Poemas Góticos
CORDELZINHO DA NATUREZA
Andei cedo pelos campos
Levei lápis e papel
Sentei numa sombra
Fui rabiscar um cordel
Queria numa tela pintar
Faltou tinta e pincel.
Levantei seguir andando
Quando vi dois passarinhos
Pousados no meio das flores
Sem furar os seus pezinhos
Aquelas flores tão belas
Eram cheias de espinhos.
O Sol estava sumindo
Levando a tarde embora
Estava tão entretida
Nem percebi a hora
Quando no caminho surgia
Uma bondosa senhora.
Seguimos juntas para casa
Começando uma boa prosa
Ela agachada colheu
Uma linda flor cheirosa
Perguntei que flor é essa
Ela disse, pra você é uma rosa.
Recebi das mãos bondosas
Com tanta delicadeza
No olhar ela transmitia
Toda a sua grandeza
De repente como fumaça
Sumiu no meio da natureza.
Até hoje me pergunto
Fico tão emocionada
Quem foi aquela mulher
Surgiu assim do nada
Parecia um anjo enviado
Doce e tão amada.
Autoria Irá Rodrigues.
Hoje, sinto como se a escuridão estivesse envolvendo minha alma, como uma sombra sufocante. A tristeza pesa, quase consigo senti-la, me levando até o limite, à beira do abismo, quase pronto para deixar tudo para trás, como se o mundo não fizesse a menor diferença.
Mas então, como um raio de luz em meio à escuridão, uma epifania atravessa minha alma. Não sou o único culpado nessa tragédia da vida.
Há uma única vítima no rastro da destruição: meu filho. Seu olhar inocente, sua presença frágil, são um eco de esperança em meio ao caos.
A culpa não será mais minha única companhia. Ela se tornará a força que me impulsiona para continuar. Por ele, permanecerei firme, enfrentando os ventos tempestuosos da existência. E se, por acaso, ele não fizer questão, então, ficarei por mim.
,Tudo o que tenho é uma voz e um coração humilde
e uma sombra que me segue
e uma estrela desaparecendo dia após dia
e eu digo que devemos amar uns aos outros ou morrer,
e ninguém deve ficar sozinho, afinal temos um encontro com silêncio absoluto e não falharemos neste encontro.
Criei têm três lemas. Primeiro, “Viver uma vida sem sombra, como o sol do meio-dia”. Uma vida sem sombra significa uma vida com a consciência limpa.
Segundo, “Viva com suor pela terra, lágrimas pela humanidade e sangue pelo Céu.” No sangue, no suor e nas lágrimas derramadas por ser humano não existe falsidade. Tudo é verdadeiro.
O último é “One Family under God” Uma família sob Deus. Deus é um só e a humanidade são irmãos.
Nós poetas somos pessoas carentes
Que enxergamos o mundo na sombra da letra
Nós poetas somos pessoas envolventes
Que mostramos ao mundo nossa arte
Através da letra.
Dias de terror
Te vejo por aí
É real ou uma sombra?
Como posso acreditar?
Está vagando,
Às vezes aparece
Mas sempre some
Imprevisível!
Incalculável!
Inamável!
Luz na Infância
O mundo gira, e na sombra do descaso,
Crianças sofrem, perdidas na tristeza.
Negligência, indiferença, nesse abraço,
Onde a esperança se perde na incerteza.
Oh, Humanidade, que em tua compaixão,
Devolva à infância a alegria e a luz,
Pois cada criança é a nossa redenção,
E nelas reside um futuro que reluz.
Que a luz da esperança em seus olhos brilhe,
E o futuro delas seja cheio de amor.
Neste ato, que a todos inspire,
Cuidar das crianças, eterno louvor.
Que o mundo se una por esse ideal,
Proteger a infância, nosso dever ancestral.
Deixei de ver o passado
Faltam-me olhos compridos
E na divisa
sentei-me à sombra
e a encolhi até meus pés
Risquei o chão
de limites
Asas me voam
Sigo o caminho
Sou feito de corações.
O Velho homem retornou a sombra
na mesma sombra que viu crescer, as sementes que germinou
Desconheceu os traços e as formas abstratas dos seres
que um dia amou, naquele quintal de flores e tentou de alguma forma
conectar os traços familiares, separados pelo tempo e notou, que o menino, não reconheceu mais a pátria, a mais velha das irmãs, incompreendida de aflições, da colheita da vida, a outra, ainda encontrou-se no desvio de conduta, a revolta acompanhou a menina órfã, houve-se por falta de compaixão a rejeição, aos quinze anos, o lar não foi mais capaz de ser o seu refúgio, mas agora a menina, tornou-se moça, mãe, se casou e foi suprimida pelo amor de suas filhas e filhos e está a refletir suas ações
O menino tornou-se, moço, de uma língua estrangeira e não compreendeu as ações dos homens capitalistas. O velho homem riu, pareceu, que se reencontrou com a sua juventude de pensamentos.
