Poemas de Ausência
A AUSÊNCIA
A ausência, um rio que corrói a memória,
Esculpe o esquecimento em cada maré.
Se a deixas sozinha, por muito tempo, sem história,
Ela se adapta; a dor se torna um véu tênue que se vai.
No início, o vazio, um grito mudo, um eco a ecoar.
Mas o tempo, mestre da cura, a molda em novo lugar.
Ela sai, sem você, a alma livre a voar,
Em restaurantes novos, em paisagens a se afagar.
Conhece o mundo, sem o seu olhar, sem o seu toque,
E se, no seu caminho, a felicidade encontrar,
Se a sua presença se tornar um "tanto faz",
Você a perdeu, para sempre, sem ter como voltar.
A ausência, um espelho que reflete a verdade,
A saudade, um fantasma que se alimenta da saudade.
Se a perdeste, a culpa é tua, da tua frieza,
Que deixou a chama da paixão se afogar na tristeza.
@ANDERSON1ANTONIO
Eu percebi que nunca escrevi coisas boas sobre você.
Minhas poesias só falavam da sua ausência, mesmo quando você estava por perto.
A verdade é que eu esperava que você escrevesse primeiro,
Como quem espera um sinal verde para cruzar a avenida.
Eu queria te dedicar minhas MPBs favoritas,
E talvez até pintar uns quadros de impressionismo só pra combinar com o que a gente tinha.
Cheguei a sonhar em criar uma vanguarda chamada Rêvenence ou Amaraggio,
Pra dar nome a esses sentimentos que a gente nunca disse em voz alta.
Acho que eles só conheceram as paredes das minhas orações,
Mas nunca os nossos ouvidos.
Hoje, essas palavras já nem fazem sentido.
E, quer saber? Obrigada.
Obrigada por me ensinar que nem tudo precisa ser escrito.
Obrigada por ser exatamente o que foi — bom, ruim, mas real.
Então, um brinde aos sorrisos que demos juntos.
Sem mágoa, sem drama, só gratidão pelo pedaço da história que foi nossa.
Entre o Espaço e o Tempo, Amor
Há um vazio que o tempo não preenche,
Uma ausência que a alma sente.
É como um céu sem estrelas,
Ou um mar sem ondas para aquecê-las.
Estar longe de você é não ser inteiro,
É ser barco perdido sem paradeiro.
É ter o coração preso em um grito,
E viver de memórias, onde habita o infinito.
E quando meus olhos fecham para sonhar,
É o seu rosto que vem me abraçar.
Porque mesmo na dor da distância cruel,
Nosso amor é ponte que toca o céu.
Eu te amo no vazio que o tempo cria,
No silêncio frio de cada dia.
Te amo na dor que quase me vence,
Pois o amor é maior do que o que se sente.
E quando enfim os caminhos se cruzarem,
Quando o espaço e o tempo se dobrarem,
Seremos inteiros, livres da dor,
A prova eterna do nosso amor.
Amor e Apoio
Amor não é a ausência de brigas ou dilemas,
É o encontro com a alma que acolhe seus temas.
É abraçar o caos que habita em você,
E devolver a paz que o tempo quis esconder.
Que eu seja a mão que enxuga seu pranto,
O silêncio que acalma em meio ao quebranto.
Que eu esteja presente na sua fraqueza,
E transforme em força a sua incerteza.
Se o mundo cair e o chão desabar,
Prometo ficar, seu lar vou formar.
Reconstruir com você cada pedaço,
Sustentar seus sonhos no meu abraço.
E juntos, viver o amor que renasce.
SimoneCruvinel
Só eu sei dos caminhos escuros que percorri
Sentindo, a cada passo, a dor de sua ausência
Há pouco tempo atrás havia tristeza,
Mas junto a ela estava a certeza de poder estar com você,
Ainda que por instantes
Tudo parece confuso, como em um pesadelo no fim da noite,
Do qual recordamos ao despertar
No fundo, apesar da incerteza,
Não houve um dia sequer em que deixasse de pensar em você
E nestas horas, mesmo amargurado,
Sentia aflorar um sorriso na minha alma,
Que corria no meu sangue e inundava meu espírito
Nem sei quantos dias se passaram,
Só posso dizer das tardes, noites, madrugadas e manhãs
Que passei sem você.
-Ausência
Eu te dei o meu melhor, mas você sabe eu sou imperfeita, e sempre me meto na pior.
Entrei numa fria, e eles dizem, mas oras quem diria?!
Eu te dei meu coração, e você pisoteou e fez de segunda opção.
Eu tapei o seu buraco mais vazio, só pra você não se sentir tão sozinho.
Eu te dei o meu melhor, quando você estava na pior.
Eu te dei presencia e você só me respondeu com ausência.
Quando eu mais precisava, você me afundou, e em nenhum momento se propôs e me ajudar.
Tudo que você fez, você pagou.
Mas e eu, tola como fui, permaneci te amando.
Procurei amor em estranhos, pra poder se desfazer de todos os arranhos.
E agora eu não saberia como te perdoar, se mais uma vez, você se atrever a me magoar...
