Poemas de Ausência
Na vontade plena de uma cobiça desmedida, se limita a expelir o inevitável perfume de um encanto reprimido, fruto de uma ausência inesgotável de audácia
"Um só momento, em que se esteja bastante consciente...costuma modificar radicalmente muitas circunstâncias desagradáveis"
"O ser leal é companheiro do amor e amigo da inteligência. E na mais simplista das ausências é testado os mais altos atos de lealdade."
Sinto falta de um mundo que talvez nunca tenha visto, um mundo de verdade, onde é prioridade a cultura e a arte é devidamente respeitada e cultivada, onde as pessoas se interessam umas pelas outras não pelos erros, mas pelos calos que a vida deixou e quem essa pessoa se transformou, sinto falta de sorrisos sinceros, de não me sentir saturado pela mesmisse, sinto falta de músicas que tinham conteúdo, pessoas com conteúdo... Talvez eu já esteja ficando velho de mais para esse mundo, ou talvez os valores é que se inverteram e bem poucos notaram!
Costumava desejar que aquilo tudo nunca tinha acontecido e que crescera em uma família onde todos sorriam uns para os outros, conversaram, uma família que não fosse marcada pela ausência.
A abundância da oferta nos faz confortáveis. É na escassez que se conhece todo o potencial ou a ausência dele.
A vida não têm sentido se a morte for a consequência e, a morte não tem sentido se a vida não for limitada.
Lembra do que me disse sobre querer que eu fosse feliz mesmo que você não estivesse presente? E se eu não puder ser feliz sem você presente?
Geralmente quando me refiro a um novo dia, a reação das pessoas é de entusiasmo e alegria; porém, nesse caso, quando o novo dia é ter de viver com a ausência de quem amamos… o desejo é permanecer no velho, no ontem, para onde nossa mente e nossos sentimentos começam a fugir para ficar mais um pouquinho com a pessoa querida, ouvir mais uma vez a voz, abraçar mais uma vez que seja, beijar só mais uma vez, gargalhar e fazer planos mais uma vez…
Cheguei à conclusão de que minha presença constante provavelmente seria pior para todos do que minha súbita ausência, e decidi que prefiro mil vezes deixar as coisas piores.
Por que não percebemos o óbvio? Porque o óbvio é como o ar. Imperceptível para nós. (...) Nós só percebemos o ar quando colocamos a cabeça na água. Ou seja, na ausência.
Como meu último ato de amor eu vou te deixar em paz, te deixar com seu pouco tempo. Vou sair pra que você volte à ter felicidade, mesmo que não seja eu. Te amo tanto que eu aceito o seu adeus, quero poder sorrir quando te ver sorrindo por outra pessoa. Eu demorei pra entender que pra você ser feliz o segredo está na minha ausência.
Sinto que eu sempre estive procurando alguma coisa. Ao mesmo tempo, sempre faltou algo na minha vida. E obter alguma coisa desesperadamente só garante um momento de prazer.
É na falta do que se tem que o ser humano percebe a necessidade daquilo que se tinha? Ou é na ausência que percebemos que não possuímos nada mesmo?
Meu coração dilacerado foi dilacerado e dilacerado novamente. E eu não deixo de amar e eu amo, e eu amo loucamente.
Na quietude, descobrimos a força do não dito, a eloquência dos gestos. Por vezes, a sabedoria reside na pausa, enquanto o mundo se desdobra em histórias ruidosas. Assim, abraçamos o silêncio não como ausência, mas como uma presença poderosa que fala às profundezas da alma, oferecendo respostas sem artifícios e consolo sem palavras.
Alguns buscam nossa presença em trabalho, conferências e eventos para preencher a lacuna deixada pela própria ausência.
