Poemas de Janela

Cerca de 3549 poemas de Janela

⁠A cela do General
que está preso
injustamente
não tem janela,
não deixam
entrar ventilador
e lá está
quente como
a Amazônia
ardente pelo
fogo destruidor;

é um claro sinal
de que se estende
o quê é um horror,

e ele segue sem
acesso ao devido
processo legal.

Estranhos
estes tempos
modernos
estranhos,...
Abrem
e fecham
as asas
do condor.

Ah, Colômbia!
Não preciso nem
entrar em detalhes,

A tua política
perdeu o andor
desde o dia
que iniciou
a fazer
a Pátria Grande
conflitante.
Posso até vir
perdoar as
heranças dos
maus hábitos
oligarcas,
porque perdoar
é cristão,
mas o tempo
e a história
são diferentes:
ele(s) não.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os ventos do dia
seguinte que
estão a refrescar,
Não chegam
até o General
porque janela
na cela não há.

Em relação
a justiça não
é diferente:
Ele se encontra
há mais de um
ano e meio
sem audiência
preliminar,
Tendo sido preso
no meio de uma
reunião pacífica.

Repito para que
ninguém mais
venha outra
história inventar,
Ou da imagem
dele se aproveitar
como um famoso
laureado ainda
insiste um falso
positivo plantar.
O General é inocente,
e não adianta
a cantilena
contra ele insistir
em espalhar,
A cada sílaba maldita,
surgirá um
novo poema
para o mal atrapalhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio na Janela


Rodeio na janela
da minha casa
concede a beleza
que poucos
podem ter na vida:
as flores do tempo
mudam de cor
e o verde com todo
o seu esplendor
os meus olhos brinda.

Rodeio na janela
flórea cidade
do Médio Vale do Itajaí,
tenho muito
para agradecer a ti.

Rodeio na janela
escreve a minha
poesia dos dias,
e traz toda a poesia
da Santa e Bela Catarina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda que distante Órion
apareceu na janela,
Não esqueci do que é bom
para manter a nossa
chama do amor acesa,
Embriagante aroma
de narciso quero me perder;
E hei de encontrar contigo
de tal maneira que eu
esqueça o meu próprio nome
e não recorde a rota
de regresso por onde vim,
Desde o primeiro dia que te vi
além da poesia o escolhi para mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Faça de contas que ela está

Entre em seu quarto
E abra a janela
Está um dia lindo
Faça de contas que ela está
Ela já se levantou
Se vestiu, foi para a rua
Na hora do almoço ela volta...

Ela pegou suas coisas
Penteou os cabelos
e foi para o lugar combinado
Esperar a van que a leva para a faculdade
Acho que mais ou menos à essa hora
Ela deva estar no intervalo
Conversando animada com as amigas
Ou tirando fotos no celular

Já é tarde
E ela deve estar dormindo
Seu quarto não é vazio
Seu leito não é frio
Seu corpo não jaz noutro lugar
Ela dorme abraçada ao travesseiro
Faça de contas que a ouviu se levantar
Que ouviu seus passos na cozinha
Deve ter sentido sede
Por algo salgado que comeu antes de ir dormir...

Parece que está tocando sua música favorita
E você até pode imaginar ela dançando
Fazendo pose em frente do espelho
Olha, ela está se arrumando
Vai à uma festa com seu namorado
Ele deve estar tão bonito
E ter exagerado no perfume ou no gel de cabelo

Acene, diga boa noite
Peça que volte logo
que se cuide
E não se esqueça de dizer que a ama
E que sempre vai amar...
Faça de contas que ela está aqui
Faça de contas que ela vai estar para sempre
E assim vai ser mais fácil
Suportar a sua ausência...

( para Márcia Couto )

Inserida por meiremoreira

Pelas janelas, adiante..
Por trás das janelas
Outras janelas
Meia janela
Todas janelas.

Inserida por jofariash

⁠Quase jogo tudo pela janela do quinto andar,
Depois do seu até breve, sem pé e sem cabeça.
Estranho...

Inserida por BrioneCapri

⁠Arrume a sua casa todos os dias,
do seu jeito.
E que sobre tempo de olhar o mundo pela janela.

Inserida por BrioneCapri

⁠Visão do Caos

Olhar pela janela parece o caos
Não quando se quer pular
Olhar para as feridas parece a dor
Não quando se quer sangrar
Eu nunca disse que gostava da dor
Mas era única que me confortava
Eu nunca disse que me mataria
Mas eu não disse que não pensava
É que as palavras nunca saem
Na verdade eu que não sei dizer
Espero no fim poder falar
Desculpa..
Já não deu mais pra me refazer

Inserida por BUNDLE_TRHASHING

Hoje, ao abir a janela, eu descobri que Julho chegou!
Decidi então, e deixei a luz de Deus entrar.
Eu vou vier!

Inserida por AlexsandraZulpo

DEVANEIOS:


Sozinho, em meu quarto estou
A janela entre aberta seduz a brisa fria
A entrar
Sobre a platina está
O cálice já embriagado com o licor
Que faz acalmar
O orvalho da madrugada fria
Sucumbe em meu corpo nu
E me faz despertar
A aurora já adentra
As frestas da janela que não mais
Entre aberta está
Meu corpo ainda moribundo
De uma noite ébria
Me faz delirar
Procuro-te ao meu lado
Não tenho teu corpo febril
A me deleitar
Assim desperto
Para mais um dia em devaneios
Me embriagar.

Inserida por NICOLAVITAL

DEVIR {soneto}


Alvorecendo o dia, percebo a vida diferente...
Vou ate' a janela, descortinada com o ventejar.
O rebolar das flores se despindo do usual, a notar.
Flores murcham, animais morrem, igual a gente...

