
Com tamanho luar que atenua a valentia sem razão
Caatinga desalmada
Que abriga a alma perdida na desolação
E oculta o mistério do espectro fujão
Extinto da incrédula civilização
Caatinga estranha
De morredouro existir
Que ora parece deixar de viver
E de súbito volta a reluzir
NAQUELE TEMPO.
Lá no sertão nordestino
brincava de se esconder
na igreja tocava o sino
na escola ia aprender
hoje sigo o meu destino
mas o tempo de menino
eu jamais vou esquecer.
A seca e o Nordestino
Ah! que saudade eu tenho
Do meu sertão quando chovia
Que enchia nossos rios
De uma noite para o dia
A fartura em nossas casas
Nesse tempo existia
Não faltava em nossos lares
Milho, arroz e feijão
Produzíamos ainda mais
O ouro branco do sertão
Ah!que saudade sentimos
Das safras de algodão
Por falta de sorte
Ou por desgraça talvez
Os nossos rios secaram
Todos de uma só vez
Nunca vi coisa igual
Nem tão grande estupidez
As nossas culturas morreram
Ou já não produzem mais
Já está faltando água
Até para os animais
Crianças choram com fome
A miséria é demais
O sol que nos castiga
Inclemente e brasador
Que queima a nossa pele
Que causa tanto calor
Mas não queima a esperança
Não mata nossa fé
No Cristo, o Salvador
Não queima do Nordestino
Sua honra, seu valor
Não vai destruir
Força, Esperança e Amor.
GARANTIA DE VIDA!
Aqui é pouco o que tenho
neste sertão nordestino
na roça ou no engenho
lutando desde menino
o chão é seco e ferrenho
mas no trabalho o empenho
garante o nosso destino.
IDA DE LÁ.
A seca assola o sertão
a tempo a chuva não cai
sem verde na plantação
o nordestino se vai
leva na mala o gibão
mas dentro do coração
a esperança é quem vai.
LÍMPIDAS.
A nordestina é diferente
do sertão ou do agreste
no sotaque tem oxente
e a renda quando se veste
brilha como água corrente
tem a pureza da nascente
das riquezas do Nordeste.
EU SOU NORDESTINO E EU SOU SERTÃO - João Nunes Ventura-03/2019
Sou nordestino hoje vivo no Ceará
Embarquei pelo rio São Francisco,
Quem sabe cantando eu levo você
E se for do sul venha meu coração,
Eu sou nordestino e eu sou sertão
A terra amada sonho do meu viver.
Cheiro doce.
Vem do doce da menina
o feitiço desse cheiro
que tem alma nordestina
pelo sertão brasileiro
é a planta que germina
no coração do vaqueiro.
Primórdios.
Todo nordestino é valente
tem no semblante o sertão
não nega que fala oxente
nem seu amor pelo chão
é fruto de uma semente
dos primórdios de lampião.
NORDESTINO NA RAÇA
Gente como a gente
Pessoas sofridas ,vindas de um sertão
Povo Nordestino que compõe a história de um pais
Caminharam a passos lentos na construção de uma nação !
Construiram moradias para ricos , lugares que sua humildade não permite sua entrada !
Construiram escolas onde seus filhos não podem estudar !
Povo sofrido cheio de contos e canções !
Nordeste de Maria de José de Pedro de João
Nordeste que clama por atenção!
Crianças brincam descalças num chão arido e seco
Seco como a Esperança que ja não há em seus corações!
Triste é a história do Nordestino que parte de sua terra em busca de vida melhor e deixam para traz uma vida e na bagagem levam consigo sonhos que na terra seca do nordeste ja não brotam mais .
Nordestino ,povo forte e trabalhador !
Povo descriminado e muito sofredor !
Seus filhos partiram e mães entre soluços ficaram a espera de um reencontro !
Muitos foram e não voltaram ,outros tentaram mas a miséria que encontram na terra de seus sonhos não permitiram seu retorno.
Nordestino que com mãos e braços fortes fizeram história por onde passaram!
Chico Anysio ,Tom Cavalcanti,Renato Aragão,Tiririca,Rosicléia e tantos outros que com graça e alegria realizaram seu sonhos e alimentaram o de outros !
Enfim um povo forte e determinado que busca seus sonhos e idealiza seu futuro mesmo que este seja incerto.Povo que acredita e tem fé de que um dia no sertão seco a água volte a jorrar!
