Poemas de Carnaval que eternizam os versos da folia
E fantasiados com as cores do amor da folia chegamos ao fim,
De mais um suspiro profundo que antecede o sono de quem está com a quebreira do dia,
Difícil de encarar mas sempre fácil de sorrir,
Levamos com orgulho a bandeira da escola da vida,
Graciosamente dançamos com as surpresas das horas sem escorregar e deixar o chapéu cair,
Tocamos a bateria com vigor e entusiasmo,
Muita marcação no Surdo de primeira, Surdo de segunda e de terceira,
Na caixa de guerra, repique, chocalho, tamborim e cuíca,
CIDADE DO FREVO
Recife é a cidade
Da cultura popular
Onde se dança o frevo
Que consiste em pular
Segurando a sombrinha
Ouvindo o Vassourinhas
No carnaval a tocar
Isso
Saio e aquela vida
(Mesmo assim)
Vi tudo se acabar
(O que não tem fim)
E por isso a minha vida
(Recomeçou)
Te conheço bem ainda
(Meu amor)
E por isso eu sempre lembro, mas nunca te entendo: o que quer?!
(O que quer?, o que quer?)
E por isso eu sempre lembro, mas nunca te entendo: o que quer?!
Lá vão os mascarados, podem vê-los
de tantas formas, no seu mundo subumano;
levam caraças por debaixo dos cabelos,
mais os embuços que carregam todo o ano.
Vão prá folia, vão alegres, vão perfeitos,
como histriões dos artifícios mais bonitos;
folgam-se normas, repetidos preconceitos,
em prol dos cultos aos assuntos interditos.
São tão felizes, disfarçados e contentes,
pulam e troçam, nesses grupos a granel;
é Carnaval, deixai-os ir que vão contentes
como as estrelas que são feitas de papel.
Tanta alegria, tanta farra neste Entrudo,
tanta folgança, tanta cor, tanto brilhante;
riem-se as almas, as tenções e quase tudo,
das zombarias deste enlevo extravagante.
"Me dê mais"
Eu já vi luas mais bonitas em dias mais normais
Amores mais infames em dias racionais
Vazios enormes em dias de festival
Prostitutas mais baratas no carnaval
Você sabe qual é a próxima rima
E na avenida, fui além
Meu ser, em sua espera,
Morreu num terremoto
Estrondos, escombros, estilhaços
Neste móvel, só há poeira
Poesia de beira
Esfarelou-se feito um fato
Fatídico, faminto, farto
Figuras de linguagem,
Assim como blindagem,
Fazem toda diferença
No carnaval
Renovação
A Páscoa é um tempo de renovação,
Mas que renovação é essa afinal?
Se a vida é só sofrimento e aflição,
E a morte é inevitável e fatal?
Entre a luta do bem contra o mal,
Não há esperança de paz e união,
A vida é um eterno carnaval,
Onde impera a dor e a desilusão.
Mas eu não me curvo ao desespero,
Nem desisto da luta interior,
Acredito que há um caminho certo,
Através da nossa evolução,
Podemos alcançar a nossa redenção,
E transformar a nossa vida em luz e amor
O menino fantasiado de realidade vende balinha no farol, a ALEGORIA passa, mas não dá a mínima para o garoto que canta o ENREDO da miséria.
A COMISSÃO DE FRENTE, formada pelos irmãos mais velhos, entoa o SAMBA da sobrevivência.
A batucada no vidro dos carros incomoda os fantasiados de arrogância.
A HARMONIA é quebrada com a chegada da polícia, que ganha DESTAQUE no quesito pancadaria, bate tanto no pequerrucho franzino que a camisa branca fica vermelha, brilhando luzes de sangue, um prato cheio para agradar os espectadores do carnaval do horror.
O CONJUNTO se parte, e o pequeno esquecido continua tirando zero na EVOLUÇÃO educacional e social, enquanto, aguarda o fim do carnaval, para ser mais bem visto pelos integrantes da ESCOLA DE SAMBA do Partido Eleitoral.
GALO DA MADRUGADA
Sua crista é coral,
a espora é afiada,
ele também é de briga:
o Galo da Madrugada.
