Poemas Nordestinos

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SERTANEJO FORTE

⁠Sob o sol ardente do sertão vasto,
Vidas resistem no calor nefasto.
A terra seca, chão de batalha,
Que o povo abraça, enfrenta e trabalha.

Na dureza do solo, desponta a esperança,
É no suor do rosto que brota a confiança.
Homens e mulheres, de fibra, valentes,
Carregam nos olhos histórias latentes.

Quando a chuva cai, milagrosa e rara,
O solo se renova, a alegria dispara.
A terra fértil transforma-se em festa,
Floresce a vida, a natureza se manifesta.

No sertão árido, o verde renasce,
O coração do nordestino se aquece.
E entre risos e preces, o sertanejo forte,
Celebra a vida, dança com a sorte.

Ai, que saudades que eu tenho do sertão
tinha um ranchinho
hoje não vejo mais nada
Ai, ai, meu Deus
quanta dor, quanta aflição
êêê, quanta saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado

Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado

Ai, que saudade eu tenho da minha boiada
pega de boi
da minha vaquejada
do meu chapéu
do meu facão
do meu gibão
Ai, que saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado

Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado

SERTÃO


O sertão é candeeiro
É silêncio, calmaria
É ajoelhar na igreja
É rezar Ave Maria
É ouvir o passarinho
É andar devagarinho
É tudo o que eu queria

Música: Brasil, meu Brasil
Verso 1
Do norte ao sul, um só pulsar,
rio, sertão, cidade a brilhar.
Na luta diária, fé que não diminuí,
o povo sonha alto e sempre reluz.
Refrão (2x)
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Verso 2
Tem dor, tem riso, tem sol e suor,
tem mão calejada plantando o melhor.
Entre dificuldades e vitórias, seguimos em pé,
Brasil é coragem, trabalho e fé.
Refrão
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.

Voa, minha poesia
Passarinho do sertão
Leva o sopro da palavra
Nas asas do coração
Cruza rios, corta o vento
Faz do verso o firmamento
Da minha inspiração⁠

⁠Hoje é o seu dia,
Minha princesa do sertão,
Deusa da minha vida,
Filha do meu coração.

O Sertão Dentro de Mim


O sertão que eu trago
não tá no mapa


ele mora em mim


nas partes em que a palavra
não cabe


onde o silêncio
diz sim


Tem dia
que sou chão rachado


pedra dura
pó e calor


onde a lágrima
não escorre


mas queima
o peito
e a dor


Mas foi na seca
que eu vi brotar


meu fio d’água
escondido


milagre pequeno
e teimoso


me mantendo vivo


Já tive sede de afeto


sede de mim
de abrigo


mas aprendi
com o deserto


que a falta
também é amigo


O sertão que vive em mim
é duro


mas quer crescer


porque o amor
que nasce da dor


ninguém mais
pode deter.

Carina Gameiro

MEU SERTÃO!

No sertão das minhas viagens
revelando os escombros da noite
pecaminosamente escondido
na aridez dos meus sofrimentos.
Entre folhagens ao relento
gotejando lágrimas na lama
selando meu corpo na terra
gerando um novo destino.
Olhos perdidos ao longe
perto do horizonte laranja
rubro as vezes do sangue
fervendo nas minhas veias
pulsando forte meu coração
sem direção , sem dimensão...
somente traçado no olhar
viajando pelo infinito
dos mistérios fascinantes
que me levam nessas viagens
na imensidão das fantasias
onde me encontro no sertão
pactuando um doce regresso
nas margens dos milagres
onde o amor faz moradia
regando o suor do meu rosto
na harmonia do céu e terra
que habitam meus sentimentos
da semente que há de brotar
germinando um novo amanhecer!

AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA

As Cores do Sertão do Apodi


O azul das águas de nossa lagoa realça o cinza da caatinga;

O verde de nossa vegetação contrasta com a epiderme dos povos originários;

O chumbo de nosso lajedo suplanta a cal branca de sua degradação;

O amarelo de nossas riquezas enaltece a fartura de nossa região;

A terracota de nossa argila enrijece a luta de nosso povo;

O colorido de nossa fauna sarapinta a miscigenação de nossa gente;

O vermelho do poente incendeia o horizonte de nossa chapada;

O laranja do entardecer aquece os sonhos que resistem ao tempo;

O dourado do sol castiga e, ainda assim, fecunda a resistência;

Nossa água mineral sacia a sede, sustenta nosso lugar e renova as cores vivas de nossa terra.

Sertão

No sertão de terra seca,
onde o sol abraça o chão,
moram corações cheios de amor,
fé, coragem e gratidão.

Aqui se aprende o valor
dos mais simples detalhes da vida;
de uma sombra generosa,
de uma chuva tão aguardada e querida.

Quando as águas enfim chegam,
como bênção vinda das mãos de Deus,
o verde domina a paisagem
e renova os sonhos seus e meus.

Ao olhar os pássaros do céu,
lembro do que Cristo ensinou:
se Deus cuida de cada ave
e jamais as abandonou,
quanto mais seus filhos amados,
que Ele mesmo criou.

