Poemas de Ausência
Ela estava ausente. Nada a presentificava onde deveria estar. Nenhum fio de cabelo se movia, nenhuma pálpebra batia, nenhuma lágrima caía. Estava ausente da rua, do trabalho e até do mar que continuava a quebrar nela as suas ondas, como a dizê-la que tudo passaria. Estava fora do seu corpo, a embalagem que vestia a sua ausência e fazia os outros acreditarem que ela ainda existia e andava e comia e vivia, quando apenas sobrevivia a si mesma!
Sempre fui sentimental a ponto de guardar a mistura ao lado do prato para comer por último. O melhor para o final. Tão sentimental que, quando criança, tomava Yakult pelo fundo do pote que era para durar mais. Mantinha o lacre intacto, mordia o fundo, um minúsculo furo no fundo e o minimalista Yakult durava vários minutos até acabar. Lembro uma vez que bebi metade do pote e guardei metade para mais tarde. Logo, sinto sempre que esvazio um cinzeiro. Cada bituca é uma lembrança. Tenho um cinzeiro em casa que guarda bitucas de anos atrás. Um cinzeiro especial, dado por uma pessoa que não me dará nada mais que ausência, então, tão sentimental que sou, guardo.
A pior coisa é ter saudade do que não existiu. Saudade do que foi idealizado, do que poderia ter acontecido...
Se o evento morte realmente interrompesse os vínculos de amizade, não chamaríamos de amigo àqueles que já partiram para outro plano, mas que, em vida, foram nossos grandes amigos. A amizade continua, ainda que não fisicamente materializada.
Há presenças que transformam e presenças que são como ausências. Quando não temos afinidade com uma pessoa a presença dela é como se fosse ausência. Contudo, a presença de alguém que amamos é semelhante a uma brisa paradisíaca, traz paz, serenidade, felicidade. Pessoas amáveis e gentis não tocam apenas nossa essência física, mas sobretudo, nossa alma, nossa mente e coração.
Durante um tempo, achei que a relação complicada com a figura paterna fosse uma experiência apenas minha. Aos poucos, percebi que não. Boa parte dos homens carregam pela vida emoções semelhantes, embora sejam filhos de pais diferentes do meu. O filósofo francês Jean-Paul Sartre, cujo pai morreu quando ele era bebê, dizia ter sido privilegiado pela ausência de uma figura paterna capaz de moldá-lo ou influenciá-lo. Ele julgava ser mais livre que o resto dos homens. Li essa afirmação muito jovem. Achei que fazia sentido. Hoje acho bobagem. Não há pai mais influente que o pai que não existe. Ele deixa tamanho vazio, provoca tantas interrogações, que seu filho pode gastar a vida tentando entender-se. A figura paterna é uma referência monumental. Tão grande que, se não existir, terá de ser criada.
(Ivan Martins, "Amor de Pai", p/Rev.Época)
Tem quem me enxergue de forma melancólica e tem quem me acha a própria melancolia...
Sou apenas os traços de uma ausência que perdeu-se num passado distante e que vez ou outra pincela meu presente, sem deixar esboço, apenas leva o meu melhor, hoje!
E quando se deixa de amar, para simplesmente gostar, Quando deixa de querer a presença e se acostuma com a ausência, é ter que aceitar que você já não é mais planos para o futuro, mas sim uma lembrança do passado.
Hoje o dia amanheceu pra mim mto nublado. Lágrimas rolaram dos meus olhos, uma dor me invadia o peito, eu sentia como se estivesse partindo minha alma ao meio. Hoje foi mais um dia em que tive que lutar contra minha vontade de insistir, de tentar te convencer de que a gente valeria a pena. Hoje foi mais um dia que eu não pude te ter, nem falar contigo. Hoje foi mais um dia sem você. Que falta você me faz.
"Aprenda a lidar com as ausências,pois nem sempre a pessoa que você espera estar do seu lado,vai estar".
Você me deixou ir muito longe para que possa me alcançar e, sinceramente? Eu não tenho a menor intenção de te esperar.
Evite que suas atitudes para se fazer importante ou personagem de destaque, o leve ao ridículo, pois importante mesmo é saber que sua ausência foi percebida.
(teorilang)
Por diversas vezes erramos. E mais com os que amamos. Talvez com o intuito de protegê-los de nossas debilidades e/ou inconstância emocional. Fato é que quanto mais amamos uma pessoa mais ainda nos é exigido um grau de responsabilidade em não nos tornarmos 'peso" na vida dela(e). Portanto, buscamos por uma tomada de decisão qual o coração não quer... Entretanto, a razão exige sensatez e prudência. Nossas decisões trazem consigo consequências, ás vezes irreversíveis, contudo necessárias. Logo, depende desta o crescimento social do outro. Certamente, quando após determinado tempo, diria até considerável tempo, cerca de 10 a.; entende-se que não fomos o melhor para esta pessoa. Não atribuímos á ela(e) um bem maior. Talvez sejamos o motivo qual não permitiu que esta evoluísse. Claro que, não temos certeza de nada na vida. Porém, se minha ausência contribuir mais do que minha presença então, logo acredito que, me afastar é o melhor á fazer á respeito. Ainda que me doa a alma. Desejo-te sorte de bençãos! Anseio que sejas de fato Feliz Jr ! Grata por tudo que vivenciamos, especialmente por seu amor. Temo que, não seremos mais os mesmos. Mas rogo que sejamos melhores. Nisto se faz a vida, evoluir.
A gente sente quando o outro se ausenta, ainda em presença. Ele se torna opaco, feito neblina – ao encostarmos a mão para sentir, não tocamos em nada além do seu vazio.
O desejo de vingança nada mais é que a manifestação doentia da impiedade humana, prova irrefutável da ausência de Deus.
O ser humano é um bicho estranho, só dá valor a felicidade nos momentos de tristeza, espera o barulho para apreciar o silêncio e se importa mais com a ausência do que valoriza a presença.
Não sei pra onde você foi, mas sei que ficou um vazio enorme aqui...
Os dias já não são comos os de antes, pois tudo que restou foram lembranças e momentos aos quais consolam meu sono.
Seria maravilhoso que as pessoas pudessem voltar a olhar nos olhos um do outro e despretensiosamente falasse: Você me faz feliz! Eu te amo! Nossa amizade é pra sempre! Está tudo bem? Me dê um abraço! Te calma, vai dar tudo certo! Palavras em extinção!