Vem saudando o carnaval,
chamando o pessoal
e também toda a moçada.
nos mistérios dessa noite virginal
as máscaras que escondia aquela dor
nessa noite especial
caíram entre beijos de amor
enquanto sozinho vi passar o carnaval.
Autor: Geraldo Neto
CAR NA VAL
A CARne NAda VAle numa percepção materialista nos leva a aceitar algumas concepções menos felizes diante do mundo de valores invertidos.
Existem duas visões que nos permitem analisar este momento social:
1 - Os ascetas - que vivem para o detrimento dos prazeres do corpo em louvor da alma.
2 - Os Materialistas que vivem para negar a alma em valoração dos prazeres corpo.
Duas idéias antagônicas mais que não define o molde do comportamento humano em suas escolhas, pois existem um número muito grande dos indiferentes, que agem de acordo com as sensações, aceitando uma postura laissez-faire diante de valores morais e imorais...
Se perde nas noites dos tempos a origem das bacanálias primeiro na Grécia e depois em Roma, na adoração dos deuses Dionísio e Baco, deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente os sexuais... E nestas festas se enaltece que A CARNE NADA VALE...
E afirma Bezerra de Menezes que hoje mesmo como antes...
" ... A festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.”
Assim, nossas escolhas nos define...
E não devemos trocar a paz que nos vivifica como ser integral por momentos fugidios de prazer que nos leva a desesperança por longos períodos de reajuste.
Viemos da Luz e na luz nos consubstanciaremos em Deus...
Paz e bem
Derradeira lua
às três da manhã
E o adolescente olha
através do vidro da janela
Da toca
FAREJA...
O Universo girando
DESEJA
A Roda!
Sem sono...
Uma fera à espreita!
Esta fera da vida
'Fera Ferida'
...Só quer viver!
Copacabana
Copacabana me ama,
Copacabana me engana,
Copacabana me chama,
Copacabana me dana.
Copacabana me ama,
Copacabana é dama,
Copacabana sacana,
Copacabana é lama.
Copacabana me ama,
Copacabana é fama.
Copacabana na cama,
Como amo Copacabana.
Se vc disser que me ama
e também digo que te amo
se vc disser que me odeia
eu continuo dizendo que te amo
sabe o porquê?
porque te amo de verdade.
Nasceu um pé de não sei quê, na minha horta
agora não sei o que faço
não sei se é mato e mato
ou se rego para ele crescer e fortalecer um dia
algum prato...
FCarnaval trás desgraça !
Os que desceram a sepultura,
já não são mais lembrando.
O que interessa para os governantes é que outros sejam sepultados.
Carnaval trás desgraça, mas também trás dinheiro.
Agora às portas se abrem, pra receber os estrangeiros.
Depois que a festa passar, vai haver lamentação, pois o vírus vai atacar,
sem dó e sem compaixão.
Eu lamento carnavalescos, pela grana que ganharam, mas o povo que hoje choram,
é porque foram otários.
Ainda batucando
o samba enredo
com as pontas dos dedos,
Você está louco
para saber os meus segredos,
Só sei que também
quero o quê você quer,
Tu vens sem data e hora
marcada quando entender
que me ama como mulher.
Não tenho vontade,
olhos e tempo
para ficar buscando
OVNIs, balões
e cultivar emoções
que nada elevam;
Ando mesmo é
fugindo de inundações
e domando o ego
diante do calendário
em nome do que é certo.
Pierrôs e Colombinas
sobreviventes destes
tempos estranhos
buscando motivos
nos signos do Zodíaco
para comemorar
o Carnaval em Veneza
para dar a si mesmos
uma aparente trégua
num mundo que
a paz não mais venera.
E eu apenas sonhando
viver do nosso amor,
ganhar o seu beijo
com sabor de frutas frescas,
e quando chegar o destino,
sem pressa contar estrelas
no céu de Kabul contigo
e sem querer outra coisa
a não ser recíproco carinho
celebrando o quê é infinito.
Não coloquem culpa no carnaval ou qualquer outro tipo de festa eles não destrói relacionamentos só mostra se é verdadeiro ou não
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