Poemas de Janela

Cerca de 3570 poemas de Janela

QUEM SABE ENTRA PELA JANELA?

Dizem que a felicidade não bate duas vezes na mesma porta,
e se ela estiver blefando e resolve bater na sua janela?
Às vezes a felicidade entra pelas frestas e a gente nem nota…

Inserida por Lulena

Um pouco de alegria? - Sim!
Ver cores, luzes, sorrisos além dessa janela é só o que eu quero...
Tempo morto? -Talvez! Mas que ressuscita sempre nessa mesmice estagnada.
Viver? – Como? Se essa vida que eu vivo é só quimera.

Inserida por Lulena

Novidades do velho mundo

Abro a janela, enxergo o que passou
No horizonte, prédios cortam a visão
Um poderoso calor ofusca o inverno
Aquecimento global não é invenção

Se o amor é para sempre, tudo bem
Nada terminou sem motivo aparente
Ainda encontrarei uma alma comum
Para ter esconderijo além da mente

As placas direcionam ao precipício
À direita ou à esquerda há sangue
Jovens intolerantes são engajados
Não comovem disparos de tanque

Se nada for para sempre, tudo bem
Estamos adaptados à efemeridade
Amigos cabem nos bolsos da calça
Fácil descartar quando der vontade

Fui condenado à chatice moderna
Cumprirei a pena enquanto puder
Que novidades animam o mundo
Se são velhas diante do que vier?

Inserida por PensadorRS

Quando ela entrou no rock bar

Quando ela entrou no rock bar
Eu estava olhando pela janela
Meia-noite e quinze de sábado
Acreditei numa vida mais bela

Todas as ações espalhafatosas
Ao menos refletiam a verdade
Cabeça no lugar não foi o forte
Mas confie: não faltou vontade

É fácil perceber interesse real
Ainda tenho alma e me dedico
Nada espero ganhar em troca
De afeições puras não abdico

Não importa o que pensarão
Jogados num mundo carente
Homens e mulheres imóveis
Gente sem coração de gente

Sim, eu faria tudo outra vez
Devoto das causas perdidas
Um cara estranho a olho nu
Entre as chegadas e partidas

Quando ela entrou no rock bar
Eu estava saltando de alegria
Sem tempo para ver o relógio
Apaixonado por uma melodia.

Inserida por PensadorRS

⁠Dois olhos, uma árvore
Eu e a natureza
Abro a janela e é o que vejo, o verde
Mas a verdade é que nem tudo são flores (ou folhas)
Há situações que são espinhos, como a moça de verde na calçada
De verdade, meus olhos nunca foram tão facilmente convencidos a olhar
Olhar uma estrela caminhar sobre o chão
Mas estrela, o que te trazes aqui?
Eu mesmo respondo, visivelmente vejo seus motivos
Era uma tática, mais uma tentativa astral de me tirar o foco do que realmente importa
Meu pé de laranja lima, com suas lindas folhas cor de natureza, naturalmente verdadeiro.

Inserida por PabloAfonso

O simples


⁠Na pequena casa de madeira as velas acesas iluminam a escuridão,
a janela aberta permite o cheiro do mato entrar,
os cavalos descansam, os cachorros estão com seus olhares hipnotizados pela beleza da lua e das estrelas,
o sereno aqui e a cerração acolá são as companhias de cada gole dado na boa cachaça,
o silêncio da noite calma as vezes é interrompido pelo rastejo no mato,
sentado na cadeira de balanço observo a paisagem sem celular, sem televisão, sem carro e me emociono ao perceber o quanto è bom poder desfrutar da simplicidade.

Inserida por Ricardossouza

⁠Saudosa escrita


Através da janela aberta ventos saudosos chegaram,

Escrita em linhas tortas, versos sujam o papel,

Do celular, fotografias foram mergulhadas em sentimentos,

Na mesa, o café frio, a peça intima perfumada, rabiscos lacrimejantes,


Ventos fecham as janelas, muralhas crescem além da conta,

Amargos, são os detalhes da história recente,

Doces, são as migalhas das lembranças sem prosa,

As linhas, levam a uma estrada deserta abaladas pela saudade.

Inserida por Ricardossouza

Espelho

Da janela;
Do retrovisor;
Do celular;
Do ônibus;
Do banheiro;
Dos meus olhos;
Do meu coração;
Do lugar aonde eu estiver sempre haverá um espelho refletindo você!