O som dos pássaros, o balançar das arvores...
Olhando pra fora, percebi o clarão de um recomeço.
Tudo parecia numa conspiração só, um rebuliço.
Vida desprovida, despertei-me destes horrores...

Em nada o existir, tudo num habilita-desabilita.
Não há garantias, nem estabilidade, tudo passa.
Ineficaz e' o existir, um sopro de vida que irrita.

Abraça pra sorrir, aperta pra doer, magoa pra sofrer.
⁠Que gosto tem uma lagrima? Antes era congelada?
Agora pode chorar, a lagrima não e' nada! E' viver.

Inserida por andre_gomes_6

⁠ ⁠Folha ( haicai)

Vi pela janela
Gotículas de orvalho.
Uma folha se move.

Inserida por andre_gomes_6

Janela dos Sonhos "Poema

Não sou nada.

Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Da Janela dos meus sonhos...

Tenho milhões de sonhos...

Que ninguém sabe qual é.

Apenas um mistério guardados em meus sonhos.

Nos meus sonhos apenas uma rua...

Uma Campa gelada.

Um anjo adormecido que dorme na campa fria.

Uma rua deserta com pouquíssima gente por perto...

É uma rua inacessível a todos os pensamentos reais.

Com o mistério das coisas por baixo das pedras frias e dos seres adormecidos...

Como a morte que,deixa umidade nas paredes.

Paredes geladas, uma campa fria onde dorme os seres sem vida. ..

Mesmo os que,sem cabelos brancos são conduzidos a seus destinos.

Vageiam -se pela estrada do nada.

Estou hoje lúcida, como se estivesse passado pela escuridão...

E acordando ao romper do dia...

E chegando ao final de uma rua sem saída.

E como se não tivesse mais irmandade...

Senão uma despedida, tornando-se esta casa deste lado da rua...

A fileira de carros e uma partida gelada...

Que conduz ao destino final.

E uma sacudida nos meus nervos que, me conduz ao meus sonho.

Estou hoje perplexa, como quem pensou e achou e esqueceu...

Estou hoje dividida entre a realidade que devo seguir...

À campa fria do outro lado da rua, como coisa real por fora...

E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada...

Apenas um sonho...

A aprendizagem talvez.

Desci dela pela janela dos sonhos...

Voltei à realidade e percebi que os mortos vivem através de um sonho...

De um mundo paralelo ao meu mundo.

Um mundo onde não podemos ter sonhos...

Mas podemos sentir através da campa fria.

Onde um dia terei meu sonho...

Um sonho só meu...

Que dividirei comigo mesma.

Como um anjo adormecido eu acordarei.

Inserida por Marylucy

Então me sentei de frente pra janela do meu 6° andar. Fui escrever a minha vida em um papel amarelado sem linhas. Lotei uma xícara com café e coloquei ao lado, por estar frio me enrolei em meu cobertor. Mas ainda havia algo que me incomodasse, não conseguia me concentrar. O barulho dos carros que passavam lá embaixo me interrompia, e a chuva fazia-me lembrar de cenas as quais eu já havia vivido, e como de costume os meus pensamentos se deslocavam para outras cenas ainda não vividas, mas imaginadas. E era como se eu estivesse lá. Se faria diferença alguma? Não sei.
Apenas voltei para aquele meu momento de escrita, entre o papel, a caneta e as meias palavras rabiscadas. Mas nada saía, as palavras permaneciam alojadas dentro de mim. Percebi que o café esfriava, e a chuva ainda caia vagarosamente e o frio me deixava mais gelada do que o normal. Apenas o triste frio lá fora e algumas pessoas tentando lavar a alma. Era a visão que eu tinha do alto do meu 6° andar.
Sei que pareço triste, minha aparecia não está sendo lá as melhores possíveis. Embora eu não esteja tão triste assim, digamos que é o cansaço da vida, afinal a vida estraga as pessoas. Ou talvez eu esteja bem? Digamos que não.
Posso dizer que me sinto confortável, se essa é a palavra certa. Sim, mas talvez não. Por mais que eu queira me sentir bem por toda minha vida, logo de manhã ou depois irei me desgastar com algo e não estarei tão bem quanto hoje. Mas logo as coisas se repetem, e eu estarei finalmente bem, e contente. E assim vai, é uma rotina! É a minha rotina.
E como eu me desconcentro fácil demais, sobre a minha vida novamente não saiu nada, apenas meias voltas na sala de estar, e vagas palavras expostas nesse papel amarelado. E olha. Enfim, a chuva parou de cair. E o café se esfriou novamente.

Inserida por JeMartines

O mundo é nossa morada com vento que sopra liberdade. Nosso teto é o céu com luz do sol ou da lua. Nossos horizontes não tem paredes, nossa janela é da alma. Vivemos os encantos que a natureza nos proporciona com simplicidade. A beleza da vida está no coração.

Abra a janela, mas não se espante ao perceber que algumas certezas não passavam de meras ilusões.

E todos os dias, abra uma janela para o seu espírito.
Deixe sua alma respirar o ar da vida!

Enquanto tomava o café da manhã, fiquei reparando no meu quintal pela janela e levei um susto. Pensei comigo mesmo: tanta gente igual a mim, não sabem por onde começar a tentar salvar o mundo.
E eu aqui vendo que o meu próprio quintal que está imundo.

Não evite olhar dentro dos olhos das pessoas, não evite tocar em sua alma e descobrir que a janela dos olhos sempre diz a verdade"