Poemas de Passado
A lua mim lembra você, pois mim trás.... calma, alegria, lembrança, boas e ruins.
Ainda sobre você:
Eu tinha tudo para te odiar, mas ainda sinto algo por você, algo que não sei explicar, o pior é que você não foi, nem é a melhor coisa que ja mim aconteceu, apesar de que as vezes... você mim faz bem, mas so "as vezes" não é o suficiente pra mim, eu não queria sentir isso por você, mas pela décima vez ou nem tanto kkkk agora eu decidir que chegou o momento desse tormento acabar, e é a primeira e última vez que escrevo sobre você!
ADEUS meu passado "sombrio"✋🏾
ÀS VEZES
Às vezes vejo vultos,
Ouço vozes e músicas,
Do nada.
Pareço estar assombrada.
Então uma tristeza
Me aperta o coração.
As lágrimas brotam
Como abóboras no verão.
Uma saudade
Não sei do quê,
Talvez do passado,
Ou será de você?
Sinto sua falta
Como do ano
Que eu desejei
Que jamais tivesse terminado.
Alexandra Barcellos
Árvore Mãe
Existe equilíbrio
Na balança do tempo entre o que nós vivemos a dois intensamente existe o equilíbrio entre as forças da saudade de um passado tão presente e as forças de um presente tão preso no passado tão recente,
Entre o Sol e a Lua existe a distância, a renúncia, existe fronteiras, mas no meio das escolhas brotam as estrelas, renasce o inesperado, o profundo,
entre o Sol e a Lua existe o equilíbrio.
FOSTE
Aquele amor, foste, em outras eras
Olhar no olhar, saudade que povoa
A emoção, foste minhas primaveras
O afeto dentre todos, a boa pessoa
Pros desejos tão cheios de quimeras
Foste os mais ávidos, sonho que voa
Felicidade mais, promessas sinceras
Aquele sentimento que não foi à-toa
Foste: essência, a sombra generosa
Aquele poema de poética amorosa
O cheiro impregnado na inspiração
Fez da minha poesia o rimar inteiro
E do meu versar um verso primeiro
E ao poeta a sua mais doce paixão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 agosto, 2022, 19’21” – Araguari, MG
Não sei mais escrever.
Talvez não seja poeta.
Mas tenho uma força incerta que se declara independente da hora.
Tenho muitas coisas a fazer.
Sou desmazelado e desafobado.
Talvez eu esqueça de morrer lembrando de viver o passado.
29/08/1980.
LEBERTEM A PAZ
A paz,
Toda paz,
É sempre paz,
Quando mãos se unem,
E num apelo de amor
Trabalham em comunhão,
Em favor daquele irmão
Que não sorri.
O sorriso,
Todo sorriso,
Que vem da paz.
Toda paz,
Que um dia o homem
Trancou em seu coração,
E se esqueceu de dizer:
'EU TE AMO"
Para quem precisa.
Para aquele que sofre.
1986.
Será que você ainda pensa em mim?
No jardim de promessas que plantamos
Quase não choveu no outono
Não teve nada pra colher
Hoje sou diferente do que eu era
E talvez você nem me conheça mais..
Porque nada volta a ser como era antes
O caminho mudou apenas em aparência
Os pés são os mesmos
Antes descalços, hoje protegidos pela validade
E caminhamos
Caminhamos em círculos
Outro dia um jovem repetiu os erros de seu avô
A menina usou a saia da avó e foi dançar
Se conehceram no baile
O filho se chamará João, em homenagem ao avô do rapaz
Na parede um quadro velho daqueles pintados,
Têm 3 pessoas muito parecidas
O artista não manjava muito de caricatura
Mas quem liga?
A alegria é relembrar
As esquinas gritam o passado
Até o cheiro é igual
O pão ao menos não mudou muito de uns mil anos pra cá
E nem a fome
Minha pestana é idêntica a de um primo de minha mãe, ele era bem engraçado, não lembro o nome.
Inquietude
Que inquietude sinto ao saber que
a mim esperas ver.
Foram anos de ausência, mas vejo
que não ficastes diferente.
Tua doçura é a mesma, jeito e delicadeza,
são tuas marcas guardadas.
Quando chego ao caminho que me conduz
à ti, o coração dispara chego até a
sentir medo.
Mas quando a mim avistas, disparas em
uma corrida, e logo te sinto pendurada
ao meu pescoço, o mesmo riso, olhar e
beijo.
Volto ao passado, anjo mulher, dona do
meu desejo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Ciências e Artes
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Roldão Aires - Poeta da Acilbras
Cadeira - 681
Patrono Armando Caaraäura -Presidente
É notável a necessidade que tenho de olhar no fundo dos teus olhos, como quem cuida de uma flor, e deixar que as lágrimas descrevam em atitudes o que sinto.
Reconheço que as palavras proferidas pela minha boca, não são capazes de minimizar, as atitudes executadas pela obra das minhas mãos... Mesmo sabendo que sobre elas não havia consciência alguma.