Inserida por Ricardossouza

DEVANEIOS:


Sozinho, em meu quarto estou
A janela entre aberta seduz a brisa fria
A entrar
Sobre a platina está
O cálice já embriagado com o licor
Que faz acalmar
O orvalho da madrugada fria
Sucumbe em meu corpo nu
E me faz despertar
A aurora já adentra
As frestas da janela que não mais
Entre aberta está
Meu corpo ainda moribundo
De uma noite ébria
Me faz delirar
Procuro-te ao meu lado
Não tenho teu corpo febril
A me deleitar
Assim desperto
Para mais um dia em devaneios
Me embriagar.

Inserida por NICOLAVITAL

"A vidraça da janela da sala
quebrou, da mesma forma que
meu coração despedaçou.
mandei concertar a janela.
Porém meu coração ferido continua
partido. Ontem você me procurou
Para o namoro terminar e meu sofrimento
iniciar. Que pena te lembrar que de você
estava gostando, um sentimento sincero e
singelo, verdadeiro sorrateiro, mais
agora não tenho mais nada a esconder e
de você só quero esquecer".

Inserida por Boysdontcry

O sol da manhã.

A luz dourada escorre pela janela, aquecendo a ponta do meu nariz e abrindo um sorriso em meu rosto. O mundo parece um pouco mais alegre.

A brisa suave acaricia meu cabelo e me faz dançar. O canto dos pássaros me faz querer voar. A xícara de café quente me deixa aconchegante, mas o gosto amargo me faz lembrar da vida. Meu coração bate em ritmo de alegria.

O tempo parece se estender, a pressa se dissipa, a mente se acalma, e a paz se instala em mim. Sinto uma leveza tomar conta de mim, a alma se abre para um novo dia, o mundo se torna um palco de encantamento, e a vida se revela em sua beleza.

Inserida por SAFIRASOUZA123

DA JANELA

Tive olhando hoje
pela manhã,
pela janela
do mundo
as pessoas,
as ruas
os postes
as calçadas...

Tudo me pareceu
concreto..
não havia flores
nem jardim
nem animais
nem crianças
coisa abstrata indefinida
tudo muito frágil.

Dia chuvoso
no hemisfério sul
sem névoa ou neve
também sem sol
tudo na rua
parecia morte e medo
de tanta calma
vida concreta
gente sem alma.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O sabiá

Um sabiá canta no meu quintal.
Toda manhã ao pé da minha janela,
Um canto melancólico, ele parece contar
Uma história triste, porém singela.

Às vezes penso, que o sabiá que canta o dia inteiro
No meu pé de laranjeira é um lobo solitário,
Que vive entre as estações
E canta pra sobreviver, não porque é necessário.

Eu o vejo pela vidraça da Janela,
Por vezes embaçada de neve ou de poeira.
O sabiá, assim como eu,
Escolheu a solidão como companheira.

O sabiá sabe, assim como eu sei
Que o que era sublime e tão bonito
Ao mudar de estação se perde tudo
Seu canto fica mudo...Tudo cai no infinito.

Inserida por EvandoCarmo

⁠VEJO A VIDA PASSAR PELA JANELA

Todo dia, sobretudo à noite, tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. Não como um acontecimento brusco, mas como um escoamento sutil — uma espécie de adeus cotidiano que ninguém percebe, exceto quem aprendeu a olhar.
É pela janela do meu quarto que observo a lua — testemunha antiga dos meus poemas, cúmplice dos versos que escrevi para minha amada, esposa, musa. Foi ali que derramei palavras como quem tenta deter o tempo. Foi ali também que vi meu gato desafiar o espaço, se equilibrando entre o vidro e a rede de proteção, como se pressentisse que a vida, afinal, é esse jogo instável entre o risco e o repouso.
Às vezes me pego contando os dias. Não com a ansiedade de quem espera, mas com a lucidez de quem sabe que tudo se esvai. Como quem vira páginas em um calendário invisível, um calendário metafísico onde cada dia é uma página escrita com o que não vivi plenamente.
E então me pergunto: será que me resignei diante da finitude? Ou apenas me acostumei a contemplar, a escrever, a esperar? Me tornei íntimo da lua, confidente das madrugadas, contador de silêncios. Talvez tenha aceitado que a vida não se segura — apenas se observa. Como quem sabe que o tempo não espera por ninguém, mas pode ser tocado, por um instante, no gesto de olhar com atenção.
A cada noite, sinto que estou escrevendo — com meu corpo, com minha espera, com meus olhos voltados à lua — uma lenta despedida.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Da minha janela, olho a lua. Está inteira, clara, e sempre me encanta, mas o que mais me espanta é o fato de que ela não tem luz própria. Como pode algo tão brilhante ser apenas um reflexo, uma ilusão de luz? Ela se mostra em sua plenitude, mas não é sua a chama que a torna visível. A luz que vemos, tão intensa e bela, vem do sol, distante e silencioso. E, mesmo assim, a lua reflete, com tamanha força, essa luz emprestada, como se fosse sua. Como pode uma ilusão ser tão real? Como algo que não emite, mas apenas reflete, pode ter tanto poder sobre os nossos olhos e pensamentos?
Isso me leva a pensar em outras coisas que, assim como a lua, existem apenas na ilusão que construímos sobre elas. A gravidade, por exemplo. Nós sentimos, nos afetamos, mas não podemos tocá-la, como se fosse uma presença invisível que nos mantém ancorados à Terra, mas, no fundo, não a vemos. E o tempo? Ele passa, nos arrasta com sua corrente invisível, e vivemos sobre a ideia de que ele é linear e certeiro, mas, na verdade, não passa de uma construção mental, uma convenção que decidimos acreditar para dar sentido à nossa existência.
A verdade, muitas vezes, é uma construção. A própria realidade, o que chamamos de “real”, não é senão um jogo de percepções e interpretações que aceitamos, até mesmo nos convencendo de que o irreal é, de fato, real. Como uma miragem no deserto, ou um sonho que, ao acordarmos, parece mais real do que o próprio mundo em que vivemos. E, ainda assim, acreditamos. Abraçamos a ilusão porque ela nos oferece sentido, segurança, uma sensação de pertencimento ao que não compreendemos completamente. E, talvez, seja isso o mais misterioso de tudo: nossa capacidade de acreditar no intangível, de fazer da ilusão uma verdade irrefutável.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Mera imensidão