Nostalgia e a Saudade
Ausência
Eternamente
Presente
Sabe
A nostalgia
Contagia
Saudade
Riqueza
Que se junta
Saudade
Não
Se mata
Não
Se cura
Saudade
Dádiva
Divina
É coisa boa
Quanto mais
Melhor que
Nostalgia
"VÊS?
Sou doença que cura
Uma ausência presente
Uma impureza pura
Febre que não se sente
Tipo de fel que adoça
Tipo de claro escuro
A secura que empoça
Sou presente futuro
Prisão libertadora
Finitude infinita
Dívida abonadora
Imóvel que se agita
Maldade benfeitora
Sou alegre desdita".
A falta que nos fazemos.
A falta que nos fazemos.
Ausência sentida, porém,
não compreendida.
Sinto falta do Amor
fraternal, familiar, aquele
Que um dia foi transbordaste.
Hoje, vivemos das poucas gotas
que ainda se fazem presente.
Gratidão senhor, pelas tantas
fontes que saciam a nossa sede
de vida, sede de Amor.
Nunca serei vazio
Por que estou cheio de saudade
E a cada gota de ausência
Um vasto mar de eternidade.
A ausência de informação distorce a realidade.
O som guia o olhar.
O tato sustenta o sentir.
A visão sozinha só vê o que já passou.
02/04/2025, 23h18, no exato momento do colapso
Havia um incômodo ante o silêncio do analista, pois soava como uma ausência.
E ausências, por vezes, implicam dores.
Silêncios, por vezes, falam de sufocamentos e impossibilidades.
Aventurando-se nesse desconfortável desconhecido, depara-se com um tiro à queima roupa.
Dessa vez, a sensação de ser deixado ao relento dá espaço à captura que, não sabendo bem como se define, varia entre provocação e amparo.
Haveria, ali, um atalho?
Talvez ele não saiba por onde se deve ir...
Mas parece que diz, sem dizer, que deve ir a algum lugar.
Há um novo olhar sobre o silêncio.
Ele é um ato, se faz presença.
Ele está ali, mais vivo que qualquer abraço, que qualquer palavra, apesar de não trazer na sacola uma resposta-alívio.
Ele mexe no que estava quieto, levanta a poeira que vivia por debaixo do tapete, descobre andares inexplorados abaixo do piso.
E, ao contrário do nó que antes causava na garganta, hoje, faz o corpo todo esperar por ele, aquele bendito, que o empurra pra dentro de si mesmo.
versos de copo vazio
No canto de um bar, meu velho refúgio Me abrigando da tua ausência, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom
Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman já sabe "mais uma ai irmão?"
E eu disse é claro já que o amor não tem cura Apenas repetição
E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio é torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.
Demorou, mas eu entendi:
a solitude não é ausência, é presença.
É quando a gente aprende a ficar com a própria companhia
e percebe que o silêncio pode ser um abraço.
Que a paz mora onde não há cobranças, só verdade.
Foi na solitude que me encontrei de novo.
Sem precisar provar nada, sem máscaras.
Ali, enxerguei as feridas que escondi por tanto tempo
e tive coragem de curá-las.
Com calma.
Com verdade.
Com amor-próprio.
Descobri que estar só é diferente de estar vazio.
E que, às vezes, a gente precisa da solidão pra lembrar de quem é.
Aprendi a me escolher, sem medo.
A cuidar de mim, sem pressa.
A não aceitar menos do que eu sei que mereço.
Hoje, se não for inteiro, eu não fico.
Se não for recíproco, eu me retiro.
Porque depois que a gente conhece a paz da solitude,
não se contenta mais com metades.
Me amar foi o início da minha cura.
E a minha paz… virou sagrada.
Entre cicatrizes e silêncios.
Nem todo silêncio é ausência…
Às vezes, é proteção.
Porque depois de tantas decepções,
a gente aprende a se guardar em silêncio.
Quem sente, sabe.
Quem viveu, entende.
Quem perdeu, mudou.
E quem se curou, não volta mais igual.
É sobre isso.
Teus olhos
Observando a ausência
Do amor,
A lágrima
Que passeia teu rosto,
Cada detalhe da dor
Em uma pintura triste.
Ateísmo pela ausência de experiência,
Incrédulo pela própria ciência,
Difícil aceitar um deus que tudo cria,
Fácil não acreditar nessa afirmação vazia.
No princípio criou?
O universo inflou!
Teoria mais racional,
Para os atuais religiosos ela é banal.
Cegos pela doutrina,
A religião é deles a ruína!
Liberdade de pensamento,
O incrédulo vive em todo momento.
O que sobrou de você
não cabe numa caixa,
nem em foto, nem em saudade.
É mais,
é ausência com grito,
memória com soco,
presença que machuca.
Nenhuma doença mata mais do que a ausência de amor
Sem amor, a dor
E o ódio nos devora
A depressão mata silenciosamente
Sem amor, não há propósito e a vida decai
Sem amor, não há humanidade
E a existência não existe.
Inspirado nas palavras do
Papa Francisco
Por Marcio H. Melo