Minha vontade é de abraçar-te, nem que seja o nosso último contato... Talvez assim eu encerre a nossa história ou me afunde cada vez mais nesse abismo secreto.
Assim com fujo de um raio, me escondo embaixo de uma árvore de você, e sigo escutando dentro de mim trovões, que com tremores me dizem: "volta!".
Volta relógio!
Muita timidez e problemas respiratórios mal resolvidos regaram a minha infância, porém foi inevitável segurar a minha alegria de viver o intenso da vida inocente sem dívidas, cobranças e burocracias.
Na juventude o soberano, alto confiante, sabedor de tudo com o mínimo de experiências já era professor, galanteador, conhecedor das noitadas, bom de virar uns copos, o famosinho das resenhas entre amigos e nas bocas delas.
Volta relógio! Volta! Me deixa livre dessa herança hereditária de ser um adulto tão responsável, estou cansado de pedir remédios ao passado para aliviar a minha abstinência.
O tempo corre muito afoito, galopa apressado sem piedade do hoje, insiste a todo momento em buscar apoio e consolo nos braços do tão ansioso e inesperado futuro.
Enquanto houver "e se"
E você puder tentar, tente
Esgote todas as suas tentativas
É sobre não ter brecha de voltar ao passado
Quando sua vida já seguiu em frente.
EU OUÇO UMA VOZ CANTANDO LÁ FORA
Na calada da noite, eu ouço, no silêncio,
Uma voz cantando lá fora...
Paro e escuto aquela voz melodiosa,
Cantando lá fora...
Parece-me a voz dela cantando,
Há muito tempo, para mim.
Não suporto escutar apenas.
Abro a janela do meu quarto,
E solitário, escuto aquela voz
Que, pouco a pouco, vai se distanciando,
Sumindo-se na distância sem fim,
Das longas encruzilhadas.
É a voz dela , eu sei, cantando
Para mim no tempo distante
Que a saudade, que nunca me deixou
Trouxe de longe, do passado
Que se perdeu no tempo
E nunca, nunca mais voltou
imóvel
ela sorria em todas as fotos
dos velhos melhores dias.
imóvel na alegria
dos seus dias coloridos
Estava tudo escuro entre eu e Ele, meus pecados já haviam me corrompido desde do princípio... Uma vez que Ele está acima do tempo, no meu princípio já conhecia o fim.
Desistir de mim já não era uma opção, tornei isso uma verdade absoluta, e mesmo assim, o seu Espírito pairava sobre mim.
Os meus erros tampavam a minha visão! me sentia sem forma, me sentia vazio... Tentava de todos os jeitos buscar em minha volta, algo que fosse capaz de preencher esse vazio na alma , mas já me encontrava no abismo, e as trevas cobriam a minha cara.
Não existia esperança no meu ser! até que mesmo cego pude ouvir uma voz suave como uma pena que caia ao chão, essa dizia: "Haja Luz.", naquele momento o escuro tornava-se claro, ele havia separado a minha luz das trevas! então consegui enxergar o meu corpo e notar que nele, eu podia ser muito mais que escuridão.
Águas que voltam
Em sua calma
Me deixo levar
Onde nossas almas
Irão se reencontrar
Como águas de um rio
Quem correm para o mar
Me aquecem no frio
Sentimentos guardados para te dar
Para as nuvens elas vão
Como lembranças do coração
As águas do rio descerão
E correrão por seus pés ao tocar minha mão
Como o ciclo das águas
Subir e descer
Amar e viver
Sem jamais se esquecer
Voltará mais clara
E seguirá novamente
Como lembranças da gente
Seguirá calmamente.
Roney
Quando voltaremos a cortar a angústia da existência com a fantasia de uma vida azul?
Essa sensação apocalíptica cria uma dialética entre o sobreviver e viver. Se é possível viver? Se a gente na verdade só tinhamos sobrevivido esse tempo todo!
Memórias de um passado inexistente.
Vivemos dizendo que estamos sem tempo. Gastando esse precioso tempo, pelejando arduamente, pra ver se finalmente, com bastante tempo, consigamos nos encontrar.
Agimos como se estivesse acabando o tempo.
Choramos pelo tempo que passou e ficamos ansiosos por não saber quanto tempo ainda há.
Preocupamos em acumular o tempo, para simplesmente deixar que escorra pelo vento, o que sofremos pra juntar.
Perdemos tempo, inertes, distraidos por flertes vendo o tempo passar.
Ahhh o tempo! Ele não é de perder, ele é de ensinar!
Quanto dele ainda tens?
Quanto ainda podes aproveitar?
Agradece quem ele te dedicou e aos que te negaram, deixa pra lá!
Levanta que o tempo urge, ele não espera, e o seu próprio tempo passará!
Acredito que o tempo é infinito, mas o espaço é finito. Se isso for realmente verdade, é possível que em algum lugar do universo, exista uma estrutura capaz de nos levar novamente ao passado, pois sendo o tempo infinito, a relação dele com o espaço gira em torno de uma espiral constante.
Flávio L. Barbosa