A Lua iluminada,
Vejo da minha janela,
Bonita e aclamada,
Penso na beleza dela.

Vejo uma constelação,
Eu estou admirada.
Por que há tanta beleza,
Numa estrelinha de nada?

As Marias andam juntas,
Gosto de observá-las,
Pois a culpa é das estrelas,
E ninguém pode julgá-las.

Eu queria ser a Lua,
Satélite deslumbrante.
Eu queria ser as estrelas
Para brilhar na escuridão.
Mas o triste é saber
Que eu não seria um ser pensante
E a coisa mais frustante:
Eu não teria um coração!

Inserida por Missbelle

Falando de amor
Hoje ao acordar logo cedinho, abri a janela e observei que tudo estava mais belo.
O céu era mais azul, o verde mais vibrante, a sinfonia dos pássaros era muito mais harmônica.
Num piscar de olho, materializei a imagem do homem pelo qual me encantei.
Minha boca foi até as orelhas,meu coração bateu descompassado, logo o imaginei.
Então, emiti ligações espirituais , senti emanar de meu ser uma força incontrolável.
De repente o telefone tocou,a minha felicidade se completou ao ouvir a sua linda voz sussurrando em meu ouvido.
Você é a minha alegria, ao teu lado me sinto feliz me sinto mulher.
Homem especial ,és a minha concreta fantasia , a cada instante lembro de teus beijos, de tuas mãos deslizando em meu corpo, dos nossos devaneios de prazer.
Posso afirmar , és a vida da minha vida, és o amor do meu amor , és amigo, és o meu amante.
Quero te confessar , em minhas preces rogava ao Senhor Deus, a benção de poder te reencontrar.
Sinto, entre nós há uma forte ligação espiritual,temos muitas coisas em comum .
Gostamos de músicas, da expressarmos através da comunicação verbal e de andar de bicicleta.
Abraçamos as causas sociais e temos Deus como nosso amigo e protetor.
Agradeço a sabedoria do tempo e ao céu por nos permitirem, vivenciar o amor.
Homem especial , me faz levitar, teus carinhos me surpreendem me encantam e me possuem.
Ao fazer amor contigo, sinto emanar de mim uma energia cósmica, que se espalha pelo ar.
Abençoado seja o nosso amor,que chegou sem avisar, veio cheio de essência para nos completar.
Me sinto uma mulher com alma de menina, que por isso estou a te amar.

Zélia Lima 21 de maio 2012
Segunda- feira

Inserida por zelhaneide

⁠Salubre

Ajeite a casa, abra a janela e deixe o ar entrar,
jogue a bagunça porta a fora e bote a música para tocar.

Inserida por RobinS25

⁠Catarse

O coração é casa; se desfaça do que já não lhe serve mais, jogue a bagunça pela janela, faxine sala, quarto e cozinha e convide o Amor para entrar.

Inserida por RobinS25

⁠Graça
Ah, que suave graça seria, ter a leveza de uma alma poeta.
Mirar o mundo por uma janela secreta, e ver tudo em prosa e poesia.

A vida, enfim, se revelaria, em liberdade completa.

Inserida por RobinS25