Poemas de Reflexão
Um Lugar Isolado e um balanço;
Um Balanço perfeito;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Um ambiente gelado, um sentimento Frio;
Um Balanço perfeito;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Desespero, caio e não vejo mais a arma;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Consigo sentir novamente;
Medo, Angustia, Saudade;
Uma ultima lembrança não é mais o suficiente;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Consigo sentir novamente;
Saudade;
Velha e boa infância.
Saudades de um tempo..
De andar em balanço, quando isso não era desequilíbrio, mas pura diversão...
De deslizar num tobogã e não estar nem aí pras calças;
De tomar banho de chuva, sem gripes;
De achar que o comigo não tá, seria apenas uma brincadeira...
De que obrigação era estudar...
De ter a cama de meus pais quando tinha pesadelos..
De me divertir por ter tomado um caldo...
De ser metralhada por jamelões na casa de meus avós...
Quem não teve infância, dificilmente terá leveza... "Crescer" é monótono.
E no balanço da minha rede
Tento não topar na parede
Tento não cair no chão
Tento não ter uma colisão.
Suave com o peso certo
Inteligente e também esperto.
“Lembranças:
Ilhado a minha varanda, sentado na velha e ranzinza cadeira de balanço, meu olhar abrangia tudo que não se podia ver, a chuva e o sol, compartilhavam e harmonizavam pelo mesmo espaço no ar, um arco iris era formado, e nele eu podia ver seu retrato, segui com meus olhos em plena euforia sentindo uma brava nostalgia, toda a minha vida revivia, rimava e sorria, até que a cadeira parava e um de meus olhos abria, era um sonho eu dizia, que desalegria.”
— Senhor vivendo em um mundo pós-guerra.
Jogando no Campo
Meninos com a bola,
Outros no Balanço,
Os pais estão observando-os
Jogando no Campo.
Todos muito felizes,
O Sorriso transparece,
Cada olhar, cada sonho
Ali resplandesce.
Pés pequenos,
Gols mansos...
O Melhor presente para eles é estar
Jogando no Campo.
Eis que surge um ferimento,
Escuta-se um grande pranto.
A criança se machucou...
Jogando no Campo.
Mas eles não param,
Aquilo foi só um susto.
A diversão continua,
Todos dançando um mesmo canto.
Mas mesmo assim ainda estão...
Jogando no Campo.
Eles só querem brincar,
Aproveitar o tempo santo.
Pelo visto querem continuar...
Jogando no Campo.
Tranquilizante natural
Nada melhor,
Do que está velha cadeira de balanço de meu avô
Para embalar meus sonhos.
O segador de sonhos passas as cegas,
Brilha à lamina em seu balanço.
Nesse ato de Ceifar.
Cada almejo uma história...
Que o segador não pode contar
Fazendo o fio ao vento uma cantiga soar.
O segador de sonhos sega dada hora seifar.
Cortada minha alma espera.
No campo à tombar.
Com o tempo a palha seca.
A semente voltando ao chão.
Com a segadeira o segador sega,
Todos os meus sonhos...Meu coração.
A casa de madeira no balança das arvores a cadeira de balanço são guiada
A luz se estende na varanda e arrastada para o horizonte agonizando
No estalar da madeira a alma fria solitária se escora na inquietude falsa paz
Rasga o coração sobre o vento fino que caminha na encosta e respaldado nas flores e relva do campo tarde tão tétrica neste vazio desigual
Caminho no desfiladeiro e as pedras assustadas ver meus olhos em sangue lagrimas e fel
A calmaria faz o vendo falar no sopro constante que escorrega da colinas agudas
Morro cada dia sem você nas encostas do mar lambe minha agonia na gastura da luz da lua
Me esmiunço em detritos adentes que retalha meu coração na sede do seu amor ausente
As nuvens rasgadas no céu frestas de luz invade a sala e não toca meu coração
A luz do entardecer toca a grama amarelada e na estridente agonia meu sangue corre no contraste dor
Nas batidas fracas de um coração sofredor
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
Pra que a gente possa um dia
Sentar-se na cadeira de balanço
E Num final de tarde
Olhar pela última vez
Pra dentro de si mesmo
E dormitar
Até que a morte venha
E nos acorde delicadamente
Pela primeira vez
Perceber que a vida passou
Não fica quase nada
Pouca coisa além que relações de afeto
Isso apenas nos indica
de que sempre
Alguma coisa vem
Mesmo que não fique quase nada
Fica o pó de giz, que flutuava à luz do Sol
Fica a Lousa apagada no final da aula
A bicicleta quebrada, lá no fundo do quintal
Que igual à vida
Foi ficando pra outro dia
Fica a lembrança
de um nome escrito na calçada
Quando o cimento permitia ainda
O Primeiro dia de trabalho
Aposentadoria
A condução que chacoalhava
A notícia boa que não vinha
Tinha também a ruim
Fica a culpa
Que toda desculpa despejava em mim
Os abraços que nos demos
Os laços de amizade e de amor
Só não fica nenhuma dor
Conforme a cadeira balançou
Ela se foi
Pois não pôde ser dividida
A arte da vida ensina
Que sempre existe alguma coisa
A jamais ser repartida em dois
Termina quando a gente sabe
e aprende
Que há sempre algo
Que ao nosso saber não cabe
E um dia qualquer
Pode ser a qualquer hora do dia
Será sempre o final daquela tarde
Quando o tempo finalmente nos alcança
A cadeira balança uma última vez.
Edson Ricardo Paiva.
ISOLAMENTO
Longe de tudo
Silêncio sem fim
Barulho mudo
Proximidade de mim
Equalizando o balanço
Assim, sem ranço
Só cabe a mim
Despertar o tino
Apontar o destino
Dar passos ao fim.
BALANÇO
Vai pensamento buscar
Lá no balanço das folhas
Que muito sonhos embala
Sem esperar no sofá
Pois todos temos escolha
Ação naquilo que fala.
Refrão)
No balanço do forró, a alegria vai rolar,
Os corações apaixonados vão se encontrar.
No compasso do xote, o amor vai florescer,
No calor da sanfona, a paixão vai acontecer.
(Verso 1)
Na roça do sertão, sob o céu estrelado,
O som da zabumba ecoa pelo ar,
Casais dançam coladinhos, num ritmo apaixonado,
E no brilho da lua, o amor vem brilhar.
(Refrão)
No balanço do forró, a alegria vai rolar,
Os corações apaixonados vão se encontrar.
No compasso do xote, o amor vai florescer,
No calor da sanfona, a paixão vai acontecer.
(Verso 2)
Entre palhas de milho e cheiro de jasmim,
O clima esquenta, não dá pra resistir,
No calor dos abraços, os corações se entregam,
E a magia do forró, nunca mais se apaga.
(Refrão)
No balanço do forró, a alegria vai rolar,
Os corações apaixonados vão se encontrar.
No compasso do xote, o amor vai florescer,
No calor da sanfona, a paixão vai acontecer.
Todos caminhos cruzam para que possamos nos encontrar ditando o balanço para agente se ver;
Eu ligo no sentido de meia verdade e com o pé no chão faz com que o coração atenta;
A qual quer distante desperta qual quer detalhe que o gosto bom dessa força que embala tudo;
E de noite que inspira os olhos de querer a plenitude sublime ao coração;
Eu dito o balanço do coração, mesmo se não alcançarmos sem tentar a noite. que com os pés no chão sem sentir o oposto no diferente sentimento;
E de todo amor que tenho foi salvo pelo o seu querer, sendo colhido do pé e no depender da sua vontade;
Tuas mãos me acariciam me mostrando um caminho que diz-me a direção a felicidade;
Vem no meu balanço, venha conhecer os meus encantos! Vem se envolver em meus sentimentos que tanto quer te fazer viver;
Me dê as mãos e vamos viver o inevitável que tanto desejamos nesse momento glorioso a nós;
Pode se perder em mim que eu me encontrarei em seu coração para realizar as suas expectativas de prazer;
Se os meus termos, lhe fazem negares o seu querer por mim é por que a balanço de uma única forma louca e intensa;
Fora do conhecido sou a medida de uma novidade que encanta por palavras acalentadoras como rosas de Jericó;
E pacientemente regozijo em intenções que me rege de forma literária, mas verdadeiras pelo meu sentimento;
Eu: – Suba no balanço.
Você: – Por quê?
Eu: – Você sabe, confie em mim.
Você: – Ok.
Eu: – Agora feche os olhos que eu vou te empurrar.
Você: – Aaaahh!!!
Eu: – Sente essa cócega no estômago?
Você: – Sim.
Eu: – Pois é isso que sinto cada vez que te olho. Agora quando estiver lá em cima, abra os olhos. 1, 2, 3 e já!
Você: – Oh, que bonito!
Eu: – Não sente que vai tocar o céu? Pois é isso que sinto cada vez que por erro você me dá uma olhada. Agora solte uma mão sua.
Você: – Está louco?! Quer me matar?!
Eu: – Sente esse medo? Pois é isso que sinto cada vez que você se vai, quando não te vejo, quando não está aqui comigo...
Despedida de Mim
Canso-me dos sonhos que não alcanço,
Mesmo lutando, perco o balanço.
Não cuido de mim como deveria,
E a vida escorre, dia após dia.
Sou maravilhosa, disso eu sei,
Mas por que insisto em me perder?
Como uma despedida sem razão,
Vivendo migalhas, fugindo do chão.
É egoísmo, eu bem percebo,
Uma escolha que em silêncio aceito.
E o pior, no fundo, é saber,
Que só isso eu sei fazer.
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