Poemas sobre o Silêncio
Cardápio da explosão.
Opa!
Oi !
Faz silêncio ,
Não fale nada.
Deixe-me adentrar em teus pensamentos.....
Quero quebrar as barreiras que te faz não me sentir.
Arrebatarei as muralhas da tua imaginação.
Minha carne com a tua será o nosso cardápio nessa explosão.
Embora que não sobre nada.
Mas para mim ,
Pois fazendo isso.
Pós essa erupção sei que me verás,
Como o homem que cobrirás o véu dos teus calafrios.
Tu,
És o lençol que me cobres.
E eu,
Irei desnudar a integridade do teu coração.....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Vou de carona na coincidência
Causo dormência nos olhos
Silêncio de depois
Sem conseqüência
Minha carência é a poesia
O infinito de nós dois
Amargedon
Caminhando e refletindo no silêncio encontro paz na alma equilíbrio e
sabedoria, vejo os espíritos
em transformação
Em plena ciclovia faço reverência e num estado de êxtase sinto a sinergia entre eu criatura e o divino
Anoitece a todo vapor sem sons corpos charme glamour rua deserta e eu na solidão a procura de uma desconhecida
Em um momento de reflexão fecho os olhos para descobrir o sentido da vida e não te encontrei para uma despedida
Sem inspiração na madrugada se eu esperar o por do sol será um adeus minha querida?
Hoje vc está rindo sozinha tragédia anunciada minha alma murmura a solidão
Vagando pela rua sinto cheiro da relva luzes néon lâmpadas piscando anunciando Armagedom
Quem sou eu sem amor?
03/06/2021.
"Você está tão linda
E eu não te disse ainda,
Pelo menos não hoje
É que prefiro o silêncio
À minha voz renuncio
Procurei as palavras para te dizer
Mas palavras caladas eu fiz parecer
É melhor assim..."
(Régis Santos)
A paz dela não tem preço
Ela gosta do barulho do teu silêncio
Ela gosta de rir sozinha
Ela gosta de ser a sua própria companhia
Isso não quer dizer que ela não quer alguém
Ela quer alguém que ame a paz que ela tem.
A quem amar?
Não sabia quem devia amar.
Amar
no prisma
sonoramente refletido
no mais alto silêncio.
Não sabia a quem devia amor.
Amor
no corpo espelhado
sem máscaras
sem fingimento, sem simulação
no vazio do caos
imenso...
entregar o coração.
Não sabia que deveria amor.
Amor
sem ameaça, sem perigo.
Amor atento e dedicado…
E, nesta via de mão dupla…
amar, intensamente amar…
e... ser amad@.
Então simplesmente a cada um e a todos decidiu amar.
Só uma coisa @ decepcionou: nem todos sabiam amar... nem todos sabiam fazer o amor em amor retornar.
Silêncio e paz
Muito intenso esse barulho a tanto barulhar.
Muito confuso tanta gente junto a tagarelar.
Mágicos e intensos mistérios a tudo segredar.
Nesse mundo onde todos gritam é preciso aprender a calar.
A natureza reina...
É noite de gala.
O mar brinda espumante
Silencia-se o mundo por um instante.
A beleza do silêncio enfim se fez ouvir.
Quem gritava emudeceu.
Quem tagarelava calou-se.
A luz da Lua da madrugada tudo envolveu.
Deslumbrante céu infinito.
Ouviu-se um grito: “o silêncio venceu!”
Calma e paz... viver assim é a melhor coisa que se faz.
Penso em Ti -
Penso em ti quando o mar alto e profundo
minh'Alma alcança. Quando sou silêncio e luto
sinto em meus olhos os olhos deste mundo
com sonhos destronados e confusos.
Penso em ti em cada dia e segundo ...
À chuva, ao vento, por entre a noite sossegada!
E é tão pura a paixão de que me inundo
que não te tendo a ti não quererei mais nada ...
Penso em ti com a dor das velhas penas
que o destino num tormento me concedeu
rodeado, numa cama, de assucenas.
E ainda mais te quererei depois da morte
pois recordarei o que a minha Alma já sofreu
até a minha infância densa e forte!
Namorada
De olhos fechados,
em rimas íntimas declamo:
amor!
O silêncio escuta e,
em leves calafrios, indaga-me:
por quem?
O sorriso, petulante, por mim replica:
pelo ato de saber amar...
E, naquele mágico instante,
o suspiro amoriscado delata-me...
Tudo que em mim se expressa,
relata tão somente você:
minha menina-mulher!
MEU MAIOR COMPANHEIRO
Eu e o silencio- cumplicidade
Dividimos momentos de inspiração
Talvez essa grande fascinação
Traga o que mais preciso-tranquilidade.
Não sei se o silencio me traz solidão
Mas traz uma doce serenidade
Com toda essa intranquilidade
Sei que acalma o meu coração.
O silencio as vezes é a minha companhia
Ou o canto de um bem-te-vi
Que adoro prender em minha poesia.
Assim vou conseguindo enfrentar
Convivendo com meu silencio
Até tudo isso passar- E vai passar...
Irá Rodrigues
Silêncio das quatro da tarde
Quando eu ouço o silêncio das quatro da tarde, sinto o desejo de olhar para o mar;
Deixar o som dele entrar; E nos meus ouvidos a sinfonia tocar.
Deixar a brisa salgada meu dia finalizar.
Em todas as vezes que me perco, quero me encontrar na solidão do meu mar, daquela vista deslumbrar e poder ali me achar.
" O passado vive no silêncio, no tempo que não mais nos pertence!
A saudade nasce com o tempo,
num passado sempre presente! "
Deixe-me.
Preciso resolver algumas coisas comigo mesma.
Ouvir o silêncio, conversar sem dizer nada...
Assim que o sol vai se pondo
reina um respeitoso silêncio
É uma reverência da natureza
para com a noite que vai chegando
melanialudwig
O silêncio da madrugada é contraposto pelos graves de pensamentos que tanto ecoam em mim! Meus neurônios eufóricos de tanto laudar as dores e egocentrismos.
Voz aprisionada e atitudes repetitivas, o hoje assemelha-se ao ontem e ao dia antes deste! A madrugada é pois o loop de graves que ecoam e de dores que precedem a exteriorização de meu medo, insuficiência e ódio.
É só mais um verso, é só mais uma ideia , é só mais uma madrugada!
O silêncio da madrugada faz tudo parecer possível.
Planos e mais planos alavancados por sonhos e desejos são construídos.
Mas, basta o dia para tudo não deixar de ser apenas um sonho impossível.
Saudade de quando tudo era possível com você.
SAUDADE SUPREMA
Silêncio, tarar, ideia envolta na solidão, murmura
Nos versos sussurrantes do meu versejar sombrio
Eu, agoniado, privado, numa poética de amargura
Velo a minha angústia com cântico insosso e frio
De onde? quem? Essa sensação de uma clausura
E está dor, um acaso demente, um talvez doentio
Que deixa meu sabor com aquela amarga doçura
Apertando o peito, e a emoção sem o suave feitio
E vai a madrugada a meio, nostálgica, importuna
Nos rogos de minh’alma, e tão repleto de lacuna
Divagando falta no pesar de outrora, triste tema!
E eu quisera, outro ponto, nesta pontual sofrência
Na aflição de cada rima ter aquela muita existência
Na suprema ausência de uma saudade suprema! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30, julho de 2022, 03’23’ – Araguari, MG
