Poemas de Reflexão
( 009 )
Balanço
Jenário de Fátima
Tudo passa, enfim tudo é passageiro.
Passa o tempo e as vezes nem percebemos.
Que as rugas que nos cobrem, que nós temos
São as provas de que o tempo anda ligeiro.
Vai dezembro, vem ai novo janeiro,
Repetindo a dança d tantos anos.
E de novo o mesclar de tantos planos
Nos confunde em o que fazer primeiro.
Entretanto, quando olhamos lá pra trás.
Ao saber que o que passou não volta mais,
No produto entre o que foi choro ou riso.
Muitas dúvidas ainda permanecem.
Pois os nossos valores sempre crescem
Quando na soma do amor há prejuízo
O Amor é alto mar...
No balanço chega a estremecer...
Magoas, ondas revoltas...
Erros, findam o ápice do Amor.
Seu corpo é curvilíneo
Seu corpo é curvilíneo,
Com o balanço do violão,
Formas voluptuosas e perfeitas,
Que são pura tentação.
Seu olhar é uma promessa,
De uma dança sensual,
Com seus quadris em movimento,
Que fazem meu coração acelerar.
Seu corpão violão é uma obra de arte,
Que desperta em mim um desejo inebriante,
Um sentimento ardente que não se pode conter,
Que me faz querer te amar e te enlouquecer.
Você é a personificação da beleza,
Com suas curvas que me levam à loucura,
Um corpo que é pura poesia,
E que me fascina com sua formosura.
Seu corpão violão é uma sinfonia,
Um convite à dança e à sedução,
Que me faz perder a razão,
E mergulhar em um mar de paixão.
" BALANÇO "
Quão frágeis são os fios desse balanço
que, aos sonhos meus, me dão sustentação
continuamente ornando uma ilusão
de ser tão bela a vida em que ora avanço!
São tênues esperanças na amplidão
deste universo, a dar-me de remanso
conforme, no futuro meu, me lanço
tocado pelo amor no coração.
De que se rompam, pois, tenho temor
e que me lancem para esse amargor
de, aqui, viver sem sonhos e esperança…
Balanço sustentado em frágeis fios
acima de rumores meus, sombrios,
e o medo que se rompam, sim, me alcança!
"Os lírios e girassóis deste país, jamais explicariam o balanço dos teus cílios nas noites de verão."
Noites quentes me lembram você, as estrelas observavam o balanço dos nossos corpos em um ritmo exageradamente desequilibrado.
Se elas gostavam, não sei.
Mas toda noite elas apareciam e a cada movimento do teu corpo elas brilhavam um pouco mais.
Provavelmente se apaixonaram...
No Balanço da Superação"
Sempre me importei
Com o que você fazia,
Nunca imaginei
Que um dia me deixaria.
Sempre desejei
Alguém que me amasse,
Acreditei que em você
Meu sonho se tornasse.
Mas o tempo me mostrou
Que era apenas ilusão,
Seu amor não era meu,
Foi só mera projeção.
Hoje estou aqui,
Deitado numa rede,
Tentando reconstruir
A paz que um dia se perdeu.
Deixo as angústias se dissipar
E reencontro meu próprio valor.
No balanço calmo desse lugar,
Me refaço, sem mais temor.
No banco da praça nos conhecemos...
No balanço na árvore o primeiro beijo roubado...
Na rede nos amamos sem pudor...
De mãos dadas sorrimos.
Na cadeira de balanço descobrimos:
Tudo era apenas motivo para continuarmos juntos,
Era só isso que queríamos...
Imagine o que deve ser acordar pelo balanço de um veleiro ancorado, com o sol entrando por uma janela, e quando se espreita deparamo-nos com o reflexo do sol sobre o mar sereno, que se assemelha a um “autêntico espelho”, ai o cérebro não tem como, baixa a guarda e entra no registo vagaroso e de descanso, de fazer qualquer coisa sem nenhuma meta, e opta por deixar a preguiça entrar e passear em nós, aquela preguiça prazerosa…
Se por alguma razão não poder estar aqui hoje presente, não entristeças, feche os olhos e distraia-se que o poder da água é tal que uma simples imersão em uma banheira de espuma ou mesmo com os pés em uma bacia com água quentinha é milagroso…
Não exite estreite seus laços com a água, porque hoje a melhor versão de ti poderá estar a acontecer…
Deny jossubo
Balanço em 28/9/2023.
Sonhos: incontáveis.
Perspectivas: todas.
Possibilidades: muitas.
Motivação: 100%.
Autoconfiança: 100%.
Esperança: um estoque inesgotável.
Maturidade
Sentado numa cadeira de balanço, daquelas de madeira em que se escuta o ruída de coisa velha a cada chacoalhada, passava as tardes quase sempre frias e secas daquele inverno de Moscou.
O movimento do corpo, outrora em zigue-zague portando um discurso eloquente e apaixonado na sala 18 da Faculdade de Letras e FIlosofia, passou a ser as carícias na barba e rotineiras idas a cozinha sacar um café na máquina de fazer expresso, ganho de seus alunos no quando de sua aposentadoria.
