Poemas Góticos
Vive em Mim!
Amor! Tu és o meu romance, tu és a sombra perfeita que adoro acompanhar de mãos dadas nas nossas longas caminhadas,
Amor! Tu és como uma floresta ainda desconhecida, pois possuí uma beleza impactante e segredos que jamais serão revelados, mas possuí também uma riqueza única e em cada mistério descoberto seus perigos são aprendidos, conquistados, apreciados e amados,
Amor! Eu tenho fascínio por ti, sou teu amante, estou preso a tua energia e concentrado na tua voltagem,
Amor! Só quero te dizer com tudo isso, que vivo pensando em ti, porque sei que você vive em mim, te amo!
Calmaria no Paraíso
Neste momento, meus pensamentos repousam na sombra de uma bela árvore;
O rio de águas cristalinas à minha frente, desce tranquilamente carregando volumosas emoções;
Os ventos sopram com sutilidade, trazendo gentilmente mensagens enviadas pela saudade;
A minha volta, cresce na medida certa do tempo um jardim de flores alegres e cheias de paz, elas brotam delicadamente sendo regadas aos poucos pelos mais belos e cuidadosos sentimentos de amor;
A noite chega sem alarde, oferecendo horas de repouso para acalmar os frutos da paixão e trás uma sensação gostosa de preces cumpridas por mais um dia majestoso de desejos e sonhos realizados.
Eu...
nem pior, nem melhor.
Apenas buscando
um lugar à sombra
(ambiente de paz,
reflexão e sabedoria).
"Sem sombra de dúvida... o mundo atual necessita, urgentemente, da música romântica!"
Otávio ABernardes
Goiânia, 23 de fevereiro de '25.
Da Ideia à Criação
Antes da lâmpada brilhar,
houve a sombra da ideia,
um pensamento que se insinuava
como quem espreita o destino
sem revelar suas intenções.
O homem, em suas limitações,
só cria porque contempla
o que ainda não existe.
Do verbo ao cosmos,
do planar ao conceito de vôo,
tudo vibra na necessidade
de criar o novo, de moldar o nada.
Pensar é plantar mundos,
colher inovações
que o futuro não supõe.
É fazer do impossível o alicerce
e do impensável
o corpo da criação.
A primeira ideia foi o verbo,
e, desde então,
cada invenção é como uma prece
que nasce nos cantos da alma,
esperando o instante
em que essa ideia se faça matéria.
A Coroação do Hedonista
na Távola dos Eunucos
Sem sombra de dúvida,
Em hipótese alguma,
Existem certezas
Indubitáveis.
Quando escolhemos fazer algo,
Não significa que aquilo
Tenha sido opcional.
Venere a selvageria existencial
E as criaturas que dela desfrutam.
Exerça a afetividade retumbante,
Desprendida, imperativa, concomitante.
Em atitude conclusiva jamais se submeta,
Não compete a nossa natureza rastejar.
Eis que proclamam,
A Coroação do Hedonista
Na Távola dos Eunucos.
A dica vendida ao escriba:
Continue escrevendo,
Escreva sempre, escreva
Sobre todas as coisas
E quando cansar de escrever,
Escreva sobre isso também.
Jamais desisti de coisa alguma,
Às vezes simplesmente
Mudo meu foco.
Então o rugido torna-se audível,
Comparando-me comigo mesmo,
Considero-me imprescindível.
Quem sabe um dia a gente se redime,
De todos os pecados que evitamos cometer.
Os fortes conhecem a vitória,
Os benevolentes desconhecem a derrota,
Os impetuosos mesmo exaustos e feridos buscam a glória.
Mas os imprescindíveis, bem, estes vivem para sempre.
Definitivamente,
Não dou a mínima para morte,
Eu vou viver para sempre.
Eis que proclamam,
A Coroação do Hedonista
Na Távola dos Eunucos.
Uma autoestima saudável está diretamente ligada ao autoconhecimento. Quem compreende seus próprios contornos, sua luz e sua sombra, suas potências e limites, reconhece seu lugar e valor, e não aceita menos do que merece.
É como uma árvore criou raízes fundas dentro de mim. Os galhos atravessam, crescem para fora, me abrigam e eu me deito à sua sombra.
Quem sabe um dia a gente aprende ler o interior das pessoas, enxergar a face de uma intenção ou até mesmo invadir a porta escura que está escondendo algo muito bem guardado para não ser facilmente encontrado. A verdade na sombra é tão intrigante quanto a própria mentira.
Não sou água, não sou terra, não sou ar. Sou fogo, chama, prazer insanável. A quem me busca nunca poderá desvendar o que trago em minha mente! Sou fogo, mas em minhas brasas escondo sombras.
"É uma impressão estranha, esta de me olhar num espelho e não me ver nele, Não se vê, Não, não me vejo, sei que estou a olhar-me, mas não me vejo, No entanto, tem sombra, É só o que tenho."
O que era magreza em sua juventude tornou-se transparência, diafaneidade que deixava entrever um anjo. Era mais que uma virgem, era uma alma. Parecia feita de sombras: o mínimo de corpo para que ali houvesse um sexo; um pouco de matéria envolvendo uma luz; grandes olhos sempre modestos; um pretexto, enfim, para que uma alma permanecesse na terra.
Sou uma casa. Está escuro dentro de mim. Minha consciência é uma luz solitária. Uma vela ao vento. (...) Todo o resto fica na sombra. (...) Mas ainda está lá. Os outros quartos, nichos, corredores, escadas e portas. (...) E tudo que vive e vaga dentro de você está aqui. Vive. Dentro da casa que sou.
Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração.As primeiras imagens,o eco dessas palavras que pensamos ter deixado pra trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde - não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendamos ou esqueçamos - iremos retornar.
“Penso que têm nostalgia de mar estas garças pantaneiras. São viúvas de Xaraés? Alguma coisa em azul e profundidade lhes foi arrancada. Há uma sombra de dor em seus voos. Assim, quando vão de regresso aos seus ninhos, enchem de entardecer os campos e os homens”>
(trecho do livro em PDF: Meu quintal é maior do que o mundo [recurso eletrônico])