Depois o velho homem subiu a rua, por um instante, no velho lugar, onde depositou, suas reflexões ao pôr do sol, na velha praça esperança do seu sonho, que nunca concretizou!
Então, o velho homem despediu-se, seguiu com a caravana, que lhe acompanhou e retornou para pátria celestial.
De minha forma corpórea,
...parecera, que fora arrancada a minha sombra!
Seria prudente,sob tal acometer emocional,questionar á minha alma,se ela estiver em uma bruma com a razão,confabulando arrancar a coroa de meus pensamentos?
Sombra e Névoa , Cai o crepúsculo. Chove.
Sobe a névoa... A sombra desce...
Como a tarde me entristece!
Como a chuva me comove!
Cai a tarde, muda e calma...
Cai a chuva, fina e fria...
Anda no ar a nostalgia,
Que é névoa e sombra em minh’alma.
Há não sei que afinidade
Entre mim e a natureza:
Cai a tarde... Que tristeza!
Cai a chuva... Que saudade!
e mais uma noite chega e parece que meu dia foi coberto por uma sombra negra, e meus pés amarrados.. passei o dia inteiro tentando ser produtiva, mas por que esses sentimentos de tristeza, medo, insegurança e insuficiente me dominam?..cheguei em um ponto onde não tem um dia em que eu não derrame uma lágrima, e tudo o que faço e tento fazer está recheado de angústia.. e logo não consigo proceder.. ou não fica da maneira que deveria.. cada dia tá mais difícil.. e sei que ninguém se importa, nunca se importaram na verdade.. e também cansei de esperar algo de alguém.. parece que nada mais importa, a não ser meus propósitos.. que parecem ser barcos com furos embaixo..
os dias parecem lentos, fazendo com que a dor se prolongue, a ansiedade grita.. e mais uma noite.. mais uma.. eu quero sumir..
04/02/2021
Vida é luz e sombra,
Um jogo infinito de opostos.
Aprender a viver nos dois momentos,
É voar nos sentimentos.
Concluo quando a Lua voltar
À espera de outra noite enluarada
Para ceder a sombra que faz luzir as nossas silhuetas à beira mar
Para deixarmos a alma bailar
No cenário, o balé do coqueiral
O sopro da brisa sussurrando desejo
O momento é emoldurado pelo horizonte
Nada à volta promove o medo
De atravessarmos, no toque, as nossas pontes
Entre a sombra do teus olhos
De algum jeito avistei a tua alma
Sombria
Teu amor doente
Choro recorrente
Alma incerta e vazia e vaga e obscura
Ao mesmo tempo tão pura
Que é cura para a vida
Que almeja ser vivida
Vivida com liberdade
E sinceridade
A meia luz
Sua sombra em silhueta
Seu perfil em perfeito alinho
Curvas e caminhos
Mostram rotas no ninho
Uma Ninfa na cama
Loucura deŕrama
A moça, a dama e o vinho
Me descompassam e enebriam
Uma brinca e sorri
A outra invade e dilacera
A taça vermelha em chamas
Incendeia desejo no beijo
E euforia no encanto
Aos sintomas desse veneno
Queria estar imune
A meia luz confunde
O desejo, o pecado e seus braços.
QUERO TE AMAR
Quero te amar
De uma forma mansa
plena e calmamente.
Na paz de uma sombra.
Em delírios de chuva.
Numa imensidão do céu.
No prestante silencio da noite,
sem pressa, assim, ao luar.
Mansamente te amar
Andando por ruas escuras caçando minha própria sombra
pude perceber,que ao redor havia medo,medo da vida,
medo do escuro,medo de altura,medo que nos faz pensar: "O QUE FAZER?"
Mas posso dizer que o pior medo é o proprio medo,
pois ele sim pode te sugar até que não haja mais nada a restsa!!!
Em qualquer sombra haverá sempre um desamparo…
...O que fica de uma certa forma parte com o que foi…
Busca o riso, a alegria, pois todo dia é dia de aprender uma lição.
Essa é a mitologia, a filosofia e a religião
Aquele que se encontrou na poesia ,encontrou a sua linguagem de vida, podendo ser de dor, companhia, amor, ódio ou solidão, mas nunca em um mesmo “tesouro” juntos caminharão…
O VELHO ARVOREDO
Cadê aquela sombra bela
Do velho arvoredo
Onde a gente se amava
Cadê aquele cheiro bom
de pasto mastigado
Onde ruminavam os bois
Cadê o riso de Luzia
Que me disse um dia
A lua é de nós dois
E a gente no velho arvoredo
A lua vinha cedo
Clarear o nosso amor
Pode me chamar de cafona
Eu gosto é de forró
Minha sandália é currupele
Ainda chamo cachete
Califon e caritó
Eu gosto de uma aguardente
Uma mulher decente
Pra ser meu xodó
E um cavalo bom de cela
Pra eu montar com ela
E derrubar a dor
Numa boa vaquejada
Namorar com minha amada
Na sombra de uma flor.