A propósito de seus alunos, que antes o assistiam com tamanho entusiasmo e devoção, tinha a companhia de uma criança naquelas tardes aparentemente pacíficas. Era como se, no fim da vida, oferecesse a alguém sua experiência, mas ganhando, em contrapartida, o ânimo e potência de vida que o café já não lhe dava mais. A criança gritava, pulava, mordia, beliscava, o fazia rir como naqueles velhos tempos que lhe eram permitidas as estripolias.
As tarde frias e pacíficas, assim como a demência nunca o habitara. Não se sabe se era o velho que voltara a criança, ou se falava a criança que habitava o velho.
Um Lugar Isolado e um balanço;
Um Balanço perfeito;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Um ambiente gelado, um sentimento Frio;
Um Balanço perfeito;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Desespero, caio e não vejo mais a arma;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Consigo sentir novamente;
Medo, Angustia, Saudade;
Uma ultima lembrança não é mais o suficiente;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Consigo sentir novamente;
Saudade;
Velha e boa infância.
Saudades de um tempo..
De andar em balanço, quando isso não era desequilíbrio, mas pura diversão...
De deslizar num tobogã e não estar nem aí pras calças;
De tomar banho de chuva, sem gripes;
De achar que o comigo não tá, seria apenas uma brincadeira...
De que obrigação era estudar...
De ter a cama de meus pais quando tinha pesadelos..
De me divertir por ter tomado um caldo...
De ser metralhada por jamelões na casa de meus avós...
Quem não teve infância, dificilmente terá leveza... "Crescer" é monótono.
E no balanço da minha rede
Tento não topar na parede
Tento não cair no chão
Tento não ter uma colisão.
Suave com o peso certo
Inteligente e também esperto.
“Lembranças:
Ilhado a minha varanda, sentado na velha e ranzinza cadeira de balanço, meu olhar abrangia tudo que não se podia ver, a chuva e o sol, compartilhavam e harmonizavam pelo mesmo espaço no ar, um arco iris era formado, e nele eu podia ver seu retrato, segui com meus olhos em plena euforia sentindo uma brava nostalgia, toda a minha vida revivia, rimava e sorria, até que a cadeira parava e um de meus olhos abria, era um sonho eu dizia, que desalegria.”
— Senhor vivendo em um mundo pós-guerra.
Jogando no Campo
Meninos com a bola,
Outros no Balanço,
Os pais estão observando-os
Jogando no Campo.
Todos muito felizes,
O Sorriso transparece,
Cada olhar, cada sonho
Ali resplandesce.
Pés pequenos,
Gols mansos...
O Melhor presente para eles é estar
Jogando no Campo.
Eis que surge um ferimento,
Escuta-se um grande pranto.
A criança se machucou...
Jogando no Campo.
Mas eles não param,
Aquilo foi só um susto.
A diversão continua,
Todos dançando um mesmo canto.
Mas mesmo assim ainda estão...
Jogando no Campo.
Eles só querem brincar,
Aproveitar o tempo santo.
Pelo visto querem continuar...
Jogando no Campo.
Tranquilizante natural
Nada melhor,
Do que está velha cadeira de balanço de meu avô
Para embalar meus sonhos.
O segador de sonhos passas as cegas,
Brilha à lamina em seu balanço.
Nesse ato de Ceifar.
Cada almejo uma história...
Que o segador não pode contar
Fazendo o fio ao vento uma cantiga soar.
O segador de sonhos sega dada hora seifar.
Cortada minha alma espera.
No campo à tombar.
Com o tempo a palha seca.
A semente voltando ao chão.
Com a segadeira o segador sega,
Todos os meus sonhos...Meu coração.
A casa de madeira no balança das arvores a cadeira de balanço são guiada
A luz se estende na varanda e arrastada para o horizonte agonizando
No estalar da madeira a alma fria solitária se escora na inquietude falsa paz
Rasga o coração sobre o vento fino que caminha na encosta e respaldado nas flores e relva do campo tarde tão tétrica neste vazio desigual
Caminho no desfiladeiro e as pedras assustadas ver meus olhos em sangue lagrimas e fel
A calmaria faz o vendo falar no sopro constante que escorrega da colinas agudas
Morro cada dia sem você nas encostas do mar lambe minha agonia na gastura da luz da lua
Me esmiunço em detritos adentes que retalha meu coração na sede do seu amor ausente
As nuvens rasgadas no céu frestas de luz invade a sala e não toca meu coração
A luz do entardecer toca a grama amarelada e na estridente agonia meu sangue corre no contraste dor
Nas batidas fracas de um coração sofredor
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
ISOLAMENTO
Longe de tudo
Silêncio sem fim
Barulho mudo
Proximidade de mim
Equalizando o balanço
Assim, sem ranço
Só cabe a mim
Despertar o tino
Apontar o destino
Dar passos ao fim.
BALANÇO
Vai pensamento buscar
Lá no balanço das folhas
Que muito sonhos embala
Sem esperar no sofá
Pois todos temos escolha
Ação naquilo que fala.