É terra de espera e esperança,
de oração feita com devoção,
onde se aprende a confiar
no tempo e no agir do Divino.

Terra que amo profundamente,
que guardo com orgulho e afeição;
não a troco pela correria
da selva de pedra da cidade, não.

Prefiro o cheiro da terra molhada,
o canto livre da passarada ao léu,
pois no sertão encontro a paz da alma
e a presença de Deus sob o mesmo céu.

LUZGIRASSOL


No sertão da Paraíba,
onde o mandacaru vigia,
nasceu uma linda donzela
feita de encanto e poesia.


Chamaram-na Luzgirassol,
nome de ouro e claridade,
mistura de flor e estrela,
de beleza e suavidade.


Tem os olhos da manhã
quando o sol vem despontando,
e um sorriso tão sereno
que faz a seca ir passando.


No jardim onde ela mora,
entre rosas e alecrins,
parece um girassol vivo
enfeitando os seus caminhos.


As abelhas a cortejam
com seu canto laborioso,
vendo nela o doce néctar
de um destino venturoso.


Os passarinhos do campo,
do canário ao corrupião,
fazem festa em sua volta
como num grande mutirão.


Obra da mão da natureza,
mas também do Criador,
que moldou sua presença
com ternura e muito amor.


Quando passa pela estrada,
o vento muda de tom;
até a sombra das árvores
quer seguir seu caminhar bom.


Privilegiado será
aquele que ela escolher,
pois em seu jardim de afetos
há sementes a crescer.


E dos frutos desse encontro,
regados por devoção,
florescerão novas vidas
como espigas no sertão.


Luzgirassol é assim:
sol que nunca perde o brilho,
flor que transforma a paisagem
e ilumina cada trilho.


No sertão paraibano,
entre a terra e o firmamento,
vive essa deusa de luz,
girassol do sentimento.

No recanto


O vento quente do sertão
varre a alma cansada,
E a ansiedade aperta
o peito como corda de viola.
O homem sente
o mundo pesado nos ombros,
E a esperança parece distante, escondida no céu de brasa.


Mas chega uma palavra doce, feita de calma e cheiro de terra molhada,
Um sussurro que floresce entre
o juazeiro e a laranjeira.
O coração se abre,
desata o nó que sufoca,
E a vida volta a dançar
na batida lenta do luar.


No recanto da paixão,
o olhar se encontra,
Mãos trêmulas se entrelaçam,
tão simples e certeiras.
O medo se dissolve
na música das palavras,
E o amor cresce no silêncio
que fala mais que tudo.


Ah, sertão que ensina
a alma a resistir,
Entre seca e chuva,
entre dor e sorriso.
Uma palavra bondosa
é a chuva na rocha,
E o coração do homem
volta a cantar seu próprio destino.

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

Os retirantes caminham
Pelo vasto sertão.
Olhando para o céu
Esperam
Que o azul caia no chão.

Inserida por VanessaCarvalhoo

SP: de Sertão

É, pão custa,
custa caro o 'p' de peão,
o 'e' de escola [, ou de isqueiro
todo um 's' de sertão
o 'a' de "Ah, você não!"
E aquela 'cola' de mundo moderno
que não vou assumir,
Eu uso terno!

Inserida por yang_writer

Olha a chuva, pingos tão caindo, formando poças d'água.
O sertão ta sorrindo, as flores se abrindo, os pássaros tão
cantando, o seco virou verde, os animais tão dançando.
Olha a chuva, sente o frio !

Inserida por LeoniaTeixeira

"Sobre o mar de Conselheiro
Nas cantigas de Gonzaga
Dos incriveis brasileiros
com o sertão dentro da alma"

Inserida por Geivison

Como é lindo o meu sertão
Que me deixa fascinado,
Guardo no meu coração
As lembranças do passado.

Lembro das estrelas deixando o céu tão bonito
Um show de constelação
Iluminava o meu sertão querido.

Lembro do bem-te-vi
E também do sabiá,
Eu fico pensando aqui
Quando é que eu vou voltar.

Inserida por felipepoeta2592

Luzes de um Ser Tão imerso


As luzes brincam de sertão
A saudade brinca de gangorra
Às vezes dói, vez em quando vêm alívio
A saudade é a flâmula do desejo de estar

O pai a léguas de distância então
Exalta a resignação forçada
a estar em uma feliz solitude
Tresloucada mordaça em contos de fada

Um vão suspiro - de alívio ou solidão
Enternece o pai distante não por querer
A causa vence efeitos, júbilos, grãos

Assim as luzes podem - e devem
Brilhar mais na seca paisagem
Brincar por raras folhagens
E brincar como seres fortes que são

Tão ser...

Luciano Calazans. São Paulo - SP, 13/09/2015

Inserida por Maestroazul

SOMOS NORDESTE!

O nordeste é um paraíso
do sertão a beira mar
vivo com dinheiro ou liso
mas não deixo esse lugar
passo férias e não preciso
de um tostão pra viajar.

Inserida por GVM